Publica-se Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Pampa
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    O G.e.e.m.a na Formação de Professores: a Ambientalização Curricular Como Oportunidade de Sensibilização e Pertencimento

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    O Grupo de Estudos e Extensão Movimento e Ambiente é um grupo que propõe uma abordagem interdisciplinar, combinando ensino, pesquisa e extensão, com o foco principal nos aspectos socioambientais. Por meio das experiências oferecidas, o GEEMA dá aos graduandos uma oportunidade de sensibilização ambiental e de pertencimento socioambiental, aspectos esses que são fundamentais para a formação dos educadores nos dias atuais. Além desses aspectos, o grupo possibilita os estudantes da Licenciatura em Educação Física a compreender o papel desta disciplina além de sua dimensão física, integrando o corpo, cultura e ambiente. Este relato tem como base a minha experiência no GEEMA desde o início de minha graduação e destacar a sua importância na formação da identidade docente que se compromete com a responsabilidade ambiental e a formação de cidadãos. A formação dos professores nos dias atuais exigem que os mesmos não foque somente em suas perspectivas de formação acadêmica, mas também nas novas perspectivas que incluem a relação entre sociedade, ambiente e educação. Através desse viés, a ambientalização curricular vem como um meio com capacidade de ampliar o entendimento do processo educativo, integrando no âmbito escolar os aspectos sociais, culturais e ambientais. O Grupo de Estudos e Extensão em Movimento e Ambiente ( GEEMA), da Universidade Federal do Pampa ( Unipampa) - Campus Uruguaiana, surge como um espaço onde é ofertado aos discentes tais discussões e experiências. A minha inserção no grupo mostrou-se um meio determinante para uma construção de consciência crítica e sensível no que se refere à dimensão ambiental do processo educativo. O objetivo deste artigo é refletir sobre o papel do grupo na formação de professores/as em Educação Física, analisando como a ambientalização curricular cria uma oportunidade de sensibilização e pertencimento.O trabalho é caracterizado como um relato de experiência, baseado na vivência enquanto membro do GEEMA. Foram considerados para o mesmo, atividades vivenciadas pelo grupo, como saídas de campo, discussões, produções acadêmicas, eventos. Das experiências vivenciadas, destaco a Caminhada até a Unipampa, ofertada para os discentes no início do semestre como uma forma de acolhida aos calouros. Foram percorridos o total de 5km, onde o ponto de saída foi o 8º Batalhão do Exército até a Universidade. Nessa caminhada, conseguimos observar a transformação do homem no meio ambiente natural, ambientes que antes eram intocados pelo homem, estavam repletos de casa. Logo, o ambiente que era para ser um local de paz e tranquilidade começa a se tornar agitado devido a entrada do ser humano agitado. O impacto causado por esta caminhada não foi apenas físico, mas também mental, pois podemos nos desconectar com o mundo urbano e sentir o ambiente natural, gerando um sentimento de busca pela preservação do mesmo e de sua história como um gesto de agradecimento. Dentre as caminhadas, outra que destaco é a Trilha do Cacaréu, onde o professor levou os alunos para conhecer este ambiente tão falado por ele em suas aulas, tornando esta trilha uma das mais aguardadas do semestre. Nesta caminhada, foi possível observar a poluição provocada pelo ser humano no Cacaréu, algo que gera um grande impacto no nosso ambiente. Como futuros profissionais da educação, essas experiências evidenciam como é nosso dever mostrar a realidade ambiental aos nossos estudantes e incentivá-los a reverter este cenário, pois o futuro do meio ambiente também depende do cuidado e atitude deles mesmos. A experiência no GEEMA representa um marco em minha trajetória acadêmica, possibilitando um processo formativo que integra ambiente, corpo e sociedade. O grupo mostra-se fundamental no processo de formação da identidade docente, ao oferecer vivências que integram a teoria e a prática e sensibilizam sobre a relevância da dimensão ambiental no âmbito educativo. Conclui-se que o GEEMA conta com um papel de extrema importância na formação de professores/as, fortalecendo assim o compromisso dos mesmo com a sustentabilidade, a cidadania e a educação como um agente transformador da sociedade

