Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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Qual o endereço da solidão
A solidão tem sido um tema bastante explorado nos últimos tempos. Não só por profissionais das áreas científicas mas também pela população em geral, que presencia situações no cotidiano em que os indivíduos têm de lidar com esse sentimento tão misterioso e ao mesmo tempo tão conhecido por todos. Para melhor elucidar o tema, será aqui relatada uma pesquisa sobre a solidão, realizada em 1995
No meu Canto, Conto e reconto minha história: diálogo com velhos que moram sozinhos que moram sozinhos
Trata-se de artigo que objetiva discutir e analisar formas de viver a velhice na sociedade atual, em condições de autonomia e independência. O artigo analisa o processo de envelhecimento e as condições relacionadas a essa etapa da vida sob uma perspectiva teórica, apresentando, em seguida, os resultados da pesquisa. De cunho qualitativo, a pesquisa envolveu dez pessoas idosas que integram o projeto UNATI/UFS, quando procurou ouvir o que pensam e sentem a respeito de suas situações atuais de viver sozinhas. Os dados analisados a partir da caracterização dos sujeitos revelam que a autonomia e independência relacionam-se com conhecimentos, motivação, capacidade de viver, que inclui a vontade de agir e que, por sua vez, leva a um comportamento proativo. O exercício da autonomia relaciona-se com a saúde, a qualidade de vida e a independência financeira dos sujeitos pesquisados. Mostram, nas experiências descritas por eles, que a velhice não é apenas etapa de coroamento de uma vida, um fim em si mesma, mas é, também, poder recriar possibilidades de viver, no tempo atual
Acolher, amparar, silenciar: os desafios das casas asilares
A proposta é analisar a condição em que vive a pessoa idosa nas chamadas Instituições de Longa Permanência, também conhecidas como casas asilares ou instituições gerontológicas, em dois municípios, no estado da Bahia e no Rio Grande do Sul. Essas instituições, ainda que criadas em períodos históricos diferentes, têm objetivos comuns, que é o de acolher pessoas idosas carentes e contextualizar o desamparo nas sociedades de pertencimento. Com trajetórias e sistemas operacionais que se diferenciam, a ideia foi analisar, comparativamente, nas duas realidades, aspectos como: perfil dos idosos acolhidos; identidade da instituição e a infraestrutura para diferentes situações de velhice (com capacidade funcional e/ou cognitiva comprometidas, com família, sem família, aposentados, sem renda); recursos humanos da instituição (profissionais da saúde, administrativos, auxiliares e gestores); fatores que determinaram a institucionalização; qualidade das relações no ambiente institucional. Esses aspectos, no conjunto, acabam determinando separações e convergências importantes entre as instituições dessas diferentes realidades
Sociedades senescente: análise de vínculos sociais numa instituição de longa permanência em Campina Grande – Paraíba
O último censo demográfico realizado pelo IBGE indica que 11% da população brasileira é constituída por idosos, e a Paraíba ocupa a quinta colocação, com o maior contingente. Esse fato tem provocado sensíveis modificações na sociedade contemporânea e, nesse sentido, as Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas (ILPIs) passam a ser percebidas como parte da realidade social e necessárias para o atendimento de idosos que se encontram em situação de risco. Este artigo pretende discutir essa complexa realidade social a partir da exposição e análise dos resultados de um Projeto de extensão, da área de Ciências Sociais, realizado no Instituto São Vicente de Paulo, na cidade de Campina Grande- PB. No âmbito dessa Instituição, enfatizamos as práticas de sociabilidade construídas entre os mediadores institucionais e os residentes, e entre estes e o nosso grupo de extensionistas. A fim de contemplar os objetivos propostos, utilizamos a metodologia da História Oral, através da técnica da história de vida, e a observação participante. Concluiu-se que, se por um lado a ILPI pode ser vista como um ambiente formal e regido por normas, por outro lado, a Instituição pode possibilitar novas experiências de sociabilidade geracional entre os indivíduos que compartilham a mesma condição social e o espaço físico, e entre estes e os cuidadores. Diferentemente dos estereótipos elaborados pelo senso comum sobre a “estaticidade” social que caracteriza uma ILPI, esperamos contribuir para que diferentes percepções sobre a velhice institucionalizada possam ser reconhecidas
Amplitude de movimento de joelhos e a ocorrência de quedas em idosos
