Unifev Revistas (Centro Universitário de Votuporanga-SP)
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RESUMOS - HUMANAS E SOCIAIS
Resumos da área de Humanas e Sociais (Unifev - Centro Universitário de Votuporanga)
OS IMPACTOS DA DESCENTRALIZAÇÃO DAS AÇÕES DE SAÚDE NA PANDEMIA DE COVID-19 NO BRASIL
A descentralização das ações de saúde durante a pandemia de Covid-19 expôs desafios jurídicos sobre a autonomia e a distribuição das atividades que os entes federativos devem observar em emergências, como a ocorrida em 2019. A partir dessa pontuação, o presente trabalho teve como objetivo propor um estudo de como a descentralização impactou a saúde pública durante a pandemia, a partir dos princípios constitucionais da autonomia dos entes federativos. A relevância reside no fato de que, na Constituição Federal, a descentralização faz parte dos princípios fundamentais do sistema político-administrativo do Brasil, sendo essencial para garantir a eficiência da gestão pública e a adequação ao interesse público, entretanto, não se pode afirmar que, por si só, a descentralização trará resultados, isto é, apesar dos princípios da autonomia e da descentralização federativa contribuírem para a eficiência da gestão pública, trata-se de um conceito ainda não plenamente consolidado. A metodologia utilizada foi uma pesquisa de natureza básico-aplicada, com o método dedutivo, levando em consideração o contexto concreto. A pesquisa bibliográfica e o estudo de casos concretos, em acórdãos judiciais encontrados nas bases de dados públicos do Supremo Tribunal Federal, referentes ao biênio 2019-2021, possibilitaram averiguar que a descentralização e a autonomia federativa no Brasil têm o potencial de promover a eficiência na gestão pública. Contudo, a falta de coordenação adequada entre os diferentes níveis de governo pode gerar disparidades. A análise realizada contribuiu não apenas para qualificar o debate sobre os resultados obtidos, como também para subsidiar a formulação de recomendações e diretrizes para futuras intervenções legais e políticas.
Palavras-chave: Covid-19; descentralização; gestão pública; pandemia, políticas públicas
SÍNDROME DA MULHER DE POTIFAR NO CRIME DE ESTUPRO
A "síndrome da mulher de Potifar" refere-se a falsas acusações de estupro ou assédio sexual por vingança ou ressentimento, baseada em um relato bíblico. A partir desse preâmbulo, o artigo teve como objetivo proceder um estudo no sentido de averiguar a possibilidade de equilibrar a proteção das vítimas reais de estupro com a necessidade de evitar estigmatização e injustiças para os falsamente acusados. Para isso, investigou-se a importância de uma abordagem justa e eficaz no tratamento dessas situações no sistema legal, promovendo a equidade e os direitos humanos. A metodologia utilizada foi qualitativa, com uma abordagem dedutiva e incluiu a análise jurisprudencial e estudo comparativo de casos reais, além de análises teóricas. A pesquisa aplicou estudos bibliográficos, doutrinários e jurisprudenciais para identificar lacunas e propor intervenções legais. Concluiu-se a necessidade de programas educacionais para aumentar a conscientização sobre a distinção entre acusações genuínas e falsas, propondo a implementação de protocolos de investigação mais robustos, garantindo apoio jurídico e psicológico para todos os envolvidos, protegendo os direitos das vítimas reais e dos réus.
Palavras-chave: estupro; síndrome; mulher de potifar
NEUROTRANSMISSORES E ATIVIDADE FÍSICA: UMA ANÁLISE DOS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE MENTAL
A atividade física tem sido reconhecida como um componente essencial para a promoção da saúde mental, com benefícios amplamente documentados ao longo dos anos. Assim sendo, este estudo tem como objetivo avaliar a sua importância para a manutenção da saúde mental e sua relação com neurotransmissores. Trata-se de uma revisão narrativa. Foram utilizados os bancos de dados PubMed, sciELO e Medline e os seguintes descritores: “Physical Activity” AND “Mental Health” OR “Neurotransmitters” OR “Prevention of Mental Disorders” nos últimos anos. A revisão demonstra que a atividade física é eficaz na prevenção e tratamento de transtornos mentais, beneficiando diferentes faixas etárias e mostrando vantagens distintas entre exercícios aeróbicos e anaeróbicos. Ela melhora a neuroplasticidade, modula o eixo Hipotálamo-hipófise-gonadal e aumenta a produção de fator neurotrófico derivado do cérebro, promovendo a saúde cerebral. Programas personalizados e intervenções adaptadas às necessidades individuais são mais eficazes e políticas públicas que incentivam a prática de exercícios têm mostrado reduzir a prevalência de transtornos mentais e melhorar a qualidade de vida. Concluiu-se que a prática regular de atividade física é uma intervenção vital para a manutenção da saúde mental, proporcionando uma abordagem holística. Os benefícios abrangem desde a melhoria do humor até a redução dos sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Investimentos em programas de exercício físico, políticas públicas inclusivas e intervenções personalizadas são essenciais para maximizar os benefícios da atividade física para a saúde mental, destacando a importância de integrar o exercício físico em estratégias de saúde pública.
