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    Existe uma história para a “arte” feita pelos animais? : Considerando agências não-humanas na história da arte

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    Recent and accumulating evidence indicates that forms of culture permeate the lives of a wide variety of animal species and may have far-reaching implications for art history. Based on this evidence, I propose in this paper that aspects of the material culture of certain animals should be considered “art” within the discipline’s debates. To this end, I draw on a survey of the literature related to the topic, as well as on the analysis of examples of artifacts produced by animals, sometimes in partnership with humans. Among other aims, I seek to explore the resonances of human agency in non-human species as a means of countering Homo sapiens narcissism and promoting creative relationality. By discussing parallels across the usual taxonomic divides, the paper ultimately aims to expand art history’s imagination and field of studies.La evidencia reciente de que las formas de cultura permean las vidas de una amplia variedad de especies animales puede tener implicaciones de largo alcance para la historia del arte. A partir de esta evidencia, propongo en este artículo que aspectos de la cultura material de ciertos animales sean considerados “arte” dentro de los debates de la disciplina. En este sentido, me baso en una revisión de la literatura relacionada con el tema, así como en el análisis de ejemplos de artefactos producidos por animales, a veces en colaboración con humanos. Entre otros objetivos, busco explorar las resonancias de la agencia humana en especies no humanas como un medio para contrarrestar el narcisismo del Homo sapiens y fomentar relacionalidades creativas. Al analizar los paralelismos entre las divisiones taxonómicas habituales, el artículo busca en última instancia ampliar la imaginación y el campo de estudios de la historia del arte.As evidências recentes, e em número crescente, que mostram que formas de cultura permeiam as vidas de uma grande diversidade de espécies animais podem ter implicações de longo alcance para a história da arte. Com base nessas evidências, proponho neste artigo que aspectos da cultura material de certos animais sejam considerados “arte” dentro dos debates da disciplina. Para tanto, me baseio na revisão da literatura relacionada ao tema, bem como na análise de exemplos de artefatos produzidos por animais, por vezes em parceria com humanos. Entre outros objetivos, busco explorar as ressonâncias da agência humana em espécies não-humanas como um meio de contradizer o narcisismo do Homo sapiens e promover relacionalidades criativas. Discutindo paralelos entre as divisões taxonômicas habituais, o artigo, ao fim e ao cabo, busca expandir a imaginação e o próprio campo de estudos da história da arte

    Indicionário do Contemporâneo

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    Resenha de Indicionário do contemporâneo, livro organizado por Célia Pedrosa, Diana Klinger, Jorge Wolff e Mário Cámara, com artigos de: Antonio Andrade, Antonio Carlos Santos, Ariadne Costa, Celia Pedrosa, Diana Klinger, Florencia Garramuño, Jorge Wolff, Luciana di Leoni, Mario Cámara, Paloma Vidal, Rafael Gutiérrez, Raúl Antelo, Reinaldo Marques e Wander Melo Miranda, os quais se dedicam a pensar a contemporaneidade

    A experiência ficcionalizada em Das Leben Geht Weiter, de Hans Keilson: uma leitura da República de Weimar

