Portal Periódicos da UFRRJ (Univ. Federal Rural do Rio de Janeiro)
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    OS POVOS BANTOS E A LUTA ANTIRRACISTA NA QUIZOMBA: TAGARELANDO E MATUTANDO A HISTÓRIA, CULTURA E RESISTÊNCIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS NO BRASIL

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    O presente trabalho buscará traçar uma análise sobre as diferentes características do tronco linguístico banto como estratégias de enfrentamento as variadas situações de discriminação racial. Entretanto, pretendemos debruçar nossas reflexões em publicações jáexistentes,asquearticulamcomareferidatemáticaemquestão.Posteriormente,iremos analisar um breve estudo de caso, de como foram implementadas as leis contidas no Artigo 26 A da LDBEN na atividade de sensibilização para compor a V Jornada 2017 LEAFRO 10 Anos -“Produção de Conhecimentos, Formação Política e Enfrentamento ao Racismo na Educação Brasileira” na qual foram criadas estratégias para a efetivação da ação pedagógica para a redução doracism

    OS DOCENTES DO CURSO DE TURISMO DA UFRRJ: BREVES REFLEXÕES A PARTIR DA LEI FEDERAL 12.711/2012

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    Este artigo visa refletir a partir da do ponto de vista da Lei Federal 12.711/2012 modificada que foi pela Lei Federal 13.409/2016, que neste trabalho é nomeada simplesmente como “Lei de cotas”, sobre a relação existente entre os professores do curso presencial de Bacharelado em Turismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro -UFRRJ e a temática. Este curso, que foi criado para atender a uma demanda existente na cidade do Rio de Janeiro, especialmente na Baixada Fluminense, é oferecido pela UFRRJ no Instituto Multidisciplinar do campus Nova Iguaçu desde 2006. A UFRRJ foi uma das pioneiras na aprovação de 50% decotas sociais e étnicas conforme prevê a Lei. A formação e atuação de seus professores em sala de aula, em um cenário cujo corpo discente foi modificado pelo ingresso de um novo perfil de alunos, suscitam reflexões sobre uma nova realidade na universidade. O trabalho ora apresentado é fruto de pesquisas bibliográficas e de campo, sendo que para tal foi utilizada a ferramenta do Google drivepara sua realização junto ao corpo docente do curso. O debate sobre a implantação e implementação de políticas de ação afirmativa na educação superior no Brasil já não é tão recente, pois existe há mais de 20 anos, mas mesmo assim desafia a sociedade e o Estado a enfrentarem o problema das desigualdades raciais e sociais, principalmente aquelas relacionadas a igualdade de oportunidades de acesso às universidades. Por muito tempo, aprendemos a conviver com um sistema educacional altamente desigual e seletivo, organizado sob a égide do liberalismo mediante o pressuposto da igualdade de oportunidades. Este sistema, que tem funcionado com a lógica da exclusão social e uma dinâmica institucional fundamentada na ideologia do racismo passa, desde o final do séculopassado, por um momento de reestruturação. Os deslocamentos causados pela nova configuração do corpo discente devem ser percebidos como oportunidades para uma nova pedagogia, que envolva professores/as e alunos/as na busca por: permanência do aluno com sucesso na universidade, adaptação ao ambiente acadêmico e alocação profissional na área de formação acadêmica. Este sucesso não passa somente pelo estudante, mas também de vários fatores como, família, emprego, estrutura administrativa e pedagógica da universidade, dentre outros. Ao corpo docente cabe além das atividades em sala de aula, reconhecer as potencialidades individuais de cada um, criando meios que facilitem o processo de ensino-aprendizagem

    EDUCAÇÃO E DEMANDAS POPULARES: OS POPULARES E A LUTA POR EDUCAÇÃO NO BRASIL (1980-1990)

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    O Brasil, por ser um país de dimensõescontinentais apresenta demandas muito diversas entre si. Demandas que variam de uma região para outra, conforme as necessidades educacionais e sociais de cada população. O temaque este ensaiose propõe a refletir, parte da relação entre educação e as demandas populares por educação no Brasil, a partir dos movimentos sociais organizados no país ao longo da década de 1980. Considerando as Manifestações de Junho de 2013 e os estudos de ANDERSON (2008), AMELUCCI (1989) e GOHN (2009), buscamos, em primeiro plano, desmistificar a ideia de que toda população demanda as mesmas ações do Estado quando o assunto é educação e, em segundo, apresentamos o lugar dos movimentos sociais brasileiros e das suas demandas e lutas para a manutenção da educação enquanto políticasocial pública

