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    Retrato de Alberto Tavares quando jovem artista. Uma revisitação de Projets 69

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    This essay intends to revisit the initial work of the portuguese poet Al Berto, thus articulating two different perspectives: the recovery of his initial artistic production and the way his Oeuvre explores the transition from visual and plastic arts to writing; the presence, in his Projets 69’ book, of the Artist Book and the Instructions Manual paradigms, as tools for the production of performances and installations that intend to intensifiy experience.Este ensaio visa revisitar a obra inicial do poeta português Al Berto, sob duas perspetivas diversas mas articuladas: a recuperação da sua produção artística inicial e a forma como a obra tematiza a transição das artes plásticas para a escrita; a presença, no seu livro Projets 69, do modelo do Livro de Artista e do Manual de Instruções, ao serviço da realização de performances e instalações que visam responder ao projeto de intensificação da experiência

    Defesa da autonomia, intenção didática: um debate sobre o engajamento no conto “A pianista”, de Machado de Assis

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    This paper presents an interpretation of Machado de Assis’s short story titled “A pianista” [“The piano player”], which was published in 1866 in a Brazilian journal called Jornal das Famílias. We argue that this work seeks to encourage the modernization of family relationships in nineteenth-century Brazil, advocating marriage based on freedom of choice, in contrast to the patriarchal practice of unions based on familial arrangements. In this sense, “A pianista” supports changes in social patterns of the period, proposing greater autonomy for individuals, but some dissonances found in the text indicate the limits of this defense.En este artículo, proponemos una lectura del cuento "A pianista", de Machado de Assis, publicado en 1866 en el Jornal das Famílias. Tratamos de demostrar que el trabajo busca fomentar la modernización de las relaciones familiares en el Brasil del siglo XIX, abogando por el matrimonio por elección de cónyuges, en contraste con la práctica patriarcal del matrimonio establecida por el arreglo familiar. En este sentido, "A pianista" pretende defender los cambios en los patrones sociales de la época, proponiendo una mayor autonomía de los sujetos, pero algunas disonancias de la historia indican los límites de esta defensa.Neste artigo, propõe-se uma leitura do conto “A pianista”, de Machado de Assis, publicado em 1866 no Jornal das Famílias. Procuramos mostrar que a obra busca incentivar a modernização das relações familiares no Brasil do século XIX, advogando o casamento por escolha dos cônjuges, em contraste com a prática patriarcal do matrimônio estabelecido por arranjo familiar. Nesse sentido, “A pianista” visa a defender mudanças em padrões sociais da época, propondo maior autonomização dos sujeitos, mas algumas dissonâncias do conto indicam os limites dessa defesa

    Notas sobre a historicidade de Os diários de Emilio Renzi

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    The three published tomes of Los diarios de Emilio Renzi sometimes externalize an aesthetic of fragment and indicate the moment and sometimes draw the profile of a reader in linear formation; sometimes focus only one character, the author, sometimes deny any authorial or autobiographical dimension and search registries of collective historical or literary memories. Marked by founding wishes, uncertainties and hesitations, Los diarios de Emilio Renzi probes the limits and possibilities of a personal diary construction and brings together the self and the person perception, the design of an impossible unity and the multiplied representation of oneself. However, in all circumstances they dialogue with historical experience, show genealogical paths of Ricardo Piglia’s works and build strategies of displacement and distance.Os três volumes editados de Los diarios de Emilio Renzi ora assumem uma estética do fragmento e apontam para o instantâneo, ora desenham uma sequência linear de leituras de formação; ora tratam de um personagem só, o autor, ora negam a dimensão autoral e autobiográfica e buscam registros das memórias coletivas – históricas ou literárias. Marcados por uma vontade fundadora e por inúmeras incertezas e hesitações, Los diarios de Emilio Renzi sondam as possibilidades e os limites da construção de um diário e reúnem a percepção do interior à do exterior, o desenho de uma unidade impossível à representação multiplicada de si. Em todas as circunstâncias, porém, dialogam com a experiência história, indicam percursos genealógicos da obra de Ricardo Piglia e, para representá-la, constroem estratégias singulares de deslocamento e distanciamento

    “Desenredo”, de João Guimarães Rosa: prosoema, metapoesia, necrológio prévio ou “autobiografia irracional”?

