Revistas da Unilab (Univ. da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
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    Entrevista com Prof. Dr. João Muteteca Nauege sobre o livro “O Conjuntivo no Português de Angola: da Norma à Variação”: Entretien avec le Prof. Dr João Muteteca Nauege à propos du livre “O Conjuntivo no Português de Angola: da Norma à Variação”

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    Para acessar à entrevista completa com o Prof. Dr. Nauege clique aqui No dia 12 de julho de 2024, o Professor Doutor João Muteteca Nauege, lançou seu livro “O Conjuntivo no Português de Angola: da Norma à Variação” no canal da Revista Njinga & Sepé: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras. Por ocasião do evento, o Mestrando Higor Teixeira dos Santos (PPGEL/UEFS) realizou uma entrevista com intuito de compreender mais sobre a origem da obra, assim como as sustentações científicas que estão por detrás da publicação da obra em epígrafe. O Professor Nauege nasceu no Município do Cambulo, Província de Luanda-Norte sendo Doutor em Linguística pela Universidade de Évora (Portugal), Mestre em Ciência da Linguagem pela Universidade Nova de Lisboa (Portugal) e Licenciado em Linguística Portuguesa pelo Instituto Superior de Ciências de Educação em Huila, Bacharel em Ensino da Língua Portuguesa pelo polo Universitário de Linda-Norte, Universidade Agostinho Neto. Segundo Nauege, o principal motivo para a escrita da obra encontra-se em uma investigação feita ao longo do percurso doutoral, mas que foi uma semente plantada durante o mestrado, mais precisamente no seminário organizado sobre Semântica e Pragmática, no qual apresentou um trabalho sobre o uso do conjuntivo no português de Angola, que recebeu elogios da professora sobre a abordagem e a sugestão de que a abordagem pudesse ser consolidada em trabalhos futuros. O professor se interessa por debates sobre a variação linguística do português de Angola e busca combater o preconceito linguístico que ocorre em contexto angolano, especialmente no ensino da língua portuguesa. Para além deste livro em voga, o professor Nauege possui capítulos, artigos e outras produções científicas para além de palestrante em eventos acadêmico-científicos. O livro é composto por capítulo: o primeiro levanta aspectos conceituais sobre a norma e variação, o segundo fala sobre os parâmetros de descrição do conjuntivo, e o terceiro apresenta a metodologia e faz as devidas análises para finalmente tecer as considerações finais. Vale apenas ler a obra. Está disponível nas principais livrarias angolanas

    Explorando a toponímia do patrimônio cultural de palmas - TO: proposta didático-pedagógica em uma abordagem interativa via software para uma educação patrimonial

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    Este estudo consiste na apresentação de uma estratégia didático-pedagógica para Educação Básica, por meio de uma abordagem inovadora dos topônimos referente ao patrimônio cultural material da cidade de Palmas – TO, utilizando um software toponímico como recurso principal. Como suporte téorico e metodológico, utilizaremos as leituras de Reis e Andrade (2019a, 2019b), Andrade, Nunes, Nascimento e Bastiani (2019), Nascimento e Andrade (2020), Sousa (2017, 2018, 2019) e Bastiani (2021). Além disso, a Base Nacional Comum Curricular BNCC (2017) e o Documento Curricular do Tocantins DCT (2019) servirão de aporte téorico e pedagógico para a discussão da proposta. O aplicativo “Na trilha do patrimônio tem como objetivo servir como recurso didático no contexto do desenvolvimento de estratégias direcionados ao trabalho com nomes de lugares na Educação Básica. A ideia por trás do desenvolvimento desse aplicativo foi a de levar, para o âmbito da sala de sala, uma ferramenta que pudesse ser, ao mesmo tempo, educativa e interativa, ampliando os horizontes do trabalho com topônimos na escola. Vale ressaltar que, quando se concebeu o aplicativo em questão, partiu-se do ensejo de expandir o espaço de estudo dos topônimos para o ambiente virtual, em uma plataforma agregadora, que pudesse tornar esse processo de aprendizado mais didático e motivador para os alunos. Nesse sentido, a qualificação dessa proposta como inovadora advém da aplicação dos estudos toponomásticos ao contexto do ensino, especialmente com a utilização de uma ferramenta digital interativa