    Oficinas de Preparo de Alimentos para Crianças e Adolescentes com Tea

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    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba uma série de alterações neurológicas que podem afetar as interações sociais e o comportamento da criança e do adolescente. Uma das alterações mais comum envolve os hábitos alimentares, como a seletividade alimentar que pode causar um desinteresse ou recusa por determinados alimentos, fazendo com que o momento das refeições se torne muitas vezes algo traumático para a criança. A seletividade alimentar pode ser atribuída a algumas características dos alimentos como a textura, sabor, cor e temperatura. A partir dessa particularidade do TEA foi criado o projeto de extensão Oficinas de preparo de alimentos para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista, visando desenvolver oficinas práticas de manipulação e preparo de alimentos. A finalidade é proporcionar um contato mais leve e dinâmico entre as crianças e os diferentes tipos de alimentos, além de servir como um estimulador do desenvolvimento cognitivo, autonomia, coordenação motora e independência das crianças frente a organização e preparo dos alimentos. Com isso, o objetivo desse trabalho é relatar as experiências vivenciadas durante a realização de duas, dentre as oito oficinas previstas no cronograma do projeto. As oficinas foram realizadas durante o semestre letivo de 2025/01, mais especificamente nos meses de abril e maio, sempre no último sábado de cada mês. Eram ministradas por uma equipe de discentes e docentes do curso de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UNIPAMPA, sendo uma das discentes bolsistas do Programa de Fomento à Extensão (PROFEXT 2025). O público alvo foram crianças e adolescentes com TEA frequentadoras do grupo de pais Anjo Azul, uma instituição voltada ao acolhimento e atendimento das mesmas na cidade de Itaqui/RS. A primeira oficina teve como atividade o preparo de bombons e ovos de páscoa, havendo a participação de dez crianças com idades de sete a onze anos. A segunda abordou a elaboração de biscoitos de maisena e contou com a presença de oito crianças, com faixa etária entre cinco e dez anos. Os participantes tiveram contato direto com o manuseio dos ingredientes e a modelagem dos produtos. Ao final de cada atividade recebiam uma ficha de avaliação para que assinalassem o nível de satisfação em relação ao trabalho desenvolvido . As perguntas apresentadas na ficha eram: o que você achou da atividade? e o que você achou das pessoas que organizaram a atividade?. As opções de resposta para as duas perguntas eram: gostei e não gostei, as quais também eram representadas por carinhas felizes e tristes, respectivamente. A partir da contabilização dos resultados das avaliações, foi possível observar que 100% das crianças gostaram das atividades e da equipe responsável pela organização, manifestando prazer e descontração durante o desenvolvimento das mesmas. Os resultados positivos mostraram que os objetivos do projeto foram alcançados, uma vez que as ações propostas permitiram um contato mais leve e dinâmico das crianças com os alimentos. O manuseio dos ingredientes de cada receita de forma livre e no tempo de cada um permitiu que os estímulos sensoriais, a atenção e as habilidades motoras fossem trabalhadas de forma positiva e independente, aumentado a probabilidade de uma aceitação ao provar o alimento pronto. Declarações dos familiares das crianças após cada oficina reforçaram os pontos positivos das atividades, a exemplo de crianças que não consumiam biscoitos de maisena e passaram a consumi-los. Ao fim conclui-se que a realização de atividades semelhantes às propostas nesse projeto é importante, pois ajuda no desenvolvimento social e cognitivo de crianças e adolescentes com TEA. Estimula o contato com os alimentos desde cedo e desperta o interesse pelos mesmos, pode amenizar os efeitos negativos ocasionados pela sensibilidade sensorial e proporcionar aos indivíduos com TEA maior independência frente às suas necessidades

    Divulgação Científica e Sensibilização Social Sobre Animais Peçonhentos em São Gabriel, Rio Grande do Sul

