Portal Periódicos da UFRRJ (Univ. Federal Rural do Rio de Janeiro)
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Uma Pesquisa Translacional em Educação Matemática em Perspectiva
O presente artigo tem como objetivo introduzir a concepção de pesquisa translacional, originária da área de saúde, como possibilidade de utilização em Educação Matemática iniciando uma discussão na comunidade sobre as suas potencialidades. Entendemos que essa reflexão é pertinente e necessária a partir do momento em que a Capes propõe os doutorados profissionais, em particular, na área de Ensino, indicando a formação para a pesquisa de docentes. Nosso ponto de partida foi a revisão da literatura sobre o tema em busca da gênese do termo e da identificação da natureza dessa pesquisa. Na sequência procuramos identificar a existência de pelo menos uma investigação que tenha produzido passos de ação que pudesse sugerir como sendo de natureza translacional em Educação Matemática. Em face à constatação de que é preciso que a produção científica na área de ensino chegue à sala de aula das escolas e das universidades, concluímos com uma proposta de caracterização de pesquisa translacional para a linha de pesquisa intitulada ensino e aprendizagem da matemática em Educação Matemática
Conversas sobre possibilidades outras de produção e socialização de conhecimentos: um olhar sobre o encontro de saberes da/na uff (2016/2017)
O projeto “Encontro de Saberes nas Universidades Brasileiras” pode ser configurado como um movimento novo relacionado à vinda e à presença, na universidade, de mestres e mestras das mais variadas tradições de conhecimento não europeias e não ocidentais existentes no território brasileiro. Um movimento exigente por uma construção de uma nova gramática teórica capaz de explicar seus múltiplos sentidos e significados. Feita as apresentações iniciais, a conversa aqui proposta acontece a partir do trabalho de doutoramento intitulado “Não falo do lugar dos derrotados: o Encontro de Saberes e suas potencialidades emancipatórias”. Assim, o que se pretende é, no campo da produção e socialização do conhecimento, dialogar sobre as potências e as potencialidades que habitam nos atravessamentos, aproximações e vizinhanças entre diferentes compreensões de ser e estar no mundo
A EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA E O PROJETO DE MITIGAÇÃO EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS: O CASO DO PROJETO QUIPEA
O trabalho ora apresentado trata do Projeto Quipea, Quilombos no Projeto de Educação Ambiental, resultado da opção feita SHELL para trabalhar com Comunidades Quilombolas, seguindo a Linha “A” da Nota Técnica CGPEG/DILIC/IBAMA Nº 01/10: Organização comunitária para a participação na gestão ambiental, no âmbito do licenciamento ambiental. Para isso, investiu esforços na identificação das principais questões estruturantes dessas comunidades, na inclusão social, por meio da contratação de equipe quilombola local, e no desenvolvimento de processos formativos. Tudo isto para subsidiar a intervenção qualificada das comunidades quilombolas em processos decisórios de distribuição de custos/benefícios advindos da exploração de petróleo. A proposta tem alicerces na educação ambiental crítica e participativa preconizada por Paulo Freire, com metodologia baseada emconstrução dialogada e comunitária de cada etapa e cada atividade do projeto. Estas comunidades foram sistematicamente impossibilitadas de obter a propriedade das terras, onde vivem hoje e viveram seus antepassados, e que têm função fundamental na manutenção de sua identidade e modo de vida. Dessa forma, o trabalho junto a estas comunidades pautou-se nos conceitos de identidade, territorialidade e suas formas de organização social. Além disso, os quilombolas vêm sendo excluídos do acesso às políticas públicas mais básicas, como educação e saúde. Por isso, considera-se que estejam em situação de vulnerabilidade socioambiental, pois estão mais suscetíveis a sofrer impactos negativos das atividades econômicas que ocorrem ao seu redor e a não acessar os impactos positivos. Do ponto de vista quantitativo, o projeto trabalha com 20 comunidades quilombolas, 17 do norte fluminense e Região dos Lagos/RJ e 03 do sul do Espirito Santo. Estabeleceu um processo educativo com cerca de 400 pessoas, estimando média de 20 pessoas por comunidade. Dentre estes, trabalha-se com maior intensidade comos40 representantes das comunidades na Comissão Articuladora e com os presidentes das Associações de Remanescentes de Quilombo
PAULO FREIRE E O AGORA
Neste breve ensaio, o discente do programa de pós-graduação sticto-sensu em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Francisco Thiago Cavalcanti, discorre sobre a importância de Paulo Freire para a educação em tempos de escassa ética na politica. Como renovar nossos votos em uma educação crítica, emancipadora, democrática? Por que é interessante para o governo atual que as camadas populares não tenham acesso ao conhecimento? Por que Paulo Freire se faz tão necessário para a atual conjectura de nosso país
AS COMISSÕES DE VERIFICAÇÃO DA AUTODECLARAÇÃO DE COR/ETNIA NO ÂMBITO DA UFRRJ: PONTOS E CONTRAPONTOS
