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Da filiação do pesquisador à filiação do escritor: Roland Barthes e o seminário da crise intelectual
In this article, we describe the Roland Barthes' passage from criticism to literary writing, based on the analysis of the handwritten notes of his seminar “The notion of idiolect”, offered in 1970-1971 at the École de Hautes Études en Sciences Social. In order to do this, we try to understand his change of affiliation, at first focusing mainly on theoretical references (such as linguistics of enunciation, semiology and stylistics) and then on a single literary reference: Bouvard and Pécuchet, by Gustave Flaubert. This text is part of a larger project, which proposes the narrative of all the seminars offered at the École by Roland Barthes, from 1962 to 1977, from the Roland Barthes’ Found, in the National Library of France.En este artículo, hacemos un relato del pasaje de Roland Barthes de la crítica a la escritura literaria, a partir del análisis de las notas manuscritas de su seminario "La noción de idiolecto", ofrecido en 1970-1971 en la Escuela de Altos Estudios en Ciencias Sociales. Para hacer esto, tratamos de entender su cambio de filiación, al principio enfocándonos principalmente en las referencias teóricas (como la lingüística de la enunciación, la semiología y la estilística) y luego en una sola referencia literaria: Bouvard y Pécuchet, de Gustave Flaubert. Este texto forma parte de un proyecto más amplio, que propone el relato de todos los seminarios ofrecidos en la Escuela por Roland Barthes entre 1962 y 1977, del archivo de Roland Barthes, en la Biblioteca Nacional de Francia.Neste artigo, fazemos uma narrativa da passagem de Roland Barthes da crítica para a escrita literária, a partir da análise das anotações manuscritas do seu seminário “A noção de idioleto”, oferecido em 1970-1971, na École de Hautes Études em Sciences Sociales. Para isso, tentamos entender a sua mudança de filiação, em um primeiro momento centrada sobretudo em referências teóricas (como a linguística da enunciação, a semiologia e a estilística) e, depois, em uma única referência literária: Bouvard e Pécuchet, de Gustave Flaubert. Este texto faz parte de um projeto mais amplo, que propõe a narrativa de todos os seminários oferecidos na École por Roland Barthes, entre 1962 e 1977, a partir do arquivo de Roland Barthes, na Biblioteca Nacional da França
A palavra própria: Borges e Reyes, tradutores
Numa das entrevistas que concedeu a Osvaldo Ferrari nos anos 1980, Borges afirma que aquele que escreve uma boa página em castelhano tem, no mínimo, um dote literário, ao passo que o mérito seria da própria língua caso essa página estivesse escrita em francês ou em inglês. Estes últimos seriam “idiomas que están tan trabajados que ya casi funcionan solos”. Alfonso Reyes, num ensaio incluído no livro Calendario, de 1924, sugere que o espanhol americano poderia trilhar o caminho de um idioma, deixando de ser apenas um dialeto peninsular: “Me ocurre pensar que esta desviación dialectal puede servirnos de índice para ir construyendo una teoría de nuestra sensibilidad diferente, americana, y hasta – en mi caso – mexicana”. Amelia Barili e outros pesquisadores mostraram a proximidade dos dois escritores, sobretudo no que se refere à construção de uma identidade nacional dentro do âmbito literário. Este artigo pretende se manter nessa via comparativa e de reflexão sobre o que Reyes chamou de “palavra própria”, mas a partir da perspectiva que ambos têm da tradução literária. Reyes se manifestou a esse respeito em vários de seus ensaios, embora tenha dedicado apenas um deles ao tema, elaborado em 1931 e intitulado “De la traducción”. No mesmo período, Borges dedicou-se ao tema da tradução em ensaios como “Las dos maneras de traducir” e “Los traductores de Las mil y una noches”
"Harmonias do inferno": Baudelaire e a crise do paradigma musical
