Portal Periódicos da UFRRJ (Univ. Federal Rural do Rio de Janeiro)
Not a member yet
985 research outputs found
Sort by
Para não dizer que não falamos da alfabetização de crianças e adultos em Paulo Freire
Essa escrita se une às manifestações de reconhecimento ao legado de Paulo Freire durante o ano de 2021, momento histórico conturbado politicamente no cenário brasileiro, na qual e entre as quais, as iniciativas de estudiosos e estudiosas de diferentes áreas do conhecimento têm apresentado uma visão acerca da educação freiriana. Assim, emerge um movimento endógeno que nos leva a produzir novos sentidos diante da largueza do entendimento de Freire sobre a alfabetização de crianças e adultos, à medida que reunimos as concepções de Cagliari (2008) Soares (2020, 2018, 2013); Giroux (2001, 1997) e outros/as, que direta ou indiretamente dialogam sobre o tema proposto, a fim de continuar trazendo para o centro das discussões as intersecções epistemológicas da leitura do mundo e da leitura da palavra freiriana
Autoconfrontação e argumentação prática de professores/as supervisores/as do Pibid: Indícios de uma perspectiva freireana na Educação Física Escolar
A argumentação prática tem o potencial de revelar premissas que os/as professores/as têm sobre valores, experiências, condições e contextos de trabalho docente. Contudo, ao confrontar essas premissas, contradições nas práticas pedagógicas podem ser evidenciadas. O objetivo desta investigação é analisar como dois professores/as-pesquisadores/as reelaboram seus próprios saberes docentes ao compartilharem a análise das práticas que têm sido realizadas nas escolas-campo vinculadas ao PIBID. Metodologicamente, a partir de procedimentos qualitativos de autoconfrontação, cotejamos as narrativas de dois/as supervisores/as do PIBID no subprojeto de educação física. Os resultados indicam o predomínio de saberes experienciais dos/as professores/as e aspectos dialógicos convergentes, que remetem à perspectiva freireana nas aulas de educação física. Identificamos que ao explicitar a argumentação prática dos/as professores/as, o processo de formação é compartilhado e fomenta novas reflexões
Obstáculos e Resistências à Leitura e Escrita em Aulas de Matemática
Este artigo parte de nossas reflexões acerca dos obstáculos e resistências à leitura e escrita nas aulas de matemática na Educação Básica e nos espaços de formação inicial e continuada de professores de matemática. No desenvolvimento do texto, elegemos reflexões que evidenciam a importância do reconhecimento de diferentes estratégias no ensino e aprendizagem da matemática e, especificamente, as que reconhecem as práticas de leitura e escrita. Na sequência, apresentamos os diferentes sentidos das palavras obstáculos e resistências e propomos uma reflexão teórica a respeito do tema, finalizando com a apresentação de uma situação de obstáculo e resistência à leitura e escrita em aula de matemática a partir de um contexto real. Ao refletirmos acerca desses conceitos, constatamos que há diversos fatores que impedem a prática de leitura e escrita nas aulas de matemática, e que esses fatores podem derivar tanto das prescrições estabelecidas nos documentos oficiais, como do formato adotado por alguns cursos de formação inicial e continuada
Cyberformação com Professories de Matemática: discutindo a responsabilidade social sobre o racismo com o Cinema
A formação com professories de matemática cada vez mais precisa evidenciar as dimensões política e social dessa forma/ação, de modo que a matemática seja recurso reflexivo, linguagem ou campo de estudo articulada/o com questões correlativas a essas dimensões. Assim, investigamos como se mostra o processo de compreensão/constituição da responsabilidade social de professoras/es/ies de matemática em Cyberformação por meio da análise de produtos cinematográficos. A perspectiva vincula-se ao racismo estrutural que habita nossa realidade, inclusive educacional. Nesse sentido, tomando por base a concepção de Cyberformação com professories de matemática, a qual é definida como a formação vista sob diferentes dimensões e que assume a experiência com Tecnologias Digitais (TD) sob a perspectiva do ser-com, pensar-com e saber-fazer-com-TD, analisamos dois participantes da disciplina “Macro/micro Exclusões/inclusões na Educação Matemática com Tecnologias Digitais”, realizadas em 2021 e 2022, no Ensino Remoto Emergencial (ERE) na UFRGS. Entendemos que as TD, no caso, produtos cinematográficos, potencializaram a compreensão/constituição da responsabilidade social dos participantes deste estudo, no caso, cada participante sendo-com-o-filme apresenta a expressão do compreendido sobre a filosofia ubuntu, pela matemática, sem dicotomizar, no sentido de não conceber a existência de um ser independente do outro, mas de um ser que pensa, age e vive com os outros
Os cursos técnicos em agropecuária do IFES - campus santa teresa: a evolução frente à demanda por uma agricultura mais sustentável
Os primeiros cursos profissionalizantes surgiram na segunda metade do século XX, com o objetivo de suprir as novas demandas de produtividade e mecanização agrícolas imposta pela Revolução Verde. Dessa forma o presente trabalho, buscou analisar cronologicamente as matrizes do Curso Técnico em Agropecuária do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) – Campus Santa Teresa, visando identificar abordagens de cunho ambiental ao longo da história do curso, analisando as marcas que essa “modernização” possa ter deixado no currículo do mesmo. A metodologia consistiu em analisar os conteúdos disciplinares, com o objetivo de identificar dois tipos de abordagens: ambiental direta e ambiental potencial. O Plano Político Pedagógico do curso do Ifes, também foi comparado à Escola Família Agrícola de Chapadinha, elencada, nesse trabalho, referência na Educação do Campo com enfoque em uma formação sustentável, evidenciando assim as fragilidades dessa temática no curso em questão