    POLÍTICAS PÚBLICAS, MOVIMENTOS SOCIAIS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: POSSÍVEIS RELAÇÕES

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    O presente ensaio objetiva emergir reflexões sobre Educação como política pública e sua estreita relação com os Movimentos Sociais. A relaçãoentre Sociedade, Estado e Educação, bem como sobre Educaçãocomo política pública se entrecruzam com a temática formação de professores. Destacamose defendemos o protagonismo de alguns docentes que reconhecemas potencialidades da construção coletiva e da corresponsabilidade pela sua formação e de outros professores. Recorremos à revisão bibliográfica como proposta metodológica para sustentar nossas reflexões a partir das colocações de Höfling (2002), Azevedo (1997) e de Gohn (2012). Podemos sintetizar que,ao nos preocuparmos com a qualidade dos processos formativos, defendemos uma outra perspectiva para superar a formação ingênua, superficial e a desvalorização do profissionale vemos nos princípios dos movimentos sociais possíveis contribuições

    IGUALDADE, JUSTIÇA E LIBERTAÇÃO: A CERCA E OS CAIXOTES

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    Propõe uma reflexão a partir das ideias dos contratualistas Hobbes, Locke e Rousseauem relação à cidadania e àeducação, buscando analisarações educativas legitimadas por instituições e as práticas emancipatórias promovidas pelos movimentos sociais,considerando a existência deum lado, da coerçãodisfarçada de direito ereproduzida nos espaços escolares legitimadose por outro,da emancipação promovida pelos movimentos sociais. Sugere um desdobramento a partir de uma imagemque circulou nas redes sociais instigando o debate sobre igualdade, justiça e liberdade. Neste cenário contemporâneo ainda há pronunciamentos legitimadores de práticas coercivas e também emancipatórias, apontando que no cercedo debateestá a mesma preocupação e questões colocadas pelos filósofos contratualistas

    EDUCAÇÃO E DEMANDAS POPULARES NO BRASIL

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    O presente trabalho busca trazer,para o âmbito das discussõesacadêmicas,o tema educação e demandas populares na sociedade contemporânea.Para isso,realizamos umlevantamento bibliográfico objetivando compreendercomo aproposta de educação popular foi contemplada pelas políticas educacionais na história da educação no Brasil.Foi observado que aprincípio a educação popular não era prioridade no períodocolonial, pois apenas as classes mais abastadas possuíamacesso à educação. No entanto, com a ascensão do período industrial, passaram a servalorizados os ideais que permearam as relações entre trabalho e escola. Aeducação para as classes populares, dessa forma,foi fundamentada a partir da lógicadas indústrias subordinada ao capital. Neste artigo, Azevedo (2004) nos possibilita pensar sobre os moldes da teoria liberal moderna da cidadania adotados pelas políticaspúblicas, assimcomo Carvalho (2002)problematiza que apesar das conquistas políticas das últimasdécadas, o Brasil ainda não caminha tão bem

    INTELECTUALIDADE NEGRA E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

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    A questão que motiva e dá sentido à proposição deste capítulo consiste em indagar sobre a possibilidade da construção de produção do conhecimento contra-hegemônico na luta contra o racismo e as desigualdades sociorraciais no campo educacional brasileiro. Tamanha ousadia não será possível responder nas páginas que se seguem, mas pelo menos pretende-se estimular futuras reflexões. Por ora, temos como obetivo iniciar essa discussão apresentando algumas questões sobre a produção de conhecimento com base na emergência de uma geração de pesquisadores negros(as) nas universidades brasileiras que articulam a militância política e a produção do conhecimento sobre a realidade étnico-racial fundamentada em sua própria vivência racial, inserindo-se politicamente na luta antirracistas e desafiando a universidade e os órgãos do Estado a implementarem políticas afirmativas, notadamente no campo da educação. A presença de um grupode pesquisadores(as) e negro(as) no meio acadêmico brasileiro é um fenômeno recente e tem sido objeto de algumas reflexões ainda incipientes sobre o assunto. Historicamente, os(as) negros(as) sempre estiveram excluídos da educação brasileira em geral, principalmente na educaçãosuperior, pois havia fortes barreiras raciais que impediam que negros(as)almejassem a carreira acadêmica até os anos 70 do século XX (Carvalho, 2005-2006). A partir dos anos oitenta com a democratização do país e o revigoramento domovimento social negro brasileiro a entrada de negro(as) nas universidades como parte da luta pelasuperação do racismo, em prol do direito à educação edoconhecimentopassou a ser reinvindicada. Nos anos de 1990 a presença, ainda tímida, de pesquisadores negros(as) nas universidades, sobretudo, nas públicas, já se fazia sentir nos círculos intelectuais brasileiros

