Publica-se Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Pampa
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Reação Químicas no Cotiano: Uma Abordagem Via Atividade Experimental Problematizada (eap) no Ambito do Pibid
O presente trabalho contempla um relato de experiência de uma Atividade Experimental Problematizada (AEP) sobre reações químicas desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) desenvolvido na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), no curso de Licenciatura da Área Básica de Ingresso (ABI) em Ciências da Natureza e Matemática. A AEP foi planejada e implementada em uma turma de 2° ano do Ensino Médio na modalidade integrada ao Curso Técnico de Agropecuária na Escola Técnica Agrícola Dr. Rubens da Rosa Guedes no município de Caçapava do Sul.
A escolha pela inserção da experimentação no Ensino de Química buscou aproximar os conhecimentos desenvolvidos na esfera teórica da prática experimental e relacionado ao cotidiano dos estudantes. Com isso, utilizou-se conceitos da fermentação, a partir do fermento químico e biológico, com produção de um fermento natural produzido com batata inglês, farinha e água.
A experimentação pode ser um caminho para tornar o aprendizado dos conceitos químicos mais dinâmico, concreto e significativo, despertando o interesse e a curiosidade dos estudantes. De acordo com Giordan (1999), em uma dimensão teórica, a observação natural sustentou na sua base empírica à metafísica no exercício de compreensão da natureza. Assim, é possível unir os elementos teóricos sobre as reações químicas com atividades práticas que os alunos já desenvolvem em suas componentes curriculares técnicas desenvolvidas no curso, como na produção de pães e bolos.
No mesmo sentido, a AEP é defendida como uma abordagem pedagógica que utiliza a experimentação de forma a promover a compreensão profunda dos conceitos científicos. Esta, envolve um processo investigativo e problematizado em torno da experimentação, e emerge de uma situação problema inicial, potencialmente desenvolvendo a criticidade, autonomia e aprendizagem significativa (Silva; Moura, 2018).
A abordagem metodológica apresenta caráter qualitativo, baseado em pesquisa bibliográfica e experimental. Foram consultados referenciais teóricos acerca das reações químicas e da fermentação natural, bem como realizadas atividades práticas que possibilitaram a observação dos fenômenos químicos.
O experimento consistiu na elaboração de um fermento natural a partir da mistura de farinha de trigo e água, mantida em repouso e alimentada diariamente durante duas semanas. Durante o processo, registraram-se as alterações como formação de bolhas, aumento de volume e odor característico, indicadores do início da fermentação. No Quadro 1, apresenta-se a organização e os elementos teóricos da AEP produzida e mediada.
No desenvolvimento do experimento, os estudantes foram dispostos em trios; cada grupo recebeu uma explicação e uma orientação sobre a atividade a ser realizada e os materiais que seriam manipulados na prática. No término da aula, solicitou-se que o grupo elaborasse um relatório descritivo dos processos envolvidos, como procedimento, materiais utilizados e transformações observadas durante a atividade, além de uma possível solução para o problema proposto no início do processo. O experimento suscitou uma avaliação positiva, pois aproximou os estudantes de situações do cotidiano já discutidas no Curso Técnico em Agropecuária e despertou a curiosidade científica deles, relacionando o aprendizado dos conceitos químicos a temas importantes relacionados com a alimentação consciente e a sustentabilidade dentro da realidade escolar. Sobre o problema proposto no início da realização do experimento, e que caracteriza a organização da AEP, observou-se que os estudantes, dentro dos seus grupos de trabalho, realizaram discussões a partir das observações advindas do experimento e conseguiram construir possíveis respostas para o problema de uma maneira investigativa e autônoma
Estações do ano e o universo de Naruto: Uma proposta lúdica no ensino de Ciências
Vários estudos têm explorado o uso de filmes, séries e animes como estratégia pedagógica para abordar conceitos científicos no ensino de Ciências. Essas produções muitas vezes fazem parte do repertório cultural dos estudantes, podendo trazer maior engajamento e motivação, principalmente quando conhecem ou se identificam com os personagens das obras trabalhadas. Em vista disso, este estudo teve por objetivo promover a compreensão das estações do ano por meio da utilização de personagens do anime Naruto como recurso lúdico de aprendizagem no 6º ano do Ensino Fundamental. A escolha de inserir o anime é justificada, pois percebeu-se que os alunos, principalmente os meninos, colecionavam cartas dos personagens para jogar bafo e comentavam com frequência sobre o anime. Já as estações do ano constituem um fenômeno amplamente reconhecido, mas que muitas vezes gera dúvidas entre os estudantes; além disso, o tema vai ao encontro do conteúdo que estava sendo desenvolvido em sala pelo professor regente sobre movimentos da Terra. A prática foi desenvolvida com 22 estudantes de duas turmas de 6º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Argeny de Oliveira Jardim, no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência PIBID Subprojeto Ciências da Natureza, da Universidade Federal do Pampa Campus Dom Pedrito/RS. Com duração de duas horas/aula, foi dividida em três momentos, sendo o primeiro a retomada do conteúdo por meio de slides construídos no aplicativo