Revistas da Unilab (Univ. da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
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Como o impacto do colonialismo nos leva a autonegação dos nossos corpos e da nossa cultura africana?
Graduado em Bacharel Interdisciplinar em Humanidades e Licenciando em Ciências Sociais.guineense, graduado em bacharel Interdisciplinar em Humanidades, Licenciando em Ciências Sociais pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira(Unilab), tutor de programa pulsar, membro de grupo de pesquisa: Relações Internacional Africana. Representante efetivo dos discentes no colegiado de Ciências Sócias, formando na capacitação da liderança negra no Ceert-prosseguir
Estudos e pesquisa multidisciplinares na África e na América Latina: trilhando caminhos científicos do século XXI
Apresentação e Sumário (Vol.4, nº2, 2024): Línguas, literaturas e outras artes no espaço angolano
Um estudo sobre os nomes genéricos presentes na Toponímia do Brasil
O signo toponímico difere dos demais signos linguísticos por apresentar um caráter motivado em relação ao referente nomeado e também pela particularidade específica de sua função, que é de caráter identitário. Sendo assim, a necessidade de denominar um lugar segundo a sua situação em relação a um espaço geográfico habitado é um fenômeno geral, comum a todas as épocas. Para isso o homem faz uso de variadas estruturas linguísticas que se fundamentam em seu entorno vivencial, combinando motivação, convenção e identificação, produto psíquico da história sócio-político-cultural de um povo. Neste trabalho, apresentamos resultados parciais de um estudo sobre os termos genéricos que compõem os nomes geográficos presentes na Toponímia do Brasil, procurando refletir sobre algumas questões: 1) Os nomes têm significado? 2) Como são usados os nomes indígenas? 3) De onde vêm os termos genéricos presentes na hidrografia do Brasil? Como o nome deve ser interpretado em seu contexto geográfico? Chamamos de termo genérico o item lexical referente aos acidentes físico e antropocultural que integra juntamente com o termo específico (topônimo) o nome geográfico de uma localidade. Dessa união (termo genérico + termo específico) se estrutura o sintagma toponímico. Enquanto o primeiro é escolhido, necessariamente, tendo em vista características socioambientais, o segundo é mais livre, ficando a cargo de seu denominador. Dessa união entre os dois termos é comum a ocorrência de uma simbiose, o que não impede que haja variações, tanto no plano sincrônico, quanto no plano diacrônico e, ainda, no diatópico
A influência da toponímia na construção da identidade cultural do Moxico, Angola
Este estudo investiga a influência da toponímia na construção da identidade cultural no Moxico, Angola. A toponímia, ou estudo dos nomes de lugares, desempenha um papel fundamental na preservação da herança cultural e histórica de uma região. O objetivo desta pesquisa é explorar como os nomes de lugares no Moxico refletem a diversidade étnica e cultural da área, bem como seu impacto na coesão social e na transmissão de tradições locais. Utilizando uma abordagem interdisciplinar que combina análise linguística, antropológica e histórica, o estudo analisa uma ampla gama de topônimos moxicanos, desde nomes de rios e montanhas até aldeias e lugares históricos. Os métodos incluem coleta de dados de fontes históricas, entrevistas etnográficas com membros da comunidade local e análise detalhada dos significados semânticos dos nomes de lugares. Os principais resultados revelam que os topônimos do Moxico não são apenas identificadores geográficos, mas também veículos de memória cultural e identidade coletiva. Conclui-se que a preservação e o estudo contínuo da toponímia são essenciais para valorizar e proteger a diversidade cultural do Moxico, fortalecendo o sentimento de identidade entre os habitantes locais
