Publica-se Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Pampa
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Frequência em Monitorias: Influência no Desempenho e Percepção de Relevância de Estudantes de Fisiologia Humana
O estudo da fisiologia humana enfrenta diversos desafios, especialmente no que diz respeito aos métodos de ensino e à busca por estratégias que favoreçam a compreensão por parte dos estudantes, muitos dos quais estão ingressando no primeiro semestre de seus cursos. Uma das estratégias para buscar promover uma aprendizagem mais significativa é a implementação de monitorias, que podem funcionar como espaços de apoio ao ensino, permitindo o esclarecimento de dúvidas e a melhor fixação dos conteúdos abordados em sala de aula por meio de sua revisão. O objetivo deste estudo foi analisar como a participação em monitorias pode contribuir para o aprimoramento do entendimento e da retenção de conteúdos por parte dos estudantes matriculados no componente curricular Fisiologia Humana I dos cursos de Enfermagem e Fisioterapia da UNIPAMPA. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Pampa (Parecer 3.102.158). As atividades desenvolvidas nas monitorias foram planejadas utilizando uma abordagem ativa, com questões desafiadoras formuladas com base nos conteúdos abordados em aula, possibilitando a retomada do conteúdo e aprofundamento dos temas discutidos. A frequência e a participação dos estudantes nas monitorias foi registrada, e, ao final do semestre, foi aplicado um questionário de percepção sobre a contribuição das monitorias para a aprendizagem de fisiologia. O questionário foi composto por três afirmações para as quais os estudantes deveriam indicar seu grau de concordância (escala Likert, na qual 5 correspondia a concordo totalmente e 1 a discordo totalmente). Os estudantes também atribuíram uma nota de 0 a 10 para as monitorias. Para a análise de desempenho dos estudantes utilizamos o teste t não pareado, considerando um nível de significância de p<0,05, para comparação das notas entre os estudantes frequentes e não-frequentes nas monitorias. Dos 59 alunos matriculados na disciplina, 14 destes tiveram frequência igual ou superior a 50% (FREQ50+) e outros 14 alunos tiveram frequência igual ou inferior a 20% (FREQ20-) nas monitorias durante o semestre. Observou-se uma diferença significativa entre os grupos: os estudantes FREQ20- apresentaram desempenho inferior aos FREQ50+ (P<0,001; FREQ20-: 6,716 ± 1,357 vs.FREQ50+: 8,426 ± 1,075. Doze estudantes responderam ao questionário de avaliação das monitorias, destes, 100% concordou totalmente que as monitorias contribuíram para o entendimento e compreensão dos conteúdos, 91,67% (n=11) concordaram totalmente que as monitorias melhoraram seu desempenho (nota) na Fisiologia, e 100% concordou totalmente que a monitoria é uma estratégia interessante para o ensino de Fisiologia Humana. Quanto à atribuição de notas para as monitorias, 75% (n=9) dos estudantes atribuiu nota 10, e 25% (n=3) nota 9. Os resultados indicam que a participação ativa em monitorias de fisiologia humana está diretamente associada a um melhor desempenho acadêmico neste componente curricular, e que os alunos reconhecem isso, reforçando o potencial desta estratégia de apoio ao ensino. Mais do que espaços de reforço dos conteúdos, as monitorias configuram-se como estratégias pedagógicas indispensáveis para promover uma aprendizagem mais sólida, consolidando os saberes de forma participativa. Ademais, ao favorecer a interação entre pares e a construção coletiva do conhecimento, esses espaços contribuem para o desenvolvimento da autonomia intelectual, da capacidade crítica e do engajamento estudantil, aspectos fundamentais para a formação acadêmica e profissional
Educação Física e Ludicidade: relato de experiência nos Anos Iniciais em uma escola de periferia
O presente trabalho apresenta um relato de experiência vivenciado no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), desenvolvido em uma escola pública estadual localizada na periferia de Uruguaiana/RS. O objetivo principal foi relatar as práticas realizadas nas aulas de Educação Física com turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, tendo como foco a ludicidade, por meio de jogos e brincadeiras que favorecessem o desenvolvimento integral das crianças. A fundamentação teórica apoiou-se na BNCC (2017) e no Referencial Curricular Gaúcho (2018), que destacam a importância das brincadeiras e jogos como patrimônios culturais, além de autores como Kishimoto (2010), que aponta os jogos como instrumentos educativos, e Vygotsky (1979), que ressalta o papel do brincar no desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Inspirados também em Freire (1995, 1996), buscou-se valorizar a participação, a cidadania e a construção coletiva do conhecimento. As intervenções tiveram início com atividades de reconhecimento da escola e observação das práticas existentes. A partir daí, foram propostas aulas com jogos cooperativos, que estimularam cooperação, concentração e interação entre os alunos. Utilizaram-se materiais simples, como tampas de garrafas e bambolês, evidenciando que o brincar não depende de recursos