Canva. Os principais conceitos recapitulados foram os movimentos da Terra e seus efeitos, o eixo de inclinação e os hemisférios. Na sequência, os estudantes foram divididos em quatro grupos e receberam fichas sazonais com missões fixas atribuídas a cada um dos personagens (Naruto, Sasuke, Sakura e Kakashi), como, por exemplo: missão em um vilarejo muito quente, atravessar uma região com neve, treinar em uma área com flores desabrochando, dentre outras. Eles completaram informações sobre como o clima poderia afetar cada personagem, o tipo de vestuário indicado, as adaptações ao treinamento e os elementos da natureza correspondentes a cada estação. Por fim, cada grupo elegeu um representante para apresentar a estação identificada nas missões dos personagens, os quais expuseram as respostas aos demais colegas, discutindo as similaridades e diferenças. Durante a retomada dos conceitos, muitos estudantes estavam inquietos e foram se acalmando à medida que as pibidianas dialogavam sobre o assunto. A maioria já conhecia ou assistia Naruto, em especial os meninos, o que facilitou a explicação do que deveriam desenvolver na atividade. Na organização dos quatro grupos, um era formado somente por meninos, outro por meninas e dois por ambos os gêneros. De modo geral, os meninos apresentaram bastante dificuldade no trabalho em equipe e no consenso das respostas, ao contrário delas, que realizaram a tarefa rapidamente, mesmo algumas não tendo conhecimento sobre o anime. Ao circular entre os grupos, percebeu-se a ocorrência de debates entre os alunos para o estabelecimento de critérios na definição de verão, inverno, primavera e outono. Isso favoreceu a argumentação, pois dentro de um mesmo grupo havia percepções diferentes, e as fichas deveriam ser preenchidas de acordo com a descrição da missão à qual o ninja era designado. Na socialização, observou-se que identificaram corretamente a estação do ano mais propícia descrita em cada ficha sazonal. Apesar da diversidade de respostas, os estudantes escreveram exemplos coerentes com cada situação, como a menção a roupas mais grossas e luvas na missão da travessia na neve; uso de protetor solar, reposição de água, roupas claras e maior probabilidade de cansaço na missão no vilarejo quente, entre outros. Conclui-se que a atividade prática cumpriu o propósito de aproximar o conteúdo científico da realidade dos alunos, pois as fichas sazonais criadas pelas pibidianas com os personagens de Naruto privilegiaram os efeitos práticos de cada estação no cotidiano. Ainda assim, embora a mediação teórica tenha garantido a explicação dos fatores astronômicos que originam as estações do ano, em futuras ações as fichas dos personagens podem ser reformuladas para incluírem perguntas voltadas a esses aspectos
USO EXCESSIVO DAS TECNOLOGIAS E O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM EM ESCOLARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
A constante dificuldade de concentração e atenção entre os(as) estudantes, ocasionada pelo uso excessivo de tecnologias têm impactado diretamente o desempenho escolar discente, refletindo no processo de ensino-aprendizagem, bem como no envolvimento das(os) estudantes com as atividades escolares. Esse cenário tem contribuído para a queda do rendimento, além de comprometer a assimilação de conteúdos. Entre as consequências acadêmicas, destacam-se o baixo rendimento escolar, refletido em notas insatisfatórias e o desinteresse pelo aprendizado, fatores que comprometem o desenvolvimento acadêmico. Neste sentido, o presente estudo tem por objetivo refletir sobre os impactos do uso excessivo das tecnologias para o processo de ensino-aprendizagem entre escolares do ensino fundamental de uma escola pública de Uruguaiana/RS. Trata-se de um relato de experiência oriundo de uma roda de conversa realizada com estudantes do 6º ano em uma escola pública da rede municipal de ensino de Uruguaiana/RS. A atividade foi promovida por acadêmicas do Curso de Licenciatura em Ciências da Natureza em novembro de 2024. A roda de conversa contemplou os seguintes tópicos: uso das tecnologias digitais, dificuldade de atenção e concentração, consequências acadêmicas, estratégias de melhoria, o papel da tecnologia e a importância do sono. Após a breve explanação sobre os tópicos aplicou-se um jogo de cartas, elaborado exclusivamente para a atividade para incentivar a interação e promover a conscientização sobre o uso das tecnologias. As perguntas do jogo, todas relacionadas ao uso da tecnologia, eram respondidas pelos(as) estudantes e classificadas como vantagens ou desvantagens em um mural. Para tornar a atividade mais dinâmica, foram propostas pequenas brincadeiras como forma de descontração intercaladas em meio às perguntas. A roda de conversa e o material didático produzido alcançaram seus objetivos, promovendo reflexões sobre a importância da concentração e do uso responsável da tecnologia. Os(as) estudantes demonstraram engajamento e interesse durante a roda de conversa e o jogo de cartas, que estimulou a análise crítica, a interação e o desenvolvimento de habilidades de julgamento. Durante a discussão, muitos estudantes relataram experiências pessoais, destacando como o uso da internet impactava diretamente suas vidas. Uma aluna comentou sobre o hábito de se comparar com outras pessoas nas redes sociais, o que abriu espaço para uma reflexão coletiva sobre a influência do conteúdo consumido durante o acesso às redes sociais e a percepção da autoimagem e autoestima entre adolescentes. A partir disso, os(as) estudantes perceberam que o uso excessivo