Portal Periódicos da UFRRJ (Univ. Federal Rural do Rio de Janeiro)
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Elementary school teachers’ understanding of unit fractions
Teachers’ mathematical knowledge is critical for their teaching of mathematics. We investigated whether elementary teachers believe that a unit fraction, , results only from a whole equipartitioned into 1/n parts. We adapted Ciosek and Samborska’s (2016) Frame Task, presenting a frame consisting of three unequal segmented squared rings, with one squared ring shaded. In semi-structured interviews, 19 teachers engaged the task and reasoned whether the shaded portion equals 1/3 of the frame. Our findings indicate that about three-quarters of the participants believe that either (1) to have one-third of a quantity, a section needs to be one of three parts, or (2) a section cannot be 1/3 of an object if the object is partitioned into three unequal sections. Finally, we hypothesize how an iterative perspective of unit fractions may mitigate against the false beliefs that Ciosek and Samborska (2016) and our study document
Multinumeramento em tela: esmiuçando o constructo de múltiplas representações
Múltiplas representações são possibilitadas pela utilização de tecnologias distintas, inclusive as digitais. A busca por práticas de numeramento permeadas por esses recursos convergiu para a conjectura de um novo constructo, o multinumeramento. O presente artigo resgata esta categoria, trazendo à tona o delineamento que me levou a cunhá-la, partindo das concepções de numeramento e retornando à alfabetização matemática, bem como trazendo ao debate as conjecturas sobre alfabetização, letramento e multiletramento, oriundas das linguagens, com o objetivo de promover contribuições teóricas que permitam não só esclarecer, como acrescentar elementos relevantes que ainda não apareceram como compositores para esse achado. Desta forma, as reflexões me levam a entender e disseminar multinumeramento como aptidões que possibilitam a emersão de múltiplas formas de numeramento, quando se utilizam tecnologias diversas, especialmente as digitais, de forma simultânea e sem hierarquia ou predomínio, que, além de potencializar essa multiplicidade, permitem apresentar resoluções diferenciadas por aprendizes em atividades que envolvem cálculos
SOBRE ETNICIDADE, GRUPO ÉTNICO E CULTURA AFRO-BRASILEIRA NO SISTEMA DE ENSINO BRASILEIRO
Este artigo tem com objetivo abordar os temas: etnicidade, grupo étnico, cultura afro-brasileira no sistema de ensino brasileiro considerando as alterações na lei de diretrizes e base da educação brasileira (lei 9394/96) por meio da lei 10639/2003 que torna obrigatório no ensino básico o estudo da historia afro-brasileira e dos africanos. Tal lei introduz noções e conceitos até então ausentes nos currículos do ensino básico brasileiro tais como: cultura étnica, etnicidade, minoria, desigualdade racial e educação inclusiva num Brasil multicultural. Tomaremos com exemplo uma manifestação cultural complexa e ambígua pelos seus múltiplos pertencimentos: nacional, popular e étnico: a escola de samba. Deste modo ela é, ao mesmo tempo, considerada pelas ciências sociais e humanas, pelo Estado e pelo senso comum como um dos ícones da brasilidade e de etnicidade afro-brasileira
AÇÃO AFIRMATIVA, EDUCAÇÃO SUPERIOR E LEI DE COTAS NO BRASIL: REFLEXÕES SOBRE LEI 12.711/2012 E O OPAA
O debate sobre políticas de ação afirmativa na educação superior no Brasil não é recente e desafia o Estado e a sociedade a enfrentarem o problema das desigualdades raciais e sociais, notadamente aquelas relacionadas a igualdade de oportunidades de acesso as universidades. Por séculos, aprendemos a conviver com um sistema educacional altamente desigual, fragmentário e seletivo, organizado sob a égide do liberalismo mediante o pressuposto da igualdade de oportunidades. Tal sistema tem funcionado com a lógicada exclusão social e uma dinâmica institucional fundamentada na ideologia do racismo.
O propósito deste trabalho é refletir sobre a implementação da Lei Federal 12.711/2012 conhecida como “lei de cotas” e as ações do Observatório das Políticas de Democratização de Acesso e Permanência da Educação Superior da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, doravante OPAA, criado como programa de extensão no ano de 2014 nesta universidade. A finalidade deste Observatório é contribuir com a produção de informações e dados sobre algumas Instituições Federais de Ensino Superior que adotaram a Lei 12.711/2012 conhecida como a “lei de cotas”, em particular a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Sua criação responde a demanda sobre as políticas institucionais implementadas pelas Instituições Federais de Ensino Superior após a adoção da Lei de Cotas, notadamente aquelas relacionadas ao acesso e a permanência dos estudantes beneficiados. Parte de uma pergunta inicial: Como as IFES, em particular a UFRRJ, tem respondido institucionalmente as exigências da Lei 12.711/2012
Reflexões sobre a formação de professores(as): Questões sempre presentes!
