Revistas da Unilab (Univ. da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
Not a member yet
    1125 research outputs found

    A ANÁLISE DA MARCA DE TEMPO E ASPECTO EM XIMAKONDE EM FORMAS AFIRMATIVA E NEGATIVA

    Full text link
    O presente trabalho tem como tema a análise da marca de tempo e aspecto em Ximakonde, com foco nas formas afirmativa e negativa. A pesquisa investiga a forma como se realiza a marcação temporal (passado, presente e futuro) e os aspectos verbais (perfectivo e imperfectivo), observando as possíveis distinções morfológicas e sintáticas entre enunciados afirmativos e negativos. O problema central consiste em compreender como a polaridade influencia a estrutura verbal e quais mecanismos linguísticos são usados para expressar tempo e aspecto em Ximakonde. Parte-se da hipótese de que existem morfemas específicos e contrastes relevantes entre formas afirmativas e negativas, que interferem na interpretação e organização temporal das ações. O objetivo principal é realizar uma descrição detalhada dos elementos morfológicos e sintáticos responsáveis pela marcação de tempo e aspecto, justificando-se pela importância de documentar e compreender a gramática desta língua bantu ainda pouco estudada. A metodologia adotada é de natureza filológica, com base na análise de documentos linguísticos escritos e registros orais em Ximakonde, complementada pela comparação com dados de outras línguas bantu próximas. Os resultados apontam para a existência de padrões próprios na expressão do tempo e aspecto, com variações sistemáticas entre formas afirmativas e negativas, revelando a riqueza e complexidade da estrutura verbal em Ximakonde. &nbsp

    PROVÉRBIOS COMO EXPRESSÕES POPULARES NA EDUCAÇÃO CULTURAL DA NOVA GERAÇÃO A NÍVEL DO DISTRITO DE MONTEPUEZ (CABO DELGADO, MOÇAMBIQUE)

    Full text link
    Este artigo, procura refletir sobre a contribuição dos provérbios no contexto da educação das novas gerações por meio de expressões populares desenvolvidas no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, Moçambique. Provérbio é o processo de manifestação mais elevado do pensamento filosófico das pessoas, pelo qual a fala e/ou a retórica estão ligadas ao processo de resolução de problemas sociais simples ou complexos através da inteligência ou conhecimento. Eles fazem parte de uma cultura dum povo, assim como as crenças e superstições. Esta pesquisa exploratória tomará como estratégias para compreender de que forma este gênero contribui para a educação cultural e manutenção da memória coletiva de uma dada comunidade. Os resultados esperados deste estudo incluem a identificação de tendências no seio dos jovens no que tange ao uso de provérbios no distrito de Montepuez. Os dados obtidos poderão contribuir para repensar as políticas da manutenção da educação cultural dum povo sobretudo da camada jovem. Como base na contextualização da pesquisa, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre os provérbios no distrito de Montepuez, visando compreender como esses foram implementados ao longo do tempo, como foram sendo modificados e qual contribuição têm dado na comunidade

    MORFOSEMÂNTICA DAS CLASSES 1 E 2 EM CONTRASTE ÀS CLASSES 9 E 10 NA LÍNGUA MAKONDE

    Full text link
    O presente artigo tem como foco a análise morfo-semântica das classes nominais 1 e 2 em contraste com as classes 9 e 10 na língua bantu Ximakonde. Através de uma abordagem filológica e introspectiva, o estudo investiga os morfemas nominais, bem como os campos semânticos associados a essas classes. As classes 1 e 2, tradicionalmente associadas a seres humanos, mostram variações morfológicas com a presença dos prefixos mu-, mw-, m- e n-. As classes 9 e 10, por outro lado, apresentam uma maior diversidade semântica, abarcando animais, conceitos abstratos, objetos diversos e empréstimos lexicais, com prefixos como (i)N-, i-, y-, di- e dy-. O estudo salienta ainda a importância das classes nominais na estruturação gramatical e semântica da língua Ximakonde, destacando-se como um contributo significativo para o aprofundamento do conhecimento sobre a organização morfológica e semântica das línguas bantu

    ETIMOLOGIA DA PALAVRA CITEWE/CIWUTEE COMO NOME DE UMA LÍNGUA E ANÁLISE ANTROPO-SOCIO-HISTÓRICA DAS PRÁTICAS DO ALINHAMENTO SOCIAL NA CULTURA WUTEE