da internet pode gerar inseguranças em diferentes momentos do cotidiano, afetando a autoestima e autoimagem e até mesmo as relações interpessoais. Essa troca de experiências possibilitou maior conscientização sobre a necessidade de equilibrar o tempo online e buscar práticas mais saudáveis de convivência do uso da tecnologia. A sanção da Lei nº 15.100/2025, que dispõe sobre a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica (BRASIL, 2025, p. 1), fortaleceu o embasamento da atividade proposta. O Artigo 2º da lei determina que o uso desses dispositivos fica restrito às atividades pedagógicas e mediante autorização expressa do professor (BRASIL, 2025, p. 1), o que reforça as discussões realizadas no encontro. A experiência demonstrou que o uso excessivo de tecnologias pode comprometer a atenção e a concentração dos(as) estudantes, afetando diretamente seu desempenho escolar. A roda de conversa, aliada à atividade lúdica do jogo de cartas, mostrou-se eficaz para promover conscientização e estimular práticas mais saudáveis diante do uso da tecnologia. A aprovação da Lei nº 15.100/2025 torna ainda mais relevante o debate sobre o uso de dispositivos eletrônicos nas escolas, alinhando as práticas pedagógicas a uma regulamentação nacional e fortalecendo o papel da instituição escolar na formação de hábitos responsáveis
A escola como agente de transformação: um olhar sobre a realidade
Uma escola estadual de ensino médio, situada em um bairro periférico de Uruguaiana-RS, insere-se em um contexto marcado por desigualdades sociais, ambientais e econômicas que afetam diretamente a vida da comunidade escolar. A precariedade da infraestrutura urbana, a vulnerabilidade habitacional, a violência e a carência de serviços básicos influenciam o cotidiano dos estudantes, provocando evasão, desengajamento e distanciamento das famílias em relação à instituição. Essa realidade, caracterizada também pela ausência de espaços adequados para lazer e pela exposição constante a situações de vulnerabilidade social, reflete um quadro de desigualdade histórica que condiciona as oportunidades educacionais e de desenvolvimento integral dos jovens. Nesse cenário, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) em Educação Física buscou desenvolver ações pedagógicas que dialogassem com a realidade local, promovendo aprendizagens significativas, fortalecimento cultural e valorização do espaço escolar. Este trabalho, portanto, tem como objetivo relatar a experiência fundamentada na perspectiva freireana de que a leitura crítica da realidade antecede a linguagem corporal, orientando práticas educativas comprometidas com a transformação social. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, no qual se priorizou a observação participante, o registro sistemático das observações, diálogos e experiências em diários de campo e a escuta da comunidade escolar, envolvendo estudantes do Ensino Fundamental e Médio, professores e bolsistas do PIBID. Essa organização didático-metodológica envolveu: observação, planejamento participativo, desenvolvimento das ações e avaliação. O mapeamento inicial possibilitou identificar categorias emergentes como desigualdade social, invisibilidade cultural e ausência de políticas públicas que assegurem condições básicas de ensino. Ao mesmo tempo, revelou a importância do engajamento coletivo e da valorização do capital humano existente na escola, aspectos que se mostraram centrais para o planejamento e execução das atividades pedagógicas. Destacam-se jogos e brincadeiras da cultura corporal afro-brasileira e indígena, como Corrida de Tora, Arranca Mandioca e Gaviões e Passarinhos, fundamentadas nas perspectivas pedagógicas críticas da Educação Física. Tais propostas buscaram promover o respeito à diversidade cultural, estimular a participação e cooperação entre os estudantes e favorecer a formação cidadã crítica, conectando o aprendizado às experiências concretas dos participantes. As intervenções no espaço escolar incluíram manutenção e revitalização do campo, pinturas de jogos no pátio e a implementação do Recreio em Movimento, que levou brincadeiras e jogos para os intervalos escolares, transformando-os em fortalecimento de vínculos e engajamento coletivo. Essas práticas, ao aliarem ludicidade e intervenção no ambiente físico, favoreceram a autoestima, os vínculos sociais e o sentimento de pertencimento, além de ampliarem as possibilidades de aprendizagem significativa. Os resultados obtidos evidenciam que a escola, quando percebida como território de cultura, socialização e cidadania, amplia seu papel formal de ensino e se consolida como espaço de possibilidades transformadoras. A experiência também demonstrou que, apesar das limitações estruturais e das condições adversas do entorno, a instituição conta com potencial pedagógico, força comunitária e capital humano capazes de impulsionar inéditos viáveis. A articulação entre universidade e escola básica, proporcionada pelo PIBID, mostrou-se essencial para que futuros professores compreendessem a complexidade da docência em contextos vulneráveis e desenvolvessem práticas mais sensíveis, éticas e transformadoras. Essa experiência permitiu ainda refletir sobre a necessidade de políticas públicas que garantam infraestrutura adequada, manutenção dos espaços escolares e oferta de recursos pedagógicos e culturais, elementos indispensáveis para a qualidade da educação. Assim, constatou-se que a transformação da realidade escolar exige mais do que iniciativas pontuais: requer compromisso ético, engajamento coletivo e planejamento pedagógico contextualizado, em diálogo constante com a realidade concreta dos sujeitos envolvidos e, sobretudo, reivindicação de investimento e compromisso público da gestão com a manutenção dos espaços escolares e condições de trabalho aos professores da educação básica. Conclui-se que a escola, enquanto agente de transformação social, pode potencializar aprendizagens significativas quando a comunidade escolar atua de forma integrada, crítica e participativa. Essas experiências reafirmam que a valorização cultural, a coletividade e a manutenção/revitalização do espaço escolar constituem estratégias eficazes para fortalecer a identidade comunitária, reduzir desigualdades educacionais e consolidar a escola como território de aprendizagens, cidadania e inclusão
