Revistas Eletrônicas da UFPI (Univ. Federal do Piauí)
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Na trilha das águas: a navegação a vapor e sua importância para as cidades piauienses no oitocentos
Resumo: Este artigo analisa a importância da navegação a vapor para o desenvolvimento urbano do Piauí na segunda metade do século XIX. Desde o período colonial, já havia a noção da importância do Rio Parnaíba para o território piauiense e a necessidade de preservar-se a costa. No fim da década de 1850, as águas do Parnaíba, através da navegação, mudaram a realidade social piauiense, pois ampliaram as possibilidades de comunicação, até aquele momento, dominada pelo uso de animais e vias terrestres. O aproveitamento fluvial trouxe a integração inter e intraprovincial, permitiu a movimentação de riquezas. A metodologia utilizada envolveu análise do jornal A Pátria, Relatórios de presidentes de província e referencial bibliográfico, composto por autores como: Chaves (2013); Freitas (1988); Gandara (2010); Mendes (2003); Nunes (2007); Rego (2013), Santana (1965).Palavras-chave: Século XIX. Piauí. Rio Parnaíba. Navegação a vapor
Entre votos e concessões: o telejornal Diário da Constituinte e o tema da comunicação social em 1987
Este trabalho trata sobre o tema da comunicação social e o conteúdo veiculado no telejornal Diário da Constituinte, lançado em abril de 1987. O noticioso oficial foi responsável por divulgar, em rede nacional de televisão, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte (ANC). As análises das edições de estreia tomam o DC como fonte e objeto de pesquisa com o intuito de mostrar como o debate sobre a comunicação social divulgado pelo telejornal se desenrolou ao longo de 1987. Percebe-se que a despeito de suscitar valores republicanos e democráticos em suas edições, as práticas do patrimonialismo, clientelismo e da acomodação/conciliação, predominaram na distribuição de concessões de radiodifusão e foram decisivas para o resultado final da ANC. O texto está dividido em duas partes: a primeira se ocupa de analisar as edições de estreia do DC e a segunda cuida dos interesses e conflitos em torno do tema da comunicação social na ANC
A IMPORTÂNCIA DA ARBORIZAÇÃO NO ESPAÇO ESCOLAR: UMA EXPERIÊNCIA NO CONTEXTO DO PIBIC - ENSINO MÉDIO
Com os índices de desmatamento aumentando, a necessidade do processo de arborização tem se tornado cada vez mais importante, que além da função paisagística possibilita à diminuição da poluição sonora, absorve parte dos raios solares, proporciona sombreamento, serve de atração e habitação para aves, capta poluição atmosférica, além de reduzir ao mínimo a saída de nutrientes do ecossistema. Dessa forma, o presente estudo teve o objetivo pesquisar sobre as plantas presentes na escola CE Benedito Leite e seu entorno; montar um banco de dados com informações sobre as formas de uso das plantas. Foram coletadas sete espécies de plantas encontradas no ambiente escolar, compreendendo sete famílias, sendo estas: Anacardiaceae, Annonaceae, Apocynaceae, Arecaceae, Cyperaceae, Phyllanthaceae e Poaceae. As formas de uso encontradas foram medicinal, alimentícia e ornamental. O reduzido número de espécies coletadas no pátio da escola destaca o quanto é necessário que a mesma se posicione para aumentar a quantidade de plantas para ampliar a riqueza botânica no espaço escolar, proporcionando material de ensino para aulas de biologia vegetal, seminários ou atividades da semana do meio ambiente
CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS GEOGRÁFICOS A PARTIR DE TEMÁTICAS FÍSICO-NATURAIS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Sabendo que o aluno produz conhecimento no seu espaço vivido, cabe ao professor, enquanto mediador do processo de formação do aluno através do ensino de Geografia, auxiliá-lo na construção e desenvolvimento do pensamento geográfico. Para isso, é fundamental uma prática de ensino que potencialize os conhecimentos cotidianos dos alunos e confrontá-los com os conhecimentos científicos advindos da ciência geográfica. A metodologia empregada nesta pesquisa tratou-se de revisão bibliográfica de autores como Cavalcanti (2001; 2008; 2010), Oliveira (1997), Suertegaray (2000) e pesquisa participante, na qual apresentamos análises de um projeto de ensino intitulado: Construção de Conceitos na Educação Geográfica, realizado com os alunos do 1° ano da escola de Ensino Médio Professor Luís Felipe, na cidade de Sobral-Ceará, por ocasião das atividades do Programa Residência Pedagógica- PRP. O projeto teve duração de dois meses e ocorreu no segundo período do ano de 2019. Os resultados da pesquisa apontam para a importância de que, à medida que os conhecimentos geográficos forem ensinados, se fazer uma articulação entre os conhecimentos prévios dos alunos e atribuir-lhes significado para que o aluno consiga ampliar seus conhecimentos preexistentes e produzir novos saberes. Assim, consideramos que ao trabalhar as temáticas físico-naturais na perspectiva socioconstrutivista, isto é, na qual o aluno é visto como sujeito ativo, lhe oportuniza perceber a relevância da Geografia na sua vida e, assim, favorece a construção do conhecimento geográfico pelos educando
A PRÁTICA DE OFICINA PEDAGÓGICA SUSTENTÁVEL COMO FERRAMENTA NO ENSINO DA GEOGRAFIA
O trabalho tem como objetivo fazer uma reflexão acerca das questões ambientais como assunto e conteúdo da disciplina de Geografia, tendo como unidade de análise o levantamento teórico do assunto discutido. A metodologia incluiu uma exposição dialogada, com suporte de vídeo, e colagem, visando uma reflexão inicial dos alunos. Para Kimura (2011) o trabalho do professor de Geografia é muito complexo, em especial nas categorias eminentemente geográficas, pois existe uma dificuldade de leitura do mundo, e devemos lembrar que os conceitos geográficos nada mais são que uma interpretação parcial da realidade. O mundo, afinal, constitui-se de uma produção humana, e o ensinar-aprender reflete a identidade social que é construída no ambiente escolar. Nesse sentido, quando pensamos no caráter formador de cidadania da Geografia, em especial quando tratamos da temática do meio ambiente, é preciso que os alunos estejam conscientes dos problemas que o país enfrenta para poderem contribuir de maneira mais afetiva para a sua solução. Palavras-chave: Educação Ambiental; sustentabilidade; Geografia.