This article proposes an analysis of the problematic relationship that Baudelaire’s poetry establishes with music. We intend to show how the poet dramatizes the destructuring of traditional poetic language by adhering to a rhetoric of disharmony, dissonance and noise, without however surrendering to the complete failure of the poetic. In this sense, the presence of noise within a nostalgic poetics of harmony occurs as an element of oximoric tension rather than as a definitive exit from the universe of poetry, ruled until the beginning of the twentieth century by the musical paradigm of lyricism.Este artículo propone un análisis de la relación problemática que la poesía de Baudelaire establece con la música. Pretendemos mostrar cómo el poeta dramatiza la dispensa del lenguaje poético tradicional adhiriéndose a una retórica de la diversión, la disonancia y el ruido, sin rendirse aún a la quiebra completa de lo poético. En este sentido, la presencia de ruido en el seno de una poética nostálgica de la armonía se da como un elemento de tensión oxidante mucho más que la salida definitiva del universo de la poesía, gobernado hasta principios del siglo XX por el paradigma musical del lirismo.Este artigo propõe uma análise da relação problemática que a poesia de Baudelaire estabelece com a música. Pretendemos mostrar como o poeta dramatiza a desestruturação da linguagem poética tradicional pela adesão a uma retórica da desarmonia, da dissonância e do baraulho, sem contudo se render à completa falência do poético. Nesse sendito, a presença do barulho no seio de uma poética nostálgica da harmonia se dá como elemento de tensão oximórica muito mais que como saída definitiva do universo da poesia, regida, até o início do século XX, pelo paradigma musical do lirismo
Uma obsessão leitora: João Cabral de Melo Neto por Sophia de Mello Breyner Andresen
Impacted by the reading of João Cabral’s poetry, Sophia de Mello Breyner Andresen published, in 1960, a small paper about the Brazilian poet in the catholic magazine Encontro. In the following year, she dedicated to him O Cristo cigano book written by Sophia based on a story that Cabral had told her and it is permeated by the presence of Uma faca só lâmina. Sophia continued reading Cabral, as someone who chases an obsessive reading or an unresolved poetic passion, for it hasn’t been announced clearly yet. In 1989, 28 years after the first edition of O Cristo cigano, she published in the book Ilhas a poem under the title “Dedicatória da segunda edição do Cristo cigano a João Cabral de Melo Neto”, the most insightful critical reading that she has made of the Brazilian poet. I propose to follow these three readings by Sophia on Cabral’s work, placing them in the larger context of the critical reception of the poet.Impactada por la lectura de la poesía de Joao Cabral, Sophia de Mello Breyner Andresen publicó, en 1960, un pequeño artículo sobre el poeta brasileño en la revista católica Encontro. Al año siguiente, dedicó al Cristo gitano, libro escrito a partir de una historia que Cabral le contó y que es atravesada por la presencia de una cuchilla solamente con cuchillo. Sophia continuó leyendo A Cabral, como alguien que persigue una obsesión lectora o una pasión poética mal resuelta, ya que aún no está correctamente enunciada. En 1989, 28 años después de la primera edición del Cristo gitano, publicó en el libro Islas un poema bajo el título "Dedicatorio de la segunda edición del Cristo gitano a Joao Cabral de Melo Neto", siendo esta la lectura crítica más perspicaz que interpretó del poeta brasileño. Propongo acompañar estas tres lecturas de Cabral de Sophia, situándolas en el contexto más amplio de la recepción crítica del poeta.Impactada pela leitura da poesia de João Cabral, Sophia de Mello Breyner Andresen publicou, em 1960, um pequeno artigo sobre o poeta brasileiro na revista católica Encontro. No ano seguinte, a ele dedicou O Cristo cigano, livro escrito a partir de uma história que Cabral lhe contou e que é atravessado pela presença de Uma faca só lâmina. Sophia continuou lendo Cabral, como quem persegue uma obsessão leitora ou uma paixão poética mal resolvida, já que ainda não enunciada devidamente. Em 1989, 28 anos após a primeira edição d’O Cristo cigano, ela publicou no livro Ilhas um poema sob o título “Dedicatória da segunda edição do Cristo cigano a João Cabral de Melo Neto”, sendo esta a leitura crítica mais perspicaz que ela realizou do poeta brasileiro. Proponho acompanhar essas três leituras de Cabral por Sophia, situando-as no contexto mais amplo da recepção crítica do poeta
