Revistas da Unilab (Univ. da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
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    A criação do primeiro Dicionário da Língua Gestual Guineense, um desafio linguístico

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    Eu chamo-me Lucas Augusto Cabi, estudante de curso de Letras Língua portuguesa na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Campus dos Malês, Bahia. Junto com prof. Dr. Alexandre António Timbane da mesma instituição e editor da revista Njinga & Sepé realizamos uma entrevista. Entrevistamos as autoras do Dicionários da língua gestual guineense. Trata-se da professora Marta Morgado e Mariana Martini. Trata-se de um dicionário produzido em 2007 e a outra em 2017. A Guiné-Bissau tem algumas escolas que atendem surdos. A Guiné-Bissau é um país com cerca de 20 línguas étnicas de acordo com Couto e Embaló (2010). Somando essas línguas, os autores não mencionaram as línguas de sinais falada pela comunidade surda do país. A senhoras Mariane Martins e a Senhora Marta Morgado, nos falaram um pouco da ideia de construção do dicionário da língua gestual guineense e das formas como os surdos são tratados na Guiné-Bissau. A Marta e a Mariane são portuguesas. A senhora Mariane Martins é linguista de formação e especialista em língua gestual, A Marta é professora de surdos. Martins e Morgado acreditaram que esse dicionário vai ajudar ainda mais surdos e os ouvinte que querem conhecer a língua gestual guineense.  Ainda falaram que a língua gestual guineense este é uma língua crescente e com uma comunidade surda fortíssima e vibrante

    O ensino da libras como primeira língua na educação fundamental por professores ouvintes: limitações de conhecimento e metodologia de ensino versus menor esforço na busca de conhecimento e o impedimento da gestão escolar na obtenção de recursos: The teaching of the brazilian sign language as first language in fundamental education by teachers not deaf: limitations of knowledge and methodology of teaching versus non-dedication in the search of knowledge and the blocking of school management in the obtainment of resources

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    O Que é incluir? O que é garantir? Diante da ampla demanda de profissionais qualificados para atuar na educação inclusiva, faz-se necessário algumas indagações quanto ao ensino da Libras como primeira Língua (L1) - por professores ouvintes à alunos surdos inseridos no ensino fundamental. A presente pesquisa, a priori empírica, trás um repertório de questões e a hipótese da atual realidade nas escolas: nem todos os profissionais têm formação adequada nos padrões básicos para atender alunos surdos. Há pré-requisitos para que realmente ocorra a inclusão tão desejada por todos, ou talvez, por grande parte de profissionais atuantes (BRASIL 1996; 2013). Embora haja dezenas de eixos a serem discutidos, neste trabalho limitou-se à Educação de Surdos. Ao tratar de educação, é necessário que a qualidade do ensino-aprendizado seja minimamente eficiente e garanta ao discente o direito de aprender satisfatoriamente seu idioma. A inquietação diante da temática é: se a educação inclusiva dispõe a necessidade de qualificação para atuar, qual a razão de haver profissionais sem domínio específico na área? Que riscos esta atuação sem habilidades e conhecimentos específicos da Libras podem trazer ao discente surdo? Este profissional que atua tem se empenhado na busca ou está impedido, pelos órgãos da educação, de buscar conhecimento adequado para se (des)envolver na escola? A proposta foi analisar, por meio de entrevistas semiestruturadas bem como de planilhas virtuais, algumas situações reais em escolas denominadas inclusivas e que atendem alunos surdos. Espera-se com os resultados compilados possibilitar subsídios à formação continuada dos profissionais atuantes. *** What is include? What is guarantee? Given the wide demand of qualified professionals to work in inclusive education, it is necessary to inquire about the teaching of Libras as the first language (L1) - by non-deaf teachers to deaf students enrolled in elementary education. The present research, a priori empirical, brings a repertoire of questions and the hypothesis of the current reality in schools: not all professionals have adequate training in the basic standards to attend deaf students. There are prerequisites for truly inclusion to be so desired by all, or perhaps most of the working professionals (BRAZIL 1996, 2013). Although there are dozens of axes to be discussed, in this work it was limited to the Education of the Deaf. When it comes to education, it is necessary that the quality of teaching-learning is minimally efficient and guarantees the student the right to learn their language satisfactorily. The concern with the subject is: if inclusive education provides the need for qualification to act, what is the reason of professionals with no specific domain in the area? What risks does this action without specific skills and knowledge of Libras bring to the deaf student? Has this professional been involved in the search or is it prevented by the education agencies from seeking appropriate knowledge to become involved in the school? The proposal was to analyze, through semi-structured interviews as well as virtual spreadsheets, some real situations in schools called inclusive and that serve deaf students. It is hoped that with the results compiled, it will be possible to provide subsidies for the continued training of the professionals involved