    Full text link
    A humanidade existe há muitos anos. Ela está organizada em comunidades e famílias. Comunidade/sociedade[1] tewe/wutee é um grupo de falantes de uma língua bantu que pertence ao grupo Shona S.13b. Para além de aspectos ligados ao surgimento desta língua, pretende-se analisar, descrever e partilhar algumas práticas culturais que consolidam a relação entre os membros da comunidade, numa perspectiva antropo-socio-histórica. As práticas culturais servem como um mecanismo de alinhamento da mente dos membros da comunidade, mesmo que um deles esteja, fisicamente, em desvantagem. Tendo em conta este pressuposto nota-se que, para captar os traços paramétricos de uma comunidade é preciso entender a visão que ela tem do mundo. A cultura dá a imagem do que é o mundo aos seus membros praticantes, mesmo que ela sofra influências externas como resultado da divisão política que não coincide com as fronteiras culturais das sociedades, principalmente, em África. Os objectivos arrolados remetem-nos à questão “como é que a palavra Citewe/Ciwutee surge como nome de uma língua e qual é a função de kutiza botso no alinhamento da mente dos membros da comunidade wutee? As possíveis respostas que advém da pergunta acima são: a) Citewe/Ciwutee surge com base nas práticas culturais; b) as abordagens socio-antropo-históricas ajudam a identificar as características típicas de awutee e explicar as motivações do surgimento de Ciwutee/Citewe como nome de uma língua; c) a identificação da comunidade wutee foi possível depois da partilha de África, como parte de uma colónia com características próprias, determinadas pela administração colonial. Para caracterizar Ciwutee e a prática cultural de alinhamento da mente e social deste grupo (kutiza botso), aplicou-se a abordagem qualitativa suportada pela pesquisa bibliográfica e Introspecção, realizada por meio de questionário de uma entrevista semi-estruturada, numa amostra representativa de 25 informantes. Estes estão distribuídos da “zona de Muribane (Muriyani) Sussundenga, Província de Manica até ao Sul do Distrito de Gorongosa e Oeste do distrito de Dombe, Província de Sofala”[2]. Analisados os dados, o estudo mostra que, a palavra Ciwutee/Citewe surge da designação de pele de animal na língua dos falantes. Kutiza botso é uma das práticas culturais que serve para moldar o pensamento e criar harmonia, amor e respeito entre os membros da comunidade Wutee e outras do mundo.   [1] Não se distingue comunidade de sociedade, mesmo sabendo da diferença de finalidades de cada um dos conceitos, por isso, se usa um ou outro quando o contexto de narração e objectivos exigirem. [2]  Ver Ribeiro 1948. Está claro que nem sempre o significado denotativo fecha as possibilidades de interpretação das palavras. Uma língua diz o que diz na própria língua (cultura), o significado de uma palavra ou frase pode depender da intenção do falante e do contexto em que é proferida Razão e Das Neves (2022). No mundo existem, sistematicamente, diferenças semânticas entre as línguas. As categorias como espaço, tempo, quantidade e cores não são uniformes nas culturas (Sapir-Worf 1956)

    ENSINO DA ORTOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA E OS DESAFIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO EM MOÇAMBIQUE: UMA QUESTÃO PARADIGMÁTICA DA ESCRITA DO PORTUGUÊS

    Full text link
    O presente estudo tem como objetivo discutir as causas do uso arbitrário do antigo e do novo acordo ortográfico pelos alunos no contexto de ensino-aprendizagem da língua portuguesa em Moçambique. Repensar a escrita no contexto processo educativo em Moçambique é embarcar para uma reflexão justificável e de tamanha importância, pois com o advento das mudanças sociais e novas tecnologias, os alunos mostram-se, cada vez mais, desinteressados na escrita. O ensino-aprendizagem da língua portuguesa, em Moçambique, sobretudo, no ensino secundário, é marcado por desafios, pois os alunos usam arbitrariamente o acordo de 1945 e o novo acordo ortográfico de 1990. Em relação à metodologia, este artigo é de caráter bibliográfico, que segue uma abordagem qualitativa, fazendo uso do método de análise de conteúdo e uso da técnica de observação. A pesquisa baseia-se em trabalhos de Lima (2009); Medeiros (2008); Morais (2003); Sim-Sim (1998); Riolfi (2008); Cagliari (1999); Dubois (2006). Portanto, os resultados mostram que, por um lado, a arbitrariedade do uso do antigo e do novo acordo ortográfico no contexto educativo é advinda das mudanças que ocorrem na sociedade atual, em que tudo aparenta momentâneo, sobretudo, as interações rápidas, com a utilização de linguagem escrita mais próxima da oralidade e bastante abreviada, gerando, portanto, rapidez no envio de mensagens por meios eletrónicos. Por outro, é fruto da ratificação tardia do acordo ortográfico, associada também à não reforma dos acervos literários das bibliotecas, livrarias, editoras de publicação, tanto que não permite que as instituições de ensino usem materiais didáticos com novo acordo ortográfico