Palavras-chave: atividade física; saúde mental; neurotransmissores; exercício físico; prevenção de transtornos mentais
LEVANTAMENTO DOS CASOS DE HIV/Aids NO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA
Desde a chamada revolução sexual, a prática do sexo desprotegido e com mais de um parceiro vem acontecendo cada vez mais entre os indivíduos, independentemente da classe social, admitindo-se uma tendência generalizada. Entretanto, a negligência na prática da contracepção e da prevenção desse agravo tem direcionado as pessoas à exposição ao Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a da Imunodeficiência Adquirida (Aids). A partir dessa consideração, o objetivo do estudo foi pesquisar dados epidemiológicos dos casos de HIV/Aids no município de Votuporanga, no período de 2018 a 2022 e levantar o número de casos ocorridos no período, faixa etária, gênero, escolaridade, estado civil, raça (classificação do IBGE), orientação sexual e localidade de residência. Trata-se de uma pesquisa quantitativa e retrospectiva. Esses dados foram retirados da ficha de notificação compulsória que se encontra arquivada no Serviço de Assistência Especializada (SAE) e posteriormente foram convertidos em gráficos, a partir da utilização da ferramenta Google Forms e discutido com artigos já publicados. Ao final, concluiu-se que os dados obtidos dos casos de HIV/AIDS foram de suma importância para descrever um perfil mais incidente da doença e, com isso, contribuir com os profissionais que atuam nessa área para prevenir, rastrear e instruir os indivíduos mais vulneráveis. Vale a pena ressaltar que o estudo analisou um número relativamente pequeno de indivíduos (124). Os dados podem estar incompletos, especialmente em relação aos indivíduos que já faleceram. Para uma análise mais precisa, seria interessante analisar dados de um período maior de tempo.
Palavras-chave: perfil epidemiológico; fichas de notificação compulsória; portadores HIV/Aids
ANÁLISE COMPARATIVA DA INFLUÊNCIA DA ESTEIRA ERGOMÉTRICA NA MARCHA DE CRIANÇAS COM ALTERAÇÕES NEUROFUNCIONAIS: RELATO DE CASO
O Transtorno do Espectro Autista compreende uma disfunção neurológica que deriva desde fatores do ambiente, até genéticos, como anormalidades cromossômicas. Crianças com este transtorno podem apresentar dificuldade e/ou alteração em seu desenvolvimento. A lisencefalia é o desenvolvimento incompleto do cérebro resultando em cérebro de superfície lisa. Portadores dessa síndrome apresentam falha no desenvolvimento pós-natal, comprometimento psicomotor, déficit de crescimento, convulsões e espasticidade e/ou hipotonia muscular. O aprendizado da marcha é desafiador e a intervenção motora oferece amplos recursos para as crianças portadoras de alguma disfunção neurológica. A esteira ergométrica traz estratégias na reabilitação locomotora, permite a prática do padrão correto da marcha cineticamente, fornece suporte parcial no tronco, e melhora no comportamento motor. O objetivo da pesquisa foi avaliar a intervenção da esteira ergométrica na marcha de uma criança de 4 anos, do sexo masculino com diagnóstico de lisencefalia e transtorno do espectro autista. Foi realizada avaliação da marcha, testes de equilíbrio estático e dinâmico, avaliação da funcionalidade e análise do desempenho na esteira. Efetuou-se a reavaliação após dez sessões para comparar os resultados das variáveis antes e após a implantação da prática fisioterapêutica. Foi utilizado treinamento proprioceptivo, estimulação sensorial e treino de marcha na esteira. Os resultados demonstram melhora da qualidade da marcha na realização das fases no processo fisiológico como apoio do calcanhar, fase de balanço e impulso, apresentou melhora significativa na funcionalidade como: sentar e levantar sem apoio, entrar e sair do carro de forma independente, apoio unipodal, melhora do equilíbrio estático e dinâmico sem apoio, pula e desvia de obstáculos durante a caminhada, consegue subir escadas sem apoio ou auxilio e não utiliza os braços para impulsionar a marcha. Os achados na literatura evidenciam melhoras significativas no equilíbrio, desenvoltura no tônus e força muscular, coordenação e planejamento motor. Além disso, observou-se em outros estudos, aumento de velocidade, comprimento da passada e cinemática articular. Em adição, os trabalhos evidenciaram que a fraqueza muscular é um fator limitante primário de deambulação em crianças com alterações neurológicas. Assim, fica evidenciado que o treino da marcha em crianças com disfunções neurológicas é uma importante abordagem fisioterapêutica a ser buscada, propiciando avanço na atividade motora e permitindo viver experiências, hábitos e comportamentos específicos nas tarefas cotidianas.
