Publica-se Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Pampa
Not a member yet
25936 research outputs found
Sort by
Alternativas Energéticas com Armazenamento de Energia para Unidades Consumidoras de Baixa Tensão
O presente trabalho aborda alternativas energéticas otimizadas para suprir as demandas energéticas de consumidores conectados na rede de distribuição de baixa tensão, segmento que compreende a maior parte das unidades consumidoras brasileiras, como residências, pequenos comércios e propriedades rurais. Essa categoria possui grande relevância no contexto nacional, tanto pelo número de unidades quanto pelo impacto direto na vida da população. Com o avanço da tecnologia e a eletrificação de diversos hábitos do cotidiano, a demanda de energia elétrica cresce cada vez mais o uso de novos equipamentos eletroeletrônicos, veículos elétricos e sistemas de climatização, vem a utilização de cada vez mais combustíveis fósseis e emissão de gases de efeito estufa na queima dos mesmos. A fim de minimizar este tipo de produção e seus impactos, as entidades governamentais buscam por uma transição energética e redução da emissão de gases do efeito estufa. A queima desses combustíveis resulta na emissão de gases de efeito estufa (GEE), intensificando os impactos ambientais e contribuindo para o agravamento das mudanças climáticas. A emissão dos gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, intensificam o aquecimento global e desencadeiam mudanças climáticas significativas, ocasionando um aumento significativo na temperatura média, alteração dos regimes de chuva, intensificação de secas e ocorrência mais frequente de eventos extremos, como enchentes e tempestades. Uma das alternativas para diminuição da emissão dos gases de efeito estufa foi a implantação de politicas públicas de emissão zero através de reuniões anuais conhecidas como COP (Conferência das Partes), que reúnem as quatro nações unidas para discutir assuntos relacionados ao clima. Uma das metas da COP é reduzir o aumento da temperatura global em 1,5° C e reduzir a emissão de gases do efeito estufa para assim alcançar a neutralidade de emissões. A transição energética não engloba apenas a troca de fontes de geração de energia a partir de combustíveis fósseis por fontes de geração de energia renováveis, mas também engloba a adoção de sistemas inteligentes de armazenamento de energia, a modernização das redes e a otimização do uso dos recursos disponíveis, combinando o consumo de energia da rede elétrica com o uso de energia provindo do sistema de armazenamento, combinando também a geração distribuída de energia com sistemas de armazenamento. O foco do presente artigo é fazer um levantamento de como andam as políticas publicas, dos avanços tecnológicos e dos custos relacionados ao consumo de energia de estabelecimentos conectados á baixa tensão (Faturados no grupo B3 da fatura de energia) relacionando também os eventos da atualidade, e após isso aliar todos estes fatores com o consumo de energia de estabelecimentos conectados na rede de distribuição de baixa tensão, comparando a curva de carga destes estabelecimentos e comparando também os indicadores de continuidade (DIC e FIC) fornecidos pelas distribuidoras de energia e refazer o levantamento das curvas de carga do sistema após aplicar os sistemas de armazenamento e gerenciamento, obtendo uma curva de carga otimizada dos sistemas atuais. Posteriormente, será introduzido ao artigo a realização de um estudo de viabilidade financeira para poder aplicar em casos reais e assim descobrir em quais situações há a viabilidade de se implantar um sistema de armazenamento de energia em estabelecimentos faturados no grupo B3
Proposta de Integração de Calouros de Engenharia de Produção Via Mídias Presenciais e Digitais
O projeto "Eu Sou Calouro na EP" foi concebido para acolher e orientar os ingressantes do curso de Engenharia de Produção da Unipampa que ingressam no curso e enfrentam dificuldades de localização e ambientação. Desenvolvido por docentes e discentes, o projeto buscou soluções práticas e acessíveis, utilizando a tecnologia para transformar a conexão em informação. Neste resumo, vamos nos concentrar na elaboração dos vídeos tutoriais. Deste modo o projeto contou com a plataforma intitulada Instagram do curso de Engenharia de Produção (@eng.producao_unipampa), com a possibilidade de levar maior alcance aos ingressantes, onde percebe-se que boa parte possuí acesso, e para aqueles que não possuem acesso às redes sociais ou internet, tem como auxílio impressões detalhadas nos cartazes em murais do Campus. Para criação destes vídeos contamos com a participação dos membros da equipe do projeto que reuniram-se, por diversos momentos, para gravações semanais. Foram divulgados diferentes espaços no campus por intermédio do roteiro de gravação, a gravação propriamente e a editoração dos vídeos. Todo momento registrado foi analisado em inspeções dos orientadores para que estivesse explicado cada espaço mencionado, onde foram utilizados os seguintes materiais como prancheta, caneta, folhas A4, celular, microfone, uniforme e aplicativos de edição de foto/vídeo. O desenvolvimento do projeto foi estruturado em etapas claras e objetivas, visando a máxima eficiência no acolhimento dos discentes ingressantes. Inicialmente, foram mapeados os principais pontos de dificuldade de localização dentro do campus, com base em relatos de calouros de anos anteriores e na observação direta da equipe. Em seguida, definimos os locais estratégicos a serem apresentados nos vídeos, incluindo salas de aula, blocos, cursos, Restaurante Universitário (RU), biblioteca e outros espaços comuns. A produção dos vídeos seguiu um cronograma semanal, com a equipe se reunindo para as gravações, sempre utilizando uniforme para identificação e materiais como pranchetas e folhas A4 para auxiliar na explicação. Cada vídeo foi editado com aplicativos específicos, resultando em materiais didáticos, curtos e de fácil compreensão, publicados