Revistas da Unilab (Univ. da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)
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    PROJETO UNICULTURAS OITO ANOS UNIDOS PELA INTEGRAÇÃO

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    O UNICULTURAS: UNIDOS PELA INTEGRAÇÃO teve a sua criação no ano de 2017 por estudantes das nacionalidades presentes na UNILAB. O projeto atualmente abrange mais de 100 membros distribuídos entre oito (8) eixos, sendo seis destes com sede e ações no Ceará (Acarape e Redenção) e dois ações na Bahia (Campus dos Malês), além destes, as ações do UNICULTURAS abrangem as comunidades vizinhas aos campi que compõem a UNILAB. Como resultado do esforço de reconhecer, valorizar e divulgar a diversidade cultural existente na universidade, a partir de múltiplas expressões artísticas e culturais mobilizadas por estudantes a partir de seu contexto de origem. O valor fundamental que serve como base das ações do projeto é o da integração. Como um grupo que busca trabalhar na perspectiva da extensão universitária ou da comunicação, como queria Paulo Freire. O UNICULTURAS é composto por “grupos temáticos” de danças africanas, ameríndias e afro-brasileiras, de teatro, moda, poesia, de música e audiovisual, que se expressam por meio de oficinas, cursos, workshops, apresentações e intervenções localizadas em variados espaços como escolas, prefeituras (como as secretarias de cultura) através de parcerias em municípios do Maciço de Baturité, Fortaleza e São Francisco do Conde. Desta forma, este projeto constitui-se como esforço de dotação de melhores condições institucionais para a continuidade das ações que já estão em curso, sempre sinalizando para a importância de se fazer uma crítica ao legado colonial e seus produtos, como estigma e racismo, a partir da experiência de partilha e diálogo cultural

    O sistema cultural negro-brasileiro como categoria filosófica: El sistema cultural negro-brasileño como categoría filosófica

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    A filosofia da ancestralidade se define, como Ciência, pelo seu objeto e pelo método. O objeto não é algo natural, ele pressupõe a mobilização de princípios estruturantes do sistema cultural negro-brasileiro e africano.  O método ancestral, ao focalizar o entendimento do sistema, assegura a articulação conjunta dos princípios dinamizadores do sistema cultural negro-brasileiro e africano, que é o objeto e/ou categoria filosófica. Propomos, como motor do processo ancestral, que é um todo, a filosofia e a política, forças exúsicas que alimentam e, sobretudo, movimentam restitutivamente tudo que há no mundo secular e igualmente no mundo transcendente. O modo de produção filosófico ancestral e o modo de produção restitutivo são o centro. Eles historicizam as bases imateriais e materiais que constituem o objeto da filosofia da ancestralidade. Assim concebida, na conclusão que afirma “Somos da Restituição”, a filosofia da ancestralidade possibilita o trânsito das palavras aos conceitos e dos conceitos às categorias de análise.  **** La filosofía de la ascendencia se define, como Ciencia, por su objeto y método. El objeto no es algo natural, presupone la movilización de principios estructurantes del sistema cultural negro-brasileño y africano.  El método ancestral, al centrarse en la comprensión del sistema, asegura la articulación conjunta de los principios rectores del sistema cultural negro-brasileño y africano, que es el objeto y/o categoría filosófica. Proponemos, como motor del proceso ancestral, que es un todo, la filosofía y la política, fuerzas exúsicas que alimentan y, sobre todo, mueven restitutivamente todo lo que existe en el mundo secular e igualmente en el mundo trascendente. El modo de producción filosófico ancestral y el modo de producción restitutivo son el centro. Historizan las bases inmateriales y materiales que constituyen el objeto de la filosofía de la ascendencia. Así concebida, en la conclusión que afirma “Somos de la Restitución”, la filosofía de la ascendencia permite pasar de las palabras a los conceptos y de los conceptos a las categorías de análisis.