Pirâmide Alimentar Como Recurso Didático Pedagógico no Ensino de Ciências: Intervenção Pedagógica
A pirâmide alimentar é uma ferramenta gráfica que sistematiza os alimentos de acordo com seus nutrientes e funções, auxiliando na promoção da saúde e na prevenção de doenças relacionadas aos maus hábitos alimentares. O alimento é essencial, pois é dele que retiramos nutrientes necessários para o funcionamento do nosso organismo e energia para desenvolver tarefas diárias. Na pirâmide alimentar, a base é composta por cereais, pães, massas e tubérculos, que fornecem energia; em seguida estão as verduras, frutas e legumes, importantes fontes de vitaminas, minerais e fibras; logo acima aparece o leite, queijo, carne, ovos e leguminosas como fontes de proteínas, cálcio e ferro; e no topo destaca-se alimentos que devem ser consumidos em pequenas quantidades como gorduras, açúcares e doces. Nesse sentido, buscou-se construir uma pirâmide como recurso didático pedagógico para proporcionar aos alunos conhecimentos relevantes e significativos de como ter uma alimentação adequada. A intervenção pedagógica proposta foi aplicada por bolsistas do Núcleo Biologia do Programa Institucional de Bolsas Iniciação à Docência (PIBID), no município de São Gabriel - RS, na escola escola pública Carlota Vieira da Cunha em uma turma do 6º ano do ensino fundamental, a turma possui aproximadamente 24 alunos. Para a realização da prática pedagógica, foi proposta a construção de uma pirâmide alimentar, utilizando materiais recicláveis. A atividade teve como objetivo, além de reforçar os conhecimentos sobre a organização dos grupos alimentares, destacar a importância de uma dieta equilibrada e promover a conscientização sobre a reutilização de recursos e a sustentabilidade. Dessa forma, a elaboração da pirâmide alimentar com materiais reaproveitados buscou integrar o conteúdo científico à prática cidadã, que foi confeccionado juntamente com os alunos em sala de aula. O objetivo da intervenção foi investigar como os alimentos do dia a dia podem impactar a saúde e como os alunos estão se alimentando para promover uma vida equilibrada. A intervenção pedagógica foi organizada em três momentos, contemplando tópicos essenciais na compreensão e escolha de alimentos saudáveis. No primeiro momento, iniciou-se com aula expositiva dialogada acompanhada de slides ilustrativos referente a diversos tipos de alimentação e como contrapartida, foi abordado uma pergunta norteadora para dar início ao debate com os estudantes: Qual a melhor combinação de alimentos para uma refeição completa e saudável?. A cada tópico, foram apresentados alguns problemas de saúde, decorrentes do consumo exagerado de alimentos que estão presentes no topo da pirâmide, como gorduras, guloseimas e açúcares. Durante a exposição dos slides, os alunos foram instigados a refletir sobre como os alimentos consumidos sem restrições podem influenciar de forma negativa a qualidade de vida. No segundo momento, os alunos foram incentivados a relatar sobre a própria dieta, integrando os hábitos alimentares pessoais a compressão da pirâmide. No último momento, a atividade prática culminou na utilização de uma pirâmide alimentar, construída em papelão. Os alunos foram convidados a colar, em cada nível, embalagens de alimentos e figuras que trouxeram de casa, possibilitando relacionar os conteúdos discutidos nos slides com o modelo físico, incentivando a reutilização de resíduos recicláveis. Os resultados obtidos através da intervenção pedagógica, foram positivos contribuindo de forma satisfatória para o ensino-aprendizado dos alunos. Observa-se o quanto o modelo didático, como pirâmide alimentar, é eficaz para associar na vida de um estudante, pois contribui no equilíbrio em alimentos de pouca e muita energia, ajuda evitar doenças como diabetes, hipertensão, anemia e também a obesidade. Foi notável a dificuldade dos alunos em comer legumes e frutas, e o recurso manipulável contribuiu significativamente para a compreensão do assunto. O ensino em ciências voltado para a educação em saúde com os estudantes de séries finais, desperta interesse nos alunos em consumir alimentos saudáveis, como legumes, frutas e verduras. A pirâmide, quando construída em conjunto, tornou-se uma ferramenta importante para o ensino pedagógico
Etapas do Processo de Certificação de Sistema de Gestão das Normas Iso
A ISO, sigla para International Organization for Standardization, é uma organização internacional fundada em 1947, com sede em Genebra, Suíça, dedicada à padronização de normas técnicas em escala global. A sigla ISO vem do grego isos, que significa igual, refletindo o propósito de criar padrões universais. No Brasil, a ISO é representada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), responsável por traduzir e adaptar essas normas ao contexto nacional.