no Instagram do curso (@eng.producao_unipampa). Paralelamente, foram produzidos cartazes detalhados fixados nos murais do campus, assegurando que mesmo aqueles sem acesso à internet ou redes sociais, tivessem garantindo acessibilidade universal. Os resultados do projeto foram extremamente positivos e perceptíveis desde as primeiras semanas de divulgação. Os vídeos publicados alcançaram um grande número de visualizações e interações, com feedbacks muito favoráveis dos calouros, que relataram sentir-se mais confiantes para se locomover no campus e mais integrados ao ambiente universitário. A abordagem entre a junção digital e física mostrou-se eficaz, garantindo que a informação fosse acessível a todos. Além do impacto imediato na orientação destes espaços, o projeto também fortaleceu o senso de união e comunidade no curso, uma vez que os próprios discentes participaram ativamente da produção do material, mostrando-se engajados em receber os novos alunos do curso. Discussões com orientadores e a coordenação do curso reforçaram a importância de iniciativas como essa, que não só facilitam a adaptação dos ingressantes, mas também reduzem a evasão nos períodos iniciais da graduação. Como perspectiva futura, sugere-se a expansão do projeto para incluir mais espaços e talvez até a criação de um tour online e acompanhamento nas redes sociais do curso permanentes, que possam ser acessados a qualquer momento, complementando todas as ações de recepção presencial
Práticas pedagógicas e avaliativas na educação básica: reflexões a partir de experiências de observações
Neste trabalho, analisamos práticas pedagógicas e avaliativas desenvolvidas nos anos finais do Ensino Fundamental em uma escola pública municipal de Bagé/RS, a partir de um estágio de observação. A pesquisa foi conduzida pela problemática de compreender de que forma a atuação docente favorece a inclusão, a aprendizagem e o engajamento dos alunos, diante dos desafios presentes no cotidiano escolar. O objetivo geral do trabalho foi investigar a prática de uma professora de Língua Portuguesa, com foco em como suas metodologias e estratégias de avaliação fomentam a interação, a amorosidade e a aprendizagem significativa. Para isso, os objetivos específicos incluíram a observação da dinâmica das aulas, a análise dos critérios avaliativos empregados e a reflexão sobre a ligação entre a gestão escolar e o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. A instituição, localizada em um bairro periférico, destaca-se pela preocupação com acessibilidade e inclusão, dispondo de rampas e salas equipadas para estudantes com deficiência. A pesquisa envolveu uma professora de Língua Portuguesa e suas turmas, que apresentaram perfis variados, desde alunos participativos até aqueles mais silenciosos ou resistentes. Os dados foram organizados em três eixos: metodologia, prática docente e avaliação. Como elementos de continuidade, observou-se a postura acolhedora e paciente da professora, a realização de atividades interativas, como a chamada temática, a oferta de materiais adequados às diferentes necessidades dos alunos e o acompanhamento individualizado. Como elementos de diferenciação, destacou-se a mudança nos critérios avaliativos: no primeiro trimestre, o modelo incluía prova, teste com consulta ao caderno e nota pela organização; já no segundo, passou a contemplar prova, caderno e participação em aula, revelando flexibilidade, um cuidado equilibrado e atenção para envolver os estudantes de forma adequada. O referencial teórico deste trabalho fundamenta-se nas concepções de avaliação formativa e nas perspectivas humanistas de ensino, com foco na teoria e prática de Paulo Freire (1996), conforme analisadas por Ana Maria Saul (1988). Articula-se, assim, nos princípios da mediação pedagógica, da autonomia do sujeito, do aprendizado como um processo contínuo, do aprendizado que integra dimensões cognitivas, sociais e afetivas, e das avaliativas dialógicas. A avaliação é compreendida como um instrumento de libertação e melhoria contínua do processo ensino-aprendizagem, priorizando aspectos qualitativos, dialógicos e participativos, em oposição à lógica de controle e reprovação. O ensino é concebido como prática de humanização e libertação dos sujeitos, contrapondo-se à educação bancária e promovendo uma escola crítica, alegre, solidária e ética. A mediação pedagógica assume centralidade no diálogo, compreendido como elemento essencial à reflexão crítica e à transformação da realidade, configurando a avaliação como espaço democrático e horizontal entre professor e estudante. Nesse processo, valoriza-se a autonomia do sujeito, entendida como capacidade de tornar-se protagonista de sua própria história, bem como a autonomia docente no planejamento. O aprendizado, por sua vez, é visto como processo contínuo e plural, realizado em diferentes ritmos e sustentado por práticas inclusivas, que reconhecem o aluno em sua totalidade e integram dimensões cognitivas, sociais e afetivas. Conclui-se que a experiência analisada contribui de forma significativa para a formação docente inicial, ao provocar reflexões sobre o papel do professor como mediador do conhecimento e sobre os desafios concretos da escola pública. A prática observada evidenciou que a inclusão e o engajamento dos estudantes dependem não apenas de metodologias inovadoras e avaliações formativas, mas também da postura ética, acolhedora e flexível do professor. Entretanto, obstáculos como indisciplina, desrespeito e falta de apoio institucional evidenciam a necessidade de políticas educacionais que garantam condições de trabalho adequadas e compartilhadas coletivamente. Dessa forma, reafirma-se que práticas pedagógicas fundamentadas na amorosidade, no diálogo e na avaliação como processo contínuo configuram-se não apenas como estratégias de ensino, mas como compromisso ético e social com a construção de uma educação pública inclusiva e transformadora
Maternidade e Pibid: Duas Jornadas Entrelaçadas por Um Sentimento.