    O ensino das Humanidades como literacia para uma justiça económica e social: Dyondzo ya vumunhu tanihi vutivi bya ku hlaya na ku tsala eka vululami bya ikhonomi na ntshamiseko

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    A nível geral e global, as humanidades na Universidade têm sido desvalorizadas nas décadas mais recentes (tendência 1). Um dos efeitos dessa desvalorização tem sido a menor presença das humanidades na sociedade, em particular no mercado de trabalho. A par desta tendência ocorreu uma série de transformações, entre as quais a intensificação das desigualdades sociais (tendência 2). Da coexistência destas duas tendências, ambas resultantes da influência neoliberal nas políticas públicas, surge a questão de saber em que medida a primeira é um dos fatores que foi facilitando a segunda. Neste artigo explicita-se como se foi concretizando um menor investimento nas humanidades em contexto académico e os respetivos fatores condicionantes. Seguem-se as razões pelas quais fragilizar o ensino nestes domínios do conhecimento condiciona negativamente uma justiça económica e social. Dito de outra forma, salientam-se as especificidades ganhas com uma formação em humanidades, se aberta às várias correntes de pensamento e independentemente das disciplinas estudadas. Por contraste, intui-se o vazio que se vai instalando na sociedade enquanto o seu ensino vai definhando. Este vazio não é somente uma ausência de conhecimento. É também a fragilização, na esfera coletiva, de determinadas capacidades reflexivas e atitudes, determinantes para o desenvolvimento de uma sociedade que se idealiza inclusiva, protetora da natureza e pacífica. *** Eka xiyimo xo angarhela na xa misava hinkwayo, vutivi bya vanhu eYunivhesiti byi hungutiwile eka makume ya malembe ya sweswinyana (trend 1). Yin’wana ya mimbuyelo ya ku hunguteka loku ka nkoka ku vile vukona bya le hansi bya vutivi bya vanhu eka vaaki, ngopfungopfu eka makete wa vatirhi. Etlhelo ka ntshamiseko lowu, nxaxamelo wa ku cinca wu humelerile, ku katsa na ku tiyisisiwa ka ku nga ringani ka ntshamiseko (ntshamiseko wa 2). Ku suka eka ku hanya swin’we ka mikhuva leyi yimbirhi, leyi havumbirhi bya yona yi humaka eka nkucetelo wa neoliberal eka tipholisi ta mfumo, xivutiso xi tlakuka xa ku tiva leswaku xo sungula i xin’wana xa swilo leswi oloviseke xa vumbirhi ku fikela kwihi. Xihloko lexi xi hlamusela hilaha vuvekisi byintsongo eka vutivi bya vanhu byi fikeleleriweke hakona eka xiyimo xa dyondzo na swilo leswi faneleke swa xiyimo. Hi leswi swivangelo leswi endlaka leswaku ku tsana ka dyondzo eka tindhawu leti ta vutivi swi veka swiyimo swo biha eka vululami bya ikhonomi na ntshamiseko. Hi marito man’wana, swihlawulekisi leswi kumiweke eka ndzetelo wa vutivi bya vanhu swi humelela, loko swi pfulekile eka maendlelo yo hambana ya miehleketo naswona ku nga langutiwi tidyondzo leti dyondziwaka. Ku hambana ni sweswo, munhu u vona vuhava lebyi tshamaka evanhwini kasi dyondzo ya byona yi ri karhi yi tlanga hi nkarhi. Ku pfumala nchumu loku a hi ku pfumaleka ka vutivi ntsena. Nakambe i ku tsana, eka xiyenge xa ​​nhlengeletano, ka vuswikoti byo karhi byo anakanyisisa na mavonelo, swilo leswi lawulaka nhluvukiso wa rixaka leri tivonakala tanihi leri katsaka hinkwavo, leri sirhelelaka ntumbuluko na ku rhula

    Cultura, comunidade e identidade surda: O que querem os surdos? Culture, community and deaf identity: What do the deaf want?