A ISO já publicou mais de 24 mil normas técnicas internacionais, abrangendo praticamente todos os setores da economia. Essas normas são desenvolvidas por especialistas de diversos países e visam padronizar processos, garantir qualidade, segurança e promover a sustentabilidade. Entre as normas mais conhecidas e amplamente aplicadas no mundo estão: ISO 9001, voltada para sistemas de gestão da qualidade; ISO 14001, para gestão ambiental; ISO 45001, que trata da saúde e segurança ocupacional.
A ISO é responsável por desenvolver e publicar normas técnicas internacionais, mas ela não realiza auditorias nem certificações, esse papel cabe a organismos certificadores independentes, que são empresas especializadas em avaliar se uma organização está em conformidade com determinada norma ISO.
No Brasil, os organismos certificadores independentes mais conhecidos são entidades acreditadas pelo Inmetro, por meio da Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre), que garante a credibilidade e imparcialidade das auditorias. Entre os principais nomes estão a Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV), a BVQI do Brasil, a TÜV Rheinland do Brasil, a Bureau Veritas, a BSI Brasil e a própria ABNT Certificadora, braço da Associação Brasileira de Normas Técnicas.
O presente estudo tem como objetivo apresentar o processo de Certificação de Sistemas de Gestão, para tanto, fez-se uso de uma pesquisa bibliográfica realizada em artigos, manuais e websites. Verificou-se que o processo de Certificação de Sistemas de Gestão trata-se de uma avaliação formal que possui diferentes etapas conduzidas por um organismo certificador independente.
A primeira etapa se constitui na Análise de Candidatura onde a organização candidata realiza uma série de atividades preparatórias e formais para apresentar sua intenção de obter a certificação. Isso inclui o envio de documentos básicos como o escopo do sistema de gestão, número de colaboradores, unidades envolvidas, e informações sobre processos e produtos. É necessário indicar qual norma deseja certificar, além de demonstrar que já implementou os requisitos mínimos exigidos pela norma. O organismo certificador, por sua vez, avalia esses dados para verificar a viabilidade da certificação, definir o tempo necessário de auditoria e montar a equipe auditora adequada.
Na etapa de Auditoria de Concessão 1ª Fase, as organizações candidatas à certificação passam por uma análise preliminar conduzida pelo organismo certificador, com foco na avaliação documental e na preparação do sistema de gestão. Nessa fase, são verificadas evidências como o manual da qualidade (não obrigatório), políticas, objetivos, procedimentos internos e registros que comprovem a implementação dos requisitos. A auditoria também avalia se a organização realizou a auditoria interna e a análise crítica pela direção, elementos obrigatórios para avançar à segunda fase.
Na etapa de Auditoria de Concessão 2ª Fase, a organização candidata à certificação passa por uma avaliação presencial e detalhada conduzida pela equipe auditora do organismo certificador. Nessa fase, os auditores visitam as instalações da empresa para verificar, na prática, se os processos estão sendo executados conforme os requisitos: são realizadas entrevistas com colaboradores, observações diretas das atividades operacionais, análise de registros e evidências de conformidade, além da verificação da eficácia do sistema de gestão implantado. Caso não sejam identificadas não conformidades graves, a empresa estará apta a receber a certificação.
Na etapa de Auditoria de Acompanhamento, as organizações certificadas passam por avaliações periódicas realizadas pelo organismo certificador para verificar se continuam cumprindo os requisitos da norma ISO adotada. Essa auditoria ocorre geralmente uma vez por ano durante o ciclo de validade do certificado (normalmente três anos) e tem como objetivo garantir que o sistema de gestão esteja sendo mantido, atualizado e eficaz.
