Portal de Periódicos Eletrônicos da UESC (Univ. Estadual de Santa Cruz)
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A ARTE NA APROXIMAÇÃO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O presente artigo objetiva demonstrar como a Arte pode contribuir na interação entre culturas. Analisaremos, também, o desempenho da Arte nestas relações através de pesquisas bibliográficas sobre o seu contexto geral. Para tanto, buscaremos um maior acesso às recentes informações sobre o conhecimento teórico de modo a pensar a Arte como um objeto catalisador junto às relações internacionais. As conclusões aqui emanadas foram estabelecidas a partir do entendimento de que a Arte, num movimento globalizado, se apodera de forma lógica entre as ideias, como princípios desenvolvidos nas transações mundiais
Uma outra face feminina: retórica, argumentação e ethos em entrevistas de Hilda Hilst
Entende-se a retórica como uma das mais antigas ferramentas a favor da argumentação ou, como explica Reboul (2004), “a arte de persuadir pelo discurso” (p. 14). Um dos desdobramentos colocados pela retórica é a questão do ethos, termo que trabalha o caráter do orador na aquisição da credibilidade. Hilda Hilst, poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira, reconhecida pelo seu comportamento “polêmico”, trabalha a argumentação na construção de uma ideia diferenciada do “ser mulher”. Cristiano Diniz (2013) organizou o livro intitulado “Fico besta quando me entendem” que apresenta uma reunião de entrevistas de Hilst e alguns fragmentos das respostas da autora são utilizados como corpus para a investigação neste artigo. Portanto, o objetivo desse estudo é analisar como se constrói o ethos através do discurso argumentativo em entrevistas de Hilda Hilst, discurso este que acaba por formular uma espécie de “atrevimento” no escrever - e ser - feminino
A fórmula “deslegitimação de Israel” entre polêmica intrínseca e argumentação polêmica
Neste artigo, buscamos voltar nossa atenção para uma das características principais da fórmula, a saber: seu caráter polêmico. Tendo em vista a natureza politética das unidades lexicais que compõem a fórmula, uma polêmica se desencadeia muitas vezes sobre a própria significação de uma fórmula. Ao mesmo tempo, uma fórmula também pode ser mobilizada em uma argumentação de caráter polêmico, utilizada para levar a cabo sua missão de persuasão. Assim, podemos nos indagar sobre a relação entre o caráter intrinsecamente polêmico de uma fórmula e sua exploração no centro de uma confrontação verbal de caráter polêmico. Este estudo dedica-se mais particularmente ao emprego da fórmula “deslegitimação de Israel” nos discursos políticos, para ver como essa fórmula pode ser explorada por diferentes atores políticos para desqualificar o discurso de seu adversário (ou ainda para obter um consenso junto a seu público) durante uma confrontação entre posições antagonistas. Como a polemicidade inerente a esta fórmula pode ser explorada na construção polêmica em geral e política em particular
A invenção da retórica ou a transgressão dos limites do mundo fechado
Este artigo objetiva estudar a arte retórica e sua invenção na Grécia Antiga em termos de transgressão. Minha análise enfoca a figura do inventor desta arte, ou seja, o sofista. De Platão aos dias de hoje, ele é o oponente do filósofo e o amiga da doxa - o senso comum. O sofista representa, ainda hoje, um problema filosófico e, ademais, um problema de significado. Ele é, acima de tudo, um corruptor de mentes, um fornecedor de argumentos inadequados e um artesão de mentiras: uma ameaça para a sociedade. Contudo, nós precisamos tentar ir além e considerar sua abordagem retórica. O sofista, de forma mais profunda, é visto como um encrenqueiro, porque ele subverte as evidências e as certezas de um mundo fechado. Acerca dos deuses, da sociedade e das leis, ele sempre faz uma pergunta a mais, abrindo o mundo e propondo a transgressão de seus limites e fronteiras. Ele convida os cidadãos, acerca de qualquer tópico, para uma jornada orientada a argumentos possíveis e provas retóricas. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é mostrar que não são exatamente as ideias dos sofistas que são problemáticas, mas a jornada que ele viabiliza ao ensinar as ferramentas da argumentação.Este artigo objetiva estudar a arte retórica e sua invenção na Grécia Antiga em termos de transgressão. Minha análise enfoca a figura do inventor desta arte, ou seja, o sofista. De Platão aos dias de hoje, ele é o oponente do filósofo e o amigo da doxa - o senso comum. O sofista representa, ainda hoje, um problema filosófico e, ademais, um problema de significado. Ele é, acima de tudo, um corruptor de mentes, um fornecedor de argumentos inadequados e um artesão de mentiras: uma ameaça para a sociedade. Contudo, nós precisamos tentar ir além e considerar sua abordagem retórica. O sofista, de forma mais profunda, é visto como um encrenqueiro, porque ele subverte as evidências e as certezas de um mundo fechado. Acerca dos deuses, da sociedade e das leis, ele sempre faz uma pergunta a mais, abrindo o mundo e propondo a transgressão de seus limites e fronteiras. Ele convida os cidadãos, acerca de qualquer tópico, para uma jornada orientada a argumentos possíveis e provas retóricas. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é mostrar que não são exatamente as ideias dos sofistas que são problemáticas, mas a jornada que ele viabiliza ao ensinar as ferramentas da argumentação
Por que os educadores devem preocupar-se com argumentação?