Este texto aborda questões relacionadas à formação de professores(as) alfabetizadores(as), partindo do contexto do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que esteve em vigência entre 2012-2018 em âmbito nacional, como uma política de formação de professores(as). No estado de Santa Catarina, o programa ficou sob a responsabilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que se incumbiu de planejar, organizar e executar tal formação, atingindo cerca de 8.000 professores(as) da rede estadual e de redes municipais do estado em questão. O programa constituiu-se em uma formação continuada de impacto com possibilidades e lacunas, gerando reflexões e produções intensas que ainda reverberam em nossas escolas e no fazer docente de muitos(as) professores(as). As experiências docentes, à luz de perspectivas que levem em conta os sujeitos, seus contextos, suas vivências entretecidas pela linguagem que as constituem, potencializam formas de se apropriar de conhecimentos circundantes e aprofundá-los na relação com conhecimentos cada vez mais elaborados. Objetivamos, portanto, descrever e analisar, neste texto, uma narrativa decorrente de publicação do PNAIC, cujo teor, de certa maneira, contempla princípios que julgamos essenciais para se pensar uma formação de base discursiva ancorada nos pressupostos de Bakhtin (1895-1975) e Vygotski (1896-1934)
EDITORIAL
Num contexto adverso, uma pandemia sanitária global, modificações no cenário acadêmico com novas diretrizes das instâncias de financiamento de pesquisa, o papel-chave de quem pesquisa não se modifica. Pesquisar, divulgar a produção acadêmica, científica e cultural que contribui para o desenvolvimento da sociedade faz parte dessa tarefa intelectual, a REPECULT é indissociável do tripé ensino, pesquisa e extensão que envolve a vida acadêmica.REPECULT tem suas articulações dentro do Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (PPGEduc) da UFRRJ, especialmente através da Linha Educação e Diversidades Étnico-Raciais
A PEDAGOGIA DIALÓGICO-POLIFÔNICA DE PAULO FREIRE: UM ANTÍDOTO CONTRA O EMERGENTE PENSAMENTO AUTORITÁRIO E ANTI DEMOCRÁTICO
O trabalho faz uma leitura da obra de Paulo Freire a partir de ponto de vista pós colonial, ou decolonial. Examina sua originalidade ainda que não desconheça a influência recebida pelo pensamento de Hegel, Karl Marx, Karl Jaspers, Martin Buber, Gabriel Marcel e Jean Paul Sartre. Acentua a criação do termo Dodiscência que elimina a relação de supremacia do docente sobre o discente abrindo com esse conceito as portas para uma relação dialogal, respeitosa e de aprendizado mútuo entre professor e aluno. Dodiscência é conceito fundamental para se entender a reviravolta que provocou no campo educacional e sua centralidade da luta contra o pensamento autoritário. Nesse sentido, sua concepção do espaço escolar como círculo de cultura, no qual o papel do professor é o de coordenar os debates e do aluno é de ser participante do círculo de cultura, invertem a lógica do autoritarismo pedagógico
FREIRE, BORDIEU E AS POSSIBILIDADES DE PRÁTICAS EDUCACIONAIS DEMOCRÁTICAS
São discutidos aspectos teóricos e políticos comuns nas obras de Paulo Freire e Pierre Bourdieu sobre os processos educacionais e dominação política. Considera-se que a abordagem de Bourdieu, especialmente seus conceitos de habitus de classe, habitus individual, campo social, estratégia e trajetória, é instrumento teórico importante para a concretização de aspirações de Freire sobre a superação de opressão e heteronomia dos socialmente dominados. Aponta-se a importância de empreender uma pedagogia racional e crítica que possa ser elemento de superação de formulações estereotipadas decorrentes da afirmação do ideário neoliberal
COMISSÕES DE HETEROIDENTIFICAÇÃO NO CENTRO-OESTE: O CASO DA UFMS E DA UFGD
O trabalho objetiva apresentar as experiências da UFMS e a UFGD, sobre a implementação das comissões de averiguação das autodeclarações preenchidas para os candidatos autodeclarados negros/as (pretos e pardos) na reserva de vagas denominada de procedimento de heteroidentificação, nos cursos de graduação, abrangidas pela Lei 12.711/2012.Utilizou-se osprocedimentos da pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica aponta a atuação do Movimento Negro, Coletivos Negros e NEABs efetuando denúncias no Poder Judiciário, como atores que impulsionaram a tomada dessa medida. Especificamente a pesquisa documental, mostra que a UFMS e UFGD só adotam a heteroidentificação após a ocorrência de denúncias de fraudes e recomendação do Poder Judiciário, vindo a estabelecer normas para a realização do procedimento. Também são apresentadosos dados referente as primeiras atuações da comissão. Conclui-se a necessidade de existência da comissão enquanto mecanismo necessário para que a política não se desvie de sua finalidade
A DIFICULDADE AO ACESSO DO AFRODESCENDENTE A ESCOLARIZAÇÃO
Este trabalho visa compreender o apagamento da historiografia da educação relacionada à população negra. Para isso é importante a reflexão sobre o passado pois a historiografia brasileira ignorou os estudos sobre a população negra deixando de tratá-la como sujeitos de sua própria história (BARROS, 2005, p. 16). A prática adotada pela historiografia pode ser dominada como racismo historiográfico (REIS, 2009) devido à abordagem sobre a população negra e seus processos de aquisição de conhecimentos. No final do período escravocrata onde existia lacuna que possibilitou a população negra pudesse acessar outros saberes. Ancoramo-nos teoricamente nas pesquisas, Siss (2003) e Fonseca (2007) quando pensam essas questões de raça e etnia. É preciso, como aponta Kilomba (2017) desconstruir o racismo e descolonizar o conhecimento