    VIOLAÇÃO DE MÁXIMAS CONVERSACIONAIS EM XIMAKONDE

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    O presente artigo tem como tema a violação das máximas conversacionais na língua Makonde. Nos discursos dos falantes do Ximakonde, observa-se frequentemente a violação dessas máximas, especialmente em interacções orais entre os interlocutores. Este fenómeno linguístico manifesta-se, em geral, em contextos comunicativos do quotidiano. Com o objectivo de compreender os comportamentos linguísticos dos falantes do Ximakonde em relação às máximas conversacionais de quantidade, qualidade, relevância e modo, realizou-se um estudo voltado para analisar os discursos proferidos pelos falantes do Ximakonde tendo em conta as suas atitudes ou condutas linguísticas em relação as suas intenções comunicativas; como objectivos específicos: identificar as máximas conversacionais usadas no dia-a-dia; descrever as máximas conversacionais em contextos de uso real em Ximakonde; e explicar a importância do uso de máximas conversacionais na comunicação. Para alcançar esses objectivos, recorreu-se à pesquisa bibliográfica e à pesquisa de campo. Com base no estudo das conversas entre falantes do Ximakonde, conclui-se que estes revelam comportamentos linguísticos que violam, com frequência, as máximas de cooperação propostas por Grice (1975, 1982). Verificou-se ainda que alguns falantes violam intencionalmente essas máximas, o que indica a existência de estratégias comunicativas específicas

    POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EM GUINÉ-BISSAU E O IMPACTO PARA AS LÍNGUAS ÉTNICAS

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    Guiné-Bissau é um país que, linguisticamente, está composto pela presença de dezenas de línguas e culturas distintas, que são utilizadas cotidianamente, os estudos realizados sobre o cenário linguístico do país, estimam que o território guineense agrega mais de 20 línguas, dentre as quais, destacamos as línguas endógenas, as línguas étnicas, pois, o país carece de políticas linguísticas que atentassem para o seu cenário plurilíngue.  Sendo assim, o presente trabalho objetiva analisar o possível impacto que a falta de uma política linguística definida no país exerce sobre estas línguas e sua manutenção. Para que o objetivo fosse alcançado, aplicamos questionários a 36 estudantes da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - Unilab, de diferentes cursos de graduação, entre a faixa etária de 25 a 30 anos, todos de nacionalidade guineense e etnia definida. No decorrer do desenvolvimento da pesquisa, apresentamos a multiplicidade e a complexidade no cenário linguístico guineense, tendo como base os seguintes autores: Couto e Embalo (2010), Benzinho e Rosa (2015) e Fonseca (2011). Quanto às políticas linguísticas, baseamo-nos em Calvet (2007) e Oliveira (2016) e Lagares (2018). Destacamos a Lei criada em 2017 que tem por objetivo o exclusivo uso do português na instituição pública, nomeadamente nas escolas, proibindo, assim, o uso da utilização das demais línguas nesses espaços. Durante a análise, percebemos, a partir da fala dos participantes, a repreensão sofrida por terem se comunicado em suas línguas étnicas, além de aspectos que demonstram que essas línguas estão com números reduzidos de falantes entre a camada mais jovem da população

    Nomeando e registando nomes dos changana e ronga no sul de Moçambique colonial: Naming and registering Changana and Ronga names in colonial southern Mozambique

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    A colonização no território que veio a se tornar no moderno Moçambique pôs em contato os portugueses e os africanos de origem Bantu com diferenças assinaláveis do ponto de vista linguístico, cultural e histórico. Esta diferença se refletiu, em parte, nos esforços de adaptação fonológica e no uso de corruptelas tanto pelos portugueses como também pelos moçambicanos. O objeto deste artigo são os antropónimos dos machanga e maronga, ambos pertencentes ao grupo etnolinguístico Tsonga, do sul de Moçambique no período colonial. O objetivo é contribuir na compreensão da forma como o colonialismo impactou nos antropónimos em questão. Sustento que o advento do colonialismo implicou a imposição de nomes portugueses e que esta imposição levou à coexistência de dois nomes, por um lado o nome africano e, por outro lado, o nome português. Este processo foi violento e autoritário tendo contribuído para apagar os antropónimos que refletiam a cultura e história africanas pois os moçambicanos foram forçados a abandonar as suas referências a favor das referências do colonizador. E, na sequência de agência e engajamento estratégico dos moçambicanos face às imposições da administração colonial, defendo que alguns moçambicanos no Sul desenvolveram estratégias para preservar os nomes, de seus familiares e de antepassados no registro. **** Colonisation in the territory that became modern Mozambique brought the Portuguese and Africans of Bantu origin into contact with marked differences from a linguistic, cultural and historical point of view. This difference was partly reflected in the efforts to adapt phonology and the use of corruptions by both the Portuguese and Mozambicans. The subject of this article is the anthroponyms of machanga and maronga, both belonging to the Tsonga ethnolinguistic group in southern Mozambique during the colonial period. The aim is to help understand how colonialism impacted on the anthroponyms in question. I argue that the advent of colonialism implied the imposition of Portuguese names and that this imposition led to the coexistence of two names, on the one hand the African name and, on the other, the Portuguese name. This process was violent and authoritarian and helped to erase the anthroponyms that reflected African culture and history, as Mozambicans were forced to abandon their references in favour of those of the coloniser. And, following the agency and strategic engagement of Mozambicans in the face of the impositions of the colonial administration, I argue that some Mozambicans in the South developed strategies to preserve the names of their relatives and ancestors in the register