A participação no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) em uma escola está proporcionando momentos de grande singularidade e excepcionalmente decisivos para a formação da minha identidade como Professora. Sou uma dos oito discentes do curso de Ciências da Natureza - Licenciatura que atuam neste programa de iniciação à docência junto a Escola Estadual de Ensino Senador Salgado Filho. A adesão da escola ao Programa Escola em Tempo Integral proporciona uma vivência escolar marcante e transformadora, desde o primeiro contato com o ambiente e organização. Sendo perceptível a preocupação em fomentar uma rotina diferenciada, estruturada para atender demandas escolares, considerando o desenvolvimento sócio emocional e a formação integral dos estudantes. Ao relacionar as experiências em sala, a relação de interação aluno-professor, a preocupação em estar frente à turma, a referência do processo ensino-aprendizagem - é a sensação que manifesto como aluna, quando conecto com as responsabilidades maternas, surge uma tempestade de sentimentos. A escola é um organismo vivo, o mundo é uma explosão de cores e sons, nos corredores ecoam risadas, passos apressados e conversas animadas e curiosas, as fases da vida pulsando expressando o anseio por conhecimento. Assim como na maternidade, aprendo a reconhecer o cansaço no olhar de um aluno após o almoço, a alegria genuína em um acerto e a frustração contida em um momento de equívoco. O PIBID não é só observar; é agarrar com as mãos o conhecimento, estimular o interesse em conteúdos que não têm aplicação no dia a dia, é mediar conflitos, é conectar-se com alguém que está sempre em fuga. A relação Professor aluno se assemelha a maternidade genuína pela conexão humana em sua forma mais crua e esperançosa, despida de cobranças exacerbadas ou recompensas descontextualizadas. Ao cruzar a porta de casa, me despeço da Professora e visto meu jaleco invisível, o da maternidade. A responsabilidade só muda de tom, mas não de intensidade, se na escola eu fui referência para muitos, em casa sou o mundo inteiro para três. A jornada é feita de gestos mais suaves, mas não menos desgastantes, ajudar na lição de casa, organização, banho, janta, e um momento de descontração, reels engraçados na era da informação, negociar a hora de dormir. Às vezes, a exaustão dos compromissos pertinentes ao curso de licenciatura e PIBID tentam roubar a paciência necessária para esse momento sagrado, mas a culpa sussurra: Você deveria estar mais presente, mais inteira. No entanto, é quando deito a cabeça no travesseiro tentando me desligar, que o silêncio grita me provocando, querendo respostas e soluções mágicas, onde percebo a simbiose perfeita entre esses dois papéis. As vivências proporcionadas pelo PIBID me ensinaram a escutar não apenas com os ouvidos, mas com a alma e isso me tornou uma mãe mais compreensível. A maternidade, por sua vez, com o amor incondicional, resiliência e a profunda responsabilidade de amparar e nutrir um outro ser e isso me tornou uma educadora mais humana e empática. Maternidade e Professora, são duas vias que, em cenários longínquos, parecem análogas e exaustivas. De perto, descobri que elas se entrelaçam o tempo todo, alimentando-se mutuamente. Ser bolsista do PIBID nesta escola, que se difere das demais pelo tempo integral, e Mãe em tempo integral, não é sobre ter que escolher, mas sobre convergir. Entender que, no fim, ambas as funções se resumem ao mesmo verbo: cuidar, um cuidar intenso, que encontro minha força e meu propósito. Agradeço à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) pela oportunidade ímpar de vivenciar a formação docente de maneira prática e enriquecedora
Material Didático para o Estudo de Botânica - Fichário de Classificação de Folhas
As componentes curriculares da área de botânica são importantes para o conhecimento e compreensão do grande reino das plantas. Nesse sentido, além de aulas teóricas normalmente utilizadas, existe a necessidade de buscar-se técnicas alternativas na realização das aulas práticas, para contribuir com o aprendizado da botânica. Com o intuito de construir um material didático para ser utilizado nas aulas práticas de Morfologia Vegetal e Botânica Sistemática, a proposta do presente trabalho buscou realizar um trabalho com as folhas, que são órgãos vegetativos das plantas, importantes para a classificação botânica. De acordo com o exposto, o objetivo do presente trabalho foi elaborar um fichário de classificação de folhas, contemplando características morfológicas, registros visuais e recursos digitais, a fim de proporcionar um material didático que possa ser utilizado em atividades de ensino, pesquisa e extensão. O desenvolvimento do fichário foi realizado com orientação e acompanhamento da docente responsável pela componente curricular de Botânica Sistemática, em laboratório da UNIPAMPA/Campus Itaqui. O fichário foi organizado de acordo com as classificações das folhas referentes à divisão do limbo, padrão de nervuras e margens do limbo. Para isso, o fichário foi realizado em etapas. 