Revistas Eletrônicas da UFPI (Univ. Federal do Piauí)
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RECURSO DIDÁTICO NÃO CONVENCIONAL: O USO DOS JOGOS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA
Ao pensar na elaboração de materiais didáticos para o ensino de Geografia, a pesquisa tem como objetivo geral discutir sobre as potencialidades dos jogos digitais como recurso didático não convencional no ensino de Geografia, visando uma aprendizagem significativa. Os objetivos específicos foram discutir o conceito de recurso didático não convencional no ensino de Geografia, sobre a utilização dos jogos como recurso didático não convencional quanto a sua potencialidade de uso no ensino de Geografia, visando um ensino-aprendizagem mais significativo. A base teórica do estudo pautou-se em autores como: Morais et al. (2018), Castellar e Vilhena (2010), Vasconcellos (1995), Ramos, Knaul e Rocha (2020). Pezzato (2018), Pelizzari et al., (2002), Silva (2018), Araújo et al. (2017), Santana, Fortes e Porto (2016), Stinghen (2016), Kishimoto (2001), Oliveira (2013), Corrêa (2015), Silva (2011), Policarpo e Steinle (2008), Fiscarelli (2007), Wenzel e Lorena Filho (2006), Kenski (2003). Monteiro (2000), Rocha (2000), Moreira e Masini (1982), entre outros. Assim, estabelecemos o seguinte questionamento: como ações relacionadas à elaboração e utilização dos jogos como um recurso didático não convencional pode contribuir para a superação das dificuldades que os professores possuem ao ministrarem os conteúdos de geografia? A relevância do trabalho encontra-se na exploração de recursos didáticos não convencionais que envolvem o uso de jogos digitais, neste sentido favorece para o engajamento do magistério para uma maior disposição de recursos que auxiliem durante o processo de ensino e aprendizagem em sala de aula, ao próprio emprego das tecnológicos e contribui na inserção do letramento digital, bem como o trabalho com materiais concretos e simbólicos que irão servir como acionadores cognitivos dos conteúdos a serem ministrados. Foi adotada uma metodologia de pesquisa efetivada em duas etapas: fontes e procedimentos. As fontes foram adquiridas a partir do levantamento bibliográfico em livros, artigos científicos, monografias, dissertações e fontes pesquisadas em web sites, assim como foi realizada a seleção de documentos referentes ao objeto de estudo investigado. Quanto aos procedimentos, foi efetuada a coleta, seleção, organização e análise de materiais para uso como jogos digitais como recurso didático não convencional. Constatou-se que o emprego dos jogos como um recurso didático não convencional nas aulas de Geografia, possuem um grande potencial para o processo educativo e o ensino da disciplina, tendo em vista que são produtos sociais e culturais presentes na realidade do aluno, podendo contribuir para uma aprendizagem significativa. Conclui-se que o um bom desenvolvimento e planejamento sobre a inserção dos conteúdos com o uso dos jogos nas aulas de Geografia possibilitará ao professor uma maior diversidade e inovação ao longo do processo de ensino, a qual contribui para uma aprendizagem significativa dos estudantes
A REGIÃO NO LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA: ELEMENTOS CONCEITUAIS EM DISCUSSÃO
Neste artigo, busca-se verificar relações teórico-conceituais entre a Geografia escolar e a Geografia acadêmica, em livros didáticos das séries finais do Ensino Fundamental. Para isso, analisaram-se livros didáticos de duas coleções de Geografia adotadas em três escolas públicas de Teresina, focalizando-se o conceito de região, por ele ser um importante conceito-chave da Geografia nas séries estabelecidas. Como resultado, constatou-se que predominam noções de região que remontam às obras de autores clássicos da Geografia, as quais dão ênfase ao método descritivo e ao historicismo. Por fim, caracterizaram-se essas noções de região baseando-se em geógrafos contemporâneos que discutiram o assunto com maior profundidade
OS CAMINHOS DA GEOGRAFIA – JORNADAS SOB A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR FRANCISCO VELOSO FILHO