sofisticados, mas de criatividade e intencionalidade pedagógica. Em seguida, foi realizada uma saída de campo ao CRAS II, em parceria com o Grupo de Estudos em Esporte e Lazer (GEEL/Unipampa), com vivências como boliche, cabo de guerra, basquete, corda e futebol, ampliando a interação social e a diversidade de práticas corporais. Devido a questões climáticas e ambientais, algumas atividades foram realizadas na sala de Educação Física um espaço diferenciado na escola, construído por professores e residentes, que possibilitou manter a continuidade pedagógica mesmo em condições adversas. Esse ambiente reforçou a valorização da disciplina e garantiu maior diversidade de experiências. Durante o mês da Consciência Negra, as aulas incorporaram jogos de matriz africana, como Escravos de Jó, queimada, golfe adaptado e a amarelinha africana. Essa abordagem contribuiu para o desenvolvimento de uma educação antirracista, conforme previsto nas leis 10.639/03 e 11.645/08, além de dialogar com reflexões de Conceição Evaristo e Ailton Krenak (2019) sobre a valorização das culturas afro-brasileiras e indígenas. No encerramento do período letivo, realizou-se uma atividade de confraternização natalina, em que residentes e professores apadrinharam estudantes, fortalecendo vínculos afetivos e destacando o caráter humano da educação. Posteriormente, organizou-se uma Colônia de Férias, voltada às crianças da comunidade que não tinham acesso a práticas orientadas nesse período, reafirmando a importância da escola como espaço de convivência, lazer e cuidado. Como resultados, destacou-se que os jogos e brincadeiras favoreceram a aprendizagem de valores como cooperação, respeito às regras, resolução de conflitos, inclusão e valorização da diversidade cultural. Além disso, o trabalho mostrou que a ludicidade pode ser um caminho pedagógico potente para estimular uma educação crítica, cidadã e comprometida com a transformação social, em contraponto a uma educação meramente bancária (Freire, 2011). Em síntese, a experiência vivenciada no PIBID demonstrou a relevância do programa na formação inicial de professores, por possibilitar uma prática reflexiva e crítica em contextos reais de ensino. A ludicidade, integrada à Educação Física escolar, mostrou-se um recurso eficaz para promover não apenas o desenvolvimento motor, mas também o respeito, a solidariedade, a diversidade e a construção coletiva de saberes
Revitalizar para Pertencer: Transformação no Espaço Escolar
Inserida em um bairro marcado por vulnerabilidades socioeconômicas, uma escola estadual de ensino médio tem se configurado como um espaço de acolhimento, afeto e possibilidades, assumindo papel essencial na vida de seus estudantes e no fortalecimento da comunidade escolar. Nesse contexto, licenciandos do curso de Educação Física da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), vinculados ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), vêm desenvolvendo ações de intervenção que buscam ressignificar o ambiente escolar e estreitar o vínculo dos alunos com a instituição, valorizando o protagonismo juvenil e o sentido de pertencimento. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência. Dessa forma, o objetivo central deste trabalho é relatar uma experiência que se inspira em Paulo Freire, quando compreende que apenas a partir da leitura crítica do mundo é possível dar sentido à linguagem corporal, orientando práticas educativas que busquem a transformação da sociedade. Inspirados em uma perspectiva teórica que compreende a Educação Física como parte de um currículo que visa fortalecer um projeto de sociedade mais humano e justo, sob supervisão docente, o grupo de bolsistas sustentou suas ações em princípios como: diálogo, participação e humanização. Após o contato com a escola, a aproximação da universidade com o contexto escolar da escola, iniciou com a observação do cotidiano escolar, na escuta qualificada das demandas estudantis e no registro das experiências e diálogos em diários de campo, elementos que possibilitam compreender de forma mais profunda tanto as fragilidades quanto às potencialidades da realidade escolar. Nesta etapa percebemos a ausência de áreas recreativas bem estruturadas e acessíveis, como a pracinha interna danificada e o campo tomado pelo mato, evidenciou a necessidade de manutenção e transformação desses ambientes, esquecidos pelo poder público, mas fundamentais em seu potencial pedagógico, sociocultural e afetivo. A partir dessa leitura do cotidiano escolar, as primeiras ações foram desenvolvidas em horários distintos às aulas de Educação Física, realizadas de forma coletiva, envolvendo sete bolsistas e um supervisor, que atua como professor de Educação Física na escola. Essas ações concentraram-se na manutenção dos espaços potencialmente pedagógicos, desdobrando-se em: pintura de jogos de chão, como amarelinha e twister, empregando materiais acessíveis e obtidos por meio de doações, além do trabalho coletivo entre bolsistas, professores e comunidade escolar. Numa outra etapa, houve escuta e diálogo com os participantes, buscando elaboração de ações de forma coletiva. Como resultado inicial, observou-se a criação de um espaço mais atrativo, lúdico