Quando uma organização obtém o certificado ISO, ela pode divulgar sua conformidade com a norma por meio de declarações institucionais como Empresa certificada conforme ISO 9001, utilizar o logotipo do organismo certificador (como SGS, Bureau Veritas ou ABNT Certificadora), e aplicar selos de conformidade autorizados em materiais promocionais. Essa certificação não apenas reforça a credibilidade da organização no mercado, mas também comprova que seus processos seguem padrões internacionais de qualidade, segurança ou sustentabilidade
Vozes Silenciadas: A Violência Contra a Mulher Como Temática de Uma Sequência Didática no Pibid
O presente trabalho busca refletir sobre a aplicação de uma sequência didática
realizada por bolsistas de iniciação à docência do Programa Institucional de Bolsa
de Iniciação à Docência (PIBID) Letras - Português, em turma de 3ª série do Ensino
Médio da Escola Estadual de Ensino Médio Silveira Martins, de Bagé/RS. As
atividades previstas na sequência didática abordaram o gênero discursivo notícia e o
tema Violência contra a mulher, assunto recorrente na sociedade e de grande
significado. O tema foi escolhido referente ao mês de agosto lilás, que visa
conscientizar a população sobre a violência contra a mulher, e propor prevenções
que se destacam na Lei Maria da Penha. Como aponta Maria da Penha, a vida
recomeça quando a violência acaba. Por meio deste trabalho buscam-se os
seguintes objetivos: reconhecer o gênero discursivo notícia; identificar a estrutura do
gênero; compreender o papel social do gênero notícia; localizar os diferentes meios
de circulação de uma notícia; realizar a leitura de notícias sobre casos de violência
contra a mulher no Brasil; refletir sobre o papel da mulher na sociedade e sobre
como seus direitos devem ser assegurados; sensibilizar os alunos sobre o assunto
da violência contra a mulher; e desenvolver a formação crítica e a empatia. A
sequência didática contou com 6 h/a, respectivamente, 2h/a em três semanas
consecutivas. Nessas atividades de regência desenvolvidas pelas bolsistas,
referente ao gênero notícia, serão proporcionados momentos significativos e
reflexivos sobre como ocorre a violência contra a mulher e sobre quais atitudes
devem ser tomadas nesses casos. Por meio de tais atividades, propomos aos jovens
o fortalecimento dessa rede de cuidado e apoio às mulheres que são vítimas da
violência. Situações de investigação, análise, debate e intercomunicação estarão
presentes no processo de aprendizagem, bem como práticas de combate à
violência. Serão executados trabalhos de análise comparativa qualitativa das
produções realizadas por alunos, bem como a participação de palestrantes
especializados, que buscam transmitir informações, dados e provocar reflexões
sobre o assunto. Os jovens, além de analisar o gênero do discurso e identificar suas características, irão produzir um fanzine, através de notícias trabalhadas durante o
tempo estipulado. Neste âmbito, é estimulada a criatividade e a livre expressão para
a representação de uma notícia, fazendo uso de seus conhecimentos prévios. Tais
trabalhos serão expostos na Mostra Científica, que ocorrerá na escola, com a
finalidade de provocar a conscientização da comunidade escolar, quando será
possível realizar a discussão de temas, sinalização de ideias, abordagens críticas e
exibição de cartazes. Ao final, espera-se que os estudantes interajam ativamente na
realização das atividades, desenvolvendo senso crítico e a conscientização na luta
contra a violência. Nesse âmbito, revela-se fundamental a importância de promover
o reconhecimento e a valorização da luta e a participação dos jovens como atuantes
ativos nas causas sociais. Além de contribuir para a formação cidadã dos
estudantes, busca-se incentivar o respeito aos direitos humanos, a equidade de
gênero e o fortalecimento do papel escolar como espaço de diálogo, reflexão e
transformação social. Por fim, a sequência didática reafirma o compromisso dos
pibidianos(as) com os estudantes, propondo situações de reflexão sobre abordagens
presentes na sociedade, que impulsionam a atuarem criticamente, através de
decisões assertivas
Produtos Educacionais nas Aulas de Língua Espanhola: Experiência Desenvolvida Pelo Pibid Letras/unipampa em Jaguarão/rs
Este trabalho faz parte das atividades práticas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID-UNIPAMPA), Projeto Interdisciplinar Letras, vinculado ao câmpus Jaguarão. Como objetivo proposto, vislumbra-se apresentar os produtos educacionais desenvolvidos para a aprendizagem de Língua Espanhola, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Pagliani, com as turmas de 6º a 9º ano do ensino fundamental, no município de Jaguarão, Rio Grande do Sul. Inicialmente, foram aplicados e analisados dois instrumentos para detectar tanto o perfil quanto o retrato linguístico de cada estudante, representado por meio de cores em uma silhueta corporal. Nessa atividade, os estudantes pintaram as partes do corpo em que associavam a música, as línguas, os jogos e a tecnologia. A partir dessa atividade inicial, e em diálogo com o programa escolar, foram pensadas e desenvolvidas todas as atividades