1) Seleção de espécies e coleta: elaborou-se uma lista de espécies que representassem diferentes categorias de classificação foliar que foram coletadas no próprio campus universitário, o que fortaleceu o vínculo entre os estudantes e o espaço acadêmico, além de valorizar a biodiversidade local. 2) Produção de exsicatas: as folhas coletadas foram prensadas e deixadas no laboratório para a sua total desidratação, sendo que os papéis da prensa foram trocados sistematicamente. 3) Classificação: cada folha foi classificada quanto a divisão do limbo, padrão de nervuras e margem do limbo, além da classificação botânica da planta. 4) Montagem do fichário: as exsicatas foram fixadas com plástico filme transparente em folha de papel cartão contendo um cabeçalho com a classificação da mesma. No verso da folha de papel cartão foram inseridas descrições sobre sua classificação, fotografia da planta e QR code que direciona para materiais complementares. Como resultado, o Fichário Classificação de Folhas foi organizado em 3 classificações: 1) Quanto ao padrão de nervura - uninérvea, peninérvea, curvinérvea, paralelinérvea, palminérvea; 2) Quanto à margem do limbo: bordo liso e bordo serrilhado; 3) Quanto à divisão do limbo foliar: simples/inteira, trifoliolada, digitada, pinada e bipinada/recomposta. Dessa forma, reuniu 13 classificações. Cada classificação constou de uma ou mais exsicatas de folhas de mesma espécie ou de duas a três espécies diferentes portadoras de mesma classificação. Cada espécie vegetal utilizada apresenta classificação botânica e descrições, imagens e QR code, configurando-se como um material didático organizado e interativo. Os papéis cartão referentes às classificações foram colocados individualmente em sacos plásticos em uma Pasta possibilitando que possam ser levados para qualquer ambiente de estudo e manuseados de acordo com a necessidade. A atividade possibilitou não apenas o contato direto com a diversidade vegetal presente no campus, mas também a reflexão sobre formas inovadoras de aplicar os conhecimentos da Botânica em atividades pedagógicas. Que neste caso específico, tornou o estudo mais dinâmico, acessível e atrativo para diferentes contextos de ensino. Pode-se salientar que a produção das exsicatas das folhas foi uma das etapas mais delicadas, já que muitas amostras se mostraram frágeis e de difícil manuseio, exigindo tempo, cuidado e trabalho coletivo. Outro ponto crítico foi a identificação das espécies, que em muitos casos gerou dúvidas devido à semelhança entre características morfológicas de espécies próximas. Isso demandou maior consulta a materiais de apoio e à orientação docente, reforçando a complexidade da taxonomia vegetal e a necessidade de maior contato dos estudantes com a flora local. Apesar das dificuldades, esses entraves contribuíram para o aprendizado, pois estimulam habilidades práticas, senso crítico e a percepção da realidade do trabalho em campo, aproximando a experiência acadêmica das condições enfrentadas na pesquisa científica. Portanto, a elaboração do fichário de classificação de folhas atingiu os objetivos propostos, constituindo-se em um recurso didático prático e interativo. O fichário representa um material que poderá auxiliar futuras turmas em atividades de campo, ensino e pesquisa, fortalecendo o aprendizado e estimulando a valorização da biodiversidade local. Assim, evidencia-se a relevância da integração entre prática botânica e recursos tecnológicos na construção de ferramentas pedagógicas eficazes e atrativas
Acolhida Discente: Integração e Formação de Vínculo com a Universidade
A busca por educação superior apresenta indícios de crescimento, contudo, a permanência dos discentes nas instituições representa um desafio significativo. Muitos, ao ingressarem no ambiente acadêmico deparam-se de modo repentino com os três pilares da atividade universitária, o ensino, a pesquisa e a extensão. Mas a falta de integração e apresentação incoerente sobre essas possibilidades pode levar à falta de motivação e evasão. Com finalidade de mitigar este problema e promover um maior engajamento dos discentes aos cursos de graduação, é necessário desenvolver ações. Nesse sentido, o objetivo do estudo é evidenciar a importância da realização de eventos como a Acolhida Discente como estratégia para permanência dos discentes na Universidade Federal do Pampa - Campus Itaqui, no curso de Agronomia. O estudo foi desenvolvido pelo Grupo PET Agronomia, na UNIPAMPA - Campus Itaqui e utilizou a estratégia qualitativa de pesquisa, de caráter exploratório. A atividade ocorreu no segundo semestre letivo de 2025, durante a recepção dos discentes ingressantes no curso de Agronomia. A atividade denominada Acolhida Discente consistiu na execução de um roteiro acadêmico estruturado, que contemplou a apresentação da coordenação do curso, do corpo