Publica-se Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Pampa
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    25936 research outputs found

    VIABILIDADE ECONÔMICA DA IMPLANTAÇÃO DE UM VINHEDO DE Vitis vinifera EM SANTA CATARINA

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    O objetivo desse trabalho é avaliar a viabilidade econômica de um vinhedo de uvas Vitis vinifera no município de Urupema em Santa Catarina. Os dados foram adquiridos através da implementação de um vinhedo piloto, onde se obteve dados reais de custos e receitas necessários para avaliar a viabilidade desse projeto. A viabilidade econômica foi analisada utilizando as técnicas de Análise de Viabilidade de Projetos de investimentos - AVP. A metodologia da AVP analisa situação, oportunidade e viabilidade do negócio. Ela oferece informações sobre o retorno monetário e o tempo de retorno sobre o capital investido. Os resultados demonstraram que o empreendimento tendo como propósito a venda de uvas para terceiros torna o negócio inviável, sendo necessário a elaboração de novas estratégias. Por fim, conclui-se que a viabilidade econômica da implantação do vinhedo em análise possui um valor presente líquido negativo, sendo considerada inviável caso mantenha os objetivos atuais do empreendimento

    Memória e Identidade: Jornalismo e Compromisso Social na Construção de Conteúdo Sobre o

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    Falar de um povo é falar de sua(s) identidade(s); é revelar o que estrutura e articula os permanentes movimentos ligados à sua cultura. Em São Borja/RS, um dos aspectos evocativos, ao se pensar em seu povo, sua história e sua cultura, remete a um alimento famoso não apenas pelo formato e sabor, como também pelo carinho que desperta em que o reconhece como representação de algo típico local. Este resumo trata, justamente, do pão conhecido como bolachão, e é oriundo de investigações e práticas da pesquisa empírica Jornalismo Humanizador em Crônicas do Cotidiano (nº 2023.PE.SB.2396/GURI), mais conhecida como Crônicas da Cidade que é título da coluna que, desde 2010, o jornal Folha de São Borja disponibiliza em suas edições, sem ônus, à equipe do projeto, em página inteira do periódico. Coordenado por professores do Jornalismo, tem como propósito a prospecção e o compartilhamento de histórias, através de crônicas-reportagens feitas pelo grupo formado pelos docentes, por discentes que atuam como bolsistas voluntários e por colaboradores jornalistas egressos da Unipampa. Nesse sentido, fizemos pesquisa e discussão sobre o pão, que depois resultou na produção jornalística a respeito do mesmo. O intuito foi contribuir à produção sobre memória disponibilizada à comunidade, o que ocorreu não somente pelo compartilhamento no jornal impresso, mas também pelas redes sociais Instagram (cronicasdacidadesb) e Facebook (colunacronicasdacidade). Partimos da premissa de que é possível articular jornalismo e compromisso social ao abordarmos temas do universo cultural. Seguimos o entendimento de que os hábitos alimentares são parte essencial das práticas culturais, pois "o homem nutre-se também de imaginário e de significados, partilhando representações coletivas" (Maciel, 2001, p. 149). Conforme Hall (2020), a alimentação passa por adaptações ao longo do tempo; contudo, costumes que se mantêm indicam representações sociais e culturais repletas de significados. São Borja tem o bolachão como figura central na rotina alimentar, há gerações. Meza e Saraiva (2021) explicam que esse pão, de origem uruguaia, é um produto típico e muito consumido na região da Fronteira Oeste do RS, porém, sofreu algumas modificações quanto ao seu formato original, e é considerado muito relevante para a alimentação diária da população são-borjense" (Meza; Saraiva, 2021). Motivados por esse indicador, partimos para a coleta de dados e materialização da crônica-reportagem, publicada em 08/02/2025 (https://www.instagram.com/p/DKLJQZYJ5kS/). Do contato prévio com pesquisadores, padeiros e consumidores, e do contato posterior com eles e a comunidade leitora, constatamos que o trabalho teve reverberação positiva, tanto no viés da identificação do bolachão como bem simbólico/cultural, como quanto a valorizar personagens que ficam nos bastidores (padeiros), atendendo a uma perspectiva cara a nós, que é atuarmos no combate à invisibilidade social (Costa, 2008). Com esse percurso, passamos por uma imersão no tema, especialmente quanto aos saberes e fazeres constituintes das práticas e símbolos identitários, o que ampliou nosso repertório em termos de conhecimento e criticidade sobre os processos. Ao vivenciarmos isso, percebemos o potencial para nos voltarmos a um jornalismo mais humano e comprometido com a relação memória x sociedade, associado a práticas que valorizem as memórias individuais como parte da memória coletiva. Ao assim percebermos e nos motivarmos, também fomentamos a conexão da Unipampa com a comunidade, tendo a instituição o desafio de mostrar o quanto seus cursos, a partir de atividades que transcendem o campus, contribuem para o presente e o futuro da comunidade, como ao narrar e gerar um produto de memória a respeito de aspectos da cultura local. ANDRADE, Ana Isabel da Silva. São Borja entre o rio e o campo - Identidades, receitas e histórias. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), 2023. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1XHsielWwrI-wY96VLXP019NdG3TXYxAB/view?usp=sharing; HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva & Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: Lamparina, 2020; COSTA, Fernando Braga da. Moisés e Nilce: retratos biográficos de dois garis. Um estudo de psicologia social a partir de observação participante e entrevistas. Tese de Doutorado. São Paulo: USP, 2008; MACIEL, Maria Eunice. Cultura e alimentação ou o que têm a ver os macaquinhos de koshima com Brillat-Savarin?. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rev. Horizontes Antropológicos. Porto Alegre, ano 7, n 16, p 145-156. Dezembro de 2001. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/ha/v7n16/v7n16a08.pdf >; MEZA, Mónica Patricia; SARAIVA, Camila Nemitz de Oliveira. Em busca das origens e da importância do pão bolacha na cidade de São Borja. Semana Acadêmica da Gastronomia, IFFAR, 2021. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1Lv-gQcooL5epO-cAaY0bJkTWLgtZ13fJ/view