Esta breve nota de homenagem busca expressar agradecimento e gratidão ao estimado mestre e amigo Profº. Francisco Veloso, pela inestimável participação em momentos importantes da minha carreira acadêmica, cujos ensinamentos trago-os comigo até hoje
MIGRANTES RUMO À FÁBRICA: FORÇA DE TRABALHO CAMPONESA NA INDUSTRIALIZAÇÃO DO BABAÇU NO PIAUÍ (1940 -1970)
O presente artigo procura analisar a utilização da força de trabalho camponês na industrialização do babaçu no Piauí entre as décadas de 1940 a 1970. Em tal período de análise, os deslocamentos das famílias camponesas pesquisadas estavam condicionados ao desejo por melhores condições de vida a partir do trabalho fabril. As experiências de migração foram construídas a partir das redes de contatos e sociabilidades na expectativa do trabalho na fábrica GECOSA (Indústrias Reunidas Gervásio Costa S/A), situada na região de Novo Nilo (PI), às margens do rio Parnaíba. O cotidiano da fábrica foi marcado pela rotina exaustiva de trabalho dos camponeses-operários, que dominavam a linha de produção, sem perder de vista seus vínculos tradicionais com a terra e a agricultura. Para a construção do presente estudo foi utilizada a metodologia da História Oral através da análises de entrevistas realizadas com camponeses que participaram ativamente do processo histórico em tela. Utilizamos também documentos oficiais da GECOSA, dentre outros fragmentos do passado, com objetivo de analisar as experiências camponesas no mundo rural do Piauí, mais especificamente no povoado Novo Nilo (PI).Palavras-chave: Mundo rural; Trabalho; Migração; Camponeses; Piauí
HISTÓRIA LOCAL E OS MOVIMENTOS SOCIAIS EM BARRAS- PI (1975-1995): AULA-OFICINA COMO APORTE METODOLÓGICO
O presente trabalho tem como principal intuito perceber de que forma o Ensino de História com abordagem da História Local possibilita a ampliação da consciência histórica dos (as) educandos (as), aumentado as probabilidades de atuação como sujeitos históricos no seu próprio meio de convívio sendo assim protagonistas de seu futuro. Posto que a História Local possibilita temáticas a serem estudadas que são mais facilmente entendidas e comparadas pelos (as) educandos (as), privilegiando a história de heterogeneidades e pluralidades, pensando nisso que escolhemos dentro do âmbito local pesquisar os movimentos sociais dentro do nosso município (Barras-PI) a fim de rompermos com modelos excludentes de representatividade de sujeitos dentro da História, com os silenciamentos de identidades barrenses, percebendo que o título centenário da cidade de “Terras dos poetas e governadores”, exclui boa parte da população que compõe sua História e que são trabalhadores e trabalhadoras rurais que usaram sua atuação nos movimentos sociais como conquista de direitos políticos sociais e civis. Para potencializar a aproximação entre o vivido pelo (a) educando (a) dentro da sua comunidade e espaços de vivências e o estudado/ ensinado dentro do âmbito escolar, estimulando sua participação ativa no ensino, como sujeito da construção da aprendizagem. Como suporte da nossa pesquisa utilizamos os estudos de Goubert (1988); Antonello (2020) para entendimento sobre História Local; Andrade (2018) como suporte no entendimento dos movimentos sociais em Barras- PI e Barca (2004) nas discussões sobre Aula- Oficina. Na aplicação das Aulas- Oficinas nos apoiaremos na observação participante como metodologia de suporte, uma vez que estaremos em constante interação com o grupo a ser pesquisado (nossos/ as alunos/as das escolas municipais do 6º ao 9º ano de Barras- PI), participando ativamente das atividades com foco na observação, a fim de utilizarmos a abordagem qualitativa para mostrarmos os progressos e as necessidades na aplicação das Aulas- Oficinas. Percebemos a significativa importância da inclusão da História Local em conexão com Aula- Oficinas como recursos teórico-metodológicos para estabelecer conexões com espaços e temporalidades, na perspectiva de que o (a) educando (a) internalize saberes históricos que o (a) leve a consolidar a cidadania participativa e ativa.Palavras-chave: História Local; Ensino de História; Movimentos Sociais