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    No âmbito das Ciências Sociais, mais especificamente na Antropologia, têm começado a aparecer pesquisas como esta. No entanto, este trabalho foi desenvolvido de uma forma praticamente inédita em Língua Portuguesa, tendo recebido constantes citações. Os surdos do Brasil, como preferem ser chamados, vêm buscando reconhecimento de sua língua, a Língua Brasileira de Sinais. Este é um fenômeno que acontece em diversos países, como a França e os Estados Unidos, por exemplo. As categorias cultura, comunidade e identidade, desenvolvidas na Antropologia, têm servido especialmente aos estudos culturais, trazendo debates específicos de povos ou grupos sociais. Historicamente, as línguas de sinais foram proibidas em diversos países, favorecendo o que se chamou de oralismo puro. Mas desde o último período de resistência, com a criação da American Sign Language e da Gallaudet College o mundo passou a reconhecer que, na França, setecetencista o abade de l`Epée estava certo. No Brasil, a década de 1980 marcou a criação das primeiras associações de surdos. Este trabalho é fruto da construção da minha dissertação de mestrado, que ficou pronta dois anos depois. O trabalho de campo foi longo: desde 2006 até 2011 e, depois, até 2013. Muitos questionamentos aparecem quando se pensa que uma pessoa não pode ouvir a campainha de casa ou o barulho de trem. É por isso que a Libras é uma língua visual-gestual, com gramática própria e faz requerer adaptações como a campainha luminosa, por exemplo. É importante tomar o cuidado de não homogeneizar esse grupo, pois existem os surdos oralizados, os bilíngues e os que só sabem Libras ou só Português. O que ocorre com os movimentos sociais, sejam eles feministas, negros, indigenistas ou de classe é que há códigos próprios para se traduzir determinadas ideias. Isso não é diferente entre os surdos, por isso pensamos em identidades, culturas e comunidades surdas. **** In the field of Social Sciences, more specifically in Anthropology, research like this one has begun to appear. However, this work was developed in a practically unprecedented way in Portuguese, having received constant citations. Deaf people in Brazil, as they prefer to be called, have been seeking recognition of their language, the Brazilian Sign Language. This is a phenomenon that happens in several countries, such as France and the United States, for example. The categories of culture, community and identity, developed in Anthropology, have served especially in cultural studies, bringing specific debates of peoples or social groups. Historically, sign languages have been banned in several countries, favoring what has been called pure oralism. But since the last period of resistance, with the creation of the American Sign Language and the Gallaudet College, the world has come to recognize that, in France, seventeenth-century the Abbé de l`Epée was right. In Brazil, the 1980s marked the creation of the first deaf associations. This work is the result of the construction of my master\u27s thesis, which was ready two years later. The field work was long: from 2006 to 2011 and then to 2013. Many questions arise when one thinks that a person cannot hear the doorbell at home or the noise of a train. That is why Libras is a visual-gestural language, with its own grammar and requires adaptations such as the lighted bell, for example. It is important to take care not to homogenize this group, as there are oralized deaf people, bilinguals and those who only know Libras or only Portuguese. What happens with social movements, whether feminist, black, indigenist or class, is that there are codes of their own to translate certain ideas. This is no different among the deaf, that\u27s why we think about deaf identities, cultures and communities, in plural