    Onomástica antropológica: o ato de nomear a partir de uma perspectiva intercultural

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    Uma parte importante do léxico de uma língua é composta por nomes próprios, que, por existirem em todas as línguas e culturas, são um universal linguístico e humano. Enquanto para os nomes comuns que compõem o léxico existe, de maneira geral, uma relação de arbitrariedade entre o nome em si (o significante) e o referente (o significado), para os nomes próprios o que prevalece é a motivação linguística. No entanto, apesar de sua universalidade, o ato de nomear não se dá da mesma forma em todos os tempos e lugares. Diferentes povos e culturas estabeleceram práticas e costumes diversos no que diz respeito à atribuição de nomes próprios e, por esse motivo, os estudos onomásticos – isto é, os estudos que se dedicam aos nomes próprios – devem possuir, também, um componente antropológico. O interesse mais específico da onomástica antropológica está na forma em que a estrutura social e as relações interpessoais se correlacionam com os costumes e as práticas de nomeação em determinada sociedade. Pretende-se, assim, demonstrar que a presença de uma perspectiva antropológica em estudos onomásticos contribui para a compreensão de que, independentemente do significado dos nomes adotados, os sistemas de nomenclatura e as formas como se dão os processos de nomeação exercem uma importante função social – tornando possível, assim, relacionar o ato de nomear à rede de relações estabelecidas entre os indivíduos dos grupos estudados

    A variante do português falado por falantes de língua materna ciwutee: caso de alunos da 9ª classe na Escola Secundária Geral de Marera - Macate: Kusiyana kwe ciputukezi cinorekethwa nge areketi e mareketero e ciwute: nyaya dze afundi e bhuku re ci 9ª mwe pa cikora ce mabhuku e pakati ce Marera- Macate