e convidativo, favorecendo a permanência dos estudantes no ambiente educativo e estimulando a participação ativa em atividades que unem movimento, convivência e protagonismo estudantil. Com base nas interações até o momento, as intervenções ainda que incipientes, têm se mostrado capazes de ampliar o sentimento de pertencimento dos estudantes, reforçando o caráter da escola como lugar de encontro, afeto e cuidado, o que impacta diretamente nas relações sociais e na valorização do espaço comum. Além disso, a proposta de continuidade prevê a expansão das ações de revitalização, incluindo limpeza, reorganização e aproveitamento pedagógico de diferentes áreas do terreno da escola, considerando as condições materiais disponíveis e com o engajamento coletivo como princípio orientador. Tais iniciativas revelam que a Educação Física pode mobilizar ações que complementam o ensino da cultura corporal, assumindo um papel social e político ao promover a integração comunitária, o fortalecimento de vínculos e a valorização do espaço escolar como ambiente formativo e sensível. Ao longo do processo de desenvolvimento das ações, coletaremos informações sobre a percepção dos participantes para compreender mais profundamente os efeitos deste envolvimento coletivo a partir da EF escolar. Em consonância com a reflexão de Freire (1996), compreende-se que uma educação enraizada na realidade dos sujeitos se transforma em ato de libertação, no qual os estudantes deixam de ser espectadores passivos para se tornarem agentes ativos da transformação do espaço em que vivem, assim como os professores em formação inicial também experienciam um processo de aprendizagem e reflexão crítica. Assim, as ações desenvolvidas no âmbito do PIBID de Educação Física reafirmam a potência da formação profissional crítica e comprometida com a realidade, demonstrando que a manutenção e a revitalização dos espaços escolares não é apenas uma questão estética, mas sobretudo um movimento de construção coletiva que valoriza a convivência, a ludicidade, a criatividade e o protagonismo estudantil como dimensões centrais do processo educativo e como possibilidades concretas de fortalecimento da escola pública
Aprendizagem Baseada em Problemas em Simbiose com as Acevs
O projeto de Aprendizagem Baseada em Problemas em Simbiose com as ACEVs, surgiu do impacto e das dificuldades enfrentadas devido a implementação das Atividades Curriculares de Extensão Vinculadas (ACEVs) do curso de Geologia da UNIPAMPA, campus Caçapava do Sul, nomeadas como ACEVs 1,2,3,4 e 5, em consonância com o disposto no Art. 5° da Res. n° 317, de 29 de abril de 2021, que estabelece a promoção da formação cidadã, interdisciplinar e crítica dos discentes, contribuindo para o aprimoramento da formação acadêmica por meio de práticas extensionistas. O curso de Geologia iniciou os desafios de colocar em prática as ACEVs no semestre letivo de 2023/1, contabilizando até o momento 310 discentes matriculados. Diante de alguns obstáculos nestas primeiras ofertas dos componentes curriculares, surgem diversas reflexões a respeito do vislumbramento e da prática das ACEVs, percebendo-se a necessidade de imbuir o conhecimento a partir da aproximação entre os discentes e os docentes, orientando-os sobre visões de educação, o contato e a interação; e o fazer e o entender. A luz dessa demanda reside na prática da teoria das resoluções e normas da universidade, através da utilização de metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem, como por exemplo, por meio da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), que promove o envolvimento dos alunos na construção de seu próprio conhecimento ao mesmo tempo que estimula a aprendizagem colaborativa. Assim, a iniciativa de implementar a ABP em simbiose com as ACEVs busca aprofundar a dinâmica em torno do processo de ensinar e aprender em uma direção bilateral, influenciando o ensino, a pesquisa e a extensão. Vislumbrada na nova visão organizacional como um reflexo do processo interdisciplinar, político educacional, cultural, científico e tecnológico que romperá as barreiras entre a universidade e os diversos setores da sociedade. A metodologia para execução do projeto consiste em quatro etapas. Na primeira, realizaram-se atividades de instrução teórica e elaboração de esboços de projetos voltados a áreas específicas do conhecimento e a setores da sociedade relacionados à formação acadêmica dos estudantes. Paralelamente, promoveu-se a mobilização discente e comunitária por meio de palestras e encontros, fortalecendo o diálogo entre universidade e sociedade. Como instrumento de apoio foi criado e disponibilizado um formulário de avaliação e sugestões, permitindo identificar demandas, registrar convites e mapear possíveis locais de visita para a resolução de problemas geológicos. Na segunda etapa, é realizada a pesquisa, análise e organização dos materiais reunidos na fase inicial. A terceira etapa foi a criação de um espaço de exposição na universidade, destinado à apresentação dos projetos desenvolvidos pelos discentes. E a quarta etapa refere-se à divulgação das ações e resultados do projeto em eventos acadêmicos e científicos, como simpósios, congressos