    Conversando com a escritora Carlota de Barros

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    A presente entrevista foi realizada no âmbito do projeto “Literatura de Mulheres: Memórias, Periferias e Resistências no Atlântico Luso-Afro-Brasileiro, financiado pela FCT,  Fundação para a Ciência e a Tecnologia, de Portugal. Nela, Carlota de Barros, uma escritora cabo-verdiana, natural da ilha do Fogo fala de vários assuntos, tais como: a sua produção literária; viagens; mudanças; escritores que influenciaram a sua escrita; e temáticas abordadas na sua escrita. *** Ese entrevista realizode ne âmbitu du projetu “Literatura de Melher: Memórias, Periferías e Resistênsias ne Atlênticu Luso-Afro-Brasileiru, financiode pe FCT, Fundasão pe Siênsia e Teknologia, de Purtugal. Nela, Karlota de Barus, un xkritora kabo-verdiana, natural de ilha de Fogo te falá de diferente asuntu, komu: sê produsão literária; viajenj, mudansas; xkritores ke influensiá sê xkrita; e temátikas ke el te abordá.&nbsp

    O papel das atitudes dos pais e encarregados de educação na (re)formulação da(s) política(s) linguística(s) sobre a educação bilíngue: Ntirho wa sviyedlo sva vatatana ni valanguteli va vatsongwana loko kulughisiwa milawu yaku djondza hi tirimi timbirhi

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    O presente artigo faz uma reflexão sobre o papel das atitudes dos pais e encarregados de educação na (re)formulação da(s) políticas linguísticas sobre a educação bilíngue na província de Maputo, em geral, e no distrito da Manhiça, em particular. O mesmo tem como objetivos específicos (i) identificar o papel das atitudes na elaboração de políticas linguísticas; (ii) fazer o levantamento das atitudes dos pais e encarregados de educação quando os seus educandos são enquadrados em turmas de educação bilíngue; (iii) analisar as atitudes dos pais e encarregados de educação sobre a educação bilíngue. O percurso metodológico que seguimos é a qualitativa-interpretativa. Nesta abordagem, focalizamos a complexidade das percepções e atitudes dos pais e encarregados de educação à medida que vão emergindo, sem a predefinição de variáveis para a obtenção de dados qualitativos. Usamos como técnicas de recolha de dados as entrevistas e a observação das atitudes demonstradas pelos pais e encarregados de educação quando abordados sobre a integração dos seus educandos em turmas de educação bilíngue. A análise de dados foi feita com base no método da análise de conteúdo, que é visto como um instrumento de técnicas de análise de comunicações (Bardin 2011, 1995). **** Ntirho lowu i xiphemu lexiyelheketaka ntirho wa vatatana ni valaveleli va vana loko kululamisiwa a milawu ya kudjondza hi ririmi ra vumbirhi eka vana lavatsongo, ka xipfundzakulu Maputsu, nilexitsongo ka Manyisa. Lona lini svikongomelo sva yona i (i) kuxungameta ntirho wa vatatana loko kulungisiwa a milawu ya djondzo; (ii) kulava kutiva miyanakanyu ya vatatana ni valangutele va vatsongwana loko vavekiwa ka maturma ya kudjondza hi tindzimi timbirhi; (iii) kukambisisa miyanakanyu ya vatatana ni valanguteli va vana. Kukota kufikela xikongomelo xa dyondzo leyi, hiyamukerile endlelo leri simekiweke eka nxopaxopo wa kwalitativa-interpretativa. Ka tiru lowo, hita kogomisa risima ra kutwisisa ni svikombiso sva vatatana ni valanguteli va vana loko kuri kari kuhumelela, nahinga rangi hiveka svilo lesvaku hi kuma sviga sva kutala. Hitatirhisa tindlela ta  kubulabula ni kucuvukisa ka mayendlela lamakombisiwaka hi vatatana ni valanguteli va vana loko vana va vona vavekiwa ka maturma yaku dyondza hi tirirmi timbirhi. kukambisisa kutayendliwa hi ndlela ya kulavisisa yetelelo, leyi yivoniwaka yile yinene  kukamba timaka ta kubula (Bardin 2011,1995)

    O umbundo na esfera educacional da província de Benguela (Angola): Umbundu kweci catiama kelilongiso kolupale wombaka