propostas, ao longo do primeiro semestre de 2025, em cada turma. Com isso, partindo da premissa de suprir a demanda por materiais didáticos de língua espanhola, os bolsistas produziram, em suas turmas, jogos educacionais voltados para a educação linguística em língua espanhola, tais como: livros de receitas dos países hispânicos, jogos educativos de tabuleiro que contemplam o patrimônio cultural da cidade de Jaguarão e dos países hispanohablantes. Como recurso didático em sala de aula, foram elaborados slides que contribuíram significativamente para o desenvolvimento dos conteúdos que constam no programa escolar correspondente a cada bimestre. Além disso, utilizou-se a lousa digital para que os estudantes pudessem assistir a vídeos que abordavam conteúdos culturais e práticas de pronúncia, contribuindo para o desenvolvimento do repertório cultural e linguístico, tornando as aulas mais dinâmicas e interativas. Todas essas práticas, estavam inseridas de forma contextualizada nos temas que deveriam ser contemplados. Os tópicos abordados nas aulas foram os seguintes: (a) comidas típicas dos países hispanohablantes; (b) Festividades e comidas típicas em datas especiais de países hispanohablantes; (c) pontos turísticos da cidade incluindo o patrimônio cultural de Jaguarão, e de sua fronteira; (d) Vocabulário sobre alimentos e bebidas; (e) expressões e termos utilizados em restaurante (f) Estruturas gramaticais. Para a elaboração e aplicação dos jogos, foram utilizadas metodologias ativas como: a sala de aula invertida. Os resultados indicaram um aumento significativamente no envolvimento e interesse dos estudantes nas aulas de espanhol, uma vez que os jogos desenvolvidos durante o projeto tornaram-se ferramentas úteis e funcionais para o processo de ensino e aprendizagem. Observou-se que, durante as aplicações das atividades na escola, os estudantes demostraram maior interesse em participar das aulas, buscando utilizar o idioma com mais frequência e apresentaram maior motivação para aprender sobre o espaço fronteiriço em que vivem, assim como sobre a cidade uruguaia Rio Branco. O desenvolvimento de jogos vem sendo cada vez explorado na educação, permitindo atividades mais diversificadas, interativas, contextualizadas e significativas, ao mesmo tempo que valoriza a identidade local e a experiência fronteiriça dos estudante. Desse modo, a experiência adquirida no contexto do PIBID evidencia a relevância de incorporar metodologias ativas e recursos lúdicos ao processo de ensino e aprendizagem do espanhol, tornando as aulas mais interativas, envolventes e alinhadas com a realidade dos estudantes. Além de enriquecer o repertório cultural e linguístico, o projeto reforça a valorização da identidade local e da experiência fronteiriça, demonstrando que o ensino de línguas ganha sentido quando dialoga diretamente com o cotidiano e os interesses dos estudantes. O projeto ressalta a importância da inserção de jogos nas aulas de língua estrageira a fim de potencializar o aprendizado ativo, promover a participação dos estudantes e incorporar nas aulas o lúdico favorecendo o ensino e aprendizagem de forma significativa
Conectando Tecnologia e Meio Ambiente: Robótica Educacional para o Estudo do Aquífero Guarani na Eja
O presente resumo apresenta uma prática educacional realizada em uma escola pública da cidade de Uruguaiana-RS no contexto de educação para jovens e adultos que é ofertada pela escola no período noturno. A educação para jovens e adultos é ofertada para estudantes que não tiveram acesso a educação no período correto (adultos e idosos) e jovens que estão com defasagem na correspondência de idade/série ou que já estão inseridos no mercado de trabalho e têm a opção do período noturno para concluir seus estudos.Considerando essas especificidades, a educação na EJA deve ser adaptada para a realidade de seu público, buscando sempre temas atuais e contextualizados. O trabalho foi desenvolvido em 5 turmas, com alunos na faixa etária de 15 a 69 anos. A robótica educacional emerge como uma ferramenta pedagógica promissora para abordar desafios específicos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), promovendo a contextualização de conteúdos e o desenvolvimento de competências digitais.A prática teve como objetivo o uso da tecnologia, especificamente da robótica educacional, como forma de culminar e experienciar conteúdos abordados tendo como temática norteadora o aquífero Guarani. Atualmente, a presença de tecnologias na vida dos estudantes justifica sua incorporação no processo de ensino-aprendizagem, conforme as diretrizes da BNCC . A escola por estar inserida em uma comunidade que apresenta fragilidades sociais também traz a inserção de tecnologias como ferramenta de inclusão digital. Conhecer os recursos naturais do nosso planeta, sua importância e dimensões é relevante e está diretamente ligado com a preservação dos mesmos. Inicialmente foram feitos questionamentos para saber os conhecimentos prévios dos alunos sobre o tema, essa observação inicial revelou uma lacuna significativa visto que a maioria desconhecia a existência de aquíferos, logo depois foram trabalhados conceitos referentes