docente, do Grupo PET Agronomia e de suas atividades, bem como do Centro de Estudantes de Agronomia. Ainda, foi realizado um percurso guiado, que abrangeu a apresentação dos grupos de pesquisa, suas diversas áreas de atuação, laboratórios disponíveis na estrutura do Campus e a área experimental. Além disso, a ação proporcionou momentos de interação entre discentes veteranos e calouros, onde foi compartilhado experiências acadêmicas e resultados de pesquisas, proporcionando aos ingressantes uma visão ampla sobre o ambiente universitário e as possibilidades de formação no curso. Ao final da ação, foi aplicado um formulário de avaliação, de preenchimento facultativo e com opção de identificação voluntária do respondente. O instrumento contou com quatro questões de múltipla escolha, voltadas a: (1) verificar se o evento atendeu às expectativas; (2) identificar o nível de conhecimento prévio sobre as áreas abrangidas pelo curso de Agronomia; (3) avaliar a utilidade das informações repassadas no incentivo à trajetória acadêmica; e (4) analisar a contribuição do evento para a compreensão do funcionamento do curso e de seus setores institucionais (coordenação, grupos de pesquisa, PET). Além disso, foi incluída uma questão aberta solicitando que os participantes indicassem, em sua opinião, o ponto mais positivo da Acolhida Discente. Dentre os 36 discentes ingressantes no curso, 12 participaram da atividade e seis (6) responderam o formulário, que constituiu a amostra final da pesquisa. Posteriormente, as respostas foram tabuladas em uma planilha eletrônica para análise. 100% dos respondentes afirmaram que o evento atendeu às suas expectativas e que as informações apresentadas foram úteis para incentivar sua trajetória acadêmica. Em relação ao conhecimento prévio sobre as áreas do curso de Agronomia, 50% dos participantes declararam já ter conhecimento, 33,3% indicaram ter conhecimento parcial e 16,7% afirmaram não ter conhecimento algum antes da acolhida. Quanto à contribuição do evento para a compreensão do funcionamento do curso e de seus setores institucionais, 83,3% dos respondentes afirmaram que sim, o evento contribuiu, enquanto 16,7% consideraram que a contribuição foi parcial. Com base na síntese das respostas da questão aberta, a Acolhida Discente foi bem avaliada e cumpriu a finalidade de integração, orientação e esclarecimento aos estudantes. A organização de eventos como este, realizados pelo grupo PET Agronomia, facilita a adaptação dos alunos e estimula o envolvimento com os projetos de ensino, pesquisa e extensão. Portanto, a "Acolhida Discente" atua como um mecanismo preventivo contra a evasão, ao promover um senso de pertencimento e valorização das oportunidades oferecidas pela instituição
Monitoria na Disciplina de Anatomia Palpatória: Um Relato de Experiência
A disciplina de Anatomia Palpatória do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), surgiu pela necessidade dos discentes aprenderem a realizar o reconhecimento de estruturas anatômicas do corpo humano, tais como: ossos, músculos, tendões, ligamentos, dentre outras, por meio do toque, sendo uma ferramenta essencial no ensino para fundamentação básica de disciplinas e na atuação clínica de profissionais da saúde. Nesse contexto, a monitoria é um modelo de ensino e aprendizagem que auxilia na formação completa do estudante, envolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão durante a graduação. O presente relato tem como objetivo descrever a experiência do papel de monitor no ensino da Anatomia Palpatória, e a influência deste na formação acadêmica como fisioterapeuta. Este trabalho configura-se como um estudo de natureza descritiva e reflexiva, do tipo relato de experiência, que possibilita descrever as experiências práticas vivenciadas no ambiente acadêmico. O estudo foi realizado a partir da vivência como monitor da disciplina de Anatomia Palpatória, voltada aos discentes do terceiro semestre do curso de Bacharelado em Fisioterapia da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Campus Uruguaiana/RS. A disciplina foi ministrada para duas turmas, cada uma composta, em média, por 11 estudantes, totalizando 22 discentes monitorados. O período de monitoria compreendeu os meses de março a julho de 2025. A monitoria acadêmica em Anatomia Palpatória desenvolveu-se em três momentos distintos. O primeiro consistiu no acompanhamento das aulas teórico-práticas realizadas no Laboratório de Avaliação em Fisioterapia da Universidade, durante as quais os estudantes praticavam a palpação das estruturas anatômicas estabelecidas pela docente, trabalhando em duplas ou pequenos grupos. Durante as atividades, o monitor circulava entre os discentes para sanar dúvidas e demonstrar técnicas de palpação sempre que solicitado. O segundo momento ocorreu por meio de encontros com os discentes, também no laboratório, organizados conforme a demanda dos próprios discentes, principalmente em períodos que antecediam