Educadores que refletem sobre suas práticas educacionais fazem a si mesmos perguntas como: Qual é o objetivo da educação? Quais coerções morais, metodológicas ou outras guiam nossas atividades e esforços educacionais? Um lugar natural para procurar por respostas é a Filosofia da Educação, a qual (dentre outras coisas) tenta fornecer respostas sistemáticas para essas questões. Uma resposta comum dada pela Filosofia da Educação é que o objetivo da educação consiste em fomentar o desenvolvimento da racionalidade dos alunos. Nesse ponto de vista, a educação tem como tarefa fundamental tanto o desenvolvimento da capacidade de raciocínio, quanto a formação de um complexo de atitudes, de hábitos da mente, de disposições e de marcas de caráter, de modo que os estudantes sejam capazes não apenas de raciocinar bem, mas também de se importarem acerca das razões e de organizarem suas crenças, julgamentos e ações em consonância com a avaliação racional das razões. A Teoria da Argumentação também se ocupa da análise do poder e da força de convencimento do raciocínio. Quando as razões para uma alegação justificam a aceitação dessa alegação? Sob quais critérios os raciocínios são avaliados? Como esses critérios são justificados? Questões como estas são o arroz e o feijão da Teoria da Argumentação, que, na procura de respostas, promete clarear o caráter da racionalidade como o objetivo da educação. A racionalidade, que conecta a educação à Teoria da Argumentação, fornece aos educadores uma razão para se preocuparem com argumentação – se ela puder ser convincentemente defendida enquanto um ideal educacional. Neste artigo, tentarei defender essa ideia e, assim, explicar por que educadores devem se preocupar com a argumentação. A defesa será moral: vou defender que somos moralmente obrigados a nos esforçar para promover a racionalidade dos estudantes, porque isso é necessário para satisfazer nossas obrigações de tratar os alunos respeitosamente como pessoas. Também considerarei algumas críticas gerais aos ideais iluministas de racionalidade, advindos de pesquisadores do Feminismo, do Multiculturalismo e do Pós-modernismo. Se tais críticas procedem, então tanto a Teoria da Argumentação quanto a visão de que a educação deve ter como objetivo fomentar a racionalidade encontram-se ameaçadas. Vou argumentar que tais críticas, embora importantes e instrutivas, não são tão destrutivas do ideal de racionalidade como alguns estudiosos contemporâneos sugerem.
Efetivação dos direitos sociais com enfoque na segurança alimentar
O presente estudo é parte integrante da linha de pesquisa desenvolvida sobre o tema “Efetivação dos Direitos Fundamentais”, cujo objetivo é investigar as possibilidades e os efeitos da positivação dos direitos sociais com enfoque no direito à alimentação. A ênfase recai sobre a análise das políticas públicas relacionadas à temática enquanto garantias instrumentais de efetivação desse direito fundamental. Diagnostica-se, ainda, a repercussão da positivação constitucional desse direito, especialmente em razão da força vinculante e dirigente que pode produzir frente aos órgãos de direção política. Trata-se de um tema de grande relevância no Brasil, onde vem sendo abordado nas últimas décadas com abrangência multidisciplinar e dialogando com centros internacionais que tratam desse assunto. Buscou-se verificar, então, como as entidades federativas (união-estado-município, este último como local onde serão aplicados esses direitos no plano concreto) vêm atuando conjuntamente para que essa política seja de fato implementada