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    During the interwar period in Germany, known as the Weimar Republic, the New Objectivity prevailed as a literary tendency, which advocated objective, documentary writing that was committed to the political awareness of the public. This article aims to analyze Hans Keilson’s first novel, Das Leben Geht Weiter (1933), and to investigate in what ways the text, admittedly inspired by the author's personal experiences, fits in and stands out within the scope of the New Objectivity. We seek to investigate in the novel the representation of German society in the mentioned era, which is done mainly through the subjective perspective of the protagonist Albrecht Seldersen.Durante el período entre las guerras en Alemania, conocida como la República de Weimar, la Nueva Objetividad prevaleció como una tendencia literaria, que abogó por un objetivo, documental y comprometido en contribuir a la politización del público lector. Este artículo tiene como objetivo analizar la primera novela publicada por Hans Keilson, Das Leben Geht Weiter (1933), y señalar de qué manera la obra, ciertamente inspirada en las experiencias personales del autor, es parte y se destaca en el ámbito de la Nueva Objetividad. Tratamos de investigar en el texto de la novela la representación de la sociedad alemana en el tiempo antes mencionado, que se hace, sobre todo, a través de la perspectiva subjetiva del protagonista Albrecht Seldersen.Durante o período entre guerras na Alemanha, conhecido como República de Weimar, prevaleceu enquanto tendência literária a Nova Objetividade, que preconizava uma escrita objetiva, documental e engajada em contribuir para a politização do público leitor. Este artigo tem como objetivo analisar o primeiro romance publicado por Hans Keilson, Das Leben Geht Weiter (1933), e apontar de que maneiras a obra, confessamente inspirada em experiências pessoais do autor, insere-se e destaca-se no escopo da Nova Objetividade. Procuramos investigar no texto do romance a representação da sociedade alemã na mencionada época, que se faz, sobretudo, através da perspectiva subjetiva do protagonista Albrecht Seldersen

    Flávio de Carvalho, de novo

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    A short presentation on Flávio de Carvalho’s trajectory, focusing on some works and their relevance to the current cultural and political situation.Breve presentación de la trayectoria de Flávio de Carvalho con énfasis en algunos logros particulares, tratando de destacar su relevancia para la actual coyuntura cultural y política.Breve apresentação da trajetória de Flávio de Carvalho com destaque para alguns feitos particulares, procurando salientar a pertinência deles para a atual conjuntura cultural e política

    EscreVivência na prática pedagógica: a narrativa de mulheres quilombolas em tensão com a política da morte no Brasil

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    Referring to a literary writing experience with quilombola women from the lower south of Bahia – Lagoa Santa, Jatimane, Jetimana and Boa Vista communities – this text sets up a (self) reflection on the relationships between the concept from “escrevivência” (Conceição Evaristo) to literary criticism and anti-racist pedagogical practice. The possibilities of writing are investigated as a counterpoint to necropolicies in Brazil.Refiriéndose a una experiencia de escritura literaria con mujeres de la comunidad quilombola del extremo sur de Bahía – a saber, de las comunidades Lagoa Santa, Jatimane, Jetimana y Boa Vista – este texto configura una (auto)reflexión sobre las relaciones entre el concepto de "escritura" de Conceiáo Evaristo, la crítica literaria y la práctica antiagagógica. Las posibilidades de "escritura" se investigan como un contrapunto a la necropolítica en Brasil.Referindo-se a uma experiência de escrita literária com mulheres de comunidade quilombolas do baixo sul da Bahia – a saber, das comunidades Lagoa Santa, Jatimane, Jetimana e Boa Vista – o presente texto configura uma (auto)reflexão acerca das relações entre o conceito de “escrevivência” de Conceição Evaristo, a crítica literária e a prática pedagógica antirracista. Investigam-se as possibilidades das “escrevivências” enquanto contraponto à necropolítica no Brasil.  &nbsp