e feiras. Através da aplicação do formulário de avaliação discente, foi possível obter resultados diagnóstico em relação ao projeto, apontando ampla receptividade da comunidade acadêmica, com todos os discentes afirmando reconhecer a relevância do engajamento comunitário e sentir-se estimulados a assumir papel ativo no processo de aprendizagem, confirmando a pertinência da ABP como estratégia pedagógica inovadora. Apesar das percepções positivas, alguns desafios foram destacados, como a ausência de encontros regulares, dificuldades de deslocamento e de organização pessoal, bem como a falta de interesse nas ações de extensão. Os discentes foram unânimes em reconhecer o potencial do evento para gerar impacto significativo tanto na comunidade de Caçapava do Sul quanto na própria Unipampa, constatando sua contribuição para fortalecer a integração entre instituição e comunidade externa. Além disto, houve sugestões por parte dos discentes para incluir atividades mais interativas, como oficinas, gincanas e ações culturais e ampliação da divulgação do evento para públicos diversos, não se restringindo apenas às escolas de ensino fundamental. Também foi levantado a importância de consolidar parcerias institucionais entre universidade, pró-reitoria de extensão, escolas e comunidade, de modo a garantir a continuidade e o fortalecimento das atividades ao longo dos anos. Diante disso, conclui-se que o projeto exerce impactos significativos como metodologia estratégica e inovadora no processo de ensino-aprendizagem, sendo eficaz na promoção do protagonismo discente e na integração comunitária. A articulação entre ABP e ACEVs não apenas amplia o alcance das ações de extensão, mas também contribui para a formação de profissionais capacitados a aplicar o conhecimento científico em benefício da sociedade, reafirmando o papel da universidade como espaço de produção de conhecimento comprometido com as demandas sociais
Explorando as Formas de Transferência de Calor por Meio de Atividades Experimentais no Ensino Médio
A compreensão dos mecanismos de transferência de calor é fundamental para o aprendizado de conceitos básicos da Termologia no Ensino Médio, sendo também essencial para o desenvolvimento do pensamento científico de fenômenos do cotidiano.Diante disso, foi realizada uma atividade experimental com a turma do 2º ano do Ensino Médio, em uma escola da rede estadual, com o objetivo de demonstrar de maneira prática e acessível os modos de transferência de calor: condução, convecção e irradiação. A atividade foi realizada no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). A condução acontece com contato direto, com a transferência de energia térmica ocorrendo entre os corpos entre diferentes temperaturas. A convecção térmica acontece entre fluídos (líquidos e gases), e com o processo de transferência de calor haverá o movimento das partículas. Já a irradiação térmica ocorre através de ondas eletromagnéticas, que não necessitam de um meio material para a propagação de calor. A teoria da aprendizagem significativa foi considerada na análise, tanto da construção do material didático, quanto nos resultados da avaliação de aprendizagem. Segundo esta teoria, quando o professor percebe que não existem conhecimentos prévios para ancorar novos conceitos, ele constrói materiais didáticos potencialmente significativos para este fim, trazendo novas perspectivas sobre o assunto que será abordado e potencializando situações do cotidiano do aluno. Portanto, a metodologia de ensino consistiu na realização de três experimentos distintos no laboratório da escola. Para representar a condução térmica, utilizou-se uma haste metálica com pregos colados com manteiga e dispostos em linha, ao se aquecer uma extremidade da haste, com uma vela, observou-se a queda progressiva dos pregos, indicando a transferência de calor ao longo do metal. A convecção foi evidenciada com o uso de uma vela, um palito de churrasco e um papel recortado em espiral, ao posicionar a espiral acima da chama, o ar quente gerado fez o papel girar, ilustrando a movimentação do fluido aquecido. Por fim, a irradiação foi abordada com dois termômetros e uma lâmpada incandescente, ao variar a distância dos termômetros em relação à lâmpada, foi possível observar mudanças de temperatura sem contato direto, demonstrando a propagação do calor por radiação eletromagnética. Após os experimentos, os alunos participaram de uma atividade avaliativa em sala de aula por meio de um quiz em grupo. Inicialmente seria utilizado o aplicativo Kahoot, mas, devido à indisponibilidade da sala de informática e à proibição do uso de celulares, optou-se pela utilização de plaquinhas com letras representando as alternativas das questões que seriam apresentadas aos alunos. A atividade teve ótima aceitação e envolvimento por parte dos alunos, que demonstraram compreensão dos fenômenos observados e participaram ativamente das discussões, além de perguntar e investigar o porquê das referidas respostas. Cada experimento realizado, trouxe levantamento de questões dos alunos sobre como a propagação era definida em cada um, assim podendo observar como a condução, convecção e irradiação, aparecem de forma pŕatica no cotidiano Os resultados indicam que a realização de atividades experimentais simples e bem contextualizadas favorecem a aprendizagem significativa, despertando a curiosidade científica e promovendo um ambiente de ensino mais dinâmico e colaborativo. Conclui-se que a inserção de práticas experimentais no cotidiano escolar, mesmo com recursos limitados, é uma estratégia eficaz para consolidar conteúdos teóricos e estimular o protagonismo dos estudantes no processo de aprendizagem