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    A divulgação científica é essencial para reduzir o medo exagerado e, ao mesmo tempo, reforçar a importância ecológica desses animais, muitas vezes vistos apenas como uma ameaça. O projeto de extensão Prevenção de Acidentes por Animais Peçonhentos, desenvolvido pelo Laboratório de Estudos em Biodiversidade Pampeana (LEBIP), da UNIPAMPA Campus São Gabriel teve como objetivo aproximar a comunidade do conhecimento científico sobre animais de importância médica, promovendo a sensibilização e a ressignificação de mitos frequentemente associados a esses organismos. No segundo semestre de 2024 e primeiro semestre de 2025, alunos de Ensino Fundamental e Médio participaram de visitas ao laboratório, em parceria com o projeto Trilha Interpretativa Campus Verde do Laboratório GIDANE (Grupo Interdisciplinar de Desenvolvimento Ambiental), bem como em ações de extensão na Feira de Profissões promovida pela UNIPAMPA São Gabriel. Os estudantes foram convidados a conhecer de perto espécies fixadas e vivas de aranhas, escorpiões e serpentes, observando suas características e hábitos. Entre as aranhas, destacaram-se a aranha-marrom (Loxosceles gaucho), armadeira (Phoneutria nigriventer) e viúva-negra (Latrodectus mirabilis e Latrodectus geometricus), todas de importância médica por estarem envolvidas em acidentes que podem necessitar de atendimento especializado. No grupo dos escorpiões, foi apresentada a espécie Tityus uruguayensis com distribuição no sul do Brasil, Uruguai e Argentina. Já entre as serpentes, estiveram presentes representantes dos gêneros Bothrops (jararaca e cruzeira) e Micrurus (corais-verdadeiras), responsáveis por grande parte dos acidentes ofídicos registrados anualmente no país e cuja correta identificação é fundamental para orientar o tratamento médico adequado. Além das espécies de interesse médico, também foram apresentadas espécies inofensivas, como as serpentes Dipsas ventrimaculata (dormideira), Oxyrhopus rhombifer (falsa coral), caranguejeiras, aranhas da família Lycosidae (aranha-de-jardim) e o escorpião Bothriurus bonariensis. Essa diferenciação entre as espécies de interesse médico e as sem gravidade foi fundamental para que os estudantes aprendessem a distinguir diferenças morfológicas e comportamentais, reduzindo medos infundados, desfazendo estigmas e reforçando a importância da preservação de animais que, embora inofensivos, são frequentemente mortos por falta de conhecimento. Ao vivenciar o contato com os animais, os alunos foram incentivados a desenvolver pensamento crítico, maior segurança na identificação de espécies e maior respeito à biodiversidade local, reconhecendo o papel essencial desses animais nos ecossistemas. A exposição na Feira de Profissões ampliou o alcance do projeto para um público diversificado, incluindo crianças, jovens, adultos e idosos. Neste espaço, o projeto despertou grande interesse e envolvimento, favorecendo a integração social e o diálogo entre diferentes gerações. A oportunidade de contato direto com os animais chamou a atenção dos visitantes, estimulando perguntas, comentários e reflexões sobre acidentes, primeiros socorros, conservação e a importância de não matar indiscriminadamente espécies que desempenham funções ecológicas relevantes. A divulgação científica em espaço público contribuiu para desconstruir crenças populares, combater informações equivocadas, fortalecer a educação em saúde e valorizar o papel da ciência no cotidiano da população. Ao despertar curiosidade, ressignificar os mitos e incentivar a conservação, o projeto reafirmou sua função extensionista ao unir ensino, pesquisa e sociedade em um processo contínuo de troca de saberes e experiências. Dessa forma, consolidou-se como uma ferramenta eficaz de educação ambiental e científica, reforçando a importância das universidades no desenvolvimento local, na formação cidadã e na construção de uma cultura de respeito, preservação e coexistência entre seres humanos e animais peçonhentos

    Mulheres na Bioquímica: Ciência, Jogos e Inspiração

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    O projeto Mulheres na Bioquímica: Ciência, Jogos e Inspiração aproxima crianças e adolescentes da bioquímica de forma prática e envolvente, despertando interesse e curiosidade científica desde cedo. A presença feminina na ciência, especialmente na bioquímica, é de extrema importância, pois fortalece a diversidade e contribui para a construção de novos conhecimentos. Ao aproximar a universidade da comunidade, o projeto permite que estudantes vivenciem conceitos científicos de maneira lúdica e interativa, tornando o aprendizado mais acessível e estimulante. A iniciativa incentiva meninas e mulheres a participarem da ciência, contribuindo para reduzir desigualdades históricas e inspirar novas gerações. Levar a bioquímica para escolas por meio de jogos educativos, experimentos simples, palestras interativas e dinâmicas durante datas comemorativas, como a Semana da Mulher, reforça o papel da ciência como instrumento de inclusão e empoderamento feminino. As atividades despertam nos estudantes não apenas interesse pelo conhecimento científico, mas também o entendimento sobre a importância da presença feminina na ciência, promovendo igualdade e representatividade. Dessa forma, nosso projeto teve por objetivo criar conteúdo de divulgação científica para divulgação em redes sociais e também levar esse conteúdo e jogos para as escolas. Também levamos algumas experiências para serem demonstradas e até realizadas pelos participantes. Como resultados, foram produzidos 90 posts com conteúdos sobre cientistas e descobertas de cientistas mulheres para serem publicados em redes sociais no período de 2024/2 e 2025/1. Nós participamos de duas rodas de conversa e quatro feiras de ciências no período de 12 meses. Desenvolvemos um jogo de cartas baseado no jogo do mico, no qual as duplas correspondem a uma cientista e a sua descoberta. Esse jogo foi muito elogiado pelas crianças e jovens. Também desenvolvemos um jogo de competição, no qual dois participantes jogavam o dado e andavam em uma espécie de tabuleiro. Quem respondesse certo a pergunta da casa que se encontrava, ganhava a disputa. Os jogos educativos utilizados no projeto foram desenvolvidos por Thyago Azevedo, Emily Marasca e pela orientadora Daiana Ávila, com o objetivo de tornar o aprendizado de bioquímica mais lúdico, interativo e acessível. Em todas as ações, prioriza-se a interação e o envolvimento ativo dos participantes, estimulando questionamentos, discussões e trocas de experiências. Jogos educativos são utilizados para apresentar conceitos de bioquímica de forma divertida, permitindo que os estudantes aprendam enquanto interagem e exploram soluções criativas para problemas científicos. Palestras e conversas com mulheres cientistas compartilham trajetórias e experiências reais, inspirando os alunos, especialmente meninas, a se engajarem e se sentirem parte do universo científico. Os resultados observados indicam que crianças e adolescentes demonstram maior interesse e motivação através das atividades lúdicas. O projeto também fortalece a relação entre universidade e comunidade, proporcionando aos alunos universitários uma oportunidade de desenvolver habilidades pedagógicas e comunicativas, enquanto compartilham conhecimento de forma acessível e atraente. Conclui-se que iniciativas como esta são viáveis dentro do contexto universitário e apresentam grande impacto social e educacional. Aproximar crianças e adolescentes da ciência por meio de metodologias interativas e inclusivas contribui para a formação de cidadãos mais críticos, engajados e inspirados, ao mesmo tempo que valoriza a presença feminina na bioquímica

