Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
Not a member yet
2117 research outputs found
Sort by
IMPACT OF TOURISM ON LIVELIHOOD OF COMMUNITIES ADJOINING ECODESTINATIONS IN PLATEAU STATE, NIGERIA
The purpose of this study is to analyse various prevailing impacts of different tourism sites and activities on communities adjoining eco-destinations in Plateau State, Nigeria. The study was designed to collect data on impacts of tourism using structured questionnaire, field observations and interviews. A total of 410 questionnaires were administered at random to household heads from ten selected communities bordering five surveyed ecotourism centres. Data obtained were analyzed using Chi square and descriptive statistics. Results showed that tourism has different impacts based on differences in products, management strategies, activities created, location, occupation, ownership and closeness to the parkland, and level of households’ involvement. Increased land hunger (74.55%) is the most reported negative impacts of Jos Wildlife Park on Kabon community. In Dong household respondents complain of blocked access road to Jos town (96.00%). Among the positive impacts indicated by Pandam household respondents are employment (95.56%), fishing (84.44%), preservation of culture (68.89%), increase in population (51.11%), supply of fish to the community market (48.89%), proliferation of private enterprises (42.22%) and biodiversity conservation (24.44%). All Pandam respondents implicated reduced land for farming, destruction of crops by animals, consumption of livestock by wild animals and fuel wood scarcity as negative impacts. In Namu community, 14.29% of the respondents reported fishing and limited land for agriculture as respective positive and negative impacts from the Pandam game reserve while only 2.86% of the respondents mentioned destruction of crops by wild animals as negative impact. Aningo and Kayarda respondents recorded values of 23.33% and 20.00% for fishing as a beneficial impact. Naraguta leather industries impacted all respondents positively in the areas of private enterprises proliferation, training in leather works, income generation, preservation of culture and an increase in animal skin utilization in the market. No negative impact was indicated from Assop falls management by household respondents. Gwut household respondents indicated fishing, available water for washing and sport swimming as positive impacts from Rayfield resort. Value addition recorded 13 (56.52%) while 15.00% complained of hoodlums lurking in the uncompleted buildings to carryout illegal activities. A Chi-square test of impact among the communities showed significant difference (p<0.05). A Chi square test of effects of management institution on kinds of households’ impacts was significant (P < 0.05).This paper presents baseline information concerning the impacts of tourism on households. These baseline information will be very vital in assessing differences in impacts introduced as a result of climate change. These prevailing impacts from different types of tourism institutions are discussed
A dicotomia razão e emoção na obra Por que os homens se casam com as mulheres poderosas? Uma breve análise do tratamento dado às emoções femininas
Neste trabalho, partindo de uma análise argumentativa, buscamos abordar o tratamento das emoções femininas em obras de autoajuda destinadas a esse público. O corpus escolhido será o livro Por que os homens se casam com as mulheres poderosas?, de Sherry Argov. Em sua obra, a autora teria dado ênfase notória à questão das emoções (e ao controle destas) nas relações afetivas entre homem e mulher. Seu objetivo maior seria o de fornecer conhecimento, know-how, para que as mulheres consigam lidar com os relacionamentos e se coloquem em posição superior à masculina. O livro poderia ser visto como um guia para “orientar” as mulheres, sugerindo que essas adotem um comportamento dito “racional” e “controlado” para que os homens possam