    A Cultura Negra em Movimento: a Capoeira Como Projeto Educativo

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    Este trabalho busca enfatizar uma experiência em desenvolvimento: o projeto Gingando com a Comunidade: Capoeira e Cultura Negra em Movimento em Itaqui/RS, uma iniciativa com recursos via programa Residência Cultural UNIPAMPA 2025, tendo como parceiros a Associação 3 de Copas e o Grupo de Capoeira Liberdade, e o NEABI Diva Rodriques. O projeto, através de oficinas teóricas que resgatam o conhecimento sobre a capoeira e sua relevância histórico-cultural, aulas práticas e rodas de capoeira, visa a sensibilização da comunidade local para a importância da cultura afro-brasileira e o fortalecimento de laços sociais, com resultados esperados de expansão da iniciativa em escolas e outras instituições locais. Sua localização no Rio Grande do Sul demonstra como a capoeira, reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN em 2008 e como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2014, tornou-se um vetor pedagógico para o cumprimento da Lei Federal 10.639/03, a qual tornou obrigatório o estudo da história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica. O objetivo deste trabalho é refletir sobre a Capoeira como herança cultural do povo negro no Brasil e sua função pedagógica, aproximando a Universidade de espaços sociais periféricos. A capoeira amalgama luta, dança e musicalidade em um fenômeno global, com 1393 grupos no mundo, sendo 1185 no Brasil. Sua disseminação, inclusive no Sul (85 grupos), resultou da superação da marginalidade e da visão de mestres. Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional, sistematizou a luta com sequências, rituais (batizado) e toques específicos, tirando-a da clandestinidade. Mestre Pastinha dedicou-se à Capoeira Angola, fundando o primeiro centro de ensino, o CECA, e resgatando a musicalidade e o jogo cadenciado. Sua linhagem foi continuada por Mestre João Pequeno e Mestre João Grande, que divulgou a Angola no mundo. Mestre Suassuna, do Cordão de Ouro, trouxe inovações técnicas e acrobáticas, e Mestre Camisa fundou a ABADÁ-Capoeira, a maior do mundo, que unificou e expandiu a prática globalmente. A progressão do praticante é simbolizada pelas cordas e graduações, começando com a corda crua, que representa o iniciante. Em grupos como a ABADÁ, as cores representam elementos da natureza e minerais: amarelo (ouro), laranja (sol), azul (mar) e verde (floresta), com roxa, marrom, vermelha e branca indicando reflexão, adaptabilidade, justiça e o alicerce filosófico. Outros grupos, como o Grupo Liberdade e o Cordão de Ouro, têm sistemas distintos. As cantigas de capoeira funcionam como um arquivo vivo da oralidade: Calunga evoca a travessia nos navios negreiros , Dandara homenageia a guerreira quilombola , Adeus Besouro narra a história do lendário capoeirista , Paranauê carrega significados de resistência e deslocamento , Zum Zum Zum remete ao som do berimbau e à atmosfera do jogo , e Berimbau de Bimba é um tributo à inovação metodológica. A capoeira se transforma mais que outras artes marciais por sua dinâmica cultural viva, recriada por comunidades e mestres. O projeto em Itaqui trabalha com 12 participantes e tem recebido convites de escolas e associações, o que demonstra a demanda por esta iniciativa. Observou-se um desconhecimento e preconceitos, o que motivou o NEABI a planejar futuras ações educativas. Nas primeiras semanas (Julho-Setembro), o foco é no ensino de fundamentos como instrumentos, ginga e movimentos de perna. A divulgação é contínua, com a busca por aprofundar outros elementos, como musicalidade e jogos avançados, no próximo mês