    Ação extensionista em um abrigo provisório devido a enchente em Uruguaiana/RS: relato de experiência.

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    As intensas chuvas tornaram-se eventos recorrentes no Estado do Rio Grande do Sul, ocasionando graves consequências sociais e de saúde. No mês de junho do ano corrente, municípios da Fronteira Oeste foram atingidos pelo elevado volume de precipitação, o que resultou no deslocamento de centenas de pessoas para abrigos provisórios. Em Uruguaiana/RS, a prefeitura organizou espaços emergenciais de acolhimento destinados a receber a população desalojada. Nesse contexto de tantas perdas, a Estratégia Saúde da Família (ESF) desempenha um papel essencial ao garantir a continuidade da assistência. Diante disso, o objetivo deste estudo é relatar a experiência de uma ação extensionista de triagem realizada em conjunto com uma ESF do município de Uruguaiana durante o período de enchente. Este é um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência a partir da vivência do Programa de Educação Tutorial - Práticas Integradas em Saúde Coletiva (PET PISC). Em parceria com uma ESF e agentes comunitários de saúde (ACS), acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia, supervisionados por um professor tutor da Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana, realizaram a triagem de sinais vitais e ofereceram orientações em saúde a aproximadamente 12 indivíduos que se encontravam acolhidos em um abrigo provisório. A ação foi realizada em um Centro Esportivo adscrito à ESF, disponibilizado pela Prefeitura Municipal de Uruguaiana, e concentrou-se na triagem de sinais vitais com atenção especial a grupos considerados mais vulneráveis, como pessoas idosas, gestantes, pós-acidente vascular encefálico (AVE) e tabagistas. O intuito da ação foi oferecer assistência àqueles que, em decorrência da enchente, haviam involuntariamente deixado de cuidar de suas condições de saúde, proporcionando não apenas cuidados físicos, mas também suporte por meio de escuta ativa e empatia. A atividade foi organizada de forma a dividir as tarefas entre acadêmicos e ACS, visando tornar o atendimento mais dinâmico. Os acadêmicos realizaram a aferição da pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e, em alguns casos, ausculta pulmonar, além de questionarem os indivíduos sobre o uso correto e regular de seus medicamentos. Quando havia queixa de dor, os acadêmicos de Fisioterapia ofereciam orientação de exercícios simples, respiratórios ou de orientações posturais, contribuindo para o alívio do desconforto. Paralelamente, os ACS registravam os nomes e os resultados das medições, orientando os assistidos a procurar a ESF para consulta médica, caso os valores indicados assim o recomendassem. Ações como esta evidenciam a relevância das articulações entre Universidade, ESF e comunidade no cotidiano da atenção à saúde e em momentos de catástrofes, de modo a estabelecer um espaço de união e solidariedade em que diferentes agentes se mobilizam para auxiliar a população. Além disso, essas atividades fortalecem o vínculo entre ensino e prática por meio da vivência extensionista viabilizada pelo PET, a qual aproxima os acadêmicos das demandas da comunidade. A participação de acadêmicos de Fisioterapia e Enfermagem, junto a agentes de saúde, possibilitou a troca de saberes e o trabalho interdisciplinar, favorecendo uma atuação mais abrangente junto à população. Ressalta-se, sobretudo, a importância para a formação em Fisioterapia, pois a ação extensionista em contextos de vulnerabilidade social contribui para o desenvolvimento de competências práticas e relacionais, amplia a compreensão do papel do fisioterapeuta no cuidado integral, que vai além da reabilitação, e fomenta a empatia ao promover contato direto com as necessidades reais da comunidade