as avaliações da disciplina. Esses encontros tinham como objetivo revisar os conteúdos previamente trabalhados, reforçando a assimilação por meio da prática. O terceiro momento correspondeu à elaboração de materiais didáticos complementares, como resumos em tópicos dos principais assuntos abordados, com o intuito de facilitar o estudo e a fixação do conteúdo por parte dos estudantes, aprimorando o processo de ensino-aprendizagem. A disciplina de Anatomia Palpatória é uma integrante obrigatória da matriz curricular do curso de graduação em Fisioterapia da Unipampa, nesse contexto, a atuação do monitor mostrou-se de grande relevância, especialmente durante as aulas práticas. A presença do monitor contribuiu significativamente para o esclarecimento de dúvidas, para o apoio na correta identificação das estruturas anatômicas e para o reforço do conteúdo ministrado pelo docente. Considerando o número elevado de discentes por turma, a atuação do monitor foi essencial para garantir maior atenção aos estudantes durante as atividades práticas e sanar as dúvidas dos mesmos. Sua participação permitiu intervenções pontuais e orientações direcionadas, como a indicação das estruturas anatômicas a serem identificadas, bem como a demonstração dos movimentos corretos e o posicionamento adequado do paciente, de modo a facilitar a identificação das estruturas anatômicas. A vivência na monitoria acadêmica proporciona ao estudante monitor diversas experiências que favorecem tanto o desenvolvimento pessoal quanto a qualificação profissional. Essa atuação também estimula uma postura mais crítica e reflexiva diante do processo de ensino-aprendizagem. Dessa forma, a monitoria acadêmica na disciplina de Anatomia Palpatória mostrou-se uma estratégia eficiente tanto para o aprimoramento da aprendizagem dos discentes quanto para o desenvolvimento acadêmico e profissional do monitor. A atuação conjunta entre monitor e docente contribuiu para um ambiente de ensino mais participativo, colaborativo e eficaz, facilitando a assimilação dos conteúdos da disciplina. De modo geral, a experiência de monitoria contribuiu de forma significativa para a formação acadêmica do monitor. Esta vivência proporcionou maior segurança e facilidade na identificação das estruturas anatômicas, favorecendo o desenvolvimento de habilidades importantes, como comunicação, orientação e proatividade. Por meio do contato mais aprofundado com os conteúdos de Anatomia Palpatória, foi possível consolidar conhecimentos fundamentais que servem de base para componentes curriculares futuros, favorecendo uma melhor compreensão e desempenho acadêmico
Futsal Feminino na Escola: Um Caminho para Equidade de Gênero no Ensino Fundamental
O futsal é uma das práticas esportivas mais difundidas no Brasil e, nas escolas, ocupa posição central no cotidiano dos estudantes, configurando-se como um espaço privilegiado de socialização e desenvolvimento corporal. Contudo, historicamente, a manifestação de cultura corporal é marcada por barreiras relacionadas às desigualdades de gênero que limitam a participação das meninas e reforçam estereótipos que vinculam determinadas práticas esportivas ao universo masculino. Essa realidade tem contribuído para a manutenção de um cenário no qual o acesso das alunas às práticas corporais permanece restrito, gerando receio, vergonha e ausência de representatividade. Nesse contexto, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, Subprojeto Educação Física, desenvolveu uma ação de reflexão sobre a inclusão das meninas no futsal escolar, entendendo o esporte como direito de todos e todas e como campo de disputas simbólicas capaz de produzir também exclusões. O presente trabalho, portanto, teve como objetivo relatar as ações realizadas sobre a tematização do Futsal Feminino na cultura corporal potencializando a promoção da equidade no contexto da maior escola da rede pública municipal de Uruguaiana/RS. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência. Participaram destas ações quinze estudantes do Ensino Fundamental, um professor, um gestor, dois bolsistas de iniciação à docência em EF do PIBID. A iniciativa emergiu da necessidade de enfrentar desigualdades históricas enraizadas no cotidiano escolar, que ainda naturalizam a presença masculina como dominante em modalidades como o futsal, relegando às meninas uma posição secundária ou mesmo de exclusão nas suas práticas. Para alcançar esses objetivos, foram utilizadas metodologias qualitativas de caráter exploratório, com destaque para a observação participante, o registro sistemático em diários de campo e a realização de diálogos com professores, alunas e membros da equipe gestora. Essas ferramentas de investigação permitiram uma leitura aprofundada das dinâmicas escolares, evidenciando a complexidade das relações que se estabelecem em torno do esporte educacional e revelando tensões entre tradição e transformação. A observação participante possibilitou acompanhar