valorizá-las. Veremos também de que maneira essa obra de autoajuda (gênero frequentemente visto com receio pelo ambiente acadêmico) pode ser um corpus instigante para percebermos como as concepções cristalizadas acerca da dicotomia razão e emoção e do condenado papel da mulher – figura tipicamente “emotiva” e, por vezes, vista como “descontrolada” – aparecem e são reafirmadas nesse tipo de leitura. O que procurará se propor, neste artigo, por fim, é que razão e emoção não são parâmetros opostos e, muitos menos, excludentes, a partir da retomada de algumas perspectivas teóricas antropológicas, sociológicas (e, por que não, discursivas) que se relacionam a essa questão. Para esta análise, utilizaremos principalmente trabalhos que tocam a temática razão e emoção, de autores como Elster (1995), Plantin (2010), Lima (2006, 2007), Nussbaum (1995) e Le Breton (2009)
Palavras-chave e argumentação. Uma análise de valores culturais no discurso sobre interatividade
O presente artigo aborda a utilização de palavras-chave em textos argumentativos e como tais palavras ativam processos inferenciais, trazendo à tona aquilo que na tradição aristotélica é conhecido como endoxa, ou seja, opiniões, crenças e valores compartilhados, que, geralmente, comparecem como premissas implícitas em textos que circulam numa determinada comunidade cultural. A abordagem aqui proposta fundamenta-se na apresentação de procedimentos metodológicos que visam auxiliar a identificação de palavras-chave culturais, a recuperação de endoxa e a análise de esquemas argumentativos. Especificamente, parte-se da hipótese de que interatividade pode ser considerada uma palavra-chave cultural do cenário contemporâneo, marcadamente caracterizado pela presença e utilização maciça das chamadas tecnologias de informação e comunicação, para que, após sua verificação, com base num corpus específico, sejam evidenciados e analisados esquemas argumentativos envolvendo a palavra-chave em questão e certas endoxa que ela evoca. Estes procedimentos metodológicos, ao final, revelam-se bastante úteis no sentido de oferecer elementos para melhor compreensão não apenas da palavra-chave analisada, mas da própria cultura que ela, de algum modo, representa
As diferentes vozes e os múltiplos sentidos em publicação da página “Língua Portuguesa” no Facebook
Objetiva-se com este artigo refletir sobre as significações atribuídas à língua portuguesa, que circulam nos discursos produzidos em uma página do Facebook, direcionada a divulgar dicas gramaticais. Com base nesses discursos, mostramos os sentidos recriados no contexto sócio-histórico dos interlocutores dessa mídia. Para tanto, foi necessário realizar um estudo representativo de uma publicação que foi postada no período em que se comemora o dia do índio no Brasil. Por meio do recurso ‘linha do tempo’, conseguimos recuperar esse arquivo para selecionamos como corpus de nossa análise os enunciados de um pôster e seus respectivos comentários, os quais foram motivos de polêmica entre os usuários da página ao serem publicados nessa rede social. A fim de refletir sobre as vozes discursivas que interagem nesses enunciados, buscamos não olhar diretamente a superficialidade dos textos, mas os lugares e as condições de produção dos discursos que apontam as diferentes vozes. Esta discussão foi sedimentada na perspectiva dialógica, interacional e ideológica, tal como a concebe Bakhtin/Volochinov (1986), segundo o qual os enunciados existem em gêneros, com seus objetivos comunicacionais e estáveis e, dessa forma, são produtos da interação social e se caracterizam pela plurivalência de sentidos, e também nos estudos de gêneros textuais emergentes e comunidades virtuais (MARCUSCHI, 2004). A partir da análise desenvolvida neste trabalho, deduzimos que os discursos com os quais os enunciados mantêm relações dialógicas dão corporeidade a significações sobre a língua portuguesa, sustentando os preconceitos linguísticos e sociais enraizados na sociedade contemporânea brasileira.