a aquíferos de forma mais ampla como áreas de recarga e distribuição. Aproximar o assunto do contexto dos estudantes está diretamente ligado a construção do conhecimento de forma efetiva, então foram apresentados as informações do aquífero Guarani, sua história, localização ressaltando sempre a sua importância enquanto recurso hídrico transfronteiriço. A escola conta com uma sala de robótica educacional equipada com Kit Spike Prime da Lego, onde os alunos realizam montagens de protótipos e programações utilizando a linguagem Scratch. Como culminância desse trabalho foram trazidas situações problema envolvendo a temática Aquífero Guarani, para que os alunos pudessem ler, interpretar e executar missões buscando as soluções através de um robô programado em software próprio. As situações tiveram por objetivo envolver os estudantes na problemática e executar as missões que consistiam em simular a identificação de áreas de recarga e a distribuição do aquífero e o monitoramento da pureza da água do aquífero, identificando e "coletando" contaminantes. As missões foram propostas em mesa própria para robótica e os obstáculos e outros materiais foram criados utilizando peças do próprio kit. A abordagem interdisciplinar é uma maneira efetiva de fazer com que os estudantes se envolvam com a temática e compreendam mais facilmente conceitos complexos. Nessa proposta foram abordados conceitos de história, geografia, matemática e ciências da natureza, e como forma de materializar o conhecimento foram feitas as intervenções práticas nas aulas de robótica educacional que garantem a possibilidade de transversalidade fazendo com que habilidades como motricidade ampla e fina, raciocínio lógico matemático, interpretação de texto busca de soluções estratégicas, tomada de decisões, entre outras, possam ser desenvolvidas enquanto se contextualiza uma temática e se percebe a importância da preservação ambiental ser abordada como uma responsabilidade individual e coletiva,permitindo que os estudantes se reconheçam como agentes ativos na preservação dos recursos naturais.
Palavras chave: Inovação, Interdisciplinaridade, Educaçã
Da Escala Nano Ao Toque: Ensino de Nanomateriais com Recursos Táteis em Impressão 3d
A carência de recursos pedagógicos acessíveis compromete a participação de estudantes com deficiência visual em áreas que exigem habilidades específicas de interpretação espacial e visual, como é o caso do estudo dos nanomateriais, cuja compreensão depende fortemente de modelos gráficos e tridimensionais para representar suas estruturas em escala atômica. Essa lacuna ainda persiste, mesmo diante de iniciativas que defendem práticas pedagógicas mais inclusivas no ensino de ciências. Este trabalho apresenta uma solução metodológica desenvolvida em uma ação de parceria entre os Programas de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPCEM) e Pós- graduação em Ensino (PPGEC) da Universidade Federal do Pampa Campus Bagé, baseada na criação de planilhas táteis tridimensionais, elaboradas por meio de impressão 3D, com o objetivo de tornar o conteúdo mais acessível, sensorial e inclusivo. O objetivo principal desta proposta é possibilitar a acessibilidade no ambiente educacional por meio da criação de, no mínimo, cinco (5) modelos originais de planilhas táteis tridimensionais, produzidas com o auxílio da modelagem e prototipagem 3D, ao longo de um período de seis (6) meses. Além disso, pretende-se verificar a aplicabilidade pedagógica desses materiais por meio da realização de, pelo menos, duas (2) oficinas de validação por meio de um teste piloto, de modo a garantir sua eficácia, promover a inclusão e potencializar seu processo de ensino aprendizagem no ambiente escolar. O material didático encontra-se em fase final de desenvolvimento e foi elaborado para representar propriedades estruturais e superfícies de materiais, permitindo que estudantes com baixa visão e cegos explorem essas representações por meio do tato. O processo de modelagem seguiu critérios voltados à acessibilidade sensorial, como: contraste de relevo, padronização de texturas e escalonamento proporcional. A aplicação foi conduzida em ambiente acadêmico, durante atividades de ensino voltadas ao estudo de nanomateriais, envolvendo estudantes com e sem deficiência visual. A adoção dessa abordagem irá gerar impactos positivos na assimilação de conceitos abstratos, bem como deverá despertar um maior envolvimento dos estudantes nas discussões e favorecendo a construção autônoma do conhecimento. Além disso, a percepção tátil das estruturas permitirá ampliar o entendimento de características morfológicas e funcionais que, até então, são de difícil acesso por métodos convencionais. O material didático é composto de quatro peças prismáticas que permitem o encaixe de estruturas como: as nanoparticulas, os nanotubos, as nanofolhas e as nanoestruturas. Além disso, na face superior de cada peça contém uma legenda tátil para que o estudante possa ler o nome do material em braile e também em alto relevo. Vale destacar que o aluno poderá fazer uso da estrutura de modo individual e quando necessitar da legenda ele poderá encaixar na estrutura prismática