    Reconfigurações ético-reparadoras do literário hoje

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    This essay aims to debate the evidence of an ethical-reparative function for literature and literary studies today. Therefore, it is divided into two fundamental moments, two argumentative channels that, without a totalizing intention, point out the general perspective of a changing scenario. On the one hand, the literature of the 20th century is presented from the image of a supposed negativity or radical intransitivity, capable of “undoing the work” in its “aesthetics of suppression”. On the other hand, from an introductory debate around some of the places of transitivity envisioned for literature at the beginning of the 21st century, the literary is now conceived as an ethical-reparative field, responsible, among others, for “giving visibility”, “remembering”, “repairing damage”, “comforting,” etc. This transition results in a notion of growing discomfort in relation to social artifacts that, even in the artistic field, cannot be reconciled with a utilitarianism that cannot preserve anything intact, not even literature.Este ensayo tiene como objetivo discutir la evidencia de una función ético-reparadora para la literatura y los estudios literarios de hoy. Para ello, dos momentos fundamentales se dividen en dos canales argumentativos que, sin un propósito total, señalan las líneas generales de un escenario cambiante. Por un lado, la literatura del siglo XX se presenta a partir de la imagen de una supuesta negatividad o impasibilidad radical, capaz de "dejar de lado la obra" en su "estética de supresión". Por otro lado, a partir de un debate introductorio en torno a algunos de los lugares de transitividad previstos para la literatura a principios del siglo 21, lo literario se concibe ahora como un campo ético-reparador, responsable, entre otros, de "dar visibilidad", "recordar", "reparar daños", "reconfortar", etc. Esta transición resulta de la noción de un malestar creciente en relación con artefactos sociales que, incluso en el campo artístico, no se concilian con un utilitarismo que nada puede dejar intacto, ni siquiera la literatura.O presente ensaio propõe-se a debater indícios de uma função ético-reparadora para a literatura e os estudos literários hoje. Para tanto, divide-se em dois momentos fundamentais, dois canais argumentativos que, sem um intuito totalizante, apontam as linhas gerais de um cenário em mutação. De um lado, a literatura do século XX é apresentada a partir da imagem de uma suposta negatividade ou intransitividade radical, capaz de “desobrar a obra” em sua “estética da supressão”. De outro lado, a partir de um debate introdutório em torno de alguns dos lugares de transitividade vislumbrados para a literatura neste início de século XXI, o literário é concebido agora como campo ético-reparador, responsável, entre outros, por “dar visibilidade”, “lembrar”, “reparar danos”, “confortar” etc. Resulta dessa transição a noção de um crescente desconforto em relação aos artefatos sociais que, inclusive no campo artístico, não se reconciliam com um utilitarismo que nada pode deixar intacto, nem mesmo a literatura

    Dissolução do estético e resistência: da parataxe ao terceiro continente

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    The purpose of this essay is to propose a theoretical analysis of the possible contacts between the paratactic style and aesthetics, understood as a discipline and as horizon for artistic experimentation. To achieve this, the recourse to the paratactic style is tracked in a series of texts and authors, starting with Hayden White (1971, 1973, 1980), passing by Hal Foster (1996), Georges Didi-Huberman (1998), Jacques Rancière (2003), until arriving at Reinaldo Laddaga’s reflections on the aesthetics of emergency (2006) and aesthetics of laboratory (2010) and Ivan Jablonka’s elaborations on the “third continent” (2016). The paratactic style is mobilized as a device for resisting the dissolution of aesthetics, organized from three simultaneous and complementary lines of definition: the concern with the montage (of temporalities and references); the demand for an unstable present time (a contingent point of view that refuses wholeness); and the opening of the chronology in favor of a fabrication of history (as a defense of the plastic and malleable dimension of historical process).  El objetivo de este ensayo es proponer una reflexión teórica sobre las posibles relaciones entre el estilo parastático y la estética, entendida como disciplina y horizonte de la experimentación artística. Para ello, el uso del estilo parastático se traza en una serie de textos y autores, comenzando por Hayden White (1971, 1973, 1980), pasando por Hal Foster (1996), Georges Didi-Huberman (1998), Jacques Rancière (2003), hasta llegar a las reflexiones de Reinaldo Laddaga sobre la estética de emergencia (2006) y la estética de laboratorio (2010), y en las elaboraciones de Ivan Jablonka sobre el "tercer continente" (2016). El estilo parastático se moviliza como un dispositivo de resistencia a la disolución de la estética, organizado a partir de tres líneas de escape simultáneas y complementarias: preocupación por el montaje (de temporalidades y referencias); reclamación de un regalo inestable (un punto de vista contingente que rechaza el todo); y la apertura de la cronología en favor de una fabricación de la historia (como defensa de la dimensión plástica y maleable del convertirse en sí mismo histórico).O objetivo deste ensaio é propor uma reflexão teórica acerca das relações possíveis entre o estilo paratático e a estética, compreendida como disciplina e horizonte de experimentação artística. Para tanto, o recurso ao estilo paratático é rastreado em uma série de textos e autores, começando com Hayden White (1971, 1973, 1980), passando por Hal Foster (1996), Georges Didi-Huberman (1998), Jacques Rancière (2003), até chegar nas reflexões de Reinaldo Laddaga sobre a estética da emergência (2006) e a estética de laboratório (2010), e nas elaborações de Ivan Jablonka acerca do “terceiro continente” (2016). O estilo paratático é mobilizado como dispositivo de resistência à dissolução do estético, organizado a partir de três linhas de fuga simultâneas e complementares: preocupação com a montagem (de temporalidades e referências); reivindicação de um presente instável (um ponto de vista contingente que recusa a totalidade); e abertura da cronologia em prol de uma fabricação da história (como defesa da dimensão plástica e maleável do próprio devir histórico).