    O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: REFLEXÕES A PARTIR DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL EM REDENÇÃO-CEARÁ.

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    O trabalho traz uma reflexão sobre a educação como direito de todos. A pesquisa para a realização desse artigo teve como foco a educação especial e a inclusão escolar de alunos com deficiência, lançando um olhar sobre o Atendimento Educacional Especializado, que tem como objetivo eliminar barreiras para plena participação dos alunos. O AEE é apresentado pelo Ministério da Educação (MEC) como apoio alternativo complementar ou suplementar à escola, na perspectiva de colaborar para que a criança com deficiência possa superar limites intelectuais e atingir melhores níveis de abstração dentro da sala de ensino regular. A partir dessa perspectiva procurou-se investigar como o processo de inclusão ocorre neste atendimento, visando conhecer práticas docentes, bem como suas possibilidades e desafios. Do ponto de vista metodológico foi realizada pesquisa bibliográfica e documental, por meio da análise de documentos internacionais, leis nacionais, PPP, observações na escola, entrevista com uma professora do AEE. O campo de coleta de dados foi uma escola de ensino básico, localizada na cidade de Redenção-CE. A investigação possibilitou a percepção acerca da inclusão como um processo ainda em construção, sucitando reflexões sobre o que é assegurado como direito aos estudantes com deficiências e o que lhes é ofertado na prática do chão de escola

    Educação Popular: Análise da prática docente em alfabetização e educação de jovens e adultos em Moçambique: Kudingwa kwa maphatiro a mambassa a m’pfundzisi na m’pfundzissiro a afale na akulo um Moçambique.

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    O presente artigo sobre a Educação Popular, tem como seu objetivo central de analisar a prática docente em alfabetização e educação de jovens e adultos em Moçambique. Pretende-se neste artigo destacar os problemas da prática docente em alfabetização e educação de jovens e adultos em Moçambique e aclarar os princípios andragógicos na preparação dos educadores dos jovens e adultos. Para a construção do artigo, teve-se como base a pesquisa bibliográfica. Perante as constatações feitas sobre este subsistema de ensino, verifica-se um acentuado número de alfabetizadores e educadores de adultos a realizarem suas atividades de leccionação sem uma prévia preparação ou formação para este subsistema de ensino, o que de certa forma, contradiz na profissionalização docente sobre o conhecimento dos princípios da andragogia alicerçadas na Psicopedagogia como uma das ferramentas muito útil no processo de ensino e aprendizagem para a melhoria da prática docente de um alfabetizador e educador de jovens e adultos, agindo deste modo em seu saber ser, estar e fazer profissionalmente, promovendo desta feita a prática docente eficaz, em uma aliança teórica-prática, melhorando a construção de competências desta. ***** Pambassa ixi thangwi ya mapfundziro akudziwika, ina pifunisiso pikulo ninga kudinga maphatiro a apfundzisi pa mapfundziro a afale na akulo mudziko ino ya Moçambique. Pisafunika pambassa ixi kuyikha pakweca mikanzo ya maphatiro a apfundzisi pamapfundziro a afale na akulo muno Moçambique nakuyikha pakweca myambo nakukondzekera kwa apfundzisi a afale na akulo. Pakutchita bassa ixi, ya citika na mifudzo ya mabukho (bibliográfica). Na pidawonwa kumbale ineyi ya mapfundziro, kwawoneka kungipa kakamwe kwa apfundzisi a amuna akulo mbatchita mambassa awo mwakukhonda kukondzeka pakhundi ineyi ya mapfundziro, pinthu pyakudodomeka nkati mwa mambassa a upfundzisi paudziwisi wa myambo una tsidzikirwa na psicopedagogia ninga ciphano cakufunikira kakamwe nkati mwa mapfundziro pakufuna kucinja mambassa aupfundzisi a afale na akulu, mwakuphata mwa njira ineyi mwa kudziwa kukhala na matchitiro pambuto yambassa, mbatsogoza maphatiro aupfundzisi akukhoma, pakuyanjana kwapyakulemba na maphatiro, mwakucinja nzeru zamaphatiro a mbassa ninga na ineyi