VILAS FERROVIÁRIAS E OPERÁRIAS: MORADIA E PROXIMIDADE DO TRABALHO FERROVIÁRIO NO PIAUÍ
Ao longo da via permanente das ferrovias são realizados diversos trabalhos de infraestrutura (terraplanagem, drenagem e obras de arte especiais) e superestrutura (trilhos, dormentes, lastros, sublastros etc.), além da construção de edificações como as estações de passagem e terminal, posto médico, almoxarifado, oficinas, vilas ferroviárias ou operárias, dentre outras, que auxiliavam o funcionamento do transporte ferroviário brasileiro. Este artigo analisa o estado de conservação e os novos usos dos bens imóveis residenciais, vilas ferroviárias e operárias, da ferrovia no Piauí, principalmente depois da desativação da Rede Ferroviária Federal S. A. (RFFSA). Para isso, analisamos os relatórios e inventários de bens móveis e imóveis produzidos pela RFFSA e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que apresentam informações sobre a quantidade, os tipos, os usos e o estado de conservação do patrimônio ferroviário piauiense.Palavras-chave: Vilas ferroviárias e operárias. Moradia. Trabalho ferroviário
REPRESENTAÇÃO SOCIAL, ENSINO DE GEOGRAFIA E CIDADES: ESTADO DA ARTE
Nesta pesquisa é apresentado um Estado da Arte relacionada a representações sociais de cidades no ensino de geografia dos últimos 10 anos de (2010 – 2020). A Teoria das Representações Sociais criada pelo Francês Serge Moscovici. Vamos observar que tal representação é de suma importância para compreender como as práticas de ensino dos professores de geografia. A pesquisa possui como objetivo identificar a utilização do aporte teórico das representações sociais em pesquisas sobre ensino de cidade na disciplina de geografia, no qual foi elaborado um estado da arte. Com os dados coletados pode-se observar uma crescente na produção de trabalhos acerca das representações sociais e o ensino de geografia, vemos que vários objetos e conceitos geográficos podem ser trabalhados utilizando a teoria das representações sociais. Observa-se também a escassez de trabalhos referente a representação social de cidades no ensinado de geografia. É necessário uma reflexão sobre como se é trabalhado esse conceito, juntamente com urbanização no ensino de geografia, pois com essas representações o professor de geografia pode direcionar sua prática pedagógica e verificando como os alunos veem a cidade e como a vivencia do aluno pode contribuir para a construção do conhecimento geográfico.
O USO DO MUSEU DE ARQUEOLOGIA E PALEONTOLOGIA DA UFPI COMO ESPAÇO NÃO FORMAL PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA
O dinamismo da sociedade contemporânea tem imposto novos desafios ao processo de ensino e de aprendizagem, sendo que a diversidade de fontes de informação viáveis ao conhecimento depende de constante atualização. Neste cenário, museus compõem-se de um importante recurso ao ensino dos componentes curriculares, e em especial, da Geografia. Dessa forma, o presente artigo tem como objetivo geral compreender uso dos museus como um espaço não formal para o ensino de Geografia, destacando o estudo de caso do Museu de Arqueologia e Paleontologia (MAP) da Universidade Federal do Piauí, na cidade de Teresina - PI. Os objetivos específicos são: a) relatar os museus como os espaços não-formais de ensino utilizados no contexto Geografia escolar; b) discorrer a importância dos museus como recurso educacional para o ensino de Geografia, a partir da análise do MAP em Teresina - PI; c) apresentar uma proposta de roteiro didático de visita técnica para práticas de ensino em espaços não-formais como os museus. A metodologia constitui-se como uma pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, pautada numa revisão bibliográfica e visita in locu ao MAP. Os autores que fundamentaram a pesquisa foram: Silva e Alencar (2018), Silva (2011), Façanha, Viana e Portela (2011), Barbosa (2008), Gohn (2006), Reis (2005), Kaercher (2002), Callai (2001) e Pontuschka, Paganelli e Cacete (2009), Cavalcanti (1993), entre outros. Ficou evidente no estudo a importância das aulas de campo realizadas nos museus como estratégia para um ensino de Geografia, visto que os ambientes museológicos são espaços não-formais de aprendizagem que permitem a incorporação de conceitos da ciência geográfica através de práticas mais dinâmicas que contribuem para um processo de ensino aprendizagem mais eficaz e significativo