Palavras-chave: fisioterapia; esteira ergométrica; autismo; lisencefalia
A UTILIZAÇÃO DO POWER BI NO AMBIENTE EDUCACIONAL:ANALISANDO O DESEMPENHO E GRAU DE SATISFAÇÃO DOS DISCENTES
A educação é uma ferramenta essencial na luta contra as injustiças sociais e na garantia da qualidade de vida. A partir dessa proposição, o presente artigo explora como a tecnologia , em especial do Power BI, pode ser uma aliada do docente na compreensão das necessidades da sala de aula e no enfrentamento das necessidades educacionais Para tanto, teoricamente, apesquisa propôs uma descrição d esse programa, explicando conceitos e ferramentas básicas que permitem um manuseio eficaz e útil em cenários de estudo e análise. A metodologia , por sua vez, para a pesquisa aplicada, consistiu em uma simulação , com vinte alunos da sétima série, aplicando um formulário demonstrativo de avaliação de satisfação e desempenho, criado pelos autores, para aferir a percepção desses estudantes sobre o desempenho e a didática do docente, os materiais utilizados em aula e suas dificuldades. Os dados foram coletados, manipulados e tratados para a construção de um dashboard, que funcionou como um diagnóstico para mensurar tanto o desempenho educacional do docente quanto a trajetória de aprendizagem dos alunos ao longo de um bimestre. Os resultados indicam que ferramentas tecnológicas como o Power BI podem ser úteis no desenvolvimento de planos de ação voltados à melhoria do processo educacional.
Palavras chave: educação; Power BI; dashboard; discente
PERFIL DA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS PARTICIPANTES DE UM PROJETO DA TERCEIRA IDADE
O objetivo da pesquisa foi investigar a capacidade funcional, composição corporal e qualidade de vida de 48 idosas, com idades entre 60 e 80 anos (68,9±5,18 anos), participantes do programa UNIATI da Unifev (Centro Universitário de Votuporanga). Elas realizaram medidas antropométricas e responderam ao questionário SF-36, além de testes que avaliaram força, flexibilidade, agilidade, equilíbrio e resistência aeróbia. Os resultados revelaram que o peso corporal médio foi de 72,0±15,19 kg, com um IMC de 29,4±5,80 kg/m² e 43,8% das idosas foram classificadas como obesas. Nos testes de força, 85,4% tiveram desempenho adequado nos membros inferiores e 91,7% nos superiores. A flexibilidade foi considerada satisfatória em 62,5% para membros inferiores e 72,9% para superiores. A resistência cardiorrespiratória foi adequada para 58,3% das participantes. No teste de agilidade, 14,6% foram classificadas como "muito bom". No entanto, todas apresentaram resultado insatisfatório na capacidade equilíbrio, o que preocupa pela associação com quedas. Quanto à qualidade de vida, os dados do SF-36 indicaram uma capacidade funcional média de 62,7±20,22. Os escores para limitações físicas e emocionais foram de 64,9±38,67 e 61,1±42,24, respectivamente. Para dor, o valor foi de 57,4±21,57, enquanto o estado geral de saúde ficou em 62,5±20,49. A vitalidade foi de 59,8±20,95, e os aspectos sociais (68,2±25,63) e a saúde mental (67,0±21,76) mostraram uma percepção mais positiva. A pesquisa destaca a necessidade de intervenções voltadas à prática de exercício físicos que contemplem as mais diversas capacidades físicas, promovendo a diminuição do peso corporal, o aprimoramento dessas capacidades, consequentemente a melhora da qualidade de vida das idosas.
Palavras-chave: capacidade funcional; qualidade de vida; envelhecimento
RESUMOS - EXATAS
Resumos da área de Exatas (Unifev - Centro Universitário de Votuporanga)