    Levar a ancestralidade afrocentrada de seus poemas aos leitores

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    Ludmila Oliveira é uma mulher negra que através da escrita sensível busca levar a ancestralidade afrocentrada de seus poemas aos leitores. Cada poema representa a história, troca de afeto e individualidade negra. Seu compromisso com a escrita em si é transformadora, tudo isso cumpre uma finalidade específica, dar ao povo negro as rédeas das suas próprias vivências. Já tivemos nossas histórias contadas pela visão da branquitude, agora queremos pegar nosso protagonismo

    AS PRIMEIRAS PALAVRAS, AS VOZES LINGUÍSTICAS ECOANDO

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    "Me admiram, mas não me copiam nem a pau” — José \u27Pepe\u27 Mujica (1935-2025). Mujica foi político, ex-presidente e agricultor uruguai

    Ètò ìṣirò aládàdé-méjì àti àmúlùmọ́là odù ifá: O sistema numerológico e de dois dígitos do Rio Ifa

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    ÀṢAMỌ̀ Ètò ìṣirò aládàdé-méjì, gẹ́gẹ́ bí a ṣe rí i nínú àgbékalẹ̀ Odù Ifá, ni a ó lò fi ṣàlàyé bí Odù Ifá ṣe ń hù jáde lójú ọpọ́n nígbà ti a bá dá ifá kalẹ̀. A lo ìmọ̀ ìgbàlódé bí ó ṣe wà nínú ẹ̀kọ́ tó jẹ́ mọ́ àdàdé-méjì, ìyẹn akọ àti abo (+ àti -) tí wọ́n lo èdè kọ̀ǹpútà kọ bá yìí: ‘I’ ati ‘0’. Ohun tó ń ṣẹlẹ̀ nínú ìmọ̀ ìgbàlódé tó jẹ́ mọ kọ̀ǹpútà ti ranirú àlàyé tí a lè ṣe nípa bí Odù Ifá ṣe ń hù. Àwọn baba mi ni ‘agbẹ́yìnkùlé-mọye-odù-tó-hù’. Inú kọ̀ǹpútà ló kù tí àwa yóò ti máa mọ Odù tó hù. A kò níí lo ‘II’ fún abo (-) nínú iṣẹ́ wa yìí ní ìbámu pẹ̀lú èdè tí kọ̀ǹpútà gbọ́. Gẹ́gẹ́ bí a ṣe mọ̀, abo mẹ́jọ àti akọ mẹ́jọ ló wà nínú ọ̀pẹ̀lẹ̀ àti àwọn ohun èlò mẹ́ta yòókù tí a lò fi ṣàlàyé Ifá dídá nínú iṣẹ́ yìí. Nítorí pé ọ̀pọ̀lọpọ̀ ènìyàn ni ẹ̀rù máa ń bà nígbà tí wọ́n bá rí ọ̀pẹ̀lẹ̀ ni a ṣe lo obì àbàtà, owó-ẹyọ àti owó pa-unpa-un-ṣílè fi ṣe ìwádìí nǹkan lọ́wọ́ Ifá. Àjọṣepọ̀ tó wà láàrin akọ àti abo yìí ló bí gbogbo ọ̀tà- lérúgba-ó-dín-mẹ́rin (256) Odù Ifá nígbà tí a bá ṣe àmúlùmọ́là Odù méjì àkọ́kọ́ tí a gbà pé àwọn ló bí Odù yòókù. Ogbèyẹ̣̀kú ni baba àmúlù. Èyí ni wọ́n ń kọ ní ọlọ́kọ̀ gbọọrọ bá yìí ní èdè kọ̀ńpútà: 0101010101010101. Wọ́n sì le tò wọ́n wá sílẹ̀ ní olóòró (àtòwálẹ̀) bí a ṣe rí i nínú Odù Ifá (“Permutation,” 2021).&nbsp

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