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    This article is the result of a scientific initiation research project, which deals with the ethnic-linguistic valorization of the Umbundu national language in Angola. The objective is to evaluate the teaching-learning process of this Angolan mother tongue as a first language (L1), in relation to Portuguese as a second language (L2), in southern Angola, in the province of Benguela. It focuses on the period of school literacy, that is, when there is the teaching of the written modality of Portuguese, the official language in Angola, competing with the national language. Therefore, the article: presents a contextualization of the education system of the country and the region studied, focusing on a brief literature review; conducts a brief field research with a questionnaire applied to teachers, directors and parents, totaling 14 questions and 11 participantes; compares two primary school study plans. Thus, we seek to understand the difficulty and challenges of implementing the teaching of Umbundu in schools in the province. The study also considers the use of this national language in the family context from the perspective of the parents. The research is relevant because African mother tongue teaching in the context of Angola has been a difficult task to implement due to linguistic prejudices from the colonial era and present until the present day. In a way, we believe that this work contributes to the commitment of the Angolan educational sphere to promoting the teaching of national languages ​​in schools, in line with international guidelines (UNESCO, 2010) to encourage mother tongue teaching as an educational policy of including children in basic education.Este artigo é resultado de um projeto de pesquisa de iniciação científica, que trata sobre a valorização étnico-linguística da língua nacional umbundu em Angola. O objetivo é avaliar o processo de ensino-aprendizagem dessa língua materna angolana como primeira língua (L1), com relação à língua portuguesa como segunda língua (L2), no sul de Angola, na província de Benguela. Enfoca-se o período de letramento escolar, ou seja, quando há o ensino da modalidade escrita do português, língua oficial em Angola, concorrendo com a língua nacional. Para tanto, o artigo apresenta uma contextualização do sistema de ensino do país e da região estudada, com enfoque em uma breve revisão documental; realiza pesquisa de campo com questionário aplicado a professores, dirigentes e pais, totalizando 14 questões e 11 participantes; compara dois currículos do ensino primário. Busca-se, assim, compreender a dificuldade e os desafios de implementação do ensino de umbundu nas instituições escolares da província. O estudo considera, ainda, o uso dessa língua nacional no contexto familiar a partir da perspectiva dos pais consultados. A pesquisa se justifica, pois o ensino de línguas maternas africanas no contexto de Angola tem sido uma tarefa difícil de ser implementada por motivos de preconceitos linguísticos oriundos da época colonial e presentes até os dias atuais. De certo modo, acreditamos que este trabalho contribui para o empenho da esfera educacional angolana de promoção do ensino de línguas nacionais nas escolas, ecoando orientações internacionais (UNESCO, 2010) de incentivo ao ensino em língua materna como política de valorização e de inclusão de crianças na educação básica. *** Upange ulo watunda ko projeto okusandiliya kwokufetika kukulihiso, wa tyamela kondando yocitumbulukila celimi lyumbundu lyofeka yongola. Ocimaho okukuliha ndomo elilongiso lyelimi lyutila vongola ndelimi lyatete (L1), lokusokisa lelimi lyoputu (L2), kombwelo yongola, vocitunda Combaka. Tu vanja o tembo yokulilongisa okusoneha vocitumalo celilongiso, ale pamue, eci peli okulilongisa konepa yokusoneha velimi lyoputu, elimi lyatumbikiwa vongola, lyendela pamwamwe lelimi lyetu. Omo lyaco, ocisoneha eci: cilekisa otembo tukasi kelilongiso vimbo lyanoliwa oco tutange, lokuvanja lonjanga kovityapa vyasonehiwa ale; citunga lonjanga okusandiliya volokololo alongisi, ovitunda lolo tate vamwe oco vakumbulule apulilo amwe okulinga akwi la kwãla (14) kapulilo; visokisa olonjila vivali vyelilongiso kalima atete. Longila eyi, tupa okulomboloka ovitatamiso lovitangi vyokunena elilongiso lyumbundu kovitumalo vyelilongiso kombaka. Okutanga civanja ndomo elimi lisokupopiwa vapata, okupisa kwevi olotate vipopya. Elongiso eli lisanga omangu ndomo okulongisa alimi ofeka yetu catilã, momo valwa vakwete ovitangi omo lyacikolonha kaputu, vasima okuti okupopia alimi etu aciwa ko omo lyomanu vayolayola kolotembo vyokalye. Omo lyaco, tuci okuti, upange ulo weca ongusu konepa yelilongiso vofeka yo NGOLA, okweca olonjila kolofeka vyokosamwa (UNESCO, 2010) cokupamisa elilongiso lyelimi lyutila ndonjila politica cokweca ondando loku iñisa omalã velilongiso lyutila