    Entrevista: HELENO ARAÚJO

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    Entrevista realizada em Recife (PE), em fevereiro de 2022, com Heleno Manoel Gomes Araújo Filho, um educador que, a despeito das adversidades conjunturais, é um semeador de sonhos possíveis no contexto da escola pública. Seu testemunho é emocionante. Numa fala vibrante, seu testemunho de vida e pronúncia na busca - esperançosamente crítica - por uma educação de qualidade socialmente referenciada é uma verdadeira aula de cidadania. A inserção histórica do educador pernambucano na escola pública e seu compromisso com a defesa das classes trabalhadoras é reconhecida pela recondução ao cargo de presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da outorga da Condecoração Paulo Freire, concedida pela Universidade Federal de Pernambuco. Heleno Araujo nos ensina que “é possível avançarmos mais ainda, porque nós temos uma construção que ainda não está bem clara para muita gente”

    O que Podem as Escritas com Professoras que Ensinam Matemática?

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    Neste artigo transcreve-se a palestra intitulada “O que Podem as Escritas e Leituras com Professoras que Ensinam Matemática?”. Apresentava-se um exercício de pensamento que emerge para com VI SELEM e tem a intenção de compartilhar algumas potencialidades das escritas e leituras em uma pesquisa com professoras que ensinam matemática da Educação Básica. Em especial, se apresenta alguns acontecimentos de uma tese-trilha junto à Ilha-Formação de Professores, alguns detalhes dos movimentos que realizamos e algumas companhias que foram cativadas para estar em trilha pela Ilha. Uma trilha que acontece na escola pública com um grupo de professoras-trilheiras-alfabetizadoras que ensinam matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental e aceitaram o convite e o desafio de trilhar e “colocar sobre a mesa” a matemática e seu ensino. “Colocar sobre a mesa” é uma postura filosófica que se deseja para com o ensino da matéria matemática. Trilhar é ethos que se incorporou junto ao espaço de formação de professores. Anda-se com palavras-pensamentos-inquietações, e talvez, seja por isso que a expressão-pergunta “o que podem as escritas e leituras?” é marcada como potência para parar-pensar-respirar-andar na companhia de professoras que ensinam matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental. &nbsp

    Professora e alunos produzindo textos colaborativamente na e da aula de Matemática

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    Objetiva-se analisar o movimento de produção de textos por alunos e professora, de modo colaborativo. Para isso, parte-se de uma narrativa pedagógica produzida por uma professora do terceiro ano do Ensino Fundamental na qual ela relata e reflete sobre a elaboração de problemas pelos alunos. A professora participava do Programa Observatório da Educação, e as narrativas elaboradas pelas participantes eram compartilhadas e discutidas nos encontros. Dessa forma, o texto analisa o processo colaborativo de produção de textos tanto de alunos quanto da própria professora e discute as potencialidades da narrativa pedagógica como prática de (auto)formação. As reflexões teóricas centram-se nos estudos sobre letramentos, gêneros do discurso e conceitos da perspectiva histórico-cultural. A análise da narrativa evidencia a prática problematizadora e intencional da professora que atribui protagonismo a seus alunos; revela indícios sobre as apropriações da professora dos princípios da perspectiva histórico-cultural como fundamentos para sua prática nos modos de organizar o ambiente de sala de aula visando a promover as interações e negociação de sentidos para o gênero textual problema, realizar intervenções adequadas e possibilitar avanços na aprendizagem dos alunos

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