Revistas Eletrônicas da UFPI (Univ. Federal do Piauí)
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    O QUE É GEOECOLOGIA DAS PAISAGENS?

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    Estudar a dinâmica e a organização espacial constitui um dos objetivos da Ciência Geográfica utilizando diferentes métodos e variadas concepções teóricas. A Geoecologia da Paisagem constitui um novo olhar para a análise ambiental, sendo uma metalinguagem composta por arcabouço teórico e metodológico assentada na Ciência da Paisagem. A Geoecologia é orientada aos estudos dos geossistemas, dedicando-se aos processos dialético natureza-sociedade. É marcada pela existência em conjunto de duas abordagens – uma espacial (geográfica) e outra funcional (ecológica). Deve-se assumir que a Geoecologia se orienta para o entendimento de cincos enfoques: estruturo-funcional (estrutura e funcionamento); estabilidade/instabilidade das paisagens (dinâmico evolutivo); grau de modificações antropogênica (histórico antropogênico) e, resistência e/ou restabelecimento do seu funcionamento (integrativo). Por ser relativamente nova no Brasil, a geoecologia necessita de um longo caminho para consolidar a aplicação do método e dirimir confusões teóricas e metodológicas. Objetiva-se apresentar uma síntese dos conceitos básicos da Geoecologia pois, apontar direções e caminhos metodológicos para o emprego da geoecologia nos estudos ambientais nos parece um caminho interessante para encurtar os ruídos existentes na aplicação do método

    GEOGRAFIA E DINÂMICA DOS AMBIENTES URBANOS: APLICAÇÃO DA ANÁLISE GEOGRÁFICA INTEGRADA AO ESTUDO DO MEIO AMBIENTE URBANO

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    Compatibilizar aspectos físicos e humanos tem sido um desafio para ciência geográfica ao se propor a estudar as cidades, uma vez que à medida que a ocupação humana aumenta os elementos naturais vão sendo transformados, ou ainda minimizados, tendo sua participação nos processos alterada. A análise sob a ótica da Teoria Geral de Sistema na Geografia permite aliar os elementos, variáveis e processos que compõem o sistema de espaço urbano aberto, avançando no sentido inclusive de contribuir nos planejamentos e gestão destes espaços, quanto à identificação de áreas de risco, por exemplo. Este trabalho pretende apresentar a aplicação da Análise Geográfica Integrada em ambientes urbanos, à luz da abordagem geossistêmica, além de sistematizar uma base conceitual e metodológica utilizada para tal aplicação; apresentar uma metodologia aplicada deste tipo de estudo feito no espaço urbano de Teresina (PI) e apresentar os principais resultados obtidos com aplicação da mesma. A metodologia utilizada foi a identificação de elementos físicos e humanos, levantamento e sistematização de dados em planilhas e arquivos geoespaciais, e por fim, a identificação de áreas mais e menos suscetíveis a inundação, alagamento e enchentes. Como resultado a metodologia mostrou-se eficiente haja vista que não é possível pesquisar um espaço urbano sem integrar as características físicas e humanas do objeto de estudo

    ENTRE O EXISTIR E O RESISTIR: A ESCRAVIDÃO AFRICANA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA (PNLD, 2018)

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    O nosso objeto e documento de pesquisa foi o livro didático, no qual analisamos o lugar da resistência escrava durante o período colonial e imperial nas duas coletâneas mais adotadas no Brasil para o componente curricular de História, aprovadas para o triênio 2018-2020. Nas obras didáticas, analisamos textos, imagens, atividades, manual do professor e suas seções a partir da epistemologia decolonial de Maldonado-Torres (2018), Mignolo (2014) e Quijano (2000), os quais problematizam o colonialismo e a colonialidade pela tríade poder, ser e saber. Os materiais em análise destacam formas de resistência escrava, como a participação e/ou organização de revoltas, a prática de religiões de matriz africana e a formação de quilombos, demonstrando que, nos tópicos sobre a escravidão, as coletâneas evidenciam que os sujeitos afrodiaspóricos não aceitaram passivamente o colonialismo, resistindo e lutando contra a imposição da escravidão no Brasil, com o intuito de angariar a liberdade. Todavia, os livros didáticos, conquanto registram formas de resistência dos negros, exprimem-nas de maneira superficial e reducionista, o que não contribui para explicitar o protagonismo dos sujeitos afrodiaspóricos em circunstâncias de violência e opressão.Palavras-chave: História; Livros didáticos de História; Escravidão; Resistência