La hiéroglyphisation de -dimu (esprit): ekwal -tjmo to eikarama ekjma
Ce texte s’inscrit dans une série de publication proposant la hiéroglyphisation des langues ntoïques (bantoues) à partir du corpus de la parenté linguistique entre l’égyptien ancien (langue kémienne) et les langues kandiennes modernes, parenté établie par Mboli (2010; 2024) et Imhotep (2020; 2023), entre autres. Dans chaque publication, nous aborderons donc la hiéroglyphisation d’un mot (et ses dérivés) à la fois. Pour le présente texte, nous traiterons le mot du Bantu commun dimu (esprit, âme). Comme la plupart des langues kandiennes ne possède pas encore une écriture (fonctionnelle), notre objectif, au travers de ce projet linguistique (une série de publication), est de leur conférer la littera (lettre) pour qu’elles possèdent une littéra-ture (écriture). Nous avons décidé de leur conférer, pour cette série, la littera hieroglyphica (lettre hiéroglyphique), par nécessité d’une endogénéité graphique (qui marque une décolonisation graphique et scripturale), l’égyptien ancien étant une langue génétiquement apparentée aux langues bantoues (DIOP, 1977; OBENGA, 1993; MBOLI, 2010; BILOLO, 2011; IMHOTEP, 2020; MBOLI, 2024). La littera latina (lettre latine) nous servira de système d’écriture alternatif (divulgation, vulgarisation), un peu comme le sont les romajis (littera Romae, écriture romaine) japonais. L’idée est de promouvoir l’émergence ou la re-naissance des Lettres kandiennes (Makanda ma Kanda), ou Littérature kandienne (SY, 2014), en nous servant d’un système graphique ancestral et endogène, les /mdw-nṯr/ *[mɑ-dule n-ʧore] (Paroles de Dieu), appelé hiéroglyphes par les grecs, et reconquérir la pratique de l’écriture dont Kanda est le berceau (SY et al., 2014).Este texto faz parte de uma série de publicações que propõem a hieroglifização das línguas ntoicas (bantu) com base no corpus de parentesco linguístico entre o egípcio antigo (língua kemiana) e as línguas kandianas modernas, parentesco estabelecido por Mboli (2010; 2024) e Imhotep (2020; 2023). Em cada publicação, portanto, trataremos da hieroglifização de uma palavra (e seus derivados) de cada vez. Para o presente texto, trataremos da palavra do Bantu comum dimu (espírito, alma). Como a maioria das línguas kandianas ainda não tem uma escrita (funcional), nosso objetivo, por meio deste projeto linguístico (uma série de publicações), é conferi-lhes a littera (letra) para que tenham uma litera-tura (escrita). Decidimos dar-lhes a littera hieroglyphica (letra hieroglífica), por necessidade de endogeneidade gráfica (que marca uma descolonização gráfica e escritural), sendo o egípcio antigo uma língua geneticamente relacionada com as línguas bantu (DIOP, 1977; OBENGA, 1993; MBOLI, 2010; BILOLO, 2011; IMHOTEP, 2020). A littera latina (letra latina) será usada como sistema de escrita para alternativo (divulgação, popularização), à semelhança do romaji (littera Romae, escrita romana) japonês. A ideia é promover a emergência ou o renascimento das Letras kandianas (Makanda ma Kanda), ou Literatura kandiana (SY, 2014), usando um sistema gráfico ancestral e endógeno, os /mdw-nṯr/ *[mɑ-dule n-ʧore] (Palavras de Deus), chamados hieróglifos pelos gregos, e reconquistar a prática da escrita, da qual Kanda é o berço (SY et al., 2014)
Relato de experiência do estágio supervisionado: a importância do estudo de gêneros acadêmicos e discursivos na universidade