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    In March 1956, even before launching Grande sertão: veredas (his “irrational autobiography”), João Guimarães Rosa announces through a newspaper his project of taking a seat at the Brazilian Literature Academy, despite the fact he was almost an unpublished author, by that time. It was his first attempt, out of three, all of them punctuated by a deeply emotional distress: no less than seven years later, in 1963, he will get elected, almost by unanimity. Astoundingly, he starts postponing inexplicably the induction ceremony, and perishes precisely three days after the event he had adjourned for fours years long. Some newspapers announced that he would have foreseen his own death. Focused on that bio-poetical plot, this paper quests to unravel the main clues of a meta-poetical allegory whose lines could possibly hide Rosa’s commitment to his own poetry, to his plans to get elected, to the deadly induction ceremony, and his critical view upon the wide spread rivalry among Academy members, as it can be seen through “Desenredo”, from Tutameia – Terceiras estórias (1967). The present essay crisscrosses that famous “prosoem” in order to reach answers for the following genealogical questions: what are the limits between poetical narratives and prosoems, between story and history, critical interpretation and poetical transcreation, immortality and outlife (Fortleben), in the case of a author taking beyond the paroxysm the notion of “irrational autobiography”? In other words: according to its genealogy, could it be possible to read “Desenredo” as an irreverent metapoetic writing?En marzo de 1956, João Guimarães Rosa, antes mismo de lanzar Grande Sertão: Veredas (su “autobiografía irracional”), anuncia en periódico su proyecto de ocupar una silla en la Academia Brasileña de Letras, a pesar de su condición de escritor prácticamente inédito, en aquel momento. Fue el primer entre tres intentos, todos marcados por fuerte desgaste emocional: solamente siete años más tarde, en 1963, Rosa será finalmente elegido, casi por unanimidad. Paradójicamente, empieza a postergar la ceremonia de instalación, y termina por fallecer exactamente tres días después del evento pospuesto ya por cuatro largos años. En los periódicos del día siguiente, se llegó a anunciar que él habría previsto su propia muerte. Con base en ese enredo biopoético, buscamos desentrañar, a lo largo de este artículo, los indícios de una narrativa metapoética en cuyas líneas Rosa podría haber eventualmente ficcionalizado su relación con la poesía, con la planeada elección, con la “instalación fatal” y con la rivalidad propia a los miembros de la ABL, tal como se entrevé en “Desenredo”, de Tutameia – Terceiras Estórias (1967). El presente ensayo recorrerá ese célebre prosoema en búsqueda de elementos de reflexión sobre la siguiente cuestión genealógica: ¿cuáles son los límites entre ficción y biografía, entre narrativa poética y prosoema, entre estoria y historia, entre interpretación crítica y transcreación poética, entre inmortalidad y pervivencia, en el caso de un autor que lleva más allá del paroxismo a la noción de “autobiografía irracional”? En otras palabras: desde su genealogía, cabría leer “Desenredo” como un irreverente texto metapoético?Em março de 1956, João Guimarães Rosa, antes mesmo de lançar Grande sertão: veredas (sua “autobiografia irracional”), anuncia em jornal o projeto de ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL), apesar de sua condição de escritor praticamente inédito, por então. Foi a primeira entre três tentativas, todas marcadas por intenso desgaste emocional: somente sete anos mais tarde, em 1963, Rosa será finalmente eleito, quase à unanimidade. Paradoxalmente, passa a inexplicavelmente adiar a cerimônia de posse e vem a falecer exatamente três dias depois do evento postergado por quatro longos anos. Nos jornais do dia seguinte, chega-se até mesmo a anunciar que ele teria previsto a própria morte. Com base nesse enredo biopoético, buscamos “desentramar”, ao longo deste artigo, os indícios de uma narrativa metapoética em cujas linhas Rosa poderia ter eventualmente ficcionalizado sua relação com a poesia, com a planejada eleição, com a posse fatal e com a rivalidade própria aos membros da ABL, tal como se entrevê em “Desenredo”, de Tutameia – Terceiras estórias (1967). O presente ensaio percorre esse célebre prosoema em busca de elementos de reflexão sobre a seguinte questão genealógica: Quais são os limites entre ficção e biografia, entre narrativa poética e prosoema, entre estória e história, entre interpretação crítica e transcriação poética, entre imortalidade e pervivência, no caso de um autor que leva ao paroxismo derradeiro a noção de “autobiografia irracional”? Em outras palavras: Em sua genealogia, caberia ler “Desenredo” como um irreverente texto metapoético

    A lembrança da juventude aventureira e tumultuosa: Dias de guerra, de Giovanni Comisso