CONSERVAÇÃO AMBIENTAL NA ÁREA DE TENSÃO ECOLÓGICA DA PARTE SETENTRIONAL DA BACIA DO PARNAÍBA
As áreas de tensão ecológica são espaços geográficos situados na interface entre diversos ecossistemas sujeitos ou não às pressões antrópicas. O estudo de Rivas (1996), definiu duas áreas: uma na parte setentrional da bacia, enquadrando o médio e baixo curso do Parnaíba e seus afluentes, e a outra, na região meridional, centralizada no vale do Gurguéia. O uso e a ocupação inadequada na área de tensão ecológica da parte setentrional da Bacia do Parnaíba têm alterado o equilíbrio ecossistêmico das áreas de nascentes e faixas marginais dos cursos d’água. A pesquisa tem por objetivos discutir metodologias de zoneamento geográfico e de cartografia digital e demonstrar as possibilidades de sua aplicação na análise de áreas de interesse de programas de pesquisas voltados para a conservação ambiental, tomando como estudo de caso a área de tensão ecológica setentrional da bacia hidrográfica do rio Parnaíba; caracterizar as bases físicas da região em estudo, detalhando os geossistemas/geofacies e identificar a situação ambiental, segundo Rivas (1996); criar uma base digital através dos problemas ambientais localizados na região de estudo, a partir dos programas de geoprocessamento Carta Linx 4.2 e Arc View 3.2a; discutir aspectos da conservação ambiental na área de tensão ecológica envolvida e propor recomendações para conservação ambiental na área de estudo a partir da identificação de setores prioritários. A metodologia compreendeu no levantamento de referências sobre a conservação ambiental no Brasil, planejamento e zoneamentos ambientais no Brasil; o zoneamento geoambiental elaborado pelo IBGE para a bacia hidrográfica do Parnaíba e a aplicação da cartografia digital (Carta Linx 4.2 e Arc View 3.2a). Foram georreferenciadas as informações sobre a caracterização geoambiental, e em seguida sobrepostos os mapas digitais sobre divisão municipal, bacias e situação ambiental para seleção de setores prioritários para conservação. Com os resultados obtidos, o estudo de Rivas (1996) definiu a área de estudo em ambientes com situação estabilizada, satisfatória, tolerável, ruim, grave e crítica. Do cruzamento das variáveis como situação ambiental, municípios, bacias, unidades de conservação e áreas de paisagem relevante com potencial para o turismo foram apontados cinco setores com prioridades para conservação na área de estudo, onde a situação do ambiente foi classificada como crítica, grave e ruim: cabeceiras do rio Sambito (setor 1: situação crítica), médio e baixo curso do rio Parnaíba (setor 2: situação grave), médio e baixo curso do rio Canindé (setor 3: situação grave), curso do rio Longá (setor 4: situação ruim) e terraços fluviais situados entre o médio e baixo curso do rio Parnaíba (setor 5: situação ruim). Constatou-se, também que a maioria das unidades de conservação se encontram em ambientes de situações estabilizada, satisfatória e tolerável, sendo que apenas três unidades como Parque Zoobotânico, Parque das Mangueiras e Parque Ecológico Cachoeira do Urubu se localizam no ambiente de situação ruim (setor 4 e 5). Com relação às áreas de paisagem relevante com potencial para o turismo como Serra de Santo Antônio (Campo Maior – PI), Pedra do Castelo (Castelo do Piauí – PI), Cânion do Poti (Buriti dos Montes – PI) e Serra dos Matões (Pedro II – PI) não estão localizadas em ambientes de situação crítica, grave e ruim. O zoneamento geoambiental e a cartografia digital são importantes instrumentos para indicação de setores prioritários para fins de conservação, fornecendo, assim, elementos para o desenvolvimento de estudos futuros na área de tensão ecológica da parte setentrional da Bacia do Parnaíba