    Memória e Identidade: a Trajetória do Neabi Oliveira Silveira

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    Este relato de experiência visa em trazer as memórias e atuação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas - NEABI Oliveira Silveira - da Universidade Federal do Pampa - Campus Bagé/RS, além disso, buscamos fazer um resgate histórico da logo do núcleo, visto que faz parte da identidade do grupo. Antes de começarmos, é importante destacar a criação desse grupo. O núcleo foi criado no ano de 2016, a partir da Resolução 161/2016 do Consuni da Unipampa, considerando a formação de Fórum dos NEABIS dos dez campi da Unipampa e a interlocução com o órgão responsável pelas Ações Afirmativas da Universidade. Para constituir o nome do núcleo foi sugerido: Oliveira Silveira, um gaúcho natural de Rosário do Sul (RS), formado em Letras - Português e Francês pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGRS, poeta de vários poemas como: Encontrei as minhas origens; Treze de maio; Poema sobre Palmares e tantos outros poemas potentes, foi pesquisador e ativista brasileiro. A partir da sua militância, Oliveira Silveira fez parte do Grupo Palmares, e no meio das suas pautas de luta, ele foi o responsável pela idealização do Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro dia do aniversário da morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores ativistas quilombola da nossa história. O objetivo da criação do núcleo no Campus Bagé se deu pela construção de um espaço de acolhimento para as pessoas pretas, indígenas e quilombolas, e para instituir debates sobre as questões étnico-raciais no âmbito acadêmico, afetivo, social e político, visto que inicialmente não existiam grupos institucionais que discutiam sobre as relações étnico-raciais. Mesmo com uma caminhada significativa, o grupo só constituiu sua primeira e a segunda identidade visual a partir de 2019-2020, quando pôde contar com o conhecimento e construção da bolsista Marina Rodrigues Lopes, sendo então a partir desta construção inicial, intensificadas não somente as ações tanto no espaço acadêmico como também na comunidade externa, expandindo além dos muros da compus a divulgação da sua existência. Com o fortalecimento do grupo, e aprofundamento do conhecimento da temática, surgiu a necessidade de uma atualização e modernização do logotipo, dessa forma com o auxílio de uma artista local Kesya Porto, colaboração do professor Maurício Carvalho integrante do Neabi e contribuição da Assessoria de Comunicação Institucional da UNIPAMPA - ACS, através de um estudo regional com uma forma de inserir de forma expressiva a cultura indegena além da negra, se estabeleceu a atualização desejada. Sempre com a autorização da filha do Oliveira Silveira, utilizamos na logo, a imagem do mesmo, com elementos que também remetessem à identidade indígena. Cabe salientar que o grupo sempre trabalhou de forma coordenada e unida para que se consolidasse a importância da inspiração indiscutível desse ícone das lutas ligadas diretamente à cultura negra e militância por oportunidades no nível da dignidade, educação e sociedade. O desenvolvimento das identidades visuais não foi apenas um exercício estético, mas também político e cultural. Cada traço, cor e símbolo incorporado as logos representam a pluralidade dos povos que compõem o Brasil. O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas Oliveira Silveira também construiu-se como um espaço cultural e político dentro da universidade, assim como um ambiente em que se entrelaçam os saberes acadêmicos e expressões culturais negras e indígenas. Nesse sentido, o núcleo vai além da pesquisa e do debate, tornando-se um local de valorização da memória coletiva. Esse caráter cultural fortalece o sentimento de pertencimento e amplia o diálogo entre universidade e a comunidade externa, reafirmando a importância da diversidade como fundamento para a transformação social. Além disso, o grupo organiza atividades como rodas de conversa, palestras, oficinas de formação e cine-debates, buscando não apenas discutir a temática étnico-racial, mas também sensibilizar a comunidade acadêmica para o combate ao racismo e às desigualdades sociais. Essa atuação tem possibilitado o fortalecimento do sentimento de pertencimento de estudantes negros, indígenas e quilombolas, ao mesmo tempo que promove um diálogo intercultural essencial para a transformação da universidade em um espaço mais inclusivo e democrático