    Maio Laranja: Ações de Conscientização em Escolas da Rede Pública de Uruguaiana

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    O mês de maio é marcado pela conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Essa campanha foi instituída pela Lei nº 14.432/2022 e, portanto, o dia 18 de maio foi definido como o Dia Nacional alusivo a essa causa. Tal data foi criada em decorrência de um episódio de extrema violação de direitos e violência sofrida por uma menina de oito anos de idade, no estado do Espírito Santo (ES). Em relação ao conceito, o abuso sexual se configura quando a criança é utilizada por um adulto ou até mesmo por um adolescente para a prática de atos de natureza sexual. Por outro lado, a exploração sexual ocorre quando crianças e adolescentes são utilizados com fins de troca ou obtenção de lucro financeiro ou de outra natureza, seja em turismo sexual, tráfico, pornografia ou em redes de prostituição. Dessa forma, fica evidente que esses tipos de violência são extremamente prejudiciais e impactam de maneira grave a saúde física, mental e social de crianças e adolescentes. Nesse sentido, o objetivo do presente trabalho é relatar ações desenvolvidas em escolas voltadas à conscientização no âmbito do Maio Laranja. Para tanto, trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, no qual foram realizadas atividades em 2 escolas da rede pública de Uruguaiana, a fim de promover a conscientização acerca da importância desse mês no combate à violência contra crianças e adolescentes. As ações, por sua vez, foram promovidas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), em conjunto com o Programa de Educação Tutorial Práticas Integradas em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Pampa. As atividades ocorreram em duas escolas da rede pública municipal, contemplando alunos do ensino fundamental e médio. Para alunos do ensino médio, foram utilizados slides ilustrativos para apresentar a campanha e abordar os diferentes tipos de violações, destacando, sobretudo, a distinção entre exploração sexual, abuso sexual e tráfico de crianças. Ademais, também foram apresentados os serviços disponíveis para denúncias de casos de violação, além da distribuição de materiais informativos fornecidos pelo CREAS. Já para os alunos do primeiro ano do ensino fundamental, foi necessário adotar estratégias diferenciadas. Para isso, utilizou-se o recurso Semáforo do Toque, por meio do qual foi possível conscientizar os alunos menores sobre as partes do corpo que não podem ser tocadas por outras pessoas. Considerando a sensibilidade do tema, os estudantes tiveram de adotar uma abordagem cautelosa para iniciar o diálogo. Ainda assim, as ações mostraram-se relevantes, pois os alunos compreenderam a importância de manter cuidados em relação a pessoas desconhecidas e até mesmo quanto ao uso da internet, ambiente que, embora ofereça muitos benefícios, também apresenta riscos. Além disso, aprenderam sobre a quem recorrer em situações desagradáveis ou diante de casos semelhantes envolvendo conhecidos. Por fim, a atividade teve impacto significativo tanto para os alunos das escolas, quanto para as bolsistas do PET PISC, que puderam vivenciar uma experiência enriquecedora ao abordar uma temática pouco explorada na prática profissional, mas que é recorrente e, muitas vezes, de difícil enfrentamento. Dessa maneira, essas experiências possibilitaram a aquisição de novos conhecimentos, os quais complementam a formação acadêmica e qualificam a atuação profissional em situações de violência que podem ser encontradas no cotidiano

    Protocolo Educativo para Implementação do Guia Alimentar nos Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural

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    O Guia Alimentar para a População Brasileira (GAPB) constitui-se em uma referência nacional para a promoção da alimentação adequada e saudável (PAAS) e para a garantia da segurança alimentar e nutricional (SAN). Ao integrar aspectos da saúde, produção, acesso, processamento e consumo, o documento contribui para a valorização da agricultura familiar, da agroecologia e dos saberes tradicionais. Nesse cenário, os Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) tornam-se espaços estratégicos para a difusão do GAPB, possibilitando a aproximação entre agricultores, consumidores e políticas públicas. Entretanto, até recentemente, inexistia material instrutivo que orientasse extensionistas rurais na aplicação do GAPB em seus territórios de atuação. Desse modo, o objetivo da ação aqui apresentada foi elaborar um protocolo educativo para implementação do GAPB nos Serviços de ATER no Rio Grande do Sul, com vistas a contribuir para a PAAS e para a articulação entre saúde e ATER. O estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto O Guia Alimentar para a População Brasileira: estratégias para o fortalecimento de ações de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável em nível local, por meio da atuação coordenada intersetorial entre o setor Saúde e a Assistência Técnica e Extensão Rural, conduzido pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos em Desenvolvimento Rural (GIEDER) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em parceria com a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Assim, o trabalho ora apresentado foi composto por dez ações desenvolvidas desde 2022, compreendendo etapas de estudos teóricos, diagnóstico das ações de trabalho de extensionistas e produção de materiais educativos para a PAAS na ATER. A implementação do GAPB nos serviços de ATER compreende a etapa final de ações intersetoriais. A partir dos estudos sobre as experiências relatadas nas etapas de mapeamento de práticas de PAAS na ATER, reconheceu-se a necessidade de aprimorar e adequar materiais educativos para apoiar o trabalho de extensionistas. Assim, de março a outubro de 2024, foram desenvolvidos quatro carrosséis de cards, uma série de vídeos com cinco episódios curtos, uma cartilha e um banner, adequados ao contexto rural, e alinhados às diretrizes do GAPB. Com a finalidade de apresentar um material de apoio ao uso dos materiais educativos, foi construído um protocolo de implementação do GAPB nos serviços de ATER, desenvolvido para orientar os serviços de ATER de forma a contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações do campo, da floresta e das águas e para o fortalecimento de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis. Trata-se de um manual instrutivo para a formação de extensionistas rurais, a ser conduzido por meio de oficinas presenciais. O protocolo foi estruturado em cinco atividades principais, elaboradas para estimular a aplicação prática do GAPB e promover a alimentação saudável no contexto rural. São elas: 1)Credenciamento recepção dos participantes, entrega de materiais informativos, ambientação do espaço, apresentação dos participantes individual mediada por uma pessoa moderada; 2)Roda de conversa contextualização do GAPB e a sua aplicação no âmbito da ATER; 3)Exploração dos materiais educativos atividade em grupos, com percursos por diferentes estações de aprendizagem (banner, carrosséis de cards, vídeos e cartilhas), estimulando reflexões sobre possíveis usos dos materiais nas práticas extensionistas; 4)Sistematização de estratégias organização coletiva dos conhecimentos construídos, com registro das estratégias propostas para aplicação prática em comunidades rurais; 5)Encerramento entrega dos materiais educativos para PAAS na ATER. A partir da estruturação dos materiais educativos construiu-se o protocolo de uso do GAPB na ATER. Ou seja, o protocolo foi construído como uma proposta metodológica de como usar os materiais produzidos no processo formativo com extensionistas rurais. Essa articulação entre materiais e protocolo potencializa a implementação do GAPB na ATER, uma vez que oferece um roteiro prático e participativo para aplicação em oficinas e demais atividades educativas. Além disso, a preparação adequada do ambiente contribui para tornar a experiência mais envolvente e colaborativa. Espera-se, então, que, ao ser aplicado, o protocolo possibilite a mediação na abordagem educativa de agentes de extensão rural para a promoção da alimentação saudável junto às populações do campo, da floresta e das águas, adaptando-se às realidades locais e fortalecendo o seu papel como agente de transformação social. Dessa forma, a estratégia educativa proposta contribui não apenas para o fortalecimento da intersetorialidade entre saúde e ATER, mas também para a consolidação da PAAS como prática cotidiana nos territórios rurais

    Relato de Experiência no Projeto Mamãe do Pampa: Atividade Extensionista Sobre Triagem Neonatal