as aulas de Educação Física e os momentos de prática esportiva no cotidiano escolar, identificando situações de exclusão, disputas por espaço físico e estratégias de resistência protagonizadas pelas estudantes. Os registros em diário de campo se mostraram fundamentais para sistematizar impressões, organizar evidências e construir análises mais consistentes acerca das vivências observadas. Já os diálogos com a comunidade escolar abriram espaço para compreender como professores e gestores interpretam as desigualdades de gênero no esporte, além de escutar diretamente às percepções das alunas, que manifestaram tanto interesse pela prática quanto inseguranças diante da baixa representatividade feminina na modalidade. Os resultados demonstraram que, apesar de persistir uma cultura esportiva fortemente masculinizada, há um movimento crescente de interesse das meninas pelo futsal e uma abertura progressiva da escola para implementar medidas inclusivas. Entre as iniciativas destacam-se a organização de práticas em horários específicos para alunas, a criação de espaços de diálogo sobre preconceitos de gênero e a valorização das experiências das estudantes em sala de aula. Essas ações, ainda que iniciais, constituem passos significativos na construção de um ambiente escolar mais equitativo, que reconhece a diversidade e rompe com a lógica de exclusão historicamente associada ao esporte. Além disso, a experiência evidenciou que a atuação do PIBID transcende a dimensão técnica da docência, promovendo a aproximação entre teoria e prática e contribuindo para a formação de professores críticos, reflexivos e comprometidos com a justiça social. Ao colocar em prática estratégias de escuta, diálogo e valorização das demandas da comunidade escolar, os bolsistas puderam compreender que ensinar Educação Física implica também assumir responsabilidade ética e política diante das desigualdades presentes na sociedade. Conclui-se que o futsal escolar, quando tratado como espaço de inclusão, pode se tornar um instrumento de democratização do acesso às práticas corporais, fortalecendo a participação das alunas e ampliando seu protagonismo no ambiente esportivo. A experiência relatada aponta que mudanças culturais não ocorrem de maneira imediata, mas são possíveis a partir de ações pedagógicas planejadas, da escuta das estudantes e do compromisso coletivo com a equidade. Assim, o trabalho desenvolvido reforça que a formação docente, pautada pela reflexão crítica sobre a realidade escolar, estimula professores em formação inicial a reconhecerem a relevância do esporte como ferramenta de transformação social. Ao aproximar universidade e escola, teoria e prática, o projeto possibilitou um processo fo
Humanização do Cuidado em Saúde Mental: Um Relato de Experiência
O âmbito da saúde mental configura-se como uma área relevante da saúde pública brasileira, no qual ainda encontram-se desafios relacionados aos estigmas sociais persistentes e à efetivação do cuidado integral destinado aos usuários da rede, evidenciando a necessidade de estratégias que promovam acolhimento, respeito à singularidade e participação ativa dos usuários da rede. Considerando a relevância, torna-se necessário e indispensável para a formação profissional a inserção das práticas acadêmicas nos serviços de saúde mental, visto que possibilitam aos acadêmicos o contato direto com a complexidade da realidade do cuidado em saúde, além de favorecer o fortalecimento de vínculo com o usuário. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir das vivências acadêmicas de discentes do quinto semestre do curso de Enfermagem, em uma Unidade de Internação em Saúde Mental, realizadas no primeiro semestre de 2025, no hospital do município de Uruguaiana-RS. As atividades realizadas foram acompanhadas pelo docente responsável, fazendo parte do componente curricular Gestão do Cuidado II. No decorrer das aulas práticas, evidenciou-se a importância da escuta ativa e do acolhimento como recursos essenciais utilizados para o estabelecimento de vínculo com o usuário, pois, além de promover a humanização das relações, essas ferramentas contribuem diretamente para a qualificação do cuidado desenvolvido. Como atividade terapêutica, foi realizada, no dia 03 de julho de 2025, uma Festa Julina, que contou com comidas típicas, decoração temática, espaço de beleza, brechó, além de brincadeiras e danças tradicionais da época. Mais do que uma simples celebração, a atividade configurou-se como um momento de promoção do acolhimento, da alegria e da convivência, resgatando memórias afetivas e fortalecendo os vínculos interpessoais. Essa celebração possibilitou a socialização entre os usuários, acadêmicas e equipe multiprofissional, criando um ambiente de integração, valorização da cultura popular e estímulo à participação ativa. Observou-se que a iniciativa contribuiu significativamente para a redução do isolamento social, o fortalecimento da autoestima e a promoção do