    CORES DA PAMPA: RELATO DE EXPERIÊNCIA COMO RESIDENTE CULTURAL

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    Este trabalho apresenta o relato de experiência de uma residência cultural selecionada por meio da chamada interna do Programa Residência Cultural 2024 organizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Assistência Estudantil (PRODAE). Financiado através do edital Nº 11/2024, o projeto "Cores da Pampa" visou oferecer oficinas de pintura em aquarela para a comunidade acadêmica e externa da Universidade Federal do Pampa - Campus Bagé. Como forma de valorização do patrimônio material da cidade, a pintura ao ar livre teve por objetivo retratar o espaço ao nosso redor e registrar o cotidiano diante marcos históricos de Bagé por meio da técnica ensinada. Os encontros ocorreram semanalmente às sextas feiras, das 16h30 às 18h30, entre os meses de setembro a dezembro, sendo três encontros mensais presenciais em parceria ao Centro de Criação Coletiva e Formação em Arte - Educação - Cultura (CCC FAEC) e um encontro mensal para a pintura ao ar livre em uma das praças da cidade selecionadas. Foi montado um formulário através da plataforma Google Forms para a inscrição prévia; para a escolha dos dias e horários das oficinas e para avaliar o nível de conhecimento dos interessados sobre a técnica. Durante essa fase, houve 39 manifestações de interesse nas oficinas, demonstrando que ações desse tipo captam a atenção do público em geral da cidade. Quanto ao questionamento sobre o conhecimento da técnica, 38,5% afirmaram nunca tê-la conhecido, 30,8% afirmaram conhecê-la, mas nunca tê-la praticado, 17,9% afirmaram tê-la praticado poucas vezes e 2,6% afirmaram tê-la praticado com frequência e estar familiarizados com ela. As oficinas tiveram início no dia 29 de setembro com o total de 15 participantes no momento, um pouco além da quantidade esperada e do material preparado, porém, funcionando de forma tranquila e colaborativa. No decorrer dos encontros houve uma variação de 7 a 15 participantes, havendo assiduidade por parte dos alunos de Letras - Línguas Adicionais e dos participantes da comunidade externa à universidade. Quanto à técnica da aquarela e às práticas de desenho para urban sketching, foram apresentadas as características das tintas, os materiais necessários para a prática, os conceitos de diluição e consistência, a movimentação do pincel, a luz e a sombra, atividades de observação, o círculo cromático e a teoria das cores, a regra de composição, a perspectiva e o ponto de fuga. Quanto aos encontros ao ar livre, foram selecionados os seguintes locais de Bagé-RS: Praça Silveira Martins, conhecida como Praça do Coreto, Praça da Estação e Praça Carlos Telles, conhecida como Praça da Matriz por ser em frente à Igreja de São Sebastião. Antes da prática de pintura, a história do local era apresentada junto a fatos relacionados aos nomes das praças, causando certa curiosidade por parte de participantes residentes da cidade. Relatos como sempre passo aqui por frente e nunca soube disso e eu nasci aqui e não sabia da história desse prédio surgiram nesses encontros de forma natural, mostrando a importância da prática como valorização do patrimônio histórico local. Nesse processo foi possível perceber o avanço nas práticas artísticas dos participantes e a dedicação diante das atividades propostas, resultando em uma exposição de trabalhos na Galeria Itinerante do Centro de Criação Coletiva e Formação em Arte - Educação - Cultura (CCC FAEC) no hall de entrada do Campus Bagé. As pinturas foram divididas em cada uma das praças visitadas e, na lateral, havia uma breve descrição histórica do espaço representado, com um QR Code direcionando ao site da Secretaria de Turismo da cidade. Para avaliação das práticas da Residência Cultural, outro formulário foi idealizado contendo perguntas como: qualidade das aulas; qualidade dos materiais oferecidos; proposta apresentada; espaço de realização das aulas; qual foi o encontro favorito; qual foi a praça mais interessante e um espaço para que relatassem sobre a experiência. Dentro da área de relatos, três participantes enfatizaram a importância do ambiente oferecido ser seguro em relação a erros, havendo interações memoráveis entre os alunos, além da importância do ensino da técnica antes dos encontros ao ar livre. Acerca dos locais visitados, os alunos enfatizaram experiências positivas sobre a pintura no local e outros focaram no interesse pela história que conheceram. Sobre os relatos pessoais, uma das alunas trouxe sua experiência positiva sobre a produção artística sentindo que podia errar e que ainda sim estava bom, além de aprender mais sobre sua cidade, de saber o porquê de tal praça se chamar assim ou o que rodeava ela anos atrás. Assim, dentro da proposta apresentada à seleção para o edital, conclui-se que a iniciativa contribuiu para a disseminação da história local com ênfase no patrimônio histórico através de sua representação artística

    O Pampa Fantástico: a Campanha a Partir de Uma Revista Literária Fomentada Pelo Proarte

