Revistas Eletrônicas da UFPI (Univ. Federal do Piauí)
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A capoeira nos estados brasileiros, de 1950 até o presente
O presente dossiê busca preencher uma lacuna na historiografia sobre a capoeira, que é sobre uma fase intermediária entre o surgimento da capoeira moderna (Angola e e Regional) e a sua transnacionalização. Para isso, reunimos aqui trabalhos em torno da capoeira do período entre os anos 1950 e o presente, retratando oito estados de quatro das cinco macrorregiões do Brasil: o Norte, com Amazonas e Pará; o Nordeste, com Bahia, Ceará e Piauí; o Sudeste, com São Paulo e Rio de Janeiro; e o Sul, com o Rio Grande do Sul. Os temas de cada artigo são diversos e conta com um olhar peculiar de pesquisadores que também vivenciam o universo da capoeira em seus respectivos estados
A metodologia da pesquisa comparativa em desastres
O artigo de cunho qualitativo, bibliográfico e exploratório trata do desafio dos estudos comparativos nos desastres. Os autores abordam o estudo comparativo nas Ciências Sociais e no campo dos desastres, seguido da apresentação de um modelo de estratégias analíticas/metodológicas em estudos comparativos nos desastres com a finalidade de ratificar a utilização da comparação como instrumento de pesquisa nestes campos
Cartas para um profeta Māori: vivendo com Atua em meados do século dezenove Taranaki (Nova Zelândia)
Sem Resum
OBSTÁCULOS EPISTEMOLÓGICOS E ERROS EM MATEMÁTICA
Este artigo tem como objetivo abordar sobre a noção de Obstáculo Epistemológicofazendo correlação com o erro em Matemática, estabelecendo relação a algumassituações vividas com alunos ao longo da nossa experiência como professor dematemática na sala de aula do Ensino Fundamental e Ensino Médio. As ideias aquidesenvolvidas decorrem de anotações teóricas de aula expositivas sobre o a temática e da leitura de algumas referências pesquisadas para essa atividade. Nossa intenção promover reflexões capaz de nortear a trabalhos futuros, uma vez que o tema em destaque oferece curiosidade para todo o professor que vive esse processo de busca pelo ensino e aprendizagem
RACIALIDADES: A PRODUÇÃO DE CONTRADISCURSOS
Não é possível inferir com precisão em que momento pessoas brancas do continente europeu começaram a racializar as outras. Não apesar disso, estudantes de antropologia, ainda nos primeiros momentos da formação, são imersas e imersos no caloroso debate entre Las Casas e Sepúlveda no que se refere à classificação, exploração e dominação de corpos. Ainda que nessa apresentação, não haja o objetivo de esmiuçar a fala dos dois homens, éinteressante notar a persistência da racialidade dos enunciados, bem como, a potência discursiva formadora de pessoas, corpos e identificações.Diante disso, em seu terceiro número, a Revista Zabelê - Discentes PPGAnt/UFPInos convida a refletir sobre uma multiplicidade de questões que atravessam a discussão sobre relações raciais. Temática essa, que é constituinte da base curricular dos cursos de antropologia e, em especial, dos estudos da antropologia brasileira. Essa última, englobando ensaios da realidade nacional, da formação histórica do país, também identificando uma posição aos sujeitos racializados negros, negras e indígenas. De cujos grupos racializados costumam ser formados para ocupar as periferias materiais e simbólicas no país
POLÍCIA PARA QUEM PRECISA DE POLÍCIA: brasileiros diante da violência do Estado
O presente artigo tem o objetivo de fomentar uma reflexão a respeito dos frequentes casos de violência e/ou morte direcionadas a pessoas pertencentes a grupos específicos da sociedade brasileira, ocasionadas pelas forças policiais a serviço do Estado, e como tal situação não recebe a devida atenção da sociedade em geral. Através da exposição de notícias sobre pessoas negras e periféricas, violentadas ou mortas pela polícia, será desenvolvida uma análise sistemática, com auxílio de revisão bibliográfica em teoria social, tomando a questão pelo cerne, desvelando causas políticas, sociais, econômicas e culturais para a compreensão do racismo e do preconceito de classe, para entendermos como funciona o controle estatal exercido através deles, dando vazão à abordagem mais ampla e estrutural sobre este tema
OS PIMENTEIRA NO CONTEXTO DA ETNO-HISTÓRIA PIAUIENSE