O Ensino de Circuitos Elétricos no Ensino Médio: Uma Abordagem para a Aprendizagem Significativa
O presente trabalho foi desenvolvido em uma escola estadual pública da cidade de Bagé, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). O estudo de circuitos elétricos é um dos conteúdos centrais da Física, pois permite compreender fenômenos presentes no cotidiano, como o acendimento de uma lâmpada, o funcionamento de aparelhos eletrônicos e o consumo de energia elétrica em residências. Apesar de sua importância, muitos estudantes apresentam dificuldades em entender conceitos como tensão, corrente elétrica, resistência e potência. Isso ocorre, muitas vezes, porque esses temas são trabalhados de forma abstrata e distantes da realidade do aluno, o que dificulta a construção de significado. Nesse contexto, torna-se essencial buscar metodologias de ensino que aproximem a teoria da prática, despertando o interesse dos estudantes e favorecendo a aprendizagem significativa, conceito defendido por Ausubel(1963) e aprofundado por Moreira(2000). Com esse objetivo, o presente estudo realizou uma revisão teórica baseada em referências clássicas do ensino de Física e em artigos acadêmicos recentes, a fim de identificar estratégias mais eficazes para o ensino de circuitos elétricos. Entre as abordagens pedagógicas analisadas, destacam-se: Aulas expositivas dialogadas, que incentivem a participação dos alunos e utiliza exemplos práticos do dia a dia; Esquemas e diagramas, que facilitam a visualização do funcionamento dos circuitos; Simulações digitais, como as oferecidas pelo PhET, que permitem aos estudantes manipular variáveis e observar os efeitos de forma interativa; Resolução de problemas contextualizados, como o cálculo do consumo de energia de uma residência ou a estimativa do gasto mensal de determinados aparelhos. Além da revisão teórica, foi realizada uma atividade prática em sala de aula, dividida em três etapas. Na primeira, os alunos participaram de uma exposição teórica introdutória sobre circuitos elétricos. Em seguida, ocorreu a experimentação prática, na qual foi montado um circuito simples. A partir dessa atividade, os estudantes responderam a duas questões relacionadas ao funcionamento do sistema. Por fim, cada grupo recebeu uma lista com dez exercícios, que deveriam ser resolvidos e entregues como parte da avaliação da disciplina, valendo dois pontos na média final. Essa experiência mostrou-se muito enriquecedora, proporcionando um momento de intensa interação entre professor e alunos. Foi possível perceber o interesse e a participação ativa de todos, resultando em uma aula colaborativa, dinâmica e produtiva. A atividade evidenciou, na prática, a importância de colocar o aluno como protagonista do processo de aprendizagem, demonstrando que a Física pode ser compreendida de forma acessível e envolvente. As metodologias utilizadas também se mostraram eficazes para tornar visíveis conceitos que, normalmente, permanecem abstratos. As simulações digitais, por exemplo, permitem observar de maneira clara o fluxo de corrente elétrica, transformando ideias teóricas em representações visuais dinâmicas. Já os problemas contextualizados aproximam a Física da realidade do estudante, mostrando que ela está presente na conta de luz, nos aparelhos que ele utiliza diariamente e até em discussões sobre sustentabilidade. Em síntese, o ensino de circuitos elétricos pode ser transformado quando o professor adota estratégias que valorizam a participação ativa do aluno. Mais do que decorar fórmulas, o estudante passa a compreender como a teoria se conecta com sua experiência cotidiana, o que fortalece a aprendizagem significativa. Como perspectiva futura, sugere-se a realização de novas pesquisas para testar essas metodologias em diferentes contextos escolares, registrando dados sobre sua eficácia. Assim, será possível construir caminhos mais sólidos para um ensino de Física que seja, ao mesmo tempo, rigoroso, acessível e conectado à realidade dos estudantes
Metodologias Ativas no Ensino de Geometria Espacial: Um Relato de Experiência na Licenciatura em Matemática