    O deserto e o verbo em a paixão segundo G. H.

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    This essay analyzes the novel The Passion According to G. H. (1964), by Clarice Lispector, observing the narrative emphasis that deconstructs the category of space experienced by the protagonist. Through the overlapping of different physical realities, such as a desert landscape over a maid’s room, a strong spatial identification between language and existence can be seen in the book. Seeking to verify the unfolding of the recognized crisis that configures the Claricean text, the hypothesis arises that it is not only in the famous clash between the woman and the cockroach that the metaphysical tone of this fiction is processed, but of the first reactions that put in dialogue, the character and space. For reflection, some theories that reflect the literary space are revisited (BACHELARD, 1989; BLANCHOT, 1987), other more specific considerations about the desert landscape (AMARAL, 2009; BLANCHOT, 2005; PONDÉ, 2009), in addition to readings already done about Clarice’s work. From the relation between literature and the desert, the implications that affect a certain degree of aridity to the verb of human expression are probed.Este ensayo analiza la novela A paixão segundo G. H. (1964), de Clarice Lispector, observando el énfasis narrativo que deconstruye la categoría de espacio experimentado por el protagonista. A través de la superposición de distintas realidades físicas, como el paisaje de un desierto sobre la habitación de una criada, se percibe una fuerte identificación espacial entre el lenguaje y la existencia en el libro. Buscando verificar el desarrollo de la reconocida crisis que configura el texto clariceano, surge la hipótesis de que no es solo en el famoso choque entre la mujer y la cucaracha donde se procesa el tono metafísico de esta ficción, sino también en las primeras reacciones que ponen en diálogo al personaje y al espacio. Para la reflexión, se revisan algunas teorías que reflexionan sobre el espacio literario (BACHELARD, 1989; BLANCHOT, 1987) y ciertas consideraciones más específicas sobre el paisaje desértico (AMARAL, 2009; BLANCHOT, 2005; PONDÉ, 2009), además de lecturas ya realizadas sobre la obra de Clarice. A partir de la relación entre literatura y desierto, se exploran las implicaciones que aportan un cierto grado de aridez al verbo de expresión humana.O presente ensaio analisa o romance A paixão segundo G. H. (1964), de Clarice Lispector, observando a ênfase narrativa que desconstrói a categoria de espaço vivenciada pela protagonista. Através da sobreposição de realidades físicas distintas, como a paisagem de um deserto por sobre o quarto de uma empregada, percebe-se no livro uma forte identificação espacial entre linguagem e existência. Buscando verificar os desdobramentos da reconhecida crise que configura o texto clariceano, surge a hipótese de que não é somente no famoso embate entre a mulher e a barata que se processa o tom metafísico dessa ficção, mas também nas primeiras reações que colocam em diálogo a personagem e o espaço. Para a reflexão, são revisitadas algumas teorias que refletem sobre o espaço literário (BACHELARD, 1989; BLANCHOT, 1987) e certas considerações mais específicas sobre a paisagem desértica (AMARAL, 2009; BLANCHOT, 2005; PONDÉ, 2009), além de leituras já feitas sobre o trabalho de Clarice. Da relação entre literatura e deserto, sondam-se as implicações que acarretam certo grau de aridez ao verbo da expressão humana