    A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E A PRESENÇA DOS PALOP NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO MÉDIO BRASILEIRO

    Full text link
    O livro didático se faz presente no contexto do ensino brasileiro desde o período imperial, tendo sua valorização como principal ferramenta da prática pedagógica nas décadas de 1970 e 1980 (Santos, Martins, 2011). Considerando uma das funções do livro didático de ser um meio de aquisição de conhecimentos socialmente relevantes (BRASIL, 2012), o nosso trabalho teve como objetivo fazer uma seleção de um conjunto de livros didáticos de língua portuguesa utilizados nas três séries do Ensino Médio para que pudéssemos apontar como se fazem presentes os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) nestas obras. Desse modo, a presença dos PALOP nestes materiais aproxima-se do que temos preconizado na Lei 10.639/2003 que institui como obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira, incluindo o estudo da História da África e dos Africanos. Após a leitura criteriosa das obras selecionadas, em específico das obras ou capítulos relacionados ao ensino da linguagem, notamos que os PALOP se fizeram presentes apenas nos capítulos ou seções em que a variação linguística era abordada, mas não necessariamente em todos os livros. Assim, constatamos uma deficiência no ensino da temática da variação linguística, em específico, a variação diatópica, e a apresentação de conteúdos que envolvam questões linguísticas relacionadas ao continente africano e à língua portuguesa que é falada nos países que passaram pelo processo colonizatório

    APRESENTAÇÃO DO VOL.1, Nº1, 2025 - REVISTA AXEUNILAB

    Full text link
    APRESENTAÇÃO DO VOL.1, Nº1, 2025 - REVISTA AXÉUNILA

    MARX E BOURDIEU

    No full text

    capa, sumário e apresentação

    No full text
    Capa, Sumário e Apresentaçã

    Funcionalidade comunicativa no contexto das linguagens midiáticas em ensinos virtuais: Communicative functionality in the context of media languages in virtual education

    Full text link
    O objetivo deste artigo é analisar como a linguagem aplicada em ambientes digitais pode concorrer para a compreensibilidade comunicativa, e de que modo o letramento digital se interconecta à promoção da construção de conhecimentos no contexto do ensino virtual. Logo, revisitando na literatura a perspectiva da linguagem como interação comunicativa (Vygotsky, 1987), e nas noções fundantes de Bakhtin (1992/2010) dos eixos comunicativos na história do homem, o método de pesquisa enfoca um levantamento bibliográfico de viés qualitativo (Creswell, 2010; Yin, 2016) para apoiar as análises delineadas. Partindo da compreensão do protagonismo discente (Papert, 2008) e do letramento digital para fomento das linguagens midiáticas (Garofalo, 2019), destacamos a importância da contextualização de práticas docentes inerentes às situações de ensino. Os estudos observados em paridade às observações teóricas deste artigo parecem apontar a relevância das linguagens midiáticas sob uma perspectiva nômade, para um compartilhamento colaborativo e sugestivo ao desenvolvimento das habilidades do alunado. Portanto, ressaltamos a importância de investigações continuadas e do tipo empíricas acerca da temática, e encorajamos a divulgação de registros relevantes às comunidades acadêmicas.  **** The article aims to analyze how language applied in digital environments can contribute to communicative comprehensibility, and how digital literacy interconnects with the promotion of knowledge construction in the context of remote classrooms. and Bakhtin\u27s (1992/2010) conception of communicative axes in human history, the research method focuses on a qualitative literature survey (Creswell, 2010; Yin, 2016) to support the outlined analyses. Starting from the understanding of student protagonism (Papert, 2008) and digital learning to promote media languages (Garofalo, 2019), we highlight the importance of contextualizing teaching practices inherent to teaching situations. The studies observed in parity to the theoretical observations of this article seem to point out the relevance of the media languages from a nomadic perspective, for a collaborative and suggestive sharing to the development of the students\u27 skills. Therefore, we emphasize the importance of continued and empirical investigations about the theme, and encourage the dissemination of relevant observations to academic communities

    579

    full texts

    1,125

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Revistas da Unilab (Univ. da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