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    The present article talks about the variant of the Portuguese language spoken by speaking of the Ciwutee, but specifically in students in the 9th class of the Mozambique education system at Marera Secondary School in Macate District. The research was induced by the interest in studying this particular variant, because many of the Portuguese speakers in the region centre of Mozambique with more focus in the capital of the province of Manica, Chimoio, which presented certain particularities in its pronunciation that differs with the speakers of the other places, having a certain way, this diatopic variation, generated for the researcher the need to study this question, observing that many of the users and listeners did not understand the functioning of it. In order to bring concise data, a work observed and confirmed by a sample of this population with a view to allowing the analysis of the sounds that make up the Ciwutee language and its behaviour in cohabitation with Portuguese, leaning in knowledge of phonological phonetic nature and the IPA to address and bring a proposal of the alphabet and the classification of the Ciwutee language for a good perception of the influence of the same for some characteristics observed in Portuguese pronunciation. The study allowed, an immersion in this proposal, presenting a number of sounds relatively greater than in the CIWUTEE in relation to the sounds of the Portuguese language, bringing with them peculiar characteristics as the behaviour of the sounds regarding the voice, where the greatest disguise are caused by the excess sounds plus the voice, by the presence of impulsive sounds and aspirated sounds in the dissectitude of European Portuguese. O presente artigo aborda a questão da variação da língua portuguesa falada por alunos cuja língua materna é o Ciwutee, mais especificamente em alunos da 9ª classe na escola secundária de Marera no distrito de Macate em Manica. A pesquisa foi induzida pelo interesse em estudar a variante gerada da co-ocorrência da língua portuguesa com a língua Ciwutee nas localidades circunvizinhas da cidade de Chimoio onde a língua materna é a Ciwutee. Esta variação diatópica, gera para os seus usuário uma identidade na pronúncia do português que muitas das vezes pode gerar uma discriminação por parte dos usuários de outras variantes e com vista a trazer algum esclarecimento em relação a alguns dos elementos que são de extrema implicância para a existência desta variante, optou-se por perguntas de pesquisa que tinham por partida desvendar os elementos que geram a variação da pronúncia nestes falantes e o seu comportamento na coabitação e coocorrência. A pesquisa foi de abordagem dedutiva com procedimentos quanti-qualitativos, tendo sido selecionados e aplicados a entrevista e o questionário como os principais métodos de recolhas de dados com vista a estudar os elementos destacados como origens para esta variação, tendo levado estas ferramentas a conclusões de que a origem desta variação está ligada a elementos de natureza lexical da língua Ciwutee, as palavras usadas para nomear e/ou descrever objetos, ações e mais, geram a presença de alguns sons, pontos e modos de articulação peculiares aos existentes na língua portuguesa, e durante a coocorrência/coabitação destas línguas, muitas destas peculiaridades são transportadas para a língua portuguesa. **** Ruziyo uwu unophashanura nyaya ye musiyaniso we mareketero e ciputukezi,anorekethwa nge afundi anoseenzesa mareketero e Ciwute, nyanye-nyanye afundi e bhuku re ci 9ª mwe  pa Cikora  ce Mabhuku e Pakati-ne-pakati ce Marera, mu dishitiritu re Macate mu Manica. Kukwarakwatisa uku, kwakayithwa nge kuzvipira kuda kufunda kusiyana kunokonzerhwa nge mureketero we ciputukezi pamwepo ne ciwute mu mitanha ye mudhuze ne thawundi re mu Chimoio, umu mekuti mureketero we kutanga ngewe Ciwute. Musiyaniso uwu we ciyanhu, unowunza ku ayiti, kupangidza pacena mukureketa ciputukezi, izvo zvekuti zvinowunza kushora ku areketi e musiyaniso yimweni, asi ngekudazve kuwunza pacena ruziyo umweni wakakosha mukururhwa ke musiyaniso uwu,zvakayita nyore kuwunza mibvunzo ye kukwarakwatisa iyo yanga yine donzo re kubudisa pacena  izvo zvinowunza musiyaniso ye mareketero ku areketi pamwepo ne tsika mukurarama  ne mukuyita. Kukwarakwatisa uku kwakawa ke ruziwo wakapunguka kwakavengana ne gwanza re uwandu-mukurongeka,izvo zvakayita kuti parongedzwe ne kuyithwa phashanuro ye mibvunzo, ariwo makwanza e kukohwa magumo , kurikuda  kufunda zviro zviri mukuwamba ke misiyaniso iyi,zvakayita kuti patorhwe zvidziyo zvine magumo e kuti maambo e misiyaniso iyi aka ringana ne zvipangidzo zvekubva mu maambo e mareketero e Ciwute, mazwi anoseenzeswa pakuda kupangidzira kana kupanganidza zvidziyo, zviito ne zvimweni, zvinowunza mazwi amweni, mbuto ne mishobo ye  kududza mazwi ekuti akatenderhwa uye arimo  mu ciputukezi, uyezve mukuyirikira/mukati me mureketero uwu, mazhinji e mazano anoyendeswa mu mareketero e  ciputukezi.

    Um mundo cheio de sonhos

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    A criatividade literária está presente em todas as linguas e em todas faixas. Neste texto poderá encontrar a inspiração do jovem Djedjo que cria um mundo imagin´ário forte na sua expressão literária. Boa leitura

    O cruzamento antroponímico: um fenômeno a ter-se em conta no processo de nomeação na localidade do Dande (Angola)

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    No presente artigo, com o tema “o cruzamento antroponímico: um fenômeno a ter-se em conta no processo de nomeação em Angola”, procurou-se analisar uma prática que, nos últimos tempos, vem se notabilizando: o cruzamento de dois nomes para a formação de um terceiro. Para estudar o fenômeno, é objetivo geral do artigo: discutir sobre o cruzamento antroponímico no processo de nomeação. Para tal, apontou-se como objetivos específicos: compreender o critério usado para o cruzamento dos nomes selecionados; analisar os nomes que resultam do cruzamento antroponímico à luz de fundamentos linguístico-gramaticais. Assim, para este estudo, utilizou-se metodologias qualitativa, documental e bibliográfica. Constituiu-se dois grupos de amostra: nomes coletados de páginas da rede social Facebook e nomes de documentos oficiais emitidos pelo cartório angolano. Utilizou-se, como principal recurso bibliográfico, a obra de: Soledade e Neto (2021); Gonçalves e Silva (2021); Bechara (1999); Soledade (2012); Amaral e Seide (2020); e Seide (2019). A relevância do estudo deste fenômeno reside na análise desta tendência inovadora no processo de nomeação. Com o presente estudo, considera-se ter demonstrado que a atribuição de nomes próprios, principalmente a crianças, se mostra inovadora, criativa e produtiva com o fenômeno do cruzamento de antropônimos, variando-se a forma de nomear

