Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos (UNICAMP)
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Notícias sobre eventos e publicações
Apresentam-se aqui, notícias sobre eventos e publicações da área de Filosofia.Apresentam-se aqui, notícias sobre eventos e publicações da área de Filosofia.Apresentam-se aqui, notícias sobre eventos e publicações da área de Filosofia
El problema del origem de la vida: reconstruccción racional de la polémica entre biogenistas y abiogenistas durante los sigilos XVII a XX
Propõe-se uma reconstrução racional, empregando uma versão modificada da metodologia de programas de pesquisa (Lakatos), da polêmica sobre a origem da vida, a partir do século XVII, com destaque especial para a controvérsia Pateur-Pouchet. Examinam-se dois programas de pesquisa (o biogênico, e o a biogênico), especificam-se seus núcleos assim como suas heurísticas positiva e negativa. O ‘programa’ biogênico compreende as hipóteses e experimentos de Needham, Appert, Pouchet, Bastian Bernard: o abiogênico, os de Spallanzami, Schwann, Ure, von Helmholtz, Schulze,von Dush, Schröder, Paster e Tyndall. A reconstrução da controvérsia é dividida em três períodos: 1) antecedentes 2) a polêmica Pasteur-Pouchet, 3) desenvolvimentos subsequentes. Em cada período o caráter progressivo ou regressivo dos ‘programas’ examinados é determinado
Representation in the Eighteenth Brumaire of Karl Marx
TA finalidade do artigo é relacionar a idéia de representação em arte, ciência e política à obra de Marx, levando em conta especialmente O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte. A primeira parte (“'Personagem") serve de preâmbulo geral à ação principal, ilustrando o papel de certas figuras literárias sobretudo Hamlet - no pensamento de Marx. A segunda parte ("Ação") expõe o drama e o meta-drama subjacentes ao Dezoito Brumário. A terceira parte (“Representação") apresenta a teoria de Marx da representação de classe relacionando-a a sua teoria da ideologia como sistema de representações. A aplicação que faz Marx desta teoria a Luís Bonaparte e à Revolução de 1848 é sujeitala uma crítica detalhada, tendo por referência a obra análoga de Max Weber, Parlamento e Governo em uma Alemanha Reconstruída. O resultado desta confrontação é "representacionalmente real” mais enquanto arte do que enquanto ciência
How to generalize Grice's theory of conversation
Grice's theory of conversation is designed for a kind of talk whose purpose is a maximally effective exchange of information. This specification is too narrow, if other kinds of talk are analyzed. As Grice himself has pointed out, his theory therefore needs to be generalized. This essay attempts to show how this could be done. Making use of concepts Searle has developed within his version of speech act theory, I call the conversational maxims established by Grice 'assertive', and I argue that there are directive, commissive, expressive, and declarative maxims of conversation too. A pattern for generalization thus clearly emerge. Though the main value of Grice's theory lies in allowing for (a reconstruction of) interpretations of utterances, there still remains a whole set of utterances whose meaning this theory has not yet been able to grasp. Mentioning a few examples of such utterances, I try to show how their meaning(s) can be reconstructed, if conversational maxims other than Grice's are recognized. That the explanatory potential of Grice's theory can be raised by incorporating further maxims should be illustrated in this way.A teoria da conversação de Grice aplica-se a um certo tipo de conversação, cujo propósito é a troca de informações com amaior eficácia possível. A fim de aplicá-la a outros tipos de conversação, generalizando-a como sugeriu o próprio Grice, a especificação acima tem que ser modificada. O presente trabalho procura mostrar como isto pode ser feito. Empregando os conceitos da teoria dos atos de fala de Searle, as máximas conversacionais estabelecidas por Grice são chamadas de “assertivas”. A seu lado existem máximas directivas, comissivas expressivas, declarativas, e de comprometimento. Um modelo para a generalização da teoria de Grice torna-se assim aparente. Embora o principal interesse da teoria de Grice resida na sua capacidade de oferecer (reconstruções de) interpretações de enunciações, há um