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    The article proposes a reading of the work of the Italian writer Giovanni Comisso (1895-1969), with special emphasis on his memoirs as a World War I veteran. To achieve this goal, the article offers an analysis of Days of War, published by Comisso in 1930, placing the work in a broad context of early twentieth-century Italian literature (with authors like Renato Serra, Scipio Slataper, Piero Jahier, Giuseppe Ungaretti, Ardengo Soffici and Emilio Lassu). The analysis of the book Days of War proposed in this article takes into account in a privileged way the relationship between the published work and the veteran's direct experience. Using the letters written by the Commission and cross-reading with other moments of his work, the article seeks to delineate the genealogy of the writing of his memoirs and the relationship of this publication with a broad set of other efforts of memory of the experiences of the Italian combatants in the First World War. O artigo propõe uma leitura da obra do escritor italiano Giovanni Comisso (1895-1969), com ênfase especial em suas memórias de combatente da Primeira Guerra Mundial. Para tanto, o artigo oferece uma análise detida de Dias de guerra, publicado por ele em 1930, posicionando a obra em um contexto amplo da literatura italiana do início do século XX (com nomes como Renato Serra, Scipio Slataper, Piero Jahier, Giuseppe Ungaretti, Ardengo Soffici e Emilio Lassu). A leitura de Dias de guerra proposta neste artigo privilegia a relação entre a obra publicada e a experiência direta do combatente. Fazendo uso da correspondência de Comisso e da leitura cruzada com outros momentos de sua obra, busca-se delinear a genealogia da escrita de suas memórias e a relação dessa publicação com um conjunto amplo de outros esforços de memória e registro das experiências dos combatentes italianos na Primeira Guerra Mundial

    Dívida e castigo: o apocalipse da nova classe trabalhadora na ficção de Fernando Bonassi

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    The article intends to interpret Fernando Bonassi’s work, especially his novels Subúrbio and Luxúria, as figurations of the contradictions of Brazilian capitalism after redemocratization. Bonassi’s novels move from a naturalistic tone, which seems to aim to define a social class that moves determined by the Brazilian socioeconomic reality, to a tragic and dystopic tone, in which individual decisions transform the fate of banal characters. We compare the novels of the Brazilian author with an analysis of democracy and the contemporary stage of capitalism, especially mainly based on four figures of contemporary subjectivity proposed by Antonio Negri and Michael Hardt: the indebted, the mediatized, the securitized and the represented.El artículo pretende interpretar la obra de Fernando Bonassi, principalmente sus novelas Suburbia y Lust, como figuraciones de la contradicción del capitalismo brasileño post-redemocratización. Las novelas de Bonassi van de un tono naturalista, que parece apuntar a definir una clase social que se mueve de acuerdo con la realidad socioeconómica brasileña, a un tono trágico y distópico, en el que las decisiones individuales transforman el destino de los personajes banales. Cruzamos las novelas del autor brasileño con un análisis de la democracia y la etapa contemporánea del capitalismo, principalmente de cuatro figuras de subjetividad contemporánea propuestas por Antonio Negri y Michael Hardt: los endeudados, los mediados, los titulizados y los representados.O artigo pretende interpretar a obra de Fernando Bonassi, principalmente seus romances Subúrbio e Luxúria, como figurações da contradição do capitalismo brasileiro pós-redemocratização. Os romances de Bonassi passam de um tom naturalista, que parece almejar definir uma classe social que se move de acordo com a realidade socioeconômica brasileira, para um tom trágico e distópico, em que decisões individuais transformam o destino de personagens banais. Cruzamos a leitura dos romances do autor brasileiro com uma análise da democracia e do estágio contemporâneo do capitalismo, principalmente a partir de quatro figuras da subjetividade contemporânea propostas por Antonio Negri e Michael Hardt: o endividado, o mediatizado, o securitizado e o representado