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    O presente trabalho tem como objetivo apresentar o processo de produção da revista O pampa fantástico: contos, poemas e ilustrações em sua primeira edição, lançada no ano de 2024 e sua segunda edição, ainda em desenvolvimento, intitulada O pampa ainda mais fantástico: estrada nova. A revista recebeu o fomento da Bolsa de Fomento à Criação Artística (PROARTE) 2024 e 2025. O propósito da revista parte de uma curiosidade para com as lendas e mitos da Região da Campanha, lendas essas que atualmente percebemos que existe uma baixa exploração e a perda da transmissão dessas lendas e mitos de forma oral, a partir disso pensamos em reescrever ou contar novas histórias que ainda não foram apresentadas. Quando pesquisamos sobre o registro dessas histórias, encontramos nos escritos de João Simões de Lopes Neto, Pedro Wayne e em escassos blogs que tratam do imaginário gaúcho, o que reforça nossa intenção de registrar e desenvolver os mitos, lendas e causos de nossa região. Assim, a produção da edição de 2024 da revista iniciou com a escrita de cinco textos, alguns escritos individualmente pelos membros do grupo e outros em conjunto. Os textos produzidos foram GreNal das Lendas: O Monstro da Panela do Candal e o Saci Pererê em que contamos sobre a amizade entre o Monstro da Panela do Candal, que faz parte do folclore da cidade de Bagé e foi registrado Pedro Wayne, e o Saci Pererê parte das lendas do país e mascote de um de time de futebol gaúcho, indo assistir um clássico do esporte gaúcho entre dois times gaúchos; Guedes Júnior e os cachorros universitários, que parte do imaginário de que os animais que fazem parte dos campi universitários são alunos que já jubilaram; Quero-quero: o mito do pássaro e do desejo, onde contamos uma nova versão do mito do Quero-quero, fugindo do religioso, em encontro aos desejos e vontades de uma personagem feminina; em Jonas: o menino lobisomem, narramos uma nova versão sobre os causos de lobisomens que vivem entre o imaginário gaúcho e por fim O que se passa na cabeça do Wayne em espírito? em que exploramos uma ficção sobre o autor Pedro Wayne, aqui como fantasma que habita a casa de cultura de Bagé com seu nome. Em seguida, com os textos escritos e revisados, passou-se para a etapa de ilustração, em que os contos foram ilustrados por uma das integrantes do grupo. Finalizada essa parte, a revista foi diagramada usando a plataforma Canva e publicada no site HeyZine, que hospeda revistas e zines. No momento da publicação, o título da revista foi alterado para O pampa fantástico: contos, lendas e ilustrações. Para o lançamento da revista, foi realizado um evento online na plataforma Google Meet no qual houveram nove participantes, alterando o planejamento inicial de organizar um evento de lançamento no Instituto Sócio-Educacional, Cultural e Econômico da Região Sul (IECE-RS), por conta da mudança de local da sede do Instituto e o pouco prazo restante para a busca de um novo local. No evento participaram alunos de diferentes cursos do campus Bagé da Unipampa. Posteriormente, foi impresso, por meios próprios, três edições físicas da revista, sendo que uma foi entregue para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unipampa (PROEC) e as demais ficaram com membros do grupo. Para a edição de 2025, está sendo desenvolvida uma metodologia similar, com a previsão de escrita de sete novos textos e a realização de um evento presencial na nova sede do IECE-RS. Entre os textos previstos para essa segunda edição, estão contos que exploram a lenda da Lagoa da Música, a figura do Bem-te-vi, o pancho enquanto uma marca gastronômica da cidade de Bagé, um retorno das lendas que participaram do texto do GreNal, entre outros. O processo da produção da revista se mostra diverso, inovador e múltiplo, na medida em que permite que os participantes do grupo explorem histórias que fazem parte de suas vivências e criem novas histórias que farão parte da continuidade do imaginário popular (como, por exemplo, o conto sobre Pedro Wayne, que é referenciado em textos escritos para a segunda edição). Além disso, a revista envolve uma série de tecnologias e habilidades diferentes, ao mobilizar ilustrações digitais e o uso de plataformas como o Canva e o Hey Zine. Isso não teria sido possível sem o fomento e o apoio do PROARTE e da PROEC, de modo que entendemos que esse tipo de ação é fundamental para garantir o desenvolvimento cultural, artístico e social da região. Ainda, no âmbito específico de nosso trabalho, corrobora para a manutenção, proteção e preservação de mitos, lendas, parlendas e causos da região da Campanha, abrindo também espaço para a criação de novas histórias