Este trabalho é uma breve análise da história e da memória dos indígenas do Piauí, considerando os indígenas Pimenteira que, segundo estudos, viveram em sua organização tradicional na região sul. Será estabelecido um diálogo entre a história e a antropologia ao tratar sobre a família Dias Marreca, família reconhecidamente de origem indígena que vive no município de Caracol, município que fica na região sudoeste do estado. O diálogo será estabelecido a partir de teóricos que são referência para a etnologia indígena e para a história indígena no Piauí, entre os nomes estão: John Manuel Monteiro (2001), João Pacheco de Oliveira (2004), Manuela Carneiro da Cunha (1992), Roberto Cardoso de Oliveira (2005), Luiz Mott (1985), Odilon Nunes (2007), Monsenhor Chaves (2005) entre outros. Os dados coletados em uma pesquisa de campo no município referido permitem inferir que os Dias Marreca mantêm a indianidade através da memória individual e social. Após analisar a indianidade e a memória social do referido núcleo familiar e o processo de territorialização vivenciado por eles, foi constatado que, no momento, a afirmação da identidade indígena não aponta para a constituição de um processo de emergência étnica, caracterizado pela adoção de padrão de indianidade e afirmação identitária acompanhada de reivindicação dos direitos indígenas
O USO DO ROLE PLAYING GAME (RPG) NO ENSINO DE GEOGRAFIA
A atualidade do ensino de geografia demanda mais planejamento, mediações e criatividade em sala de aula. Assim como outras disciplinas da educação básica, existem na geografia as possibilidades de se aprender conteúdos a partir de formas distintas de se ensinar, com metodologias mais criativas e não convencionais que contemplem a realidade em que os alunos estão inseridos socialmente e a capacidade de interpretação dessa realidade. Diante do exposto, este texto propõe refletir sobre a inserção e o uso do Role Playing Game (RPG), que é um jogo de interpretação de personagens, sobre a temática do meio ambiente e da educação ambiental, na questão do consumo e da produção de lixo, propiciando novas formas de abordar conteúdos presentes na geografia escolar. Em termos metodológicos, além do levantamento bibliográfico sobre a formação de professores, métodos de ensino e as metodologias não convencionais, temos como experiência empírica a realização, em 2019, de uma atividade no 9º ano, em uma escola da rede estadual de ensino da cidade de Teresina, no estado do Piauí. A escolha da temática ambiental foi orientada e casada com o currículo escolar e auxiliada pelos conteúdos do livro didático “Araribá Plus Geografia”, de Cesar Brumini. Em suma, o uso do RPG permitiu trabalhar processos importantes, como a produção industrial excessiva, a obsolescência programada, o consumismo, a produção de lixo e os produtos recicláveis, como parte de um processo global, que ocorre de formas distintas entre países desenvolvidos e emergentes, que se constitui e influi em parcelas da vida cotidiana local dos alunos.Palavras-chaves: formação; métodos; recursos; Role Playing Game
ENSINO DE GEOGRAFIA E O USO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - TICS COMO METODOLOGIA NA SALA DE AULA
Este artigo tem como tema o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação - TICs, no Ensino de Geografia em uma escola do municipio de Teresina – PI. O objetivo principal dessa pesquisa é analisar o uso das TICs como recurso didático na sala de aula. Na atualidade, a utilização dos meios tecnológicos estão presentes no dia a dia da sociedade, interferindo direta ou indiretamente em diversos aspectos de sua vida, inclusive no ambiente escolar. O uso de computadores, telefones celulares e seus diversos aplicativos permitiu ao professor dinâmizar as aulas de Geografia, aproximando diversas paisagens mesmo que de maneira virtual ao aluno. Assim, para que esta análise fosse realizada, traçou-se como metodologia da pesquisa duas etapas sendo elas: levantamento bibliográfico de autores que versam a temática discutida, aplicação de entrevista com professores e alunos visando descobrir de que forma as TICs são utilizadas em sala de aula e qual a percepção dos alunos e por fim, análise dos dados encontrados. Como resultados notou-se que faz-se necessário que os professores desenvolvam as habilidades dos usos das TICs e as explorem cada vez mais, visando em um ensino dos conteúdos geográficos cada vez mais significativo.Palavras-chave: ensino de Geografia; metodologia; Tecnologias da Informação e Comunicação.
Reconhecimento em Honneth e Ricouer
Ricoeur e Honneth concordam - seguindo Hegel - que o reconhecimento é uma dimensão ética que não se reduz à luta hobbesiana por autoconservação. Concordam que ele é uma dimensão intersubjetiva. Entretanto, discordam quanto ao seu percurso, no sentido que em Honneth o seu itinerário nas esferas afetiva, jurídica e da solidariedade tem um peso institucional voltado para a dimensão política, e os estados de pacificação de Ricoeur rumam em direção a um centramento ético subjetivo. Em Honneth o processo de reconhecimento tem como pressuposto o desrespeito como o motor da luta; em Ricoeur o percurso do reconhecimento é pavimentado para além do incessante conflito e da constante insatisfação do eu em realizar-se eticamente