A racionalidade neoliberal e a lógica concorrencial na educação
The present text is a result of a research that aimed at analyzing the advance of neoliberalism on education and contemporary school. Our fundamental goal was to establish a relationship between what we are calling "neoliberal rationality" and the logic of competition, defended mainly by the authors of neoliberalism, and to show that both work, in such a way as, to jointly promote a new type of subject in society and, consequently, a type of student and a model of education, above all, aimed to respond to an exacerbated individualism as well as to a predatory competition and anti-pedagogical logic.O presente texto é resultado de uma pesquisa voltada para a análise do avanço do neoliberalismo sobre a educação e a escola contemporânea. Nosso objetivo fundamental é estabelecer uma relação entre isto que estamos chamando de “racionalidade neoliberal” e a lógica da concorrência, defendida principalmente pelos autores do neoliberalismo, e mostrar que ambas funcionam de maneira a promover em conjunto um novo tipo de sujeito em sociedade e, por consequência, um tipo de estudante e um modelo de educação voltados, acima de tudo, para responder a um individualismo exacerbado e a uma lógica de competição predatória e anti-pedagógica.O presente texto é resultado de uma pesquisa voltada para a análise do avanço do neoliberalismo sobre a educação e a escola contemporânea. Nosso objetivo fundamental é estabelecer uma relação entre isto que estamos chamando de “racionalidade neoliberal” e a lógica da concorrência, defendida principalmente pelos autores do neoliberalismo, e mostrar que ambas funcionam de maneira a promover em conjunto um novo tipo de sujeito em sociedade e, por consequência, um tipo de estudante e um modelo de educação voltados, acima de tudo, para responder a um individualismo exacerbado e a uma lógica de competição predatória e anti-pedagógica
Sílvio Gamboa : um filósofo democrático
The purpose of this article is to briefly discuss why Professor Sílvio Ancizar Sánchez Gamboa's praxis allows us to consider him a “democratic philosopher” in the Gramscian sense of the term. To do so, we will initially make brief considerations about his biography, then, we will present our understanding of the "democratic philosopher" concept in the wiritings of Gramsci (1891 – 1937), and finally, we will try to demonstrate from the academic-scientific praxis of Professor Sílvio Gamboa, why he can be considered a “democratic philosopher” of research in education and physical education in Brazil.El objetivo de este artículo es discutir, de manera sucinta, por qué la praxis del profesor Sílvio Ancizar Sánchez Gamboa nos permite considerarlo un “filósofo democrático” en la acepción gramsciana del término. Para ello, inicialmente haremos breves consideraciones acerca de su biografía y, seguidamente, presentaremos nuestro entendimiento sobre el concepto de “filósofo democrático” en los escritos de Gramsci (1891 - 1937). Finalmente, trataremos de demostrar, a partir de la praxis académico-científica del profesor Sílvio Gamboa, por qué el mismo puede ser considerado un “filósofo democrático” de la investigación en educación y educación física en Brasil.O objetivo deste artigo é discutir sucintamente porque a práxis do professor Sílvio Ancizar Sánchez Gamboa, permite-nos considerá-lo um “filósofo democrático” na acepção gramsciana do termo. Para tanto, inicialmente realizaremos considerações breves a respeito da sua biografia, na sequência, apresentaremos nosso entendimento sobre o conceito de “filósofo democrático” nos escritos de Gramsci (1891 – 1937), e por fim, procuraremos demonstrar a partir da práxis acadêmico-científica do professor Sílvio Gamboa, porque ele pode ser considerado um “filósofo democrático” da pesquisa em educação e educação física no Brasil
Reflexões a partir do conceito de trabalho em Marx: a formação do homem histórico ou a história na formação humana?