    Pós-autonomia e crítica menor

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    As possibility for the criticism, the notion of post-autonomy developed by Ludmer (2006; 2010) intends to interrogate parameters, values, and institutional and academic practices for literature. Paradoxically, a post-autonomous criticism must be at bounds of literature as institution if it wants to operate a critical reading of the processes of literary institutionalization. If the approach integrates itself into the universe that it discusses about, its hypothesis can become a “senseless inquiry” or can be converted into a simple performance or spectacle. From this context, in this article I think of a “minor” criticism as an alternative politic for the post-autonomous perspective about both literature and current literary studies.Como posibilidad de crítica, la noción de post-autonomía desarrollada por Ludmer (2006; 2010) pretende cuestionar prácticas, parámetros y valores institucionales y académicos para lo literario. Paradójicamente, una crítica post-autónoma tendrá que asentarse en los márgenes de la institución literaria si quiere promover una lectura crítica de las institucionalizaciones de lo literario. Si estás integrado acríticamente en este universo que te propones cuestionar, tus hipótesis sobre la post-autonomía corren el riesgo de "caer en un vacío de significado" que las reduciría a mera performance o espectáculo. En medio de este contexto, discutimos la crítica "menor" como una política alternativa para la perspectiva post-autónoma de la literatura y los estudios literarios actuales.Como possibilidade para a crítica, a noção de pós-autonomia desenvolvida por Ludmer (2006; 2010) pretende questionar práticas, parâmetros e valores institucionais e acadêmicos para o literário. Paradoxalmente, uma crítica pós-autônoma precisará instalar-se à margem da instituição literária se quiser promover uma leitura crítica das institucionalizações do literário. Caso se integre acriticamente a esse universo que se propõe questionar, suas hipóteses acerca da pós-autonomia correm o risco de “cair num vazio de sentido” que as reduziria a mera performance ou espetáculo. Em meio a esse contexto, discutimos a crítica “menor” como política alternativa para a perspectiva pós-autônoma da literatura e dos estudos literários atuais