grande número de enunciações que a teoria, tal qual formulada por Grice, é incapaz de cobrir. Exemplos de tais enunciações são apresentados, e mostra-se que com proposta generalização das máximas de Grice seus significados. podem ser reconstruídos. Isto ilustra a ampliação do potencial explanatório da teoria de Grice por meio da incorporação de outras máximas.A teoria da conversação de Grice aplica-se a um certo tipo de conversação, cujo propósito é a troca de informações com a maior eficácia possível. A fim de aplicá-la a outros tipos de conversação, generalizando-a como sugeriu o próprio Grice, a especificação acima tem que ser modificada. O presente trabalho procura mostrar como isto pode ser feito. Empregando os conceitos da teoria dos atos de fala de Searle, as máximas conversacionais estabelecidas por Grice são chamadas de “assertivas”. A seu lado existem máximas diretivas, comissivas expressivas, declarativas, e de comprometimento. Um modelo para a generalização da teoria de Grice torna-se assim aparente. Embora o principal interesse da teoria de Grice resida na sua capacidade de oferecer (reconstruções de) interpretações de enunciações, há um grande número de enunciações que a teoria, tal qual formulada por Grice, é incapaz de cobrir. Exemplos de tais enunciações são apresentados, e mostra-se que com proposta generalização das máximas de Grice seus significados. Podem ser reconstruídos. Isto ilustra a ampliação do potencial explanatório da teoria de Grice por meio da incorporação de outras máximas
The inconsistency of Putnam's internal realism
A nova teoria do realismo interno' vem substituir o anterior realismo metafísico' no pensamento de Hilary Putnam. Não é sempre claro porque Putnam ainda se auto-denomina um realista! Neste artigo, argumenta-se que Putnam ainda se baseia na noção de designação rígida como fundamento para o realismo, embora essa noção tenha sofrido uma eliminação de suas conotações realistas (no sentido metafísico). Procura-se localizar as razões para essa mudança, começando pela interpretação que dá Putnam da noção de realismo' (I). Analisa-se a seguir seu tratamento do critério T de Tarski (II), seu próprio princípio de 'indeterminação da referência' (III), e a comparação desse princípio com o de designação rígida (IV). Na última seção, mostra-se que o princípio de designação rígida diluído é demasiado fraco para sustentar qualquer posição realista, seja ela interna ou outra (V)
Programas e promessas: sobre o (ab-) uso do jargão computacional em teorias cognitivas da mente
Segundo uma opinião hoje bastante difundida, teorias computacionais da mente do tipo comumente proposto na Psicologia hoje bastante difundida, teorias computacionais da mente do tipo comumente proposto na Psicologia Cognitiva e na Inteligência Artificial distingue-se de tentativas anteriores pelo rigor dos instrumentos conceituais de que se servem: a introdução, para efeito de construção teórica na Psicologia, do vocabulário retirado das Ciências da Computação permitiria a elaboração de hipótese precisas sobre os processos cognitivos. Este trabalho defende a tese de que tal opinião é insustentável. O exame do modo de funcionamento real da linguagem com a qual computadores são descritos mostra que a tentativa de descrição e explicação do agir inteligente em termos computacionais não vai além de uma assimilação superficial de níveis de linguagem radicalmente diferentes. Alguns processos fisiológicos envolvidos no exercício das chamadas faculdades da inteligência podem ser efetivamente descritos como processos computacionais. Contudo, a consideração de casos experimentais concretos da Psicologia Cognitiva revela que tais processos são associados às atividades da inteligência através de sua conexão com o agir intencional e sua base criterial. Como este não podem ser significativamente representados como o resultado da observância de regras esquemáticas ou de procedimentos implementáveis “mecanicamente”, as teorias computacionais da Psicologia Cognitiva não devem – ao contrário do que é afirmado por muitos de seus seguidores - ser vistas como uma investigação sobre “a natureza da inteligência”. Ao contrário, elas devem ser vistas, no melhor dos casos (quando analisadas apropriadamente), como a descrição sistemática de algumas condições operativas do exercício da inteligência.