Este trabalho apresenta os resultados de uma intervenção pedagógica focada no ensino de projeções ortogonais e vistas, consolidando uma iniciativa acadêmica que visa aprimorar a qualidade da aprendizagem e a inovação pedagógica na formação de professores. A aplicação ocorreu em uma turma com 15 acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática, na disciplina de Geometria Espacial. O ponto de partida foi a constatação da dificuldade intrínseca ao desenvolvimento do raciocínio espacial, uma competência fundamental para a futura prática docente, cuja construção de significados é favorecida pela conexão entre representações bidimensionais e tridimensionais (Silvio, 2025). Para enfrentar esse desafio, foi implementada uma sequência didática de dois dias, fundamentada em metodologias ativas, que colocam o discente como protagonista de sua aprendizagem. A metodologia empregada foi multimodal e progressiva, iniciando com uma avaliação diagnóstica via Google Forms para aferir o conhecimento prévio. Os resultados desta etapa inicial revelaram um cenário heterogêneo, com a maioria dos discentes já tendo ouvido os termos, mas com uma compreensão conceitual ainda frágil, onde uma minoria conseguiu apresentar definições precisas. A intervenção seguiu com uma breve exposição teórica, sucedida por atividades práticas que constituíram o cerne da experiência: os acadêmicos realizaram desenhos de vistas, construíram uma maquete da vista superior com recortes de papel e participaram de um experimento com lanterna e sólidos de acrílico (prismas, cilindros, pirâmides) para observar a projeção de sombras, tornando o conceito abstrato em algo tangível e visualmente concreto. Adicionalmente, foi utilizada uma ferramenta de simulação digital interativa da UFF para aprofundar a visualização dinâmica dos sólidos, permitindo a rotação e a análise das projeções em tempo real. A avaliação dos resultados foi processual e somativa, combinando a análise de uma rubrica com critérios de desempenho (compreensão do conteúdo, raciocínio espacial, precisão nos desenhos, participação e empenho), um questionário final de percepção e um simulado com questões de concursos e do ENEM. Os dados qualitativos, coletados no questionário final, revelam um elevado engajamento discente, com os futuros professores descrevendo a experiência como "interessante" e "inovadora", e destacando as atividades práticas, como a projeção de sombras e a construção da maquete, como os aspectos mais positivos e eficazes para a sua aprendizagem. Um relato significativo foi que "observar e escrever sobre a atividade facilitou a compreensão". O desempenho no simulado somativo foi moderado, indicando que a intervenção foi eficaz na construção dos conceitos básicos, visto que a questão com maior índice de acerto envolvia o reconhecimento de vistas. Contudo, a análise também apontou a necessidade de aprofundamento, pois a questão com maior número de erros exigia um raciocínio espacial mais complexo, como a interpretação de trajetórias sobre a superfície de um prisma e sua projeção no plano. Conclui-se que a abordagem pedagógica ativa e diversificada foi extremamente eficaz para a construção da intuição conceitual e para o aumento do engajamento, representando uma contribuição significativa ao processo de ensino-aprendizagem na formação inicial de professores. A experiência demonstra que a transição do concreto para o abstrato, mediada por múltiplas representações, é uma estratégia potente para superar barreiras cognitivas no ensino da Geometria, oferecendo um modelo prático e reflexivo para o enfrentamento de desafios recorrentes na educação matemática superior.
SILVA, Cláudio Aprigio da. Aprendizagem do conceito de prisma em abordagem de ensino por investigação, com ludicidade e interatividade. 2025. 64 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências) - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Campus Nilópolis, Nilópolis, 2025. Acesso em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/973344/2/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Claudio_Aprigio.pd
Inclusão de crianças com autismo no ensino regular por meio de abordagens multissensoriais
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica que impacta o desenvolvimento e se caracteriza pela presença de comportamentos repetitivos e estereotipados, exigindo atenção individualizada. A inclusão escolar fundamenta-se no planejamento de estratégias que promovam o acesso, a permanência e a aprendizagem de todos os alunos, e a abordagem multissensorial surge como um recurso valioso ao combinar estímulos visuais, táteis, auditivos, olfativos e gustativos, promovendo experiências significativas e maior compreensão dos conteúdos abordados em sala de aula. Assim, este estudo visa investigar como o uso de abordagens multissensoriais pode contribuir para a inclusão de crianças com TEA no ensino regular, considerando as características do transtorno e suas implicações no contexto escolar, explorando os princípios da educação inclusiva e o papel do Atendimento Educacional Especializado (AEE), bem como a implementação dessas estratégias adaptadas às necessidades desses alunos, analisando os impactos na participação em sala de aula e obtendo a percepção de profissionais quanto à eficácia das práticas utilizadas. Para investigar o potencial dessas metodologias na inclusão de crianças com TEA, realizou-se uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, composta por duas etapas: a aplicação de uma atividade multissensorial, denominada Arte com sal, e a coleta da percepção de uma professora do AEE. A atividade foi realizada com um aluno de 6 anos com TEA, em uma escola municipal de Bagé, Rio Grande do Sul, utilizando materiais como cola líquida, sal, papel A4, tintas coloridas, água