Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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Profissionalização e capacitação do professor de inglês: reflexões e ações extensionistas no âmbito da Universidade Estadual de Santa Cruz
O artigo apresenta o projeto de extensão “Dinamizando o ensino da Língua Inglesa na UESC” em seu escopo, objetivos e atividades desenvolvidas. Faz uma reflexão sobre a importância da capacitação e da profissionalização dos docentes da área de língua inglesa, numa abordagem que vai além do simples entendimento e exposição de métodos e técnicas de ensino, ou da competência linguística em inglês. Trata-se de uma perspectiva, em consonância com as ações e os objetivos do referido projeto de extensão, de formação continuada do professor, visando ao fortalecimento do ensino de inglês, na região atendida pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, através do aprimoramento das competências e da qualidade pedagógica dos professores e dos aspirantes a professores de língua inglesa. Dentre as atividades desenvolvidas pelo projeto, são apresentados dois eventos, em três ações extensionistas, em 2008: a oficina “Refreshing methodological issues: aperfeiçoamento metodológico no ensino de inglês como língua estrangeira”, a palestra “Brasil-Estados Unidos: intercâmbios intelectuais na diáspora” e o minicurso “A construção identitária do brasileiro como latino nos Estados Unidos: considerações antropológicas sobre imigração, literatura e cinema”, tendo sido os dois últimos eventos ministrados pelo professor Antônio Luciano Tosta, da University of Illinois at Urbana-Champaign
Morte - um tema para vivos
Este é um trabalho que trata de um assunto tão antigo quanto a humanidade – a morte, a finitude. Conceito eivado de informações as mais diversas: filosóficas, científicas, religiosas, poéticas, artísticas e culturais, sempre preocupou os humanos na busca da longevidade. Traz ao nosso cotidiano angústia, medo, preconceito. Na tentativa de colaborar com a compreensão da morte, o presente artigo deseja demonstrar, que independente de qualquer avaliação, o nosso estar no-mundo é acompanhado inexoravelmente desse fato real e implacável da vida que é a mort
Viver e morrer entre humanos e orixás: a finitude humana em terreiros de candomblé
O texto objetiva abordar a questão da finitude sob a ótica dos integrantes de terreiro de candomblé. Toma-se o modelo mitológico vivenciado por tais comunidades, estabelecendo- se um confronto com os valores da sociedade mais ampla, no que diz respeito ao modo de interpretar e vivenciar a finitude. Partindo-se de conceitos abordados por Spinoza e Heidegger, aborda-se o sentido para a finitude construído pela civilização ocidental, num cotejo com o modo com que o fiel do candomblé entende tal limite do humano. As questões relativas à arquetipologia são tomadas a partir do entendimento que tem Jung sobre conceituação. O participante de terreiros constrói sua identidade a partir de concepções que englobam sua relação com forças da Natureza, sua ancestralidade e a crença de que, ao findar a existência sobre a terra, o Aiyê, ele parte para o universo paralelo, o Orun. Também entende que o nascer é uma questão de ajoelhar-se e escolher a cabeça, sob o testemunho de Orumilá. Tal entendimento implica um outro modo de lidar com a finitude que, não raro, se choca com valores da sociedade mais ampla
Caracterização e contribuições do suporte social aos cuidadores de pessoas com doença de Alzhaimer
Este estudo objetivou configurar e descrever as contribuições da rede de suporte social (RSS) a cuidadores de pessoas com Doença de Alzheimer (DA) no município de Jequié - BA. O estudo foi do tipo quantitativo, com dados coletados no período de maio a julho de 2009. Para identificação da RSS, foi aplicado o instrumento Mapa Mínimo de Relações de Sluzki (1997) a 29 cuidadores familiares de pessoas com DA. Os dados foram tabula- dos através do programa Microsoft Office Excel 2007 e analisados por descrição bioestatística. Observaram-se os preceitos éticos da Resolução 196/1996, Conselho Nacional de Saúde, que trata de pesquisas envolvendo seres humanos. Os resultados apontaram que as pessoas mais presentes no círculo proximal são os parentes consanguíneos (62%). O