    Do Galpão a Sala de Aula: Diálogos Entre Tradição e Ciência

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    O presente trabalho discute a relação entre tradição e ciência a partir do contexto cultural, buscando compreender como práticas tradicionais podem dialogar com o ambiente acadêmico e contribuir para uma formação crítica, sustentável e culturalmente enraizada. A cultura, antes vista como distinta da ciência, vem sendo ressignificada como espaço de complementaridade. No Rio Grande do Sul, o patrimônio cultural material e imaterial, representado por ritos, danças, hábitos cotidianos, constitui um legado que fortalece a identidade regional e se revela como recurso pedagógico na universidade. Nesse sentido, o Movimento Tradicionalista Gaúcho, exerce papel fundamental na preservação e promoção das tradições, aproximando galpão e sala de aula. Assim, surge a questão norteadora: como a tradição gaúcha pode dialogar com a ciência, contribuindo para a formação cidadã e sustentável dos estudantes? Entre os pontos de interseção, destaca-se a educação ambiental, presente em práticas como o aproveitamento integral dos recursos, o respeito ao ciclo da natureza e a valorização de materiais reaproveitados, visíveis no artesanato, nas lidas campeiras. Outro exemplo é o chimarrão, que vai além de um hábito social, simbolizando coletividade, hospitalidade e vínculo com a natureza por estar diretamente ligado à erva-mate, recurso nativo da região. Ao ser incorporado em práticas pedagógicas, conecta identidade cultural e investigação científica, unindo áreas como Biologia e Engenharia Florestal. Contudo, muitos estudantes ainda vivenciam pouco de suas raízes culturais na universidade, o que pode gerar distanciamento entre conhecimento científico e vida social. O trabalho foi desenvolvido na Universidade Federal do Pampa, com metodologia qualitativa e interdisciplinar. Participaram cerca de 75 estudantes dos cursos de Engenharia Florestal e Ciências Biológicas. O formato privilegiou palestras dialogadas, com momentos de exposição, exemplos práticos e espaço para debates. A primeira atividade, Educação Ambiental e Cultura: Conectando Saberes na Engenharia Florestal(abril de 2025), promoveu reflexão sobre práticas tradicionalistas de sustentabilidade, como hortas comunitárias, artesanato reciclável e plantio de árvores nativas, relacionando-as ao manejo ambiental e à recuperação de áreas degradadas. A segunda, Chimarrão e Química: Uma Infusão de Tradição e Ciência(maio de 2025), analisou o chimarrão como recurso didático para explorar conceitos químicos, físico-químicos e biológicos, com destaque para compostos como cafeína e saponinas, além da influência dos materiais de cuias e bombas no processo de infusão. A fundamentação teórica dialogou com autores da Educação Ambiental, como Jacobi(2003) e Loureiro(2012), que defendem práticas educativas contextualizadas e críticas, e com estudos sobre cultura regional (Oliven, 2006; Savaris, 2017), que ressaltam a relevância da identidade cultural na formação social e acadêmica. Nesse sentido, as atividades mostraram que práticas tradicionais gaúchas já antecipam debates contemporâneos sobre sustentabilidade, valorizando o cuidar da terra e o fortalecimento.A erva-mate, além de símbolo social no chimarrão, possui relevância econômica e científica, sendo estudada quanto a bioativos e manejo sustentável. Ao chegar à universidade, torna-se elo entre tradição e ciência. O projeto mostrou-se eficaz ao valorizar a cultura como recurso pedagógico e fortalecer a interdisciplinaridade. O engajamento estudantil ficou evidente pela participação ativa e pelas reflexões compartilhadas. Muitos destacaram maior pertencimento, reconhecimento de suas raízes e compreensão do papel da universidade na preservação cultural. As práticas ambientais incentivaram a responsabilidade socioambiental, evidenciando que valores tradicionais já antecipam conceitos atuais de manejo, reflorestamento e restauração. O chimarrão, por sua vez, revelou-se recurso integrador para compreender processos químicos e biológicos sem perder sua dimensão cultural. Conclui-se que a união entre tradição e ciência não deve ser vista como contradição, mas como oportunidade de enriquecer a formação acadêmica. O projeto mostrou que o galpão e a sala de aula podem se complementar, estabelecendo um espaço de diálogo que fortalece tanto a identidade cultural quanto o conhecimento científico. A experiência reafirma que o ensino universitário pode ser mais significativo quando contextualizado em práticas locais, tornando-se ferramenta de conscientização sobre sustentabilidade, pertencimento e ética profissional