e pincel. Durante a proposta, que teve duração de 30 minutos, foram observados o comportamento, a interação e a atenção do estudante. Simultaneamente, foram elaboradas quatro perguntas abertas para a docente, abordando se atividades com diferentes materiais beneficiam alunos com TEA, se estimulam a atenção e a participação, quais dificuldades são comuns nesse tipo de prática e quais cuidados considera fundamentais para garantir resultados positivos. Observou-se que o estudante permaneceu concentrado, demonstrou autonomia ao manusear os materiais e entusiasmo ao explorar as cores, evidenciando que a proposta despertou curiosidade e prazer, além de contribuir para a participação ativa no processo. A análise das respostas da professora apontou que atividades com diferentes materiais promovem o desenvolvimento da atenção, da criatividade e da interação de alunos com TEA, por proporcionarem experiências prazerosas e fora das atividades rotineiras. Contudo, a docente ressaltou que o excesso de estímulos sensoriais pode gerar distrações, o que exige adaptações e uma mediação mais cuidadosa para que as atividades sejam eficazes e inclusivas. Conclui-se que as abordagens multissensoriais potencializam notavelmente o engajamento, a autonomia e a atenção, fortalecendo a inclusão e o prazer ao aprender. Constatou-se a necessidade de planejamento por parte do professor para enfrentar empecilhos relacionados à diversidade de respostas sensoriais, considerando as particularidades de cada aluno. Ademais, destaca-se a importância de uma formação docente contínua, que forneça subsídios teóricos e práticos para lidar com as especificidades do TEA, bem como o suporte do AEE como aliado fundamental para uma inclusão satisfatória. Espera-se que esta investigação contribua para ampliar reflexões sobre procedimentos didáticos mais sensíveis e intencionais, capazes de valorizar as diferenças e reconhecer as potencialidades de cada estudante como parte essencial do processo de ensino e aprendizagem
O uso de jogos nas aulas de inglês
Enquanto professoras em formação e bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), tivemos a oportunidade de preparar e aplicar diferentes tipos de materiais didáticos ao longo de nossa trajetória acadêmica. Essa vivência prática nos permitiu refletir de maneira crítica sobre os caminhos possíveis para tornar o ensino de línguas mais significativo para os estudantes da educação básica. Assim, o objetivo central deste trabalho consiste em analisar de que forma o uso de jogos pode auxiliar no processo de aprendizagem da língua inglesa, entendida aqui não apenas como um conjunto de estruturas gramaticais a serem decoradas, mas como um instrumento de comunicação, interação social e construção de identidades. A geração dos dados ocorreu no segundo semestre de 2025, em uma turma de ensino médio de uma escola pública localizada na região central da cidade de Bagé, no estado do Rio Grande do Sul. Nesse contexto, planejamos e aplicamos uma atividade pedagógica que envolveu jogos como estratégia didática, buscando observar tanto a participação dos estudantes quanto a forma como interagiam entre si e com o conhecimento proposto. Consideramos relevante destacar que a escolha pela utilização de jogos não se deu de forma aleatória, mas esteve fundamentada na compreensão de que metodologias lúdicas podem despertar maior interesse e engajamento dos jovens, favorecendo uma relação mais próxima e prazerosa com o aprendizado de uma língua estrangeira. No que se refere aos procedimentos metodológicos, adotamos uma abordagem qualitativa, pois nosso interesse não esteve voltado para a quantificação de respostas ou para a medição estatística de desempenho, mas para a compreensão mais ampla do processo de ensino e aprendizagem em seu contexto social. A pesquisa qualitativa nos permitiu observar nuances do comportamento dos alunos, como o entusiasmo ao participar da atividade, a cooperação estabelecida entre colegas e as estratégias individuais e coletivas empregadas para resolver as tarefas propostas durante os jogos. As análises realizadas apontaram que o uso de jogos pode, de fato, auxiliar os aprendizes de língua inglesa, sobretudo porque se constitui como uma estratégia que rompe com os métodos tradicionais de ensino, geralmente centrados em exercícios repetitivos de tradução, listas de vocabulário ou explicações exclusivamente gramaticais. Ao contrário, os jogos oferecem uma experiência interativa, na qual o estudante precisa mobilizar conhecimentos prévios, negociar significados e desenvolver novas formas de expressão em língua inglesa. Essa mudança de postura contribui para que os alunos passem a enxergar o idioma de maneira mais dinâmica e menos distante de sua realidade cotidiana. Outro aspecto importante observado é que, ao introduzir o elemento lúdico em sala de aula, cria-se um ambiente de aprendizagem mais descontraído e colaborativo. Os estudantes demonstraram maior motivação para participar, sentindo-se à vontade para errar, arriscar novas formas de falar e aprender com os colegas. Essa disposição favorece a construção de confiança em relação ao uso da língua, algo que muitas vezes se torna uma barreira quando