quadrante com maior número de relações intermediárias foi o das Amizades (58%). No círculo mais afastado, percebeu-se a presença dos profissionais de saúde, que fazem parte do quadrante “comunidade”, e pessoas do quadrante “relações de trabalho”. Quanto ao número de pessoas por rede, 41,37% dos cuidadores têm de 6 a 10 pessoas e 34,48% têm de 11 a 15, significando que as redes são, em sua maioria, medianas. A família foi o grupo mais representativo, ocorrendo nela tanto a maioria dos afastamentos, quanto o de aproximações. Portanto, no grupo estudado, a família constituiu o principal suporte do cuidador na assistência ao portador de DA. Houve predomínio de pessoas do sexo feminino prestando cuidado aos portadores de DA. O cuidado ao portador não conta com o suporte científico necessário, dificultando práticas adequadas de cuidado
Velhice, capacidade funcional e osteoartrose: um espaço da fisioterapia
Apenas nos últimos trinta anos o Brasil despertou para uma das mais sérias situações sociais deste início de século, para a qual ainda não estava devidamente preparado; trata-se de um processo irreversível, que tende a se acentuar: o crescimento da população idosa. Vários fatores podem interferir no processo de envelhecimento (como hábitos de vida, fatores genéticos, estados emocionais, alimentação, ambiente, dentre outros) e definir os níveis de comprometimento ou não da capacidade funcional dos indivíduos.
Reproduzindo a violência em domicílio: o preço de envelhecer
A violência nas cidades brasileiras já não representa qualquer novidade, sendo tema de registro cotidiano na mídia, na pauta de preocupação de políticos e intelectuais, e no pensamento da população, que se vê cada vez mais ameaçada onde quer que esteja, até mesmo em casa, lugar onde se espera proteção e segurança. Pode-se dizer que a violência pertence ao cotidiano; está presente no trânsito, no trabalho, nas ruas, nas escolas, nos lares, e vem condicionando nosso modo de viver e de con-viver
A violência ao idoso no contexto familiar
A pessoa idosa traz consigo um envelhecimento com alterações que favorecem a condição de fragilidade no seu desempenho funcional, muitas vezes associadas a diversas doenças crônicas não transmissíveis. Essa situação torna- a dependente em potencial de cuidadores, expondo-a a situações de riscos para a violência intrafamiliar. Entendemos como fator de risco os indicadores de certas características que potencializam a probabilidade de um indivíduo adoecer, indicando as predisposições ao acometimento de eventos que aumentam os índices de morbimortalidade de determinado grupo populacional, sendo que a remoção de tal fator pode prevenir o estabelecimento de situações de agravos à vida e a saúde
Grupo Feliz: saúde mental, inclusão e cidadania na rede pública de saúde
Em 1999, quando ocorreu a municipalização da saúde na cidade de Itabuna, Bahia, o Centro de Atenção à Saúde de Especialidades, onde atuava como Psicóloga, foi extinto. Houve remanejamento dos funcionários e serviços e eu fui então realocada num centro de saúde na área central da cidade. Retomei as atividades de atendimento individual a adolescentes e adultos da população em geral, encaminhados ou não por profissionais de saúde da rede. A demanda era imensa, bem maior do que os poucos profissionais de Psicologia da rede pública podiam atender
Aprendendo a ser sob o olhar da gerontologia social
A perspectiva cronológica da velhice e juventude é muito relativa, vejamos: ao olhar um adulto de 50 anos, um jovem de 15 certamente o considerará idoso; no entanto, quando ele atinge essa idade, o sentimento será outro: o idoso com certeza terá muitos anos a mais. Esta relatividade está baseada no fator tempo. Ao longo do ciclo de vida dos indivíduos, o tempo surge como um elo condicionante de comportamentos e perspectivas, seja na infância, seja na adolescência, na maturidade e na velhice. O ser humano fatalmente envelhecerá com o tempo, mas a consciência do envelhecimento é percebida como uma dificuldade de sentir a continuidade do tempo de sua própria existência. Dessa forma a idade cronológica corresponde aos estágios tradicionalmente reconhecidos como juventude, idade madura e velhice; conceito construído a partir das vivências pessoais e ambientais do sujeito