Este trabalho consiste na apresentação de um relato de experiência no ambiente de ensino superior de uma universidade estadual pública baiana no curso de licenciatura em Letras Vernáculas. Considerando a necessidade de um direcionamento para os discentes que ingressaram na universidade, durante um componente curricular que faz parte do estágio supervisionado, os estudantes concluintes do curso de licenciatura em Letras mobilizaram uma ação visando o acolhimento, as discussões crítica-reflexivas e orientações dos estudantes ingressantes na universidade, com o propósito de ingressar os novos licenciados no universo acadêmico, elevar a qualidade do ensino e a formação cidadã. Assim, considerando os pressupostos teóricos que buscam a reflexão da educação superior, Lima e Pimenta (2006), Guerra (2014), Luckesi (2001), Andrade (2005), Libâneo et al (2012) e outros, como também de autores que tratam do gênero acadêmicos e discursivos Machado (2002) Matencio (2003) e Mota, Magalhães e Franco (2020) realizou-se momentos de reflexões interessantes, com a finalidade de contribuir significativamente na formação docente dos colaboradores da ação. À vista disso, podemos concluir que, ensino de gêneros textuais na universidade se apresentou de forma indispensável no processo de leitura, escrita e oralidade para os estudantes ingressantes na universidade, da mesma maneira, os estudantes concluintes puderam vivenciar a experiência docente no espaço acadêmico desenvolvendo, assim, a construção didática, relação professor e estudantes e compreensão prática do processo ensino e aprendizagem
O papel da língua portuguesa face as mudanças culturais : Xiputukezi emahlweni ka ku cinca ka mindhavuko
O presente artigo intitulado “Papel da Língua Portuguesa Face às Mudanças Culturais” tem como objetivo geral confrontar o papel da língua portuguesa face às mudanças culturais. Especificamente pretende-se analisar o processo inerente às mudanças culturais, descrever as mudanças culturais vivenciadas pela humanidade e analisar o papel da língua portuguesa. A sua abordagem resulta do problema formulado que é: qual é o papel da língua portuguesa face as mudanças culturais? Para tal, selecionou-se como metodologia a revisão bibliográfica que nos possibilitou a construção do enquadramento teórico. É através desta metodologia que chegamos à conclusão de que as mudanças culturais ocorrem para reduzir ou transformar a estrutura cultural sendo o homem o principal agente de mudança. Sendo que, o que origina as mudanças culturais são fatores internos e externos da cultura, como é o caso da necessidade de comercialização de novos produtos culturais gerados pelas transformações. Esta levou o homem a gerar nova condição tecnológica para a difusão dos produtos o que passou a se designar por culturas de ‘‘massas’’. Assim, diante das mudanças culturais, a língua portuguesa deve desempenhar o seguinte papel: conservar, registrar, legislar o que se vai transformando para que ela e as línguas autóctones bem como a culturas se mantenham intactas.
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Kaa ku cinca ka ndhavuko, xicongomelo xa yona xo angarhela i ku langutana na xiave xa ririmira ra xiputukezi emahlweni ka ku cinka ka ku mindhavuko. Hi ku kongoma, yi kongomisiwile ku xopaxopa endlelo ra ku ntumbuluko ra ku cinca ka mindhavuko, kuhlamusela ku cinca ka mindhavuko loku vanhu va hlanganaka na kona, ku xopaxopaxiave xa ririmi ra Xiputukezi. Endlelo ra yona ri huma eka xiphiqo lexi vumbiweke lexinga: hi wihi ntirho wa ririmi ra Xiputukezi emahlweni ka ku cinca ka mindhavuko? Kufikelela leswi, nxopaxopo wa bibliyografiki wu hlawuriwile tanihi maendlelo, leswiendleke leswaku hi kota ku aka rimba ra thiyori. Hi ku tirhisa endlelo leri hi kote kufikelela makumu ya leswaku ku cinca ka ndhavuko ku humelela ku hunguta kumbe kuhundzula xivumbeko xa ndhavuko, laha munhu a nga muyimeri lonkulu wa ku cinca.Tanihi leswi, leswi sungulaka ku cinca ka ndhavuko i swilo swa le ndzeni kumbeehandle ka ndhavuko, ku fana na xilaveko xo xavisa switirhisiwa leswintshwa swandhavuko leswi tumbuluxiweke hi ku cinca. Leswi swi endle leswaku munhu atumbuluxa xiyimo lexintshwa xa thekinoloji xa ku hangalasiwa ka swilo leswiendliweke, leswi nga tiviwa tanihi mindhavuko ya “vunyingi.” Xisweswo, emahlwenika ku cinca ka mindhavuko, ririmi ra Xiputukezi ri fanele ku tlanga xiave lexa landzelaka: ku hlayisa, ku tsarisa, ku veka milawu ya leswi hundzuriwaka leswaku ronana tindzimi ta rixaka xikan’we na mindhavuko swi tshama swi ri tano