    Identidade, Afeto e Despedida: Um Olhar Pedagógico Sobre o Livro Betina

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    O presente trabalho tem como finalidade relatar uma experiência pedagógica desenvolvida com crianças do Pré-escolar, utilizando o livro Betina como recurso didático no âmbito do projeto Afroteca, vinculado ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). A proposta teve como objetivo central valorizar a cultura afro-brasileira, possibilitando que as crianças se reconhecessem e se identificassem com elementos presentes na narrativa, como o cabelo, a ancestralidade e os vínculos familiares. Nesse sentido, a literatura foi concebida não apenas como prática de leitura, mas como um instrumento de formação humana, de fortalecimento da identidade cultural e de enfrentamento às desigualdades históricas que ainda marcam a educação brasileira. O projeto Afroteca, realizado em toda a escola, buscou destacar a potência da literatura afro-brasileira no ambiente escolar e promover uma abordagem pedagógica comprometida com a diversidade. Ao integrar diferentes turmas e faixas etárias, a proposta favoreceu momentos coletivos de reflexão e de produção cultural, criando um espaço de diálogo no qual professores, bolsistas do PIBID e alunos puderam compartilhar experiências e ampliar sua compreensão sobre a pluralidade cultural existente no Brasil. Essa iniciativa também fortaleceu a prática docente, ao aproximar futuros professores de experiências reais em sala de aula, permitindo que o exercício da escuta sensível e da mediação pedagógica se tornasse parte essencial da formação inicial. A metodologia adotada envolveu a leitura compartilhada do livro, seguida de rodas de conversa sobre os aspectos culturais, simbólicos e afetivos presentes na obra, bem como de produções artísticas por meio de desenhos livres, nos quais os alunos expressaram suas percepções individuais sobre a história. O trabalho buscou instigar reflexões sobre a diversidade cultural, a valorização do corpo e da estética negra, além de fomentar o diálogo acerca de temas que, embora complexos, se mostraram significativos para as crianças, como a morte e o processo de despedida, apresentados sob a ótica das tradições afro-brasileiras. Os resultados evidenciaram que as crianças não apenas se interessaram por aspectos estéticos, como o cabelo da personagem, mas também demonstraram sensibilidade e envolvimento diante da abordagem da morte, um tema delicado e pouco explorado na Educação Infantil. A forma como o livro apresentou a despedida, na perspectiva da ancestralidade e da religiosidade afro-brasileira, despertou curiosidade, respeito e empatia, ampliando a compreensão das crianças sobre práticas culturais ligadas ao luto e à memória. Esse movimento mostrou que, mesmo em idades iniciais, é possível tratar de temas considerados tabus de maneira lúdica, respeitosa e culturalmente situada, contribuindo para o desenvolvimento emocional e social dos estudantes. Além disso, o trabalho evidenciou que a literatura infantil pode ser um recurso eficaz na promoção de uma educação antirracista e inclusiva. Ao estimular que as crianças se reconhecessem nos personagens e nos elementos da narrativa, foi possível fortalecer vínculos de pertencimento e autoestima, ao mesmo tempo em que se construíam oportunidades de diálogo sobre a importância da diversidade cultural no ambiente escolar. O projeto também possibilitou que os professores em formação desenvolvessem práticas pedagógicas críticas e reflexivas, capazes de transformar a sala de aula em um espaço de valorização das diferenças, da escuta e do respeito. Conclui-se que a experiência contribuiu de maneira significativa tanto para as crianças quanto para os futuros docentes. Para os alunos, constituiu um momento de aprendizagem, reconhecimento e empoderamento cultural; para os bolsistas e professores, foi uma oportunidade de vivenciar práticas educativas que articulam teoria e prática em prol da construção de uma escola mais inclusiva, democrática e atenta às questões sociais. O trabalho reafirma, portanto, a relevância da literatura infantil como ferramenta de inclusão, aprendizagem e humanização, bem como a necessidade de práticas pedagógicas comprometidas com a justiça social, a equidade e a valorização da pluralidade cultural que constitui a sociedade brasileira

    Ações Culturais e Inclusivas do Cigs na Unipampa: Aproximando Universidade e Comunidade

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    Durante a programação da Semana Acadêmica da Universidade Federal do Pampa - Campus Itaqui, realizada em junho, aconteceu no dia 12 a apresentação do Comitê Institucional de Gênero e Sexualidade (CIGS) para a comunidade acadêmica. O principal objetivo foi dar visibilidade às frentes de atuação do comitê, trazendo estudantes, servidores, técnicos e a comunidade externa dos debates à diversidade de gênero e sexualidade. O comitê trabalha na promoção de equidade, no combate á discriminação, no apoio social e cultural, além disso, na criação de espaços mais acolhedores dentro da universidade articulando-se tanto com iniciativas e outros grupos governamentais, quanto com não-governamentais, no município e na região, com o objetivo de ampliar as suas ações e articular fluxos de atendimento. A apresentação foi construída a partir da ideia de que a cultura não apenas envolve arte e tradição, mas também os modos como construímos nossos valores, experiências e relações sociais. Com isso, falar, tratar sobre gênero e sexualidade na comunidade em geral é também um ato cultural, que contribui para a formação de pessoas mais conscientes, empáticas e preparadas para viver em sociedade. A metodologia adotada para a apresentação do CIGS juntou diferentes estratégias de comunicação e interação, incluindo falas explicativas, exposição visual e diálogo direto com as pessoas presentes. Durante a apresentação, foram explicadas as principais frentes de atuação do comitê, como o apoio a estudantes LGBTPQIA+, mencionando sobre os direitos e o fortalecimento de parcerias com outros setores da universidade e com a comunidade externa. Também foi ressaltada a importância do comitê como agente de articulação entre ensino, pesquisa e extensão, sendo um local que fomenta a reflexão crítica e o compromisso social da universidade com as pautas contemporâneas dos direitos humanos. Um dos pontos de destaque foi a apresentação da parceria com a Sala Arco-Íris, um local criado pela Prefeitura de Itaqui para acolher e apoiar pessoas da comunidade LGBTPQIA+, fortalecendo o vínculo entre a universidade e a comunidade local. Também esteve presente o Centro de Referências de Assistência Social (CRAS), firmando o papel das políticas públicas no cuidado com a população. Para além, houve a exposição dos banners e pôsteres com trabalhos acadêmicos e ações produzidas pelos estudantes da universidade e apresentados no Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPE) que aborda temas como sexualidade, prevenção à violência e diversidade. Essa parceria entre universidade e comunidade fortalece o papel do CIGS como um espaço de cultura, resistência e transformação social. Essa troca de experiências proporcionou um momento de conversa, escuta e aprendizado coletivo. Ao abordar esses temas ditos difíceis ou polêmicos, o CIGS como política pública institucional contribui para tornar a universidade um espaço mais inclusivo, onde todas as pessoas se sintam valorizadas e respeitadas. As atividades expostas também reforçaram a importância de criar novas políticas dentro da universidade que garantam o respeito à diversidade e aos direitos humanos. Assim sendo, o comitê se conecta com espaços da cidade como a Sala Arco-Íris e o CRAS, mostra como a universidade pode e deve caminhar junto com a sociedade, auxiliando no desenvolvimento local e regional. Com tudo isso, a exposição do comitê demonstrou que discutir gênero e sexualidade dentro do ambiente acadêmico vai além do debate político, trata-se de valorizar as diferenças, promover o respeito e construir, juntos, uma cultura de paz, inclusão e dignidade. Essa ação cultural reforça o papel da universidade como um espaço de diálogo, transformação e construção de uma sociedade mais justa, diversa e democrática