This text objective to reflect on human formation based on the form of cooperation work, described in chapter XI, of Marx's work Capital (2016), emphasizing the concept of historical man captured in the theses On the concept of Walter Benjamin Story (1987). To this end, this investigation is characterized as bibliographic and documentary research, based on content analysis. In the aspect of human formation, the presence of two projects for the man of cooperation and his alleged equality is made clear. The contradictions presented throughout the text about the relationship between these types of men present in the productive process of cooperation suggest, in this period, few elements for the constitution of a historical man, a “man of now” idealized by Benjamin (1987).Esta investigação procura refletir sobre a formação humana na cooperação, a forma fundamental do modo de produção capitalista. Para tanto, utilizou-se como fontes o capítulo XI, do Capital de Karl Marx (2016), tradução de Reginaldo Sant’Anna e, também, as Teses Sobre o conceito de História elaboradas por Walter Benjamin (1987), caracterizando este trabalho como pesquisa bibliográfica e documental cuja reflexão perpassa a análise de conteúdo. As contradições da relação entre esses tipos de homens, presentes no processo produtivo da cooperação, sugerem, nesse período, poucos elementos para constituição de um homem histórico, um “homem de agora”. Este texto tem como objetivo refletir acerca da formação humana tendo como base a forma de trabalho da cooperação, descrita no capítulo XI, da obra o Capital de Marx (2016), dando ênfase ao conceito de homem histórico apreendido nas teses Sobre o conceito de História de Walter Benjamin (1987). Para tanto, essa investigação caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica e documental, a partir da análise de conteúdo. No aspecto da formação humana explicita-se a presença de dois projetos para o homem da cooperação e sua pretensa igualdade. As contradições apresentadas no decorrer do texto sobre a relação entre esses tipos de homens presentes no processo produtivo da cooperação sugerem, nesse período, poucos elementos para constituição de um homem histórico, um “homem de agora” idealizado por Benjamin (1987).
Crise na educação: um diálogo entre Enkvist e Arendt
This article addresses the current crisis permeated in the school education, from the perspectives of thinkers Hannah Arendt (2005; 2020; 2021) and Inger Enkvist (2006; 2009; 2010; 2019). The reasons guiding this study are both theoretical, concerning the need to understand this current phenomenon, and practical, which is the desire to contribute to the reflection on the formal education. The main issue in this research is identifying the causes of intellectual and moral crisis in education during contemporary times, which is made by the insights found, mainly, in the works The Crisis in Education by Arendt and Education: A Guide for the Perplexed by Enkvist. The hypotheses are: 1) the adoption of the new pedagogy or progressive education; 2) egalitarianism; 3) the influence of constructivist and postmodern epistemologies in school. Thus, using an exploratory research approach, based on a bibliographic design, the results obtained confirm the possible solutions of this study. The progressive pedagogical approach, by focusing its activities solely on playfulness and the autonomy of the student's work, tends to result in the weakening of the teacher's role, leading to consequences ranging from superficiality of the contents to the devaluation of effort and learning. Meanwhile, egalitarianism, by minimizing differences in authority and knowledge, compromises moral and intellectual education, transforming the school into an space used more for coexistence than of proper learning. Furthermore, the influence of constructivist and postmodern epistemologies manifests a relativization of moral values and cognitive contents, which significantly affects the hegemonic aspects of school culture.Este artigo aborda a temática da crise atual que permeia a educação escolar, sob o olhar das pensadoras Hannah Arendt (2005; 2020; 2021) e Inger Enkvist (2006; 2009; 2010; 2019). As razões que orientam este estudo são de ordem teórica, a necessidade de compreender este fenômeno atual; e prática, o desejo de contribuir para a reflexão sobre a educação formal. O problema central desta pesquisa é identificar quais são as causas da crise na educação intelectual e moral nesta