Revistas Eletrônicas da UFPI (Univ. Federal do Piauí)
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    CIRURGIA DE AUMENTO DE COROA CLÍNICA ESTÉTICA PARA CORREÇÃO DO SORRISO GENGIVAL

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    Devido ao destaque em que a estética do sorriso se encontra atualmente, uma das principais queixas relatadas pelos pacientes é o sorrio gengival. Para a correção dessa alteração é necessário conhecer os fatores etiológicos e as diferentes opções de tratamento. O presente trabalho, tem como objetivo apresentar um caso clínico de uma paciente jovem com sorriso gengival, e o tratamento cirúrgico para sua correção. A etiologia do sorriso gengival no relato de caso, trata-se de crescimento vertical excessivo da maxila, sendo a indicação para a correção dessa alteração, a técnica de reposicionamento superior da maxila associada ao aumento de coroa clínica estética, no entanto, a paciente optou pelo procedimento cirúrgico estético isoladamente. A cirurgia consistiu em um retalho reposicionado apicalmente com osteotomia. O resultado obtido foi positivo com alta satisfação da paciente, sendo possível verificar a redução significativa da exposição gengival

    A capoeira em Manaus - Amazonas (1969 - 2021)

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    Faz-se uma revisão crítica dos 49 anos de “capoeira com berimbau” no Amazonas. Temos, como produto sociocultural desta, 81 mestres radicados, 90 aparelhos difusores de capoeira, relações com mais de 40 categorias sociais, artísticas e científicas e com mais de 100 instituições públicas e privadas. A capoeira difundiu- se em todas as classes sociais e faixas etárias, possui representantes nacionais e internacionais, dá origem a publicações acadêmicas, assim como a diversos tipos de mídia, e dispõe de representações de classe. Hoje, apesar de ser considerada patrimônio cultural imaterial do Amazonas, não possui uma efetiva política pública de salvaguarda. Analisando-se comparativamente a formação de capoeiristas e mestres e as gerações subsequentes, foi possível interpretar os desdobramentos da capoeira na sociedade local e, assim, situá-la num quadro interpretativo de sua contribuição histórica e antropológica para a afirmação da cultura popular no Amazonas

    Ananse e seus umbigados

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    Os umbigados de Ananse são os iniciados na irmandade de Aranha, o deus e deusa dos povos fanti-ashanti do golfo de Benín. Odioso para os escravizadores pelo amoroso egoísmo, humor negro, petulância e pela onipresença que o colocou nos barcos do tráfico negreiro que escravizou a tantos africanos. Odiada pelos escravistas pela astúcia com a qual teceu redes de cimarrones[1], de cabildantes[2] negros e insubmissos em Cartagena, e de bogas mensageiros que remavam nos champanes[3] pelo rio Madalena. Tornou-se quilombola rebelde Zambe, bissexual, dançarino incansável nos carnavais de Mompox, onde cada ano castra seu irmão Tigre, que também veio da África ocidental, com coelho, urubu, gato e a épica dos truques que Anansi pratica nos bosques de Gana.Como pode caminhar por cima e por baixo da água, chegou às selvas do Pacífico, e por um fio que foi tirando de sua própria barriga, desceu pelo mangue aos esteiros. Meninos e meninas aprendem a imitá-la com a cumplicidade dos pais, que os ajudam colocando pó de aranha na ferida que deixa o umbigo ao desprender-se.[1] NT: Cimarrones foi o termo usado pelos europeus para denominar aos escravizados fugidos, por relação com o gado selvagem que corria livre e que era difícil de domesticar. Atualmente tem sido ressignificado pelo movimento afrocolombiano para se referir à força, luta e resistência desse povo, pois os cimarrones foram quem formaram os palenques como territórios livres e autônomos.[2] NT: Se refere às pessoas que faziam parte do Cabildo, instância de governo municipal durante a Colônia.[3] NT: Champanes: eram tipos de embarcações utilizadas nas épocas coloniais, eram chamados assim devido ao batizo desses navios com champagne.

    Com a pedra que atirei ontem

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    Me chamo Ludmila Nascy, sou artista piauiense, transito entre as ilustrações digitais e o grafite. Nos meus trabalhos busco explorar diversas técnicas e incorporar elementos que possam retratar aspectos culturais piauienses e nordestinos ou interpretação pessoais sobre a minha realidade, desenvolvendo assim inúmeras personas

    Capa

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    Cap

    DISCURSOS E IMPEACHMENT: A GUERRA PSICOLÓGICA ENTRE 2013 E 2016

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    A partir de vídeos, o presente estudo destacou discursos, além de documentos do período entre 2013 e 2016, tendo como ponto de partida a fala da então Presidente da República de que o governo sofreria uma guerra psicológica, para traçar uma breve conjuntura política brasileira. A partir de 2013, de fato, houve deterioração dos índices de aprovação do governo com grave crise política que culminou no processo impeachment. Recorrendo às falas que remetiam ao possível recurso à violência e ao teor de documentos do Partido dos Trabalhadores e do Foro de São Paulo, o estudo apresentou indícios de que a guerra psicológica a que se referia a presidente, de fato, ocorreu e tratava-se, em essência, do uso de narrativas para impactar na percepção e opinião pública. Dentre os resultados do estudo verificou-se a existência da noção de que o domínio dos meios de difusão midiática é vital para a propagação e reforço de discursos políticos. 