    Letramento para a Inclusão: Experiências do Pibid em Uma Escola de Dom Pedrito - Rs

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    A escassez de profissionais na educação básica representa um dos grandes desafios contemporâneos no Brasil. Diante dessa realidade, a formação inicial de licenciandos ganha centralidade, pois é nesse momento que se delineiam os fundamentos teóricos, metodológicos e éticos que orientarão a prática docente. Nesse cenário, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) destaca-se como uma política voltada a aproximar universidade e escola, inserindo futuros professores em experiências orientadas e supervisionadas que articulam teoria e prática. No núcleo interdisciplinar dos cursos de Letras Português e Pedagogia, da Universidade Federal do Pampa, na modalidade a distância, esse movimento não é diferente: os alunos são inseridos no cotidiano escolar, atuando de forma colaborativa em projetos de intervenção, práticas de letramento e ações pedagógicas integradas. No polo Dom Pedrito, as atividades dos seis bolsistas são realizadas na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Arthur Villamil de Castro, que atende cerca de 200 estudantes nos turnos matutino e vespertino, além de algumas ações no contraturno escolar. A experiência aqui apresentada integra as ações do PIBID à necessidade de promover debates sobre inclusão e direitos humanos em âmbito escolar, alinhando-se ao tema da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla e à perspectiva de uma educação que valorize a diversidade e o respeito às diferenças. Entre os dias 21 e 28 de agosto de 2025, foram desenvolvidas diversas atividades voltadas à reflexão sobre inclusão e direitos humanos, com a participação de 17 estudantes do Ensino Fundamental II, organizados em turmas de 6.º e 7.º anos e mediados por duas bolsistas do programa. A programação iniciou-se com uma atividade disparadora, composta pela exibição do vídeo da campanha nacional promovida pela APAE e pela leitura de um texto informativo, seguida de uma roda de conversa em que os conceitos de inclusão, empatia e capacitismo foram apresentados e debatidos, oportunizando aos estudantes o diálogo sobre a temática. Na sequência, realizou-se a dinâmica da empatia, em que os alunos receberam situações-problema relacionadas à acessibilidade e às dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência, sendo convidados a refletir criticamente sobre suas possíveis atitudes diante desses contextos. Também foram propostas outras experiências, como o desafio da escrita com a mão não dominante, que buscou sensibilizar os participantes para as barreiras enfrentadas por pessoas com limitações motoras, e a atividade de comunicação através da sinalização, que possibilitou a vivência de diferentes formas de expressão não verbal. Além disso, os estudantes tiveram a oportunidade de aprender a datilologia do alfabeto e algumas saudações em LIBRAS, ampliando seus conhecimentos sobre a língua de sinais e fortalecendo a compreensão acerca da acessibilidade comunicacional. Como encerramento, foi proposta a construção do mural coletivo Mãos que acolhem. Nessa produção, cada aluno desenhou a própria mão e registrou palavras ou expressões que representassem inclusão, acolhimento e respeito. O mural, exposto no espaço de circulação da escola, tornou-se não apenas um produto visual da atividade, mas também um símbolo da aprendizagem construída coletivamente. Os resultados evidenciaram o interesse dos estudantes em dialogar sobre o tema, a disposição para refletir criticamente sobre suas atitudes e a capacidade de reconhecer a importância da empatia no convívio social. De modo geral, a experiência demonstrou que a inserção de práticas pedagógicas voltadas à inclusão e aos direitos humanos no ensino fundamental contribui para ampliar a compreensão dos alunos sobre diversidade e para estimular atitudes mais responsáveis e respeitosas. A participação ativa dos estudantes, associada ao uso de recursos multimodais (vídeo, debates, dinâmicas e produção coletiva), favoreceu a construção de um ambiente de aprendizagem participativo e reflexivo. Observou-se que, ainda que determinados conceitos fossem inicialmente desconhecidos, a ação oportunizou a construção de novos saberes e a valorização de práticas inclusivas. O conjunto das atividades reafirma o potencial do PIBID como espaço de formação docente e de intervenção no contexto escolar, aproximando universidade e educação básica em torno da promoção de uma escola inclusiva, equitativa e de qualidade, em consonância com os princípios dos direitos humanos e da justiça social

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