contemporaneidade, a partir dos apontamentos presentes, principalmente, nas obras A Crise na Educação de Arendt e Educação: Guia para Perplexos de Enkvist. Tem-se como hipóteses: 1) a adoção da nova pedagogia ou educação progressista; 2) o igualitarismo; 3) a influência das epistemologias construtivista e pós-moderna na escola. Dessa forma, utilizando-se de uma pesquisa exploratória, de delineamento bibliográfico, os resultados obtidos confirmam as possíveis soluções dessa pesquisa. A corrente pedagógica progressista, ao enfocar na ludicidade e na autonomia do trabalho do estudante, tende a resultar na fragilização do papel do professor, o que tem levado à consequências que variam entre a superficialidade dos conteúdos à desvalorização do esforço e da aprendizagem. Enquanto isso, o igualitarismo, ao minimizar as diferenças de autoridade e conhecimento, compromete a educação moral e intelectual, transformando a escola em um ambiente mais de convivência do que propriamente num espaço de aprendizado. Além disso, a influência das epistemologias construtivista e pós-moderna manifestam uma relativização dos valores morais e dos conteúdos cognitivos, afetando, sobremaneira, nos aspectos hegemônicos da cultura escolar
A Educação como Direito Humano: o fenômeno dos ataques de violência extrema contra as escolas
Este artigo tem como objetivo investigar o fenômeno dos ataques violentos contra escolas, mapeando quais políticas públicas estão sendo implementadas no Brasil para mitigar os riscos de vulnerabilidade aos ataques. Foi realizado um estudo sobre a Educação como Direito Humano, através de uma análise crítico-científica, as ações governamentais estavam sendo realizadas no Brasil frente ao problema emergente. Na perspectiva do método fenomenológico, os fenômenos foram analisados filosófica e cientificamente, compreendendo a história, a educação e a sociedade por meio da análise dos conflitos sociais e das mudanças materiais que ocorrem ao longo do tempo. Foi identificado um recorde de 38 ataques a escolas no Brasil no período 2002-2024, que ceifaram a vida de 60 pessoas e deixaram 110 gravemente feridas.Este artigo tem o objetivo de investigar o fenômeno dos ataques de violência contra as escolas, mapeando quais políticas públicas estão sendo implantadas no Brasil para mitigar os riscos de vulnerabilidade aos ataques. Realizou-se o estudo acerca da Educação como Direito Humano tecendo uma análise crítico-científica constatando-se ações governamentais em execução no Brasil frente ao problema emergente. Sob a ótica do método fenomenológico, analisou-se filosófica e cientificamente os fenômenos, compreendendo a história, a educação e a sociedade a partir da análise dos conflitos sociais e das mudanças materiais que ocorrem ao longo do tempo. Identificou-se o registro de 38 ataques às escolas do Brasil no período de 2002-2024 em que ceifou a vida de 60 pessoas e deixou 110 gravemente feridas
Editorial
O editorial apresenta a nova edição da revista Filosofia e Educação como um ato de esperança e uma dádiva reflexiva, fruto da produção coletiva de pesquisadores e escritores. Reunir e socializar textos e resenhas sobre o tema Política, Educação e Cultura, promovendo reflexões filosóficas e políticas, questionamentos éticos e epistemológicos sobre a prática e as políticas educacionais, buscando decifrar as contradições contemporâneas (como o neoliberalismo na educação e a violência nas escolas) e salvaguardar a dignidade humana. A edição, com 14 artigos, resenhas e um registro histórico (Carta de Campinas), consolida o projeto da revista e a vitalidade do Grupo PAIDEIA, oferecendo um convite ao debate por uma educação emancipatória e transformadora. (Fonte: Gemini IA)O editorial apresenta a nova edição da revista Filosofia e Educação como um ato de esperança e uma dádiva reflexiva, fruto da produção coletiva de pesquisadores e escritores. Reunir e socializar textos e resenhas sobre o tema Política, Educação e Cultura, promovendo reflexões filosóficas e políticas, questionamentos éticos e epistemológicos sobre a prática e as políticas educacionais, buscando decifrar as contradições contemporâneas (como o neoliberalismo na educação e a violência nas escolas) e salvaguardar a dignidade humana. A edição, com 14 artigos, resenhas e um registro histórico (Carta de Campinas), consolida o projeto da revista e a vitalidade do Grupo PAIDEIA, oferecendo um convite ao debate por uma educação emancipatória e transformadora. (Fonte: Gemini IA