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    A gestação é um processo natural e único que marca o desenvolvimento de uma nova vida. Durante esse período, o corpo materno passa por transformações físicas, hormonais e emocionais para acolher e nutrir o bebê até o nascimento. Além de ser um fenômeno biológico, a gestação também envolve aspectos psicológicos, sociais e culturais, representando um momento de preparação, expectativas e descobertas para a família. Nesse sentido, trata-se de uma fase de maior vulnerabilidade, mas também de oportunidade para implementar ações educativas em saúde, capazes de prevenir agravos e fortalecer a autonomia materna. Com isso, ressalta-se a importância de grupos destinados às gestantes e puérperas, a fim de contribuir para o fortalecimento do apoio mútuo, o compartilhamento de informações relevantes e a promoção do bem-estar físico e emocional durante o ciclo gravídico-puerperal. No Brasil, a Atenção Primária à Saúde tem um papel essencial nesse processo, especialmente por meio das Estratégias de Saúde da Família (ESF), que aproximam a comunidade das práticas de prevenção e cuidado. O objetivo deste estudo é relatar a experiência de realização de atividade extensionista com gestantes, puérperas e profissionais de saúde sobre triagem neonatal. A atividade desenvolvida está vinculada ao projeto de extensão Mamãe do Pampa, o qual vem sendo desenvolvido por acadêmicos do curso de Enfermagem, coordenados por uma docente do mesmo curso, da Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana. A atividade descrita neste trabalho ocorreu em abril de 2024, em duas ocasiões em Estratégias de Saúde da Família, de um município da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Inicialmente, foi desenvolvida uma breve introdução dos exames de triagem neonatal. Foram abordados os cinco testes previstos pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN): Teste do Pezinho, para detecção precoce de doenças metabólicas, genéticas, hormonais e hematológicas; Teste do Olhinho, voltado para identificação de catarata congênita e retinoblastoma; Teste da Orelhinha, essencial para triagem de deficiência auditiva; Teste da Linguinha, que avalia a presença de anquiloglossia e seu impacto na amamentação; e Teste do Coraçãozinho, que rastreia cardiopatias congênitas críticas. Seu objetivo é identificar precocemente doenças que, se não tratadas a tempo, podem causar sérias complicações ao desenvolvimento da criança. É possível iniciar intervenções rápidas e eficazes, garantindo melhor qualidade de vida e prevenindo sequelas irreversíveis. Para permitir a interação do grupo, utilizou-se uma dinâmica de grupo. As participantes receberam placas indicando as opções de verdadeiro e falso e foram orientadas a levantar a placa que consideravam adequada para afirmação realizada pelo grupo. O propósito da dinâmica era de que todas as participantes pudessem se sentir à vontade para compartilhar seus conhecimentos sobre o tema, sendo um espaço também para esclarecer dúvidas. Afirmativas como O Teste do Pezinho é obrigatório no Brasil., O Teste da orelhinha, deve ser feito por todos os recém nascidos. e O teste do coraçãozinho é um procedimento não invasivo e indolor. Ao final, solicitou-se que as participantes realizassem a avaliação da atividade proposta. Elas avaliaram a atividade como ótima (n=9) ou boa (n=5), consideraram os assuntos trabalhados como bons (n=10) ou ótimos (n=4), os materiais utilizados para trabalhar os assuntos foram avaliados como bons (n=8) ou ótimos (n=6), o grupo que desenvolveu a atividade foi considerado ótimo (n=8) ou bom (n=6), o relacionamento do grupo com as pessoas que participaram da atividade foi entendido como bom (n=9) ou ótimo (n=5), a carga horária para desenvolver a atividade foi considerada ótima (n=7), boa (n=5) ou regular (n=2), a dinâmica utilizada foi avaliada como boa (n=2), ótima (n=1) ou regular (n=1). Com isso, trago a importância da promoção da informação e conscientização: muitas gestantes e puérperas desconhecem a relevância dos testes ou acreditam que ele é opcional. Ademais, a detecção precoce de doenças metabólicas, genéticas e infecciosas na triagem permite identificar precocemente, e quando tratadas a tempo, evitam sequelas e reduzem a mortalidade infantil. Assim, a atividade contribuiu não apenas para a difusão de informações confiáveis, mas também para estimular a adesão consciente das famílias à realização dos exames neonatais. A partir dessa atividade, reforça-se a importância da aproximação da Universidade junto à comunidade e, em especial, nas ESFs, permitindo, com isso, a troca de informações, bem como o desenvolvimento de ações que contribuam para a prevenção de agravos e promoção da saúde de mulheres e crianças. Além disso, conclui-se que a experiência demonstra o potencial da extensão universitária na formação acadêmica, ao proporcionar aos estudantes de Enfermagem o exercício da prática educativa e a vivência de realidades sociais diversas

    Relato de Experiência: Projeto de Extensão Visita Orientada em Unidade de Terapia Intensiva Adulto