Memória, des-memória, a-memória: quando o discurso volta-se para seu passado
Este artigo é uma síntese de ordem histórica e epistemológica do destino científico da noção de memória discursiva. Proposto por Courtine em 1981 no contexto da Análise do Discurso dita francesa iniciada por Pêcheux, o conceito de memória discursiva conheceu a partir de então reformulações e prolongamentos conceituais. Transformada em “memória interdiscursiva” no início dos anos 2000 (MOIRAND), tal noção foi em seguida retrabalhada no campo da cognição distribuída sob a forma de “linhagens discursivas” (PAVEAU). Sua articulação com o esquecimento e as negações da história conduziram igualmente as noções de “des-memória” e de “a-memória discursiva” (ROBIN, PAVEAU)
Os imaginários sociodiscursivos acerca do nordeste brasileiro
Este artigo tem por objetivo investigar quais são os imaginários sociodiscursivos que circulam nos discursos acerca do Nordeste brasileiro. Para tanto, analisamos quatro mensagens produzidas a respeito dos nordestinos no contexto das eleições presidenciais brasileiras, em novembro de 2010, e das quartas de final da Copa do Brasil, em maio de 2011. No âmbito das análises, examinamos como as marcas lexicais de adjetivação utilizadas pelos enunciadores apontam para os diferentes imaginários sociodiscursivos sobre o Nordeste. Para uma crítica discursiva do espaço, basear-nos-emos em Foucault (1979; 2001). No tocante à conformação das identidades regionais no Brasil, ancoramo-nos em Muniz (2010; 2011). Por fim, para o entendimento da relação entre identidades e imaginários sociodiscursivos, utilizamos a Teoria Semiolinguística, conforme definida por Charaudeau (2007; 2008a; 2008b)
O discurso de títulos de notícias sobre violência sexual: a mídia on-line e a culpabilização da vítima de estupro
Este artigo utiliza os pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso Crítica (CHOULIARAKI; FAIRCLOUGH, 1999; FAIRCLOUGH, 2003) como base na investigação de três títulos de notícias veiculadas nos meses de maio e novembro de 2013, de diferentes jornais eletrônicos brasileiros de grande influência nacional (G1, R7 e Folha de S. Paulo). Os títulos selecionados abordam casos de estupro contra a mulher e são analisados com o objetivo de investigar a representação do discurso midiático sobre esses eventos, sobretudo no que se refere à construção da imagem da “vítima”. A análise discursiva inicial indica que nos textos – títulos e excertos do corpo das notícias para a contextualização dos eventos – ocorrem variadas estratégias de legitimação (cf. THOMPSON, 1995; VAN LEEUWEN, 2008) que agem no sentido de atribuir à vítima a responsabilidade pela violência sofrida, apagando a agência do estuprador e contribuindo para a prática de culpabilização da vítima, típica da estrutura social de hegemonia masculina, que privilegia o homem
Resenha de Perspetivismo e Argumentação, de Rui Alexandre Grácio
Rui Grácio, servindo-se, nesta última obra, das etapas pelas quais a sua investigação passou ao longo do tempo, propõe apresentar, entre os muitos itinerários metodológicos existentes que caracterizam os estudos atuais da argumentação (cf. EEMEREN, 2003; PLANTIN, 2001; DOURY e MOIRAND, 2004), a sua trajetória teórica que parte da questão que lhe é crucial: como teorizar a argumentação? A avaliação que propõe fazer mantém o foco na adequação descritiva, ou seja, na determinação da especificidade do campo da argumentação
O discurso da Odebrecht construído via entrevista publicada em sua revista empresarial
O objetivo deste trabalho foi estudar o discurso da Odebrecht a partir da construção do ethos (via léxico) e da situação enunciativa em uma entrevista de uma revista empresarial. Para tanto, foi utilizado como aporte teórico pressupostos da Retórica, da Análise do Discurso de linha francesa e da Comunicação Empresarial. Para se empreender este estudo, foram realizadas três análises: a dos dados linguísticos, a dos argumentos usados e a das estratégias de comunicação utilizadas neste texto
(Re)produzir o inquestionável: nominalização, generalização e naturalização no discurso neoliberal
O discurso neoliberal é profundamente ideológico apesar de absolutamente não aparentar sê-lo. Tal desdobramento resulta fundamentalmente de um autoapagamento da própria discursividade. Um dos efeitos desta autodissimulação é que, embora a doutrina neoliberal seja onipresente na chamada grande mídia, os seus suportes e as suas articulações tendem a permanecer despercebidos: ouve-se, lê-se e vê-se o discurso neoliberal, mas não se repara. São focalizadas aqui as formas e os efeitos da operação de nominalização. Mostra-se como, ao parecer atuar fora de qualquer marca de enunciação (apagamento das marcas do sujeito enunciador, dos agentes e pacientes, das causas e consequências do processo), esta operação, aliada a determinação definitiva e a uma esquematização do acontecido enquanto escapando ao comando humano, naturaliza as tomadas de posições neoliberais, espalhando-as como meras evidências e expressão intangível da realidade.