O AMOR EM PAULO FREIRE
O texto é um exercício de reflexão sobre pensamento pedagógico de Paulo Freire cujos primeiro e último livros receberam, respectivamente, os títulos de Pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Autonomia. A hipótese é a de que ocorreu um deslocamento na forma de encarar a condição do educando. De que modo o mesmo indivíduo oprimido passou a ser alguém capaz de exercer ao menos certa autonomia sem o concurso do seu mediador pedagógico? Por que, então, que em lugar de se olhar de um ponto de vista exterior para o oprimido (visando informá-lo, esclarecê-lo, conscientizá-lo etc.), agora se busca acompanhar o seu próprio olhar, olhar autônomo? A identificação desse deslocamento leva o autor a considerar uma mudança mais profunda, o reconhecimento que no lugar da opressão se encontram também as possibilidades intrínsecas de libertação
A ESCOLA PARA ÍNDIOS NO RIO DE JANEIRO: O QUE DIZEM OS ANOS DE 1845 A 1875
A História da Educação escolar no Brasil nos apresenta uma diversidade de períodos, sujeitos, movimentos, metodologias, pensamentos e ações de diferentes personagens que se dedicaram ao fazer-pensar e principalmente apresenta caminhos que nos levam a compreensão da diversidade educacional em que vivemos. A seguir propusemos um retorno aos documentos e fontes históricas referentes ao século XIX, durante o Império, mais precisamente ao momento em que os indígenas estavam na Corte do Rio de Janeiro e sendo submetidos às regras de convívio estabelecidas na época. Investigamos subsídios que descreveram se houve e qual foi o tipo de educação escolar ofertado aos povos indígenas que viveram o segundo período do século XIX
AUTODECLARAÇÃO CONFRONTADA E PUNIÇÃO DE FRAUDES. OS AVANÇOS DA IGUALDADE RACIAL NA ERA DAS COTAS
O ensaio visa contribuir para a fundamentação das Comissões de Verificação e de Sindicância das fraudes nas cotas raciais, propondo o princípio da autodeclaração confrontada. Oferece também um modelo teórico de quatro dimensões das identidades raciais e compara a situação brasileira com outros países que implementaram ações afirmativas, como Estados Unidos, Índia, África do Sul e Malásia. As Comissões de Verificação, presentes em quase todas as universidades federais e conectadas com a Lei de Cotas de 2012, trazem um fortalecimento considerável da luta antirracista e colocam a população negra em um lugar de poder sem precedentes, em quinhentos anos, diante do Estado racista brasileiro
AS BANCAS DE HETEROIDENTIFICAÇÃO RACIAL: APONTAMENTOS A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DA UFMG
Desde que as políticas de ações afirmativas foram implantadas nos processos seletivos das universidades públicas brasileiras, incontáveis números de fraudes nas inscrições de autodeclaração racial vieram à tona, muitas vezes em denúncias feitas pelos próprios jovens negros ingressantes nestes processos. Tais desvios de finalidade levaram a instalação de bancas auxiliares de averiguação étnica, as Bancas de Heteroidentificação Racial. Recentemente, decisões e acórdãos legitimaram estas bancas de confirmação étnica e racial como fundamentais aos certames, sejam na Administração Pública seja na Educação Básica e Superior, no duplo sentido de coibir as fraudes e de endereçar as ações afirmativas para quem, justamente, delas necessitam. Este artigo objetiva tracejar alguns apontamentos do uso do expediente das Bancas de Heteroidentificação no Sistema de Seleção Unificada (SISU) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no primeiro semestre de 2019, no qual apontamos, ainda, impasses e disputas exteriores à comunidade acadêmica nos usos do neologismo pardo nas entrevistas dos candidatos e candidatas com recorte na bibliografia do setor jurídico-político e consulta ao Edital do SISU UFMG/2020, cuja hipótese nos permite, a partir de uma breve apresentação histórica da educação, inferir que além de indispensáveis aos processos de seleção, as bancas de confirmação étnica atuam, ainda, de forma a disciplinar e dar maior transparência nos processos seletivos em que o quesito raça/cor é utilizado como categoria de desempate e de promoção de direitos de equidade
A IMPLEMENTAÇÃO DAS COMISSÕES DE HETEROIDENTIFICAÇÃO COMPLEMENTAR NO CEFET-MG
Este artigo busca compreender o processo de implementação das comissões de heteroidentificação complementar realizado no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), unidade Nepomuceno. Para tal, a análise documental foi o principal recurso metodológico utilizado. Foram analisados os seguintes documentos: relatórios anuais emitidos internamente pela Coordenação de Registro e Controle Acadêmico, registros dos procedimentos utilizados pelas comissões, editais de processos seletivos, campanhas publicitárias, materiais veiculados nos cursos de capacitação, legislações pertinentes ao tema, entre outros. O estudo revelou que a implementação dessas comissões significou uma verdadeira conquista para a efetivação das políticas afirmativas na instituição