Portal de Periódicos Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros)
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Entrevista com Rosana Zaiden, coordenadora do Coletivo de Feministas Lésbicas de São Paulo
A sexualidade das pessoas sempre foi discutida e a homossexualidade ficou nos comentários. Na Grécia Antiga era uma honra para algumas farm1ias terem seus filhos escolhidos para servir um nobre aspirante. Em Creta, era vergonhoso que o filho de uma nobre família não encontrasse um amante. Na Idade Média castravam ou queimavam os gays, e suas almas eram amaldiçoadas ao fogo do inferno. Hoje, por movimentarem uma grande soma no mercado financeiro, eles estão sendo "tolerados" pela sociedade, que ainda os recrimina
Por um outro desenvolvimento: gênero e participação em Empreendimentos da Economia Solidária (EES)
No Brasil, contrariamente aos países desenvolvidos, a acumulação capitalista intensificou a marginalização social reforçando as estruturas de dominação. Algumas regiões tornaramse ilhas de desenvolvimento marcadas pela indústria. A região do grande ABC Paulista é um desses casos. A industrialização, modelo sonhado pelos idealizadores das políticas econômicas, continua nessa região até os dias de hoje, porém em menor escala e associada ao alto desemprego
Aborto e razão pública: desafio da anencefalia no Brasil
Este artigo analisa o desafio jurídico e ético imposto pela anencefalia ao debate sobre direitos reprodutivos no Brasil. O fio condutor da análise é o pronunciamento de voto de um dos juízes, Cezar Peluso, por ocasião da cassação da liminar, em outubro de 2004. Dos 11 juízes do Supremo Tribunal Federal, 7 juízes votaram a favor da cassação. Os argumentos pela cassação foram de duas ordens: por questões processuais e por valores morais cristãos. O texto do voto do juiz Peluso é curto, mas condensa grande parte da argumentação moral contrária ao reconhecimento da interrupção da gestação em caso de anencefalia como um direito reprodutivo no País. O artigo demonstra como o debate sobre o aborto provoca os fundamentos constitucionais da laicidade do Estado brasileiro e expõe a fragilidade da razão pública em temas de direitos reprodutivos, em especial sobre o aborto
Masculinidades: uma revisão teórica
Esteartigo é fruto do seminário sobre masculinidade organizado pelo Centro Nordestino de Animação Popular (Cenap ), em parceria com o Fages-UFPE -Núcleo de Família, Gênero e Sexualidade do Programa de PósGraduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, no mês de abril de 2001, e resultado do processo conjunto de crescimento intelectual proporclonado nesse evento no diálogo com os füterlócutores. As principais discussões teóricas que estabeleceremos estão relacionadas à interdependência entre gênero, masculinidade e ·feminilidade. 
Mulheres e globalização: vítimas, focos de resistência e novas visões de mundo
O tema deste artigo é "Mulher e Globalização". Nele, a autora trata da relação das mulheres com a globalização sob dois aspectos: como as mulheres, especialmente as de baixa renda, são desproporcionalmente vítimas da globalização, e como as mulheres e grupos de mulheres estão entre os mais importantes focos de crítica e resistência à globalização. Também salienta algumas formas nas quais movimentos e visões de mundo do sagrado estão emergindo desta luta
Entrevista com Rose Marie Murara
Rose, você participou, como editora, da história do feminismo np Brasil. Fui encarregada de entrevistá-la sobre este tema, mas antes gostaria que você falasse um pouco sobre os fatos relevantes que antecederam o movimento feminista no mundo
Tradução - VALÉRY, Paul. VI. In: Vues. [1948]. Prefácio de Claude Launay. Paris: La Table Ronde, 1999, p. 233-252. – (La Petite Vermillon; 20).: VALÉRY, Paul. VI. In: Vues. [1948]. Prefácio de Claude Launay. Paris: La Table Ronde, 1999, p. 233-252. – (La Petite Vermillon; 20).
This study proposes the translation into Portuguese of Chapter “VI” from the book Vues (1999 [1948]) by Paul Valéry. The chapter is divided into four parts: “L’homme et l’action,” “Sur le suicide”, “Le vouloir être un autre” and “Lettre à quelqu’un”. The collection, still unpublished in translation, stands out for its profound and sensitive approach in essays where Valéry investigates the duality of human experience, navigating between the mind's relentless pursuit of ideas and the trap of words, and a mind open to the unforeseen. In his reflections, Valéry conveys an uneasiness that often culminates in a sense of awe before the ineffable, acknowledging that both words and human behaviors are merely shadows of what escapes expression.Este estudio propone la traducción al portugués del Capítulo “VI” del libro Vues (1999 [1948]) de Paul Valéry. El capítulo está dividido en cuatro partes: “L’homme et l’action,” “Sur le suicide”, “Le vouloir être un autre” y “Lettre à quelqu’un”. La colección, aún inédita en traducción, destaca por su enfoque profundo y sensible en ensayos donde Valéry investiga la dualidad de la experiencia humana, navegando entre la incansable búsqueda de ideas y la trampa de las palabras, y una mente abierta a lo imprevisto. En sus reflexiones, Valéry transmite una inquietud que a menudo culmina en una sensación de asombro ante lo inefable, reconociendo que tanto las palabras como los comportamientos humanos son meras sombras de lo que escapa a la expresión.Cette étude propose la traduction en portugais du chapitre « VI » du livre Vues (1999 [1948]) de Paul Valéry. Le chapitre est divisé en quatre parties : «“L’homme et l’action,” “Sur le suicide”, “Le vouloir être un autre” et “Lettre à quelqu’un”. Le recueil, encore inédit en traduction, se distingue par son approche profonde et sensible dans des essais où Valéry enquête sur la dualité de l'expérience humaine, naviguant entre la poursuite incessante des idées et le piège des mots par l'esprit, et un esprit ouvert à l'imprévu. Dans ses réflexions, Valéry exprime un malaise qui culmine souvent en un sentiment d’émerveillement devant l’ineffable, reconnaissant que les mots et les comportements humains ne sont que des ombres de ce qui échappe à l’expression.Este estudo propõe a tradução para o português do capítulo “VI” do livro Vues (1999 [1948]), de Paul Valéry. O capítulo está dividido em quatro partes: “L’homme et l’action”, “Sur le suicide”, “Le vouloir être un autre” e “Lettre a quelqu’un”. A coletânea, ainda inédita em tradução, se destaca por sua abordagem profunda e sensível, nos ensaios em que Valéry investiga a dualidade da experiência humana, transitando entre a busca incessante da mente por ideias e a armadilha das palavras, e uma mente aberta ao imprevisto. Em suas reflexões, Valéry expressa uma inquietação que frequentemente culmina em um assombro diante do inefável, reconhecendo que tanto as palavras quanto os comportamentos humanos são apenas sombras do que escapa à expressão