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    A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é caracterizada por ser uma área hospitalar centrada no atendimento de pacientes críticos que demandam monitoramento constante e cuidados especializados de alta complexidade. Esses pacientes apresentam risco elevado de mortalidade e necessitam de suporte contínuo da equipe multiprofissional para manter a estabilidade clínica e favorecer a recuperação. Por ser um ambiente de alto risco, é comum familiares enfrentarem sentimentos de angústia em relação ao tratamento e evolução clínica do familiar internado nesse setor. Assim, a comunicação efetiva entre a equipe e familiares é um elemento essencial para promover a troca de informações e evitar dúvidas. A interação clara e objetiva colabora não apenas para a compreensão do tratamento e da evolução clínica, mas também na construção de vínculo de confiança, saciando possíveis conflitos e amenizando sentimentos negativos vivenciados pela família de pacientes internados na UTI. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência na ação de extensão Visita Orienta (VO) que faz parte do projeto de extensão intitulado Sistematização da Assistência na Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI-A), desenvolvido por docentes e discentes vinculados ao Laboratório de Estudos e Pesquisas em Cuidados Intensivos (LACIN). As atividades foram realizadas no período de abril a julho de 2025 na UTI-A do Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana. A unidade tem uma rotina de visitas aos pacientes que ocorre diariamente em dois horários: 11h e 19h30min. A visita tem duração de 30 minutos e são autorizados dois familiares por paciente em cada visita. A VO ocorre, durante a visita do turno da noite, em cronograma organizado mensalmente, nas segundas, quartas e sextas-feiras. A atividade é conduzida, na maioria das vezes, por uma dupla de estudantes do Curso de Enfermagem. No total, participam sete acadêmicos, que se revezam nos diferentes dias, de forma a garantir a continuidade do projeto e a integração entre ensino, extensão e serviço. A atividade de VO contempla as seguintes etapas: acolhimento em sala de espera antes e durante a visita, momento que os alunos esclarecem dúvidas e proporcionam escuta ativa, visando compreender as dificuldades enfrentadas pela família durante a internação na UTI; e disponibilização de informações por meio de material educativo (banner), contendo orientações quanto aos horários. Também são realizadas orientações para a prevenção de infecções: higiene das mãos, proibição do uso de telefone na unidade, restrição ao uso de calçados abertos e adornos, além de recomendações sobre não levar objetos pessoais nem sentar-se no leito do paciente. Outro aspecto importante da atividade é a aplicação de uma pesquisa de satisfação junto aos familiares, utilizando um formulário estruturado no Google Forms. Esse instrumento contempla questões abertas, envolvendo aspectos como: qualidade do acolhimento, clareza da comunicação estabelecida pela equipe multiprofissional, nível de compreensão das informações transmitidas, percepção quanto à higiene, conforto e temperatura do ambiente, e espaço livre para comentários e sugestões. Os dados coletados pelo formulário, são organizados, analisados e consolidados em relatórios, que posteriormente são disponibilizados para a coordenação da UTI. A coleta de opiniões dos familiares possibilitou identificar pontos positivos e negativos. A partir deste inquérito os participantes reconheceram positivamente a estrutura da UTI, elogiando a organização do espaço, a higiene do ambiente e o conforto ao paciente. Por outro lado, críticas construtivas foram levantadas em relação à comunicação médica. Os familiares apontaram que, em determinadas situações, informações repassadas sobre o estado clínico do paciente eram incompletas ou transmitidas de forma que dificultava a compreensão, o que gerava mais dúvidas. Portanto, destaca-se a importância da comunicação efetiva, com informação clara e acessível para o familiar. Outro aspecto mencionado pelos participantes foi a comparação entre a UTI e o restante do hospital. Relatam que, enquanto a UTI se diferencia pela qualidade do atendimento e atenção aos pacientes, outros setores, o serviço prestado ainda apresenta fragilidades. Diante do exposto, a experiência com a ação de extensão VO demonstrou ser uma prática relevante ao fortalecer a comunicação entre equipe e familiares, além de proporcionar momentos de acolhimento que podem reduzir sentimentos de angústia e favorecer a valorização da presença da família na UTI como um elemento importante para a recuperação dos pacientes. Conclui-se que a atividade de extensão além de proporcionar uma experiência importante para a formação dos discentes envolvidos, contribui de forma significativa com a comunidade, reafirmando a importância da VO como estratégia de humanização e qualificação da assistência em terapia intensiva

    CARACTERIZAÇÃO E EFICIÊNCIA DA PRODUÇÃO DE LEITE EM DOIS TIPOS DE SISTEMA INTENSIVOS DE PRODUÇÃO

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    A pecuária leiteira brasileira é um importante objeto de estudo para análises de eficiência e da dinâmica tecnológica, visto a abrangência territorial da produção de leite, o seu papel central na geração de emprego e renda, bem como um padrão produtivo diversificado, existindo diferentes dimensões produtivas, níveis de tecnificação e sistemas de produção. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho técnico e econômico e calcular medidas de eficiência na produção de leite, considerando dois sistemas intensivos de produção: semiconfinado e confinado. Para isso, foi utilizada uma amostra de 27 produtores de leite brasileiros que receberam assistência técnica e gerencial, em 2021. Com base na comparação entre diferentes indicadores de desempenho técnico e econômico e utilizando a Análise Envoltória de Dados (DEA) para calcular as medidas de eficiência, constatou-se que as propriedades rurais mais intensivas em confinamento apresentaram melhores resultados técnicos, econômicos e de eficiência. Apesar da identificação de melhores resultados para o sistema confinado, não foi objeto do estudo identificar o melhor sistema, mas sim compará-los, de forma a identificar as oportunidades tecnológicas e seus possíveis resultados. A escolha de qual sistema de produção utilizar deve levar em consideração diversos fatores, como aptidão regional e, principalmente, a disponibilidade de recursos. Nesse contexto, deve-se garantir a difusão de informações quanto às práticas de financiamento e de seguro em atividades agropecuárias, facilitando a tomada de crédito para melhorias no sistema de produção leiteiro

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    Publica-se Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Pampa
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