    A PESTE NA MANCHÚRIA: A VISÃO DO JORNAL O PAIZ SOBRE A EPIDEMIA NA CHINA (1910-1911)

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    Neste artigo, analisaremos as reportagens do jornal O Paiz (RJ) publicadas em 1911, que abordam a Grande Praga da Manchúria, uma epidemia que eclodiu no nordeste da China em 1910. As reportagens do O Paiz (RJ) retratam as questões geopolíticas da época, os efeitos da epidemia na região afetada, as práticas utilizadas na época para conter a doença e as reações populares em relação às medidas sanitárias adotadas. Buscamos compreender a visão que se tinha a partir do Brasil em relação aos acontecimentos na China e de que forma o jornal abordava as questões científicas e sanitárias relacionadas ao combate da epidemia, que causou a morte de milhares de pessoas ao longo de quatro meses. Com essa análise, poderemos compreender melhor como a imprensa brasileira cobria eventos internacionais naquela época, além de conhecer mais sobre a história da saúde pública e as medidas adotadas para combater epidemias no início do século XX.Palavras-chave: Praga. Imprensa Brasileira. Peste da Manchúria. Epidemia. Jornal O Paiz

    CARACTERIZAÇÃO GERAL DOS SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO NO BRASIL: ATUALIZAÇÃO DE UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

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    Este artigo tem por objetivo elaborar uma revisão sistemática no âmbito das principais propostas de classificação fitogeográfica existentes, brasileiras e internacionais, numa atualização do trabalho de Oliveira-Costa (2012). Em termos metodológicos, a pesquisa compreendeu revisão de literatura considerando trabalhos como o manual com o sistema fitogeográfico do Brasil – Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 1992), bem como estudos de referência no tema, como Sampaio (1943), Egler (1962), Veloso e Góes-Filho (1991), Fernandes (2007), Rizzini (1979). Os sistemas de classificação fitogeográfica surgiram do interesse dos cientistas em organizar as paisagens vegetais do Mundo de acordo com suas similaridades sobretudo florísticas, fisionômicas e ecológicas. A primeira tentativa em realizar um estudo de caráter fitogeográfico está relacionada ao naturalista alemão Alexander von Humboldt (1769-1859), pioneiro ao produzir um sistema no âmbito das formas de vida das plantas, propondo categorias biológicas que influenciaram o campo da Fitogeografia Moderna. O debate sobre ‘sistemas fitogeográficos’ tem sido responsável por significativos avanços no conhecimento científico. Os sistemas fitogeográficos universais vêm sendo difundidos e adaptados em todo mundo; no Brasil, os sistemas universais têm resultado em diversas classificações, com divisão do território em grupos e subgrupos vegetacionais

    ENSINO DE GEOGRAFIA E CIDADE: A PONTECIALIDADE DA CAPITAL DO PIAUÍ ENQUANTO RECURSO PARA ENSINAR GEOGRAFIA

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    De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, estudar Geografia é uma oportunidade de compreender o mundo de forma crítica, mas para isso, o ensino deve partir do cotidiano do aluno, pois assim, os conteúdos geográficos ganharão sentido e significado no processo de aprendizagem da Geografia Escolar. O presente estudo tem como objetivo desenvolver essa aprendizagem utilizando como recurso a cidade de Teresina-PI. Partindo de uma pesquisa bibliográfica e de campo, o presente estudo reflete teoricamente sobre a potencialidade do espaço urbano para o ensino geográfico e narra atividades práticas que relacionam um conteúdo da geografia escolar presentes nos anos finais do ensino fundamental à cidade de Teresina. Conclui-se que a Cidade enquanto palco de inúmeros fenômenos e espaço de vivência do aluno, pode ser utilizada para desenvolver um ensino geográfico significativo, por possibilitar a relação entre o conteúdo e a realidade do estudante, fazendo-o perceber a aplicabilidade que estes conteúdos possuem para resolver os problemas do dia a dia.Palavras-Chave: Ensino de Geografia. BNCC. Cidade. Teresina-PI