O presente trabalho trata da atuação das Comissões de Verificação de Autodeclaração Étnico-racial e sua base legal, visto que a reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas nas universidades brasileiras é questão bastante controvertidas, principalmentecom relação às dificuldades de sua aplicação, ou seja, identificar os estudantes com direito às vagas. Devido ao crescente número de casos de denúncias de fraude na ocupação das vagas reservadas, a autodeclaração, única e exclusivamente, não tem se mostrado como um instrumento efetivo e suficiente para evitar a ocupação por candidatos que não se enquadram no perfil considerado como objeto da lei. A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, através das Portarias nºs 184, 185 e 186, de 22 de dezembro de 2017, da Pró-reitoria de Graduação, designou Comissões para Verificação da Autodeclaração de Cor/Etnia para realizarem entrevista presencial com os candidatos que se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas no ato da inscrição dos processos seletivos, visando à confirmação ou não do atendimento aos requisitos específicos da política afirmativa
EDITORIAL
Estenúmero é o primeiro volume dapublicação especial da Revista Ensaios e Pesquisas em Educação e Cultura–REPECULT, queem forma deumdossiê temáticoreúne um conjunto de reflexões, teóricas e empíricas, partir da seleção dos trabalhos acadêmicos apresentadosnaV Jornada Leafro 10realizadano ano passado (2017),em celebração aos dez anos de atuação efetiva do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (LEAFRO-NEAB-UFRRJ) na luta contra o racismo em suas variadas dimensões (individual e institucional)e em defesa das ações afirmativas, dentro e fora daUniversidade Federal do Rio de Janeiro
REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA MÚSICA: FORMAÇÃO X EDUCAÇÃO
Esta pesquisa investiga como os alunos representam o curso superior de música e qual ocritériousadono processo de escolha pela licenciatura nessa área.Para tanto, foi realizadoum grupo focal com 12 sujeitoscompostospor estudantes do primeiro ao sexto semestre do curso de música de uma faculdade em uma cidade do vale do Paraiba paulista.Foi utilizado como instrumento de coleta de dados um roteiro de questões abertas.As análisesembasadas pela teoria das Representações Sociaisdemonstraramque oslicenciandos em todos os semestres do cursocolocam o ensino superior de música como um curso prático,voltado a formação instrumental ou cancional, sendo que a música como atividade educacional interdisciplinar é praticamente desconhecida por eles
EDITORIAL
Fui convidado pela equipe da Revista Ensaios e Pesquisas em Educação para fazer o Editorial de apresentação de seu primeiro número.Mais uma revista da área de Educação... Mais uma revista da área de Educação? Essa constatação e essa pergunta precisam ser feitas nesses tempos de produtivismo que gera tanta coisa... Mas esperemos um pouco. Quem está editando essa revista? A quem ela está endereçada para se comportarem como autores e leitores?Ora... é aquele pessoal que se juntou lá longe, que tomou para si um tema sempre secundarizado nos estudos da área. É aquele pessoal que em poucos anos de vida e luta acadêmica (por vezes mais tempo de luta do que de vida) que organizou seus grupos de pesquisa, depois um programa de Mestrado e em pouco tempo conseguiu ver aprovado o seu programa de Doutorado
Formação de professores de ciências, práticas pedagógicas e alfabetização científica humanizadora
Nesse artigo teórico nosso objetivo é discutir alguns desafios da realidade nacional para uma educação científica que almeja a preparação para a tomada de decisão em questões sociocientíficas na esfera pública. Com base em Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire analisamos a ausência de mecanismos de participação pública em processos decisórios, o não equacionamento de Ciência e Tecnologia e desenvolvimento social, e a influência religiosa que se atrela ao neoconservadorismo e ao negacionismo científico como desafios para a Alfabetização Científica no Brasil. Como forma de enfrentamento, concebemos a Alfabetização Científica em uma perspectiva humanizadora como pressuposto para a formação docente e o ensino de Ciências. Entendemos que nossa discussão pode contribuir para a realização de anteprojetos que almejem a consciência crítica, a humanização e o desenvolvimento do Brasil
Educação da Primeira infância e atuação docente na perspectiva freireana: A prática docente amorosa de Paulo Freire permeando as infâncias
O artigo visa um diálogo entre a concepção freireana e as práticas pedagógicas desenvolvidas com crianças de 0 a 5 anos a partir do conceito de amorosidade, forjado nas obras de Paulo Freire. Retomamos algumas obras de Freire que dialogam com uma perspectiva de educação libertadora. Trata-se de uma pesquisa que leva em conta a experiência de professoras em Unidades de Educação Infantil. O texto tem como objetivo articular algumas bases conceituais em Freire que subsidiam a formação e profissão de professor. O pensamento crítico, a amorosidade, a autonomia e a humanização são eixos que norteiam a discussão deste artigo, fundadas na epistemologia de Paulo Freire e suas contribuições à prática docente. O legado de Freire nos mobiliza a pensar a educação focada na emancipação dos sujeitos, no comprometimento ético e na humanização do processo educativo, e, também, oportuniza a reflexão de uma educação norteada pela compreensão do mundo e do papel do indivíduo no mundo e com o mundo