o ensino permanece preso a métodos excessivamente formais. Os resultados também indicam que a utilização de jogos possibilita a integração de diferentes habilidades linguísticas como a oralidade, a leitura, a escrita e a escuta de maneira simultânea e natural. Ao mesmo tempo em que se divertem, os alunos são desafiados a compreender instruções, formular frases, interpretar mensagens e colaborar em atividades coletivas. Isso demonstra que o jogo, enquanto recurso pedagógico, não deve ser visto como mero entretenimento, mas como um instrumento didático capaz de articular objetivos de aprendizagem significativos. Consideramos que a experiência aqui relatada reforça a necessidade de repensarmos o lugar das práticas inovadoras no ensino de inglês e de outras línguas estrangeiras no contexto escolar. A inserção de jogos não substitui completamente outros métodos, mas amplia as possibilidades de ação do professor, que passa a contar com uma estratégia capaz de aproximar o conteúdo das vivências e interesses dos estudantes. Dessa forma, defendemos que os jogos sejam incorporados de maneira planejada e consciente, como parte de um projeto pedagógico que valorize a participação ativa dos aprendizes e contribua para a formação de sujeitos mais críticos, criativos e capazes de interagir em diferentes contextos comunicativos
Experimentação no Ensino de Física: a Relatividade da Sensação Térmica Como Recurso para Aprendizagem
A Física constitui uma ciência essencial para explicar os fenômenos da natureza e interpretar o cotidiano, estando presente em inúmeras situações que vão desde os processos naturais até o uso de tecnologias modernas. Entretanto, o ensino de Física na Educação Básica frequentemente se depara com dificuldades expressivas. Os conceitos da disciplina costumam ser abstratos e pouco conectados com as experiências diárias dos estudantes, nesse contexto, a utilização de atividades experimentais no ensino de Física emerge como um recurso pedagógico fundamental para tornar a aprendizagem mais relevante. De acordo com Ferreira (2023), a experimentação favorece o envolvimento ativo, estimula a curiosidade científica e promove o desenvolvimento do pensamento crítico. Este trabalho relata uma atividade experimental realizada em contexto escolar com o objetivo de apresentar a relatividade da sensação térmica e suas implicações na compreensão dos conceitos de calor e temperatura.Nessa perspectiva, Ferreira e Ferreira(2021) ressaltam que a experimentação e a contextualização constituem eixos centrais para tornar o aprendizado mais efetivo e integrador. Além disso, a experiência aqui relatada reforça os pressupostos freireanos de que ensinar não significa transferir conhecimento, mas criar condições para que ele seja produzido ou construído (Freire,1996). O professor, nesse processo, deixa de ser mero transmissor de informações e passa a atuar como mediador da aprendizagem, permitindo que os estudantes, como sujeitos ativos, construam e ampliem seus próprios caminhos de conhecimento. O experimento consistiu na utilização de três recipientes contendo água em diferentes temperaturas (quente, fria e ambiente). Os estudantes, após a imersão alternada das mãos, constataram que a mesma água em temperatura ambiente era percebida de forma distinta por cada mão, dependendo da condição anterior de exposição. Os resultados revelaram que a sensação térmica é um fenômeno relativo, condicionado aos estímulos prévios, permitindo discutir criticamente a diferença entre sensação subjetiva e grandezas físicas mensuráveis, como calor e temperatura. A vivência experimental favoreceu a compreensão prática de conceitos abstratos, despertou o interesse dos estudantes e promoveu maior engajamento nas aulas. Conforme Isquierdo e Berghauser (2017), o ensino de Física deve dialogar com práticas interdisciplinares e experiências cotidianas, aproximando o conhecimento científico do mundo vivido pelos estudantes. Observa-se, portanto, que a inserção de práticas experimentais simples e de baixo custo no ensino de Física pode ressignificar a relação dos estudantes com a disciplina e ampliando a valorização do conhecimento científico no cotidiano. A atividade mostrou-se eficaz não apenas para consolidar conceitos, mas também para integrar teoria e prática. Ademais, o desenvolvimento da atividade no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) contribuiu para a formação inicial docente, fortalecendo tanto a aprendizagem dos estudantes da Educação Básica quanto a formação dos futuros professores, evidenciando a necessidade de ampliar o uso de metodologias experimentais no ensino de Ciências, consolidando uma educação mais significativa, contextualizada e socialmente relevante.
Referências
FERREIRA, J. Práticas experimentais no ensino de Física: estratégias e resultados. São Paulo: Moderna, 2023.
FERREIRA, J.; FERREIRA, L. Contextualização e experimentação no ensino de Ciências. Porto Alegre: Artmed, 2021.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
ISQUIERDO, M.; BERGHAUSER, D. Ensino de Física e interdisciplinaridade: caminhos para a aprendizagem significativa. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 39, n. 2, p. 1-12, 2017