    GEODIVERSIDADE E LOCAIS DE INTERESSE GEOLÓGICO E GEOMORFOLÓGICO DO MUNICÍPIO DE REGENERAÇÃO, PIAUÍ

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    O presente trabalho tem como objetivo realizar inventário da geodiversidade, a partir da caracterização dos geomorfossítios no município de Regeneração, Piauí. Esse município está localizado na microrregião geográfica Médio Parnaíba Piauiense, apresentando uma área de 1257 km2.A metodologia apoiou-se em levantamento bibliográfico dos temas relacionados a geodiversidade, geoturismo, patrimônio geológico e geoconservação, trabalho de campo para identificação e caracterização dos geomorfossítios, tendo como base a ficha de inventário proposta por Oliveira (2015), além de mapeamento temático da área de estudo. Constatou-se que o município está assentado totalmente sobre rochas sedimentares da Província Parnaíba, a partir das Formações Pedra de Fogo, Poti, Longá, Piauí e Corda. Também ocorrem os depósitos detrito-lateríticos e a Formação Sardinha. A partir do levantamento realizado foram identificadas as seguintes áreas de relevante geodiversidade em Regeneração: a) Mini cânion do riacho Jacaré, b) Vale de Pedras do Apertar da Hora, c) Poço da Mariquinha, d) Poço do Estreito, e) Vale das Esculturas e f) Mirante do Morro da Cruz. As áreas identificadas apresentam uma riqueza quanto à geodiversidade e grande potencialidade para o desenvolvimento do geoturismo. Espera-se que esse estudo seja ponto de partida para estudos posteriores quanto ao conhecimento socioambiental de Regeneração

    GRATIDÃO AO MESTRE: FRANCISCO DE ASSIS VELOSO FILHO

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    Esta breve nota de homenagem busca expressar agradecimento e gratidão ao estimado mestre e amigo Profº. Francisco Veloso, pela inestimável participação em momento importante da minha carreira acadêmica, cujos ensinamentos trago-os comigo até hoje

    SISTEMAS NATURAIS DO MUNICÍPIO DE IPIAÚ, ESTADO DA BAHIA, BRASIL: BASES PARA O PLANEJAMENTO AMBIENTAL MUNICIPAL SOB A PERSPECTIVA DA GEOECOLOGIA DAS PAISAGENS

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    O enfoque da abordagem sistêmica na análise ambiental baseia-se na necessidade de compreender as partes e processos de forma integrada, assim como identificar e solucionar os problemas relacionados. Considerando-se a insuficiência de dados e informações de cunho ambiental, os quais são essenciais para subsidiar ações de gestão pública eficientes, o presente trabalho objetiva apresentar uma caracterização dos sistemas naturais, considerando os aspectos climáticos, geológicos, pedológicos, clinográficos, hidrográficos e fitogeográficos do município de Ipiaú, Estado da Bahia, Brasil. Os resultados apontam dez sistemas naturais no município, tendo como fator delimitador os atributos do relevo, considerando seus processos morfogenéticos atuantes e o tipo de cobertura vegetal e uso das terras. Em suma, Ipiaú é representado por sistemas naturais complexos com dinâmicas erosionais nos ambientes com terrenos mais movimentados no centro-norte do território municipal, afim como funcionamentos deposicionais nos ambientes de planícies fluviais, e de transição, como nos morros baixos, cujos processos estão estritamente relacionados aos tipos de ocupação, por vezes incompatíveis com o funcionamento natural da paisagem

    O PIBID DE FORMA REMOTA NA PERSPECTIVA DE PIBIDIANAS: REALIZAÇÕES E REFLEXÕES

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    Este trabalho caracteriza-se como um relato de experiência do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), do Curso de Licenciatura em Geografia - (UFPI) referente à edição 2020/2022 e vinculado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).  Para realização deste trabalho, foram selecionadas algumas atividades feitas, no PIBID, por duas discentes, na Unidade Escolar Professora Maria de Lourdes Rebelo, no 1º ano do Ensino Médio. As atividades apresentadas levam em consideração estudos de Zabala (2010) e de Silva (2011) sobre recursos didáticos, bem como autores que tratam da utilização de recursos tecnológicos diversos no ensino, tal como Lévy (1999) e Moran (1995), além de escritores que versam acerca do ensino de Geografia, a exemplo de Calado (2012), dentre outros. Assim, o objetivo deste artigo é relatar algumas experiências vividas no PIBID na sua edição 2020/2022, em meio à pandemia da Covid-19, bem como descrever os impactos das ações do programa na formação de professores, baseados na vivência e nas atividades desenvolvidas por duas bolsistas. A metodologia empregada foi de pesquisa básica, com abordagem qualitativa, que iniciou com a revisão bibliográfica e, posteriormente, realizou-se a escolha de quais atividades seriam descritas para este artigo, com o intuito de salientar sua importância e sua contribuição no processo de ensino e aprendizagem. Observou-se que as estratégias para aproximação dos alunos com os pibidianos foram proveitosas, por meio do uso de tecnologias, possibilitando que o processo de ensino e aprendizagem ocorresse da melhor forma possível, dado o contexto

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