Este artigo objetiva descrever a associação entre a amplitude de movimento (ADM) estática de flexão ativa e passiva e de extensão de joelhos e a ocorrência de quedas em idosos. Trata-se de um estudo de corte transversal e base populacional,com integrantes do Projeto DCNT em População Idosa, de áreas adscritas à Estratégia de Saúde da Família, município de Lauro de Freitas, Bahia, sendo composta por indivíduos de ambos os sexos, com idade maior ou igual a 60 anos, residentes na comunidade e cadastrados no Sistema de informação da Atenção Básica. Na coleta de dados, foram utilizados como instrumentos um formulário multidimensional, aplicado durante entrevista domiciliar, e um goniômetro universal, para medidas das ADM dos joelhos. A análise da associação entre as variáveis nominais e o desfecho quedas foi realizada através do teste Qui-quadrado e Exato de Fisher, e para identificar as diferenças entre as médias da ADM, de acordo com o grupo estudado, foram utilizados o teste t-Student e ANOVA. Foram analisados 214 idosos com idade média de 69 anos, sendo que 65,4% eram do sexo feminino e 28,0% relataram queda no ano anterior à entrevista. A média de ADM de joelhos dos idosos que caíram foi de 129,1º em flexão ativa, 137,3º em flexão passiva e 6,8º de extensão. Conclui-se que a média da ADM de fl exão ativa de joelhos está associada com a ocorrência de quedas em idosos
Innovación educativa en los programas universitarios para mayores
En este artículo se ofrecen algunas nociones sobre aspectos de la innovación en los programas universitarios para personas mayores. Después de la descripción de lo que se entiende por innovación, sus características y los factores que facilitan que ellas ocurran, se presentan algunas condiciones para su éxito en el ámbito de los citados programas universitarios, las resistencias que puede afrontar y los criterios con los que se debe contar para su más correcta evaluación. Se debe potenciar una cultura del cambio que ayude a emprender o apoyar proyectos bien diseñados y viables que contribuyan a iniciar dinámicas innovadoras Especial referencia se hace sobre la innovación que pueden promover en el momento actual las tecnologías de la información en el marco de los citados programas, así como las innovaciones deseables desde la perspectiva de las relaciones intergeneracionales, uno de los objetivos compartidos por los propios programas, al tratarse de un marco idóneo para fomentar las citadas relaciones
calidad y formación universitaria para personas mayores: importancia de los actores
Actualmente estamos inmersos en la cultura dela calidad y la excelencia lo que nos conduce a implementar mecanismos de evaluación de los procesos educativos que se desarrollan dentro de las instituciones de educación superior. En este artículo planteamos la importancia de los agentes implicados en los procesos de gestión de la calidad, centrándonos en los estudiantes como actores del proceso de aprendizaje de los programas universitarios para personas mayores –PUMs- . Para ello presentamos los resultados obtenidos tras el análisis del cuestionario de evaluación fi nal, aplicado en el Programa Interuniversitario de la Experiencia de Castilla y León que se imparte en la Universidad de Burgos desde el curso 2002-2003, en relación a 4 criterios clave: el programa, dirección-organización, valor añadido y relaciones personales
Calidad de vida y adaptación psicológica en una muestra de ancianos que habitan en la cidad de México
El bienestar de los ancianos cobra relevancia en tanto que puede considerarse como un indicador de la adaptación psicológica en la vejez; es así que se propuso en el presente estudio evaluar los efectos del medio ambiente como una medida de la calidad de vida en la daptación psicológica en adultos mayores que habitan en la Ciudad de México.A una muestra de 100 ancianos que acudían a un centro recreativo de la ciudad de México, se les aplicó el WHOQoLBref, preparado por la OMS y adaptado al español mexicano (González-Celis, Trón & Chávez, 2009), para evaluar calidad de vida, con 26 reactivos con cinco opciones de respuesta y cuatro dimensiones: salud física, psicológica, relaciones sociales y medioambiente. La escala de Bienestar Psicológico como medida de la adaptación psicológica en la vejez, con 17 reactivos dicotómicos y con tres factores: Agitación, Actitud hacia su propio envejecimiento e Insatisfacción y soledad. Así como una fi cha de datos socio-demográfi cos en la que se preguntaron datos en relación a la edad, género, estado civil, escolaridad y con quien viven, y si reportaban estar o no enfermos. Los resultados confi rman la asociación entre medioambiente y bienestar psicológico; así como se prueba la diferencia estadística entre los ancianos con puntajes altos y bajos en medioambiente en el bienestar psicológico. Se concluye en la aportación empírica que da cuenta de la importancia de las características del entorno y su efecto en la adaptación psicológica en una muestra de adultos mayores que habitan en la ciudad de México