A violência doméstica contra a mulher no direito moçambicano: análise do alcance jurídico da Lei nº 29/2009 de 29 de setembro: Hi ukhinhavezi leli li mahekaku ka wansati hi tifanelo ta Moçambique: hi khutaza aka nawu wa makume mambiri na ntlhanu ni mune (29) ka lembe maghidy mbiry ni ntlhanu na mune ya makume mbiri já zivamissoko (Setembro)
O presente artigo visa refletir sobre a efetividade da aplicação da Lei nº 29/2009 de 29 de Setembro, adiante designada “Lei sobre violência doméstica praticada contra a mulher”, e seus efeitos para a ampliação do acesso à justiça no ordenamento jurídico moçambicano, em situação de violência doméstica. Cabe, neste artigo, averiguar o grau de materialização dos princípios constitucional da universalidade e igualdade; o da igualdade do género e o direito à vida, artigos 35, 36 e 40 da Constituição da República de Moçambique de 2004; princípios que se encontram vertidos na Constituição bem como nas leis ordinárias. Para a operacionalização deste trabalho recorreu-se ao método hermenêutico e de revisão literária através do procedimento bibliográfico. A violência doméstica, constitui um problema social de cariz global, e a Lei 29/2009 vem estatuir medidas de prevenção de violência em Moçambique. Todavia, cumpre salientar como resultados da pesquisa que há diferenças especificas no que tange aos atos considerados como violência doméstica, decorrentes de realidades sociais e culturais específicas, sobretudo no que toca ao acesso à justiça como um direito que visa garantir a dignidade da pessoa humana, conforme veremos. Conclui-se no limiar entre o formal e a prática, que para a resolução dos conflitos sobre violência doméstica, também se reproduzem discriminações que limitam os indivíduos seus direitos de acesso à justiça.
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A kulhaya lexi, xi hi khutaza aku hi elheketa hita mintsengo yama mahelo kumbe matirhisselo ya nawu wa makume mambiri na ntlhanu ni mune (29) ka lembe maghidy mbiry ni ntlhanu na mune ya makume mbiri já zivamissoko (Setembro), xyihaxaminau lexi xivulavulaka hi ukhinhavezi leli li mahekaku ka wansati ni swi mphintlo kuve swi fikissiwa ka huvu ya wu txamuli hi xi yimu xa uthethisse xa tiko la vana swi pshaliwalomu. Hi kola ka ukhinhavezi. Swi hella ka xilhaya lexi akuve xi xiya hiwu nhaminhami aku landza hi laha swi lavekaka hakona ka ku landza ta wu wunwe niku fana. Hikufana loku ka lhongue ni ku kuveni fanelo yaku hanha, ti lhayo makume narhu ni ntlanu (35), ni lhayo makume narhu ni ntlanu na linwe (36), ni lhayo mune wama kume (40) ya ta swiboho swaminawu ya tiko la hina la Moçambique la lembe la maguide mbire ni mune (2004). Massangulo lawa mangahakumeka ka wuboho la minawu swinwe niukatsakanho lá matirhela laha kunga lheliwa hi ntirissanu ni tibuko tinhingyi tama hungu lawa. A wukhinhavezi i mhaka leykulu ka unhingy lá vhanu na kona a xilhaya lexi xitela kuta pfuxeta swi khatisso leswi swi ngata vikela a ukhinhavezi lomu ka tiko la hina la Moçambique. Na swily xileswo hinga vula aku aty lhamulo kumbe mihandzu ykombissa ku hambana hi ka leswi swi humelelaku ka ukhinhavezi mindjanguini ka xinhanwaka hi ka swi hena hambi kamintoloveto ynwany ni ynwany mayelano niku landza ta utshamulelo la ti mhaka lety swanga fanelo ya munwany ni munwany kuve a hanha xi mhunu tany hi leswi. Hiku hetelela, hikuma leswaku a minawo ni swihena, kuve ku thethiwa mazolonga ya ukhinhavezi swi guala livengo niku hambana ka va kutala se swimaha ku vanhingy va tsika fanelo ya vona yaku vaya lweliwa hi nawu wa pfumu.