Portal de Publicações Eletrônicas da Ufac (Univ. Federal do Acre)
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    A ENTRADA DE DOCENTES NA UFPR PELA LEI N° 12.990 DE 2014

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    Este trabalho tem como objetivo compreender os mecanismos institucionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) de operacionalização da Lei n° 12.990 de 2014, que reserva 20% das vagas de concursos públicos para as pessoas negras. Para tanto, foram analisados os editais, planilhas e Diários Oficiais da União disponibilizados, de forma virtual, pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da Universidade Federal do Paraná. Com tais informações, é questionada: i) a quantidade de vagas ofertadas para a Lei n° 12.990/14 em contraste com a oferta de vagas para ampla concorrência; ii) a quantidade de pessoas autodeclaradas negras que passaram pela banca de heteroidentificação, e, portanto, disputam pela vaga; e iii) quantas pessoas negras são classificadas e quantas são chamadas para assumir os cargos do concurso. Foram feitas diversas visitas técnicas para conversar com servidores técnicos-administrativos da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e compreender o processo de construção dos editais e a disponibilização dos resultados oficiais nos sítios eletrônicos da pró-reitoria, assim como tirar dúvidas, já que estes são responsáveis por criar os concursos públicos e seus editais. A discussão teórica é apresentada juntamente com os dados quantitativos adquiridos durante a pesquisa. A partir desta, é possível identificar práticas com viés de diminuir o número total de vagas reservadas para pessoas negras. Dialogando juntamente com relatórios produzidos pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (ADUFES/UFES), é apresentado uma situação de estagnação da inclusão de Pessoas Pretas e Pardas nos concursos públicos. A análise do material demonstrou um pequeno impacto em relação à equidade racial no quadro de servidoras e servidores da UFPR, especialmente, da categoria docente

    A SUB-REPRESENTAÇÃO DA POPULAÇÃO NEGRA NOS QUADROS FUNCIONAIS DA UFJF: A NECESSIDADE DE FORTALECER A LEI 12990/2014

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    Este artigo apresenta um recorte dos resultados obtidos na pesquisa desenvolvida no âmbito do Programa de Iniciação Científica, cujo objetivo foi estudar e descrever os espaços ocupados por negros e negras no âmbito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A intenção é utilizar esses dados para desenvolver ações que promovam o estudo das relações raciais existentes na UFJF e implementar práticas antirracistas em todos os ambientes desta Instituição, além de fortalecer a Lei 12.990/2014. Neste texto, apresentamos os resultados de uma pesquisa qualitativa, incluindo dados estatísticos sobre a representatividade de profissionais negros e negras na UFJF, considerando três espaços: os campi de Juiz de Fora e Governador Valadares e o Colégio João XXIII. A análise desses dados permite fazer algumas reflexões sobre a sub-representação de servidores efetivos negros e negras na instituição. Para alcançar os objetivos propostos, realizamos uma investigação baseada em documentos disponíveis na Universidade Federal de Juiz Fora, nos quais se identificam as informações de cor/raça de professores e técnicos administrativos e educacionais, considerando o período de abril a maio de 2022. Dos resultados, destaca-se que a população negra, entre os servidores TAEs e docentes da UFJF, representa 19,53% – não representando nem 20% do total de servidores – enquanto 76,32% de servidores se identificam como brancos

    LÉLIA GONZALEZ: INTÉRPRETE OUTSIDER

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    O artigo objetiva analisar a atuação de Lélia Gonzalez como Intérprete Outsider da formação da sociedade brasileira, destacando a sua contribuição para o entendimento das dinâmicas raciais, de gênero e de classe. Gonzalez propõe a categoria de "Amefricanidade", que redefine a identidade cultural latino-americana a partir das experiências africanas, afro-brasileiras e indígenas, no contexto da América Latina – ou Améfrica Ladina –. A autora questiona determinadas interpretações do Brasil que negligenciam a contribuição amefricana, denunciando o racismo estrutural e a ideologia do embranquecimento. Os operadores metodológicos e teóricos indicados para o tratamento e análise do corpus são de caráter bibliográfico e transdisciplinar, ampliando, dessa forma, as leituras e cruzamentos analíticos que poderão partir da filosofia, da história e dos estudos culturais, priorizando a utilização de referenciais negros (Asant, 2009; Nascimento, 2009; Nascimento, 2022; Hall, 2006).  O trabalho também aborda o papel das mulheres negras na construção da sociedade brasileira, criticando sua exploração e destacando sua importância histórica e cultural. A partir de uma perspectiva decolonial e afrocentrada, Gonzalez oferece um contraponto às narrativas hegemônicas, propondo uma visão crítica e aprofundada das identidades nacionais

    INVENÇÃO E PROVOCAÇÃO NA ENCRUZILHADA POÉTICA DE DIÁRIO DA ENCRUZA, DE RICARDO ALEIXO

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    RESENHA

    APRESENTAÇÃO DA CAPA

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    EDITORIAL

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    COLORISMO E RECONHECIMENTO: A IDENTIDADE ÉTNICO-RACIAL NO CONTEXTO ESCOLAR