    O IMPACTO DAS MÍDIAS DIGITAIS COMO AGENTES DE SOCIALIZAÇÃO DOS ESTUDANTES DE ESCOLAS PÚBLICAS EM PORTO ALEGRE

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    O objetivo deste artigo é compreender a relação entre o processo de socialização política dos jovens por mídias digitais e a construção de valores políticos. Fundamentado nos conceitos de cultura política, socialização política e na teoria das mídias digitais, considera-se que jovens socializados de forma digital são menos apáticos, mais interessados e participativos na política em comparação aqueles socializados por agentes tradicionais de socialização política. Para isso, procura-se comparar os níveis de valores políticos entre jovens socializados por agentes tradicionais ou digitais fazendo uso da metodologia quantitativa tipo survey, com da pesquisa “Democracia, valores políticos e capital social: um estudo comparativo de socialização política dos jovens no Sul do Brasil”, aplicada com jovens de 15 a 24 anos de Porto Alegre, em 2015 e 2019. Com base nos dados analisados, os resultados demonstram que os jovens socializados digitalmente aparentam ser mais interessados por política, percebem sua eficácia política e conversam mais sobre o assunto com outras pessoas, especialmente com outros jovens. Em contrapartida, esse grupo é menos participativo politicamente. O impacto das mídias digitais como agentes de socialização política parece ser limitado pela reprodução intergeracional do padrão de valores pré-existentes, associados a uma democracia inercial, que atravancam a consolidação de uma democracia participativa no país

    A mimese filosófica em Platão: Da tragédia ao teatro das ideias na República

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    Este artigo pretende delinear a relação entre a mimese e a filosofia platônica a partir da República. A interpretação prevalecente caracteriza a mimese como imitação, denotando algo enganoso, ilusório ou falsificado. Platão alijaria a mimese da cidade ideal, pois ela seria capaz de corromper até os melhores cidadãos. Intérpretes influentes pressupõem a identidade entre o conceito platônico de mimese e a noção moderna e contemporânea de arte. Defende-se nesse artigo que tais interpretações são parciais e desfiguram o conceito platônico de mimese. O teatro teve importância fundamental na gênese e no desenvolvimento da filosofia platônica. A mimese cênica inspirou a concepção platônica do mundo empírico como representação do mundo das ideias. Entre os acadêmicos o termo mimese assumiu um sentido técnico, refere-se à relação entre o fundamento suprassensível – as ideias – e o mundo empírico. A representação mimética é mediação indispensável do modelo inteligível. Pela representação mimética, inscreve-se a ausência do modelo na presença sem abolir a distância ontológica. A crítica platônica visa à conversão da mimese de disseminadora de falsidades mitológicas em poderoso instrumento da verdade e do bem. O filósofo é, por um lado, o usuário da mimese, que determina os critérios de qualidade para a utilidade paidêutica. Por outro lado, o filósofo é o mais excelente mimeta, pois conhece o verdadeiro modelo e o representa em palavras. A República – assim como todo o corpus platonicum – é uma representação mimética. A densidade ontológica, epistemológica, ética, política, religiosa e paidêutica que contextualiza a mimese platônica a distingue completamente do que hoje costumamos classificar como poesia ou arte

    TERRITÓRIO TRADICIONAL APIAKÁ: RECORTE DE (RE)EXISTÊNCIAS

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    Este artigo aborda uma discussão sobre a territorialidade do povo indígena Apiaká. Faz um recorte temporal se propondo a trazer informações dos primeiros contatos com esse povo e sua ligação com as águas da bacia do rio Juruena. A metodologia proposta é a revisão bibliográfica e a consulta documental para sustentar as análises no escopo da geografia com abordagens no território. Trazemos documentos históricos do século XIX em contraste com novos estudos realizados com essa etnia na contemporaneidade. Com o auxílio de autores e autoras da geografia e da pedagogia cosmo-antropológica, explicamos os processos de (re)existência do povo Apiaká em sua trajetória de luta. Concluímos compreendendo que o povo Apiaká é sobrevivente permeando ações de (re)existência e decolonialidade com movimento de (re)ocupação do seu território tradicional. O seu lugar cosmológico que fora palco das lutas, sofrimentos, mas também, antes disso, um território próspero de um grupo indígena “gentios” que, em tramas e manhas se movimenta e, em movimento, realiza ações decoloniais

    REFLEXÕES SOBRE A CLAREZA DA LINGUAGEM E A CONCEPÇÃO DA GEOMORFOLOGIA NO LIVRO DIDÁTICO DE SENE E MOREIRA (2018) 7º ANO

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     Em se tratando de Geografia Escolar, o livro didático surge como um material de extrema relevância que tem como objetivo facilitar a relação de ensino e aprendizagem. Considerando a importância deste material de ensino, qual seja o livro didático de Geografia usado como base para ministrar aulas desta disciplina, o presente trabalho, tem como objetivos: i) analisar a concepção de Geomorfologia na obra didática de Sene e Moreira (2018) intitulada “Geografia Geral e do Brasil” do 7º ano do ensino fundamental II; e ainda ii) verificar a clareza da linguagem geomorfológica na referida obra. Empregou-se na pesquisa o método qualitativo/descritivo. A escassez de estudos que tratem do ensino de Geomorfologia nos livros didáticos justifica a pesquisa. A análise permitiu inferir que a linguagem empregada na obra está adaptada e adequada à idade dos leitores e que apenas pontualmente os aspectos relacionados ao relevo encontram-se articulados à sociedade, predominando a percepção do relevo como recurso para os seres humanos, como objeto de apropriação do homem em atendimento as suas necessidades.Palavras-chave: ensino de geomorfologia; livro didático; Análise de Conteúdo

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