    Andujar e a captura do corpo

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    This article aims to discuss Claudia Andujar’s photographic work on the Yanomami people in Brazil. The series “Marcados” of Andujar, as approached by Gilles Deleuze and Georges Didi-Huberman, not only seeks, by means of a photographic framework, the definition in the traces, but also provokes the co-presence of heterogeneous temporalities, bringing together reflections on both memory and anachronism. In “Marcados”, numbers open discussion about naming and power relations. The series “O invisível”, in turn, yields a reflection of shamanism through images, as viewed by Eduardo Viveiros de Castro. By forging the movement in a static photograph, Andujar opts for an interplay of light-shadow that shows the multiplication of the traces that will culminate in a reading of the shamanic trance by the optics of the pulsating and the unknown.Este artículo tiene como objetivo discutir el trabajo fotográfico de Claudia Andujar sobre el pueblo yanomami en Brasil. La serie "Marcados" de Andújar, abordada por Gilles Deleuze y Georges Didi-Huberman, no sólo busca, mediante un marco fotográfico, la definición en las huellas, sino que también provoca la co-presencia de temporalidades heterogéneas, reuniendo reflexiones sobre la memoria y el anacronismo. En "Marcados", los números abren una discusión sobre el nombre y las relaciones de poder. La serie "O invisível", a su vez, produce un reflejo del chamanismo a través de imágenes, vistas por Eduardo Viveiros de Castro. Al forjar el movimiento en una fotografía estática, Andújar opta por una interacción de sombra de luz que muestra la multiplicación de las huellas que culminarán en una lectura del trance chamánico por la óptica de los pulsantes y lo desconocido.Este artigo tem por objetivo discutir o trabalho fotográfico de Claudia Andujar a respeito do povo Yanomami no Brasil. Sua série “Marcados”, imaginada a partir de Gilles Deleuze e Georges Didi-Huberman, busca, pelo enquadramento fotográfico, a definição nos traços, ao mesmo tempo que provoca a (co)presença de temporalidades heterogêneas fazendo confluir reflexões sobre a memória e o anacronismo. Em “Marcados”, números abrem discussão sobre nomeação e relações de poder. A série “O invisível”, por sua vez, abre ocasião para se pensar imageticamente o xamanismo, como entendido por Eduardo Viveiros de Castro. Ao forjar o movimento em uma fotografia estática, Andujar opta por um jogo de luz-sombra que dá a ver a multiplicação dos traços que culmina em uma leitura do transe xamânico pela ótica do pulsante e do desconhecido

    O partido dos intelectuais

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    Based on an argument made by Pasolini in 1974 about the intelectual’s role neo-fascism’s times, this paper elaborates an analysis on some aporias of the left in Brazil after 2018, involving the concepts: governmentalization of the left parties; party of intellectuals; history and class consciousness in times of imperial neoliberalism.Basado en el argumento de pasolini en 1974 sobre la posición del intelectual en tiempos de neofascismo, el texto elabora un análisis sobre algunas aporías de la izquierda en Brasil después de 2018, que involucra los conceptos: la gubernamentalización de los partidos de izquierda; parte de los intelectuales; historia y conciencia de clase en tiempos de neoliberalismo imperial.Baseando-se em argumentação realizada por Pasolini em 1974 sobre a posição do intelectual em tempos de neofascismo, o texto elabora uma análise sobre algumas aporias da esquerda no Brasil após 2018, envolvendo os conceitos: governamentalização dos partidos de esquerda; partido dos intelectuais; história e consciência de classe em tempos de neoliberalismo imperial

    Para além do humano: narrativas da matéria em museu da revolução de João Paulo Borges Coelho

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    Starting from museology studies and the theory of material ecocriticism coming directly from the perspective of the new materialism, we propose a reading of João Paulo Borges Coelho's most recent novel Museu da revolução (2021). The study observes the process of transforming the narrative into an interactive exhibition, or exhibition in motion, exploring the narrative capabilities of non-human elements and, at the same time, the process of limiting the agency of the human element (characters) and their transformation into malleable objects. It is assumed that this construction of discourse participates in the project of recovering the stories(s) of the Mozambican revolution, its political and historical origins and its consequences in the contemporary world, as well as the placement of the country within the context of world geopolitics.A partir de los estudios de museología y la teoría del ecocriticismo de la materia que viene directamente desde la perspectiva del nuevo materialismo, proponemos una lectura de la última novela de João Paulo Borges Coelho Museu da Revolução (2021). El estudio observa el proceso de transformación de la narrativa en una exposición interactiva, o exposición en movimiento, explorando las capacidades narrativas de los elementos no humanos y, al mismo tiempo, el proceso de limitar la agencia del elemento humano (personajes) y su transformación en objetos indescriptibles. Se supone que esta construcción del discurso participa en el proyecto de recuperación de la(s) historia(s) de la revolución mozambiqueña, sus orígenes políticos e históricos y sus consecuencias en la contemporaneidad también como la colocación del país en el contexto de la geopolítica global.Partindo dos estudos de museologia e da teoria da ecocrítica da matéria vinda diretamente da perspetiva do novo materialismo, propõe-se uma leitura do mais recente romance de João Paulo Borges Coelho Museu da Revolução (2021). O estudo observa o processo de  transformação da narrativa em uma exposição interativa, ou exposição em movimento, explorando as capacidades narrativas dos elementos  não-humanos e, ao mesmo tempo o processo de  limitação da agência do elemento humano (personagens) e sua transformação em objetos malháveis. Assume-se que essa construção de discurso participa no projeto de recuperação da(s) histórias(s) da revolução moçambicana, as suas origens políticas e históricas e as suas consequências na contemporaneidade igualmente como a colocação do país dentro do contexto da geopolítica mundial