    As percepções dos operadores jurídicos sobre o acesso aos tribunais por parte das mulheres rurais: caso de Malulo, Distrito de Sanga: Maonero e Vashandi veMutemo paKuwaniswa kuMatare neMadzimai ekumaruwa: Malulo case, Sanga District

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    O acesso aos tribunais é um direito fundamental do cidadão constitucionalmente reconhecido no nosso ordenamento jurídico moçambicano. Este trabalho investigou as percepções dos operadores jurídicos (Juíza, Procurador e Defensores oficiosos), sobre o acesso aos tribunais por parte das mulheres rurais de Malulo, no Distrito de Sanga. Pretende possibilitar uma reflexão acerca do acesso das mulheres rurais que na sua maioria são poucas escolarizadas e informadas. A pesquisa caracterizou-se como qualitativa, exploratória e descritiva, uma vez que trata-se de uma pesquisa em andamento de Mestrado em Desenvolvimento Rural na Universidade Lúrio. A colecta de dados foi feita com base em quatro (4), entrevistas semi-estruturadas em profundidade. Análise dos resultados baseou-se nas técnicas de análise de conteúdos.  As evidências observadas mostram que o acesso aos tribunais por parte das mulheres de Malulo no Distrito de Sanga é limitado devido ao: i) baixa escolarização; ii) falta de informação; iii) pobreza (falta de condições econômicas que possa pagar um defensor) e vi) factores culturais (masculinidade e ritos de iniciação) - Nessas comunidades as relações sociais de família são caracterizadas pela supremacia do homem sobre a mulher e encontramos nessas comunidades uma estrutura hierarquicamente organizada. No quadro da estrutura hierárquica primeiro se encontra o homem adulto, depois a mulher adulta. Este cenário de subalternidade retira todas as possibilidades da mulher de reclamar ou negociar os seus direitos com maior destaque para os direitos sexuais e reprodutivos. Os resultados mostraram a importância de emponderar as mulheres com informações para que possam reclamar e garantir os seus direitos

    Cenário Festivo Afroamazônida Brasileiro: a Folia de São Benedito na Comunidade Quilombola Silêncio em Óbidos-Pará: Brazilian Afro-Amazonian Festive Scenario: the Folia de São Benedito in the Silêncio Quilombola Community in Óbidos-Pará

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    Em diversas comunidades afroamazônidas, há fatores originários do continente africano, que se recompuseram e ganharam novos acessórios durante processos de adaptação desses povos que chegaram à Amazônia no período escravocrata brasileiro. Os cenários culturais das comunidades remanescentes de quilombos na Amazônia podem ser apresentados a partir da relação entre cultura, identidade e memória, temas importantes para o registro e incentivo à preservação das performances culturais afrodescendentes. Neste sentido, o objetivo deste artigo é apresentar uma dessas performances que ocorre na Comunidade Remanescente de Quilombo Silêncio, no município de Óbidos, que fica no estado do Pará, e, assim, contribuir para o registro e preservação desta cultura. A pesquisa foi desenvolvida em três momentos. Primeiramente, realizamos o levantamento bibliográfico e o aprofundamento do referencial teórico. Em seguida, a pesquisa de campo com entrevistas semiestruturadas, aplicadas as oito pessoas mais idosas da comunidade. E no terceiro momento, realizamos a transcrição das entrevistas e a análise dos dados à luz da historiografia da Amazônia. Nas falas dos comunitários, as festas de folia de santo foram as lembranças mais recorrentes, especificamente, a festa de São Benedito. A Folia de São Benedito é uma manifestação identitária e memorial de um povo que desde sua chegada ao Baixo Amazonas, no século XVIII, tem buscado fortalecer sua cultura na relação com as culturas dos povos originários e dos colonizadores, bem como, com a floresta; e cujas expressões são fortalecidas a partir da luta pelo reconhecimento de sua herança afro-brasileira