    A motivação toponímica tupi de Vigia de Nazaré (PA)

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    O Município de Vigia de Nazaré está localizado no Nordeste Paraense, na microrregião do Salgado. Essa cidade foi fundada no dia 6 de janeiro de 1616, por colonizadores portugueses, onde foi erguido um posto de fiscalização, que motivou o nome Vigia, dado após este período. Antes disso, no local, havia uma aldeia indígena Tupinambá, denominada Uruytá. Apesar da mudança no nome da localidade, as influências da língua e cultura indígena permaneceram. Durante a pesquisa realizada em Vigia de Nazaré, identificou-se um corpus significativo de topônimos de origem tupí, considerando-se o total de topônimos elencados na fase de coleta da pesquisa. Assim, neste trabalho, propõe-se apresentar as motivações da toponímia tupí de Vigia de Nazaré (PA). Os dados foram coletados por meio de pesquisa documental e de campo e as análises se deram a partir dos pressupostos teóricos de Dick (1990a; 1990b), cujos resultados apontaram a predominância de taxes de natureza física (fitopônimo, litotopônimo, zootopônimo e hidrotopônimo)

    O léxico toponímico de Bissau e a sua relação com a história oficial do país

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    Esta comunicação visa apresentar o artigo intitulado Uma descrição inicial dos topônimos do Setor Autônomo de Bissau (2023), publicado na revista Linha D´água, sob a minha autoria e a da profa. Amanda Balduino (professora ligada a Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade de Campinas – UNICAMP). A ideia é fazer uma apresentação geral, mas com o foco na reflexão acerca dos designativos de lugares que relembram a história do país, seus personagens e datas – os chamados historiotopônimos (DICK, 1975; 1980; 2007) – inscritos na paisagem urbana do Setor Autônomo de Bissau (SAB), Guiné-Bissau, sob prisma dos estudos onomásticos. O objetivo é examiná-los criticamente, buscando compreender como a nova classe política pós-independência utilizou o espaço urbano com vista a construção e perpetuação duma narrativa histórica nacional através de processos denominativos de lugares. Para tanto, a comunicação adotará a Toponímia Crítica (BERG, 2009; ROSE-REDWOOD; ALDERMAN, 2011; LIGHT; YOUNG, 2014) e “mecanismos” (STEWART, 1975) como bases teórico-metodológicos. Os principais resultados serão apresentados e discutidos, bem como as limitações teóricas e metodológicas do texto original. Ademais, possíveis caminhos e desdobramentos serão apontados. &nbsp

    O canto erudito na fase actual da literatura moçambicana

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    Literatura moçambican

    Mestre Teodoro Freire: afirmação de tradições populares maranhenses na cidade modernista e inspiração para o Encontro de Saberes da UnB

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    Este artigo é uma homenagem póstuma ao Mestre Teodoro Freire, uma referência inspiradora para o Encontro de Saberes, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa/INCTI/UnB/CNPq; e para o movimento pela construção da universidade inclusiva, pluriétnica, plurirracial e pluriepistêmica em nosso país. Traz aspectos de sua especial trajetória no território brasileiro, afirmando tradições culturais específicas em contextos metropolitanos. O mestre deixa um legado para família e a comunidade do Boi em Sobradinho, DF; e, também, para o Encontro de Saberes, para a UnB, para Brasília e para o Distrito Federal. A partir da trajetória do mestre, construída em parceira, Tamatatiua Freire, filha de Teodoro, completa o artigo com narrativa em primeira pessoa, trazendo sua visão sobre o mestre, seu processo de aprendizagem com ele, do patrimônio imaterial que herda e que realiza como brincante e na experiência concreta como pesquisadora, professora da rede pública de ensino e, também, como mestra do projeto Encontro de Saberes na Universidade de Brasília

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