    Le horla: fronteiras e limiares entre Maupassant e Freud

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    Foreshadowing some aspects of the human reality studied by Sigmund Freud, Le Horla, written by Maupassant, depicts the possession of an anonymous protagonist by either an unknown monster or by some kind of mental disorder, which seems to transpose the higher mental structure that rules the society of that time and the “regime of thought” that imposes itself with the secularization of traditions, in a diary-framed narrative that allows other many approximations with the psychanalysis. Therefore, some breaches and meanders can be followed in order to stablish a comparative study between literature and psychanalysis: passing through their border zones, new meanings and interpretations come up; nevertheless, it is important to have the limits of this approach in mind, in which the literature can illustrate the human psyche and the psychanalysis can assist in the analysis of the literary text. By applying different methodologies to the same object of study, literature and psychanalysis produce a knowledge around this object, whose inter- -action can be observed in Le Horla. Both authors faced a society fascinated by supernatural and paranormal phenomena, at the same time as it was worried about apprehending the human spirit in its functioning and in its disorders and disturbs: the alienists of that time, dedicated in describing the disease, used to alienate the ill in nosographies, judging themselves as distant and impartial from their object of study, (re)producing exclusions and prejudice. Being aware of such misconception, in one side, Freud founds the psychanalysis and, on the other side, Maupassant makes the literature his laboratory. Both criticize the illusion of a neutrality in the scientific field, raising awareness to another belief concerning the limits of the unconscious until today and showing that different areas can dialogue, preventing one from being reduced or subordinate to the other in order to prosper and give impulse to new perspectives of studies and critics.Prefigurando aspectos de la realidad humana investigados por Sigmund Freud, Le Horla de Maupassant retrata la posesión del protagonista anónimo ya sea por un monstruo desconocido o por un trastorno psíquico, que parecen transponer la mayor estructura mental que rige la sociedad de la época y el régimen de pensamiento que se impone con la secularización de las costumbres, en una narrativa en forma de diario, permitiendo muchas otras aproximaciones con el psicoanálisis. Con esto, hay aperturas y complejidades para un estudio comparativo de la literatura y el psicoanálisis: pasando por sus zonas fronterizas, surgen nuevos significados e interpretaciones; Sin embargo, hay que tener en cuenta los límites de este enfoque, en el que la literatura puede ilustrar la psique humana, y el psicoanálisis, ayudar en el análisis del texto literario. Aplicando diferentes metodologías a un mismo objeto de estudio, la literatura y el psicoanálisis producen un conocimiento sobre este objeto, cuya interacción se puede observar en Le Horla. Ambos autores se enfrentaron a una sociedad fascinada por los fenómenos sobrenaturales y paranormales al mismo tiempo, preocupada por aprehender el espíritu humano en su funcionamiento y en sus perturbaciones y perturbaciones: los alienistas de la época más consagrados a describir la enfermedad, alienaban al paciente en las nosografías, creyéndose a sí mismos a sí mismos alejados de su objeto de estudio e imparciales, (re)produciendo exclusiones y prejuicios. Creyentes de tal concepto erróneo, por un lado Freud funda el psicoanálisis, por el otro, Maupassant hace de la literatura su laboratorio. Ambos critican la ilusión de una neutralidad en el campo científico y aportan, aún hoy, otra visión de los límites de los procesos del inconsciente, mostrando que diferentes áreas pueden dialogar sin reducir o imponer a la otra para prosperar e impulsar nuevas perspectivas de estudios y crítica.Prenunciando aspectos da realidade humana investigados por Sigmund Freud, Le Horla de Maupassant retrata a possessão do protagonista anônimo ou por um monstro desconhecido ou por uma desordem psíquica, os quais parecem transpor a estrutura mental maior que governa a sociedade da época e o regime de pensamento que se impõe com a secularização dos costumes, em uma narrativa em forma de diário, permitindo outras tantas aproximações com a psicanálise. Com isso, encontram-se aberturas e meandros para um estudo comparado de literatura e psicanálise: percorrendo suas zonas fronteiriças, novas significações e interpretações surgem; entretanto, deve-se ter em vista os limites dessa abordagem, na qual a literatura pode ilustrar a psique humana, e a psicanálise, auxiliar na análise do texto literário. Aplicando metodologias diferentes a um mesmo objeto de estudo, literatura e psicanálise produzem um saber a respeito desse objeto, cuja inter-ação pode ser observada em Le Horla. Ambos autores confrontavam uma sociedade fascinada por fenômenos sobrenaturais e paranormais ao mesmo tempo, preocupada em apreender o espírito humano em seu funcionamento e em sua perturbação e distúrbios: os alienistas da época mais consagrados a descrever a doença, alienavam o doente em nosografias, julgando-se seguramente distanciados de seu objeto de estudo e imparciais, (re)produzindo exclusões e preconceitos. Crentes de tamanho equívoco, de um lado Freud funda a psicanálise, de outro, Maupassant faz da literatura seu laboratório. Ambos criticam a ilusão de uma neutralidade no campo científico e trazem, ainda hoje, outra visão dos limites dos processos do inconsciente, mostrando que diferentes áreas podem dialogar sem que uma se reduza ou se imponha à outra para prosperar e impulsionar novas perspectivas de estudos e crítica

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