bem-estar emocional dos usuários. A atividade mostrou que a oferta de práticas lúdicas e culturais podem ser um recurso importante no cuidado em saúde mental, pois ajudam a integrar aspectos emocionais, sociais e cognitivos ao processo terapêutico. Para as acadêmicas, a vivência representou uma experiência de aprendizado enriquecedora, que além de reforçar a importância da humanização do cuidado, evidenciou a necessidade de reconhecer e valorizar a singularidade de cada usuário. A experiência possibilitou refletir sobre como práticas que consideram a subjetividade dos usuários podem ampliar a compreensão do papel da enfermagem em saúde mental, indo além de intervenções técnicas e aproximando o cuidado qualificado. Essas atividades desenvolvidas proporcionam aos discentes uma melhor aproximação com os usuários, os quais demonstravam grande expectativa pela chegada do horário da confraternização. Muitos relataram sua ansiedade positiva, compartilhavam opiniões e demonstravam curiosidade sobre o que encontrariam na festa, como brincadeiras, recebimento de brindes e comidas típicas. Essa proximidade favorece a comunicação entre os usuários e a equipe multidisciplinar, fortalecendo vínculos. Além disso, contribui significativamente para a inserção social e o estímulo à socialização dos participantes
Química da Festa Junina: o Teste de Chama Como Recurso Didático no Ensino de Química
O ensino de química no ensino médio apresenta inúmeros desafios, principalmente ligados à abstração dos conceitos e à dificuldade dos estudantes em relacionar os conteúdos científicos com situações cotidianas, como ocorre nos conteúdos de estrutura atômica e propriedades periódicas. Neste cenário, atividades experimentais e lúdicas têm um destaque dado às alternativas que aproximam teoria e prática, fazendo com que o aprendizado seja mais atrativo e significativo, favorecendo a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. O referente trabalho apresenta a experiência produzida por bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) em uma escola pública estadual de Bagé a partir do projeto A Química da Festa Junina, para relacionar as manifestações culturais populares com a ocorrência de fenômenos químicos, favorecendo a contextualização do ensino. A proposta pedagógica foi estruturada de modo a valorizar elementos típicos da festa junina, como alimentos, brincadeiras e fogos de artifício, para debater conteúdos de forma interdisciplinar e compreensível aos estudantes. Entre as atividades realizadas, destacou-se o teste de chama, escolhido como recurso didático utilizado para abordar conceitos de estrutura atômica, transições eletrônicas e emissão de fótons. A atividade teve início no laboratório da escola com uma breve explicação teórica sobre o funcionamento do teste de chama e a sua relação com a excitação de elétrons em diferentes átomos, com destaque para a coloração dos fogos de artifício que fazem parte da tradição junina, e também a apresentação dos materiais e reagentes utilizados, que foram: soluções de sais como cloreto de sódio, cloreto de potássio, sulfato de cobre e cloreto de bário; alças de platina; béqueres; e maçarico. Logo em seguida, foi realizada a demonstração experimental com os sais, em que cada solução foi colocada em um béquer, o experimento consistiu em colocar o sal em contato com a chama com o auxílio da alça de platina, para facilitar a observação das diferentes cores características de cada elemento químico. No decorrer da prática, os pibidianos realizaram a demonstração dos testes e estimularam os alunos a observar atentamente as cores características de cada sal. As observações foram sistematizadas em diálogo coletivo, permitindo que os estudantes levantassem hipóteses e associassem os resultados com situações vivenciadas em festas juninas, incentivando um ambiente de diálogo coletivo e aprendizagem colaborativa. As evidências apontaram para um forte comprometimento por parte dos estudantes, que demonstraram surpresa e entusiasmo diante das cores observadas. A atividade experimental contribuiu para a fixação de conteúdos e reforçou a importância da experimentação no processo de ensino-aprendizagem. Pode-se afirmar que o projeto A Química da Festa Junina, com ênfase no teste de chama, demonstrou ser uma abordagem pedagógica eficiente, capaz de integrar ciência, cultura e diversão, aprimorando o aprendizado dos estudantes da educação básica e, ao mesmo tempo, a formação inicial dos licenciandos do PIBID, ao promover experiências inovadoras que integram teoria e prática no espaço escolar. Dessa forma, atividades experimentais contextualizadas não apenas contribuem para a aprendizagem científica dos estudantes, mas também para o fortalecimento da prática docente e para a integração entre universidade e escola básica, reafirmando a relevância do PIBID na formação de professores reflexivos e preparados para os desafios do trabalho coletivo e do ensino contemporâneo