    Da terra humana à emergência de um "humanismo" ecológico nas palavras de Davi Kopenawa endereçadas aos brancos

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    In this article, I take as a starting point the observation that the book The Falling Sky, by the Yanomami shaman Davi Kopenawa in co-authorship with the anthropologist Bruce Albert, was drawn up on the editorial ground of the Terre Humaine Collection, which historically disputes a Humanist bias as a guideline for the knowledge produced in the literate milieu. Mapping this bias, I compare certain editorial mediations, namely, the understanding of humanism and of human, with how these notions can be understood from Kopenawa’s shamanic perspective. I argue on how this, while expanding the understanding of the human, claims it as an ecological condition If, on the one hand, Kopenawa’s perspective speaks of a humanity that is not only human, divergent from the narcissistic anthropocentrism of Western Humanism, on the other hand, the appeal of his words is addressed specifically to the so-called humans, since they have become the privileged agents of the forest destruction. The article shows how Davi Kopenawa’s thought, elaborated in the center of ecology and as a book addressed to us, brigs the need to expand of the meaning of human, both as production of knowledge and recognition, and as a principle for coping with the major questions about the future of humanity in face of environmental collapse.En este artículo, tomo como punto de partida la observación de que el libro La caída del cielo, del chamán yanomami Davi Kopenawa en coautoría con el antropólogo Bruce Albert, fue elaborado en el piso editorial de la Colección Terre Humaine, que históricamente disputa un sesgo humanista como guía para el conocimiento producido en el medio alfabetizado. Mapeando este sesgo, comparo ciertas mediaciones editoriales, a saber, la comprensión del humanismo y el humanismo, con cómo estas ideas pueden entenderse desde la perspectiva chamánica de Kopenawa. Argumento sobre cómo, mientras expande la comprensión de lo humano, lo reclama como una condición ecológica. Si, por un lado, la perspectiva de Kopenawa habla de una humanidad no sólo humana, divergente del antropocentrismo narcisista del humanismo occidental, por otro lado, el atractivo de sus palabras se dirige específicamente a los llamados humanos, ya que se han convertido en los agentes privilegiados de la destrucción de las tierras forestales. El artículo muestra cómo El pensamiento de David Kopenawa, elaborado en el centro de la ecología y como un libro dirigido a nosotros, trae la necesidad de la expansión del sentido humano, tanto como una producción de conocimiento y reconocimiento, como un principio para la cara de las grandes preguntas sobre el futuro de la humanidad frente al colapso ambiental.Neste artigo, tomo como ponto de partida a observação de que o livro A queda do céu, do xamã yanomami Davi Kopenawa em coautoria com o antropólogo Bruce Albert, foi elaborado no chão editorial da Coleção Terre Humaine, que disputa historicamente um viés Humanista como orientação para o conhecimento produzido no meio letrado. Mapeando esse viés, comparo certas mediações editoriais, a saber, o entendimento de humanismo e de humano, com o modo como essas noções podem ser entendidas a partir da perspectiva xamânica de Kopenawa. Argumento sobre como ela, ao mesmo tempo em que expande a compreensão do humano, o reivindica como uma condição ecológica. Se por um lado a perspectiva de Kopenawa fala de uma humanidade não só humana, divergente do antropocentrismo narcisista do Humanismo ocidental, por outro lado, o apelo de suas palavras é dirigido especificamente aos ditos humanos, uma vez que estes se tornaram os agentes privilegiados da destruição da terra-floresta. O artigo mostra de que forma o pensamento de Davi Kopenawa, elaborado no centro da ecologia e enquanto um livro endereçado a nós, traz a necessidade da expansão do sentido de humano, tanto como produção de conhecimento e reconhecimento, quanto como princípio para o enfretamento das grandes interrogações acerca do futuro da Humanidade perante o colapso ambiental

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