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    Este artigo aborda o tema do colorismo e o reconhecimento da identidade étnico-racial no contexto escolar. O objetivo é refletir sobre o colorismo (ou pigmentocracia) como forma de discriminação baseada na cor da pele, discutindo os reflexos do racismo estrutural na educação. Quanto à metodologia, foram utilizadas pesquisas qualitativas com análise de artigos científicos e levantamento bibliográfico fundamentado em propostas e discussões de autores. A educação é vista como uma base importante para a construção da cidadania, desempenhando um papel relevante na formação do caráter e na reflexão social. Portanto, é crucial valorizar a cultura e a identidade negra para combater os símbolos de inferioridade historicamente direcionados ao corpo negro. Conclui-se que o colorismo estrutural resulta em danos como a negação do outro e o enfraquecimento da identidade, e a educação formal tem contribuído pouco para a transformação de ações e pensamentos discriminatórios. Destaca-se a importância de ações e práticas educativas para combater o racismo e promover a equidade racial

    A VIDA DE MALCOLM X: “O PREÇO DA LIBERDADE É A MORTE”

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    O artigo tem por objetivo refletir sobre alguns aspectos da vida de Malcolm X. O objetivo central do trabalho é apresentar Malcolm como um representante da “diáspora negra” que lutou pelo fim da supremacia branca e pelos ideais de emancipação humana. A justificativa desse trabalho é desenvolver uma reflexão crítica sobre a modernidade a partir do pondo de vista do ativista afro-americano. Outra justificativa para este trabalho se dá ao impacto que a obra de Paul Gilroy, O atlântico negro: modernidade e dupla consciência (2012) produziu ao apresentar a modernidade aos olhos de ex-escravos, como Frederick Douglass; de ex-escravas como Margaret Garner; e os descendentes de escravos e intelectuais como W. E. B. Du Bois, Richard Wright e James Baldwin. Uma terceira justificativa é da ordem do cinema. Com a adaptação cinematográfica da vida de Malcolm X feita pelo diretor Spike Lee. O filme Malcolm X foi lançado em 1992 e teve o ator negro Denzel Washington como protagonista. A dramatização biográfica feita por Lee é uma experiência estética de alto nível. O filme mostra a vida de Malcolm a partir de alguns recortes históricos que procuram dar coerência ao desenvolvimento da consciência social e política do líder negro. Dessa forma, o artigo está dividido em duas partes. Na primeira parte discuto o filme de Spike Lee a partir de cinco atos. Na segunda parte, tomando como referência o livro de Manning Marable, Malcolm X: uma vida de reinvenções (2013), procuro elaborar uma reflexão sociológica e política sobre a vida e trajetória de Malcolm X

    FALAS NEGRAS (2024): UM BIÓTIPO EM JULGAMENTO

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    Falas Negras (2024) se trata de um episódio documental que celebra a simbólica data de 20 de novembro. Na mesma medida, expõe de que forma a esfera social ainda se comporta diante de situações e práticas racistas. Nesse sentido, um em tribunal do júri simulado atores e atrizes tem papéis claramente demarcados e apenas o júri popular desconhece que o réu na verdade é uma personagem fictícia. Assim, provas verbais e concretas são apresentadas, porém até que ponto a cor do réu e o uso do catálogo de suspeitos influencia na decisão final

    CULTURA AFROBRASILEIRA E LETRAMENTO RACIAL: PROMOVENDO A DIVERSIDADE NAS ESCOLAS ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO

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    Este artigo tem por objetivo apresentar os resultados de pesquisa do projeto “Cultura afro-brasileira e letramento racial: descobrindo a diversidade na escola”, realizado na Escola Estadual Bento de Abreu, em Araraquara, São Paulo, e que envolveu estudantes do ensino fundamental e médio. A iniciativa visou o letramento racial por meio da sociologia e da prática artística com aquarelas, alinhando-se à Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana (Gomes, Petronilha, 2007). Inserido no contexto de um projeto maior intitulado “Educação Étnico-Racial na implementação da BNCC”, este estudo teve como objetivo investigar como a temática étnico-racial é abordada na escola, bem como os desafios enfrentados por professores e gestores na implementação de práticas pedagógicas inclusivas (Nogueira, 2019). Por meio de metodologias de pesquisa-ação e história oral, o projeto mapeou práticas educativas que demonstraram a relevância da educação étnico-racial para o fortalecimento da autoestima de alunos negros, a convivência multicultural e o enfrentamento do racismo institucional (Gatti, 2014). Entre as atividades desenvolvidas, os estudantes produziram obras em aquarelas que culminaram em uma exposição artística, promovendo o engajamento da comunidade escolar e incentivando reflexões sobre diversidade e inclusão. Os resultados evidenciaram não apenas o impacto positivo dessas práticas no ambiente escolar, mas também a necessidade urgente de formação continuada para professores e ações de sensibilização de toda a comunidade escolar. Dessa forma, o projeto contribuiu para um avanço significativo no entendimento e aplicação da educação étnico-racial, reforçando seu papel essencial na promoção de um ambiente educacional mais equitativo e plural

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