    Impacto da política pública urbana da retirada de vendedores ambulantes nas ruas da Cidade de Chimoio em Moçambique: Mhedzisiro yemutemo wedhorobha pakubvisa vanotengesa mumigwagwa yeChimoio City kuMozambique

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    Um vendedor ambulante é considerado aquele que desenvolve sua atividade nas ruas, sem um local fixo ou em movimento, desviando-se das taxas municipais, razão pela qual entram em frequentes conflitos com as autoridades. Estudar o impacto de uma política pública urbana relacionada com a retirada deste extrato social, foi realizada na Cidade de Chimoio com intuito de perceber o sentimento destes face a sua retirada nas vias públicas, descrever como está sendo implementada esta política publica e examinar o nível de impacto da mesma política. Para a sua prossecução, foi privilegiada a observação sistemática, que consistiu na observação direta e questionamentos aos vendedores ambulantes por meio de um inquérito por questionário. Os dados foram processados no pacote estatístico SPSS versão 20.0 para analisar as variâncias e as correlações estatísticas e regressões lineares sobre os impactos da retirada e na construção de gráficos e tabelas. Os resultados evidenciaram que 53,5% dos vendedores inquiridos realizam a sua atividade como estacionários e os restantes 46,5%, são realmente ambulantes, onde para sua retirada, o Conselho Autárquico toma ações compulsivas que provocam nos visados a desacreditação em relação as promessas deixadas pelo Edil, aquando da sua campanha para o cargo, bem como o descontentamento perante a forma como a retirada é executada e um sentimento de tristeza. E, o estudo recomenda ao Conselho Autárquico de Chimoio à massificação nas campanhas de conscientização dos vendedores para se instalarem em mercados, a continuação do registro e atribuição de cartões de vendedores ambulantes. *** Mutengesi wemumugwagwa anoonekwa semumwe munhu anovandudza basa rake mumigwagwa, asina nzvimbo yakatarwa kana inofamba, achitsauka kubva pamari yemanisiparati, ndicho chikonzero anowanzosangana nemasimba. Kuongorora kukanganiswa kwegwaro revanhu vemaguta rine chekuita nekubviswa kwenharaunda iyi, yakaitwa muGuta reChimoio nechinangwa chekunzwisisa manzwiro avo maererano nekubviswa kwavo mumigwagwa yeveruzhinji, vachitsanangura mafambisirwo ari kuitwa mutemo weveruzhinji nekuongorora nhanho yekukanganisa kweiyo imwe sera. Nekuda kwekuita kwayo, kukoshesa kwakapihwa kutarisisa kwakarongeka, uko kwaisanganisira kutarisa kwakananga uye kubvunza vatengesi vemumigwagwa kuburikidza neongororo yemibvunzo. Dhata yakagadziridzwa muSPSS vhezheni 20.0 statistical package yekuongorora kusiyana uye manhamba kuwirirana uye mutsara regressions pamhedzisiro yekubvisa uye mukuvaka magirafu nematafura. Mhedzisiro yakaratidza kuti 53.5% yevatengesi vakabvunzwa vanoita basa ravo sevakamira uye 46.5% yasara vatengesi vemumigwagwa, apo kuti vabviswe, Kanzuru yeMunicipal inotora zviito zvinomanikidza izvo zvinokonzeresa kuzvidza zvivimbiso zvavo, panguva yemushandirapamwe wake wechigaro, pamwe nekusagutsikana nenzira yekubvisa kunoitwa uye kunzwa kusuruvara. Ongororo iyi inokurudzira kuti kanzuru yeChimoio izivise vanhu vakawanda kuti vanotengesa vagare mumisika, kuenderera mberi kwekunyoresa uye kupihwa kwemakadhi evanotengesera mumigwagwa.

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