Editorial
O volume 7 da Edição de 2020 (julho a dezembro) inaugura uma nova proposta da revista de ampliação do escopo. Esta edição embora não seja dedicada a uma área específica, teve um especial cuidado com a administração pública.Esta preocupação com esta área justifica-se pelo momento turbulento das políticas públicas nacionais, principalmente em relação a questões que envolvem o meio ambiente, área de interesse mundial e que vem sofrendo constantes ataques.A partir desta edição o corpo editorial da revista propõe uma ampliação ainda maior do escopo da revista, adentrando em outras áreas correlatas à gestão, como sociologia, direito e psicologia. Para isso, convidamos novos editores de seção buscando essa maior amplitude de conhecimento, mas preservando a essência da revista.Desejo uma ótima leitura a todos. Floriano, 09 de junho de 202
A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DE MPEs DIANTE DA IMPLANTAÇÃO DA CONTROLADORIA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO
Está pesquisa tem o intuito de trazer qual a percepção que os gestores de micro e pequenas empresas possuem diante da controladoria sendo uma ferramenta de suporte de gestão e tomada de decisão de modo eficiente. Foi realizada uma pesquisa de campo com finalidade para identificar qual era a percepção dos gestores de empresas do setor estudado e para melhor explicar, serão apresentadas informações úteis sobre possíveis recursos a serem utilizados. De acordo com os dados do SEBRAE/SP (2018), existem 6,4 milhões de estabelecimentos no Brasil, sendo 99% MPEs e muitas acabam não conseguindo sobreviver antes ao menos de completar 1 ano. Desta forma, pode-se dizer que os gestores precisam de um suporte a mais para que as chances de sobrevivência no mercado sejam maiores e com controladoria a empresa poderá se tornar mais competitiva e diferenciada devido às informações necessárias geradas para a gestão. Com a pesquisa efetuada, utilizando a ferramenta do Google Forms, obtivemos 41 empresas respondestes, através dos resultados analisamos através de Dashboard utilizando o Power Bi , e assim foi possível identificar que a maior parte dos respondentes não possui conhecimento sobre a controladoria e não sabem os beneficios a qual ela pode trazer, conclui-se então que por não ter estudo sobre, não possuem interesse de implementar a controladoria na empresa, justamente por ser de pequeno porte. Porém, através deste, também é possível verificar o quão a controladoria é importante para uma gestão eficaz e excelente, fazendo com que alcance uma maior satisfação dos seus gestores em relação ao mercado
A MODALIDADE DE INVESTIMENTO ANJO NO BRASIL: O PERFIL DO INVESTIDOR, AS PROTEÇÕES JURÍDICAS E OS ENCARGOS TRIBUTÁRIOS
O Investidor-Anjo tem uma função importante pois oferece condições para que um negócio que está em seus primeiros passos no mercado se desenvolva em uma velocidade maior e com isso se torne rentável em um curto espaço de tempo. Apesar de toda a contribuição que ele pode trazer a uma empresa nascente, a quantidade de investidores e o volume investido por eles no Brasil parece ser ainda tímido, principalmente se comparado com outros países. Tal situação pode estar relacionada a gargalos que na história do investimento anjo no Brasil impediam uma proteção jurídica e a falta de estímulos tributários para melhores retornos de aportes de capital realizados. Para tanto, o artigo teve como objetivo geral analisar a realidade de estímulos e proteção jurídica para Investidores-Anjos no Brasil no aspecto de poder fomentar empresas nascentes com um alto potencial de crescimento. Metodologicamente, a pesquisa trata-se de uma revisão da literatura e de uma análise em dados secundários. Os resultados trouxeram informações recentes sobre o perfil deste tipo de investidor no Brasil, além de números sobre a quantidade de volumes aportados na presente década. A Lei Complementar 155/2016 proporcionou maior proteção jurídica para esta modalidade de investimento, sendo amplamente comemorada, apesar de algumas críticas isoladas. Enquanto isso, a Instrução Normativa 1.719/2017 da Receita Federal, fez com que não houvesse um tratamento tributário diferenciado ao Investidor-Anjo em comparação com outras modalidades de investimentos existentes, o que foi altamente criticado por especialistas. Os resultados encontrados são de suma relevância por abrir espaço para a discussão da necessidade de o Investidor-Anjo brasileiro ter maiores oportunidades de aplicação de seu capital e de sua experiência em empresas que estão nascendo, considerando principalmente os desafios e alto risco existentes, ao mesmo tempo que para estes novos negócios se abre novas portas para o seu crescimento, e que podem ainda assim se contribuir para abertura de novos empregos e por consequência fazer com que a roda da economia gire