Portal Periódicos da UFRRJ (Univ. Federal Rural do Rio de Janeiro)
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PATRIMÔNIO (I)MATERIAL E CULTURA AFRO-BRASILEIRA:O APAGÃOHISTÓRICO INTRÍSECO E O SILÊNCIO SOBRE A QUEM DE INVISIBILIDADEDEDIREITO
Este texto propõe discutir o patrimônio e a cultura em uma perspectiva afrocentrica. Diálogo com educação ambiental crítica, educação patrimonial e patrimônio inmaterial em uma educação voltada para as relações raciais e étnicas. A este respeito, há a necessidade urgente de uma educação para o ERER, para preservar o património cultural imaterial construído e difundido pelos negros
POR QUE COTAS PARA NEGROS E NEGRAS NA PÓS-GRADUAÇÃO?
Este artigo é resultado da participação do Centro de Estudo, Pesquisa e Extensão em Educação, Gênero, Raça e Etnia (CEPEGRE/UEMS) na mesa redonda intitulada “Ações afir-mativas na graduação e pós-graduação: demandas emergentes” durante a V Jornada 2017 –Produção de conhecimento, formação política e enfrentamento ao racismo na educação brasi-leira,realizadapeloLaboratóriodeEstudosAfro-brasileiros-LEAFRO/UFRRJ.Apresentamos umadiscussãoquecontemplouosseguintesitens:finalidadeefunçãodapós-graduação;porquê ações afirmativas na pós-graduação; marcos legais que dão sustentabilidade à cota na pós-gra-duação e; principais desafios para a implementação de ações afirmativas/cotas na pós-gradua-ção. Para a construção deste trabalho, buscamos amparo teórico em produções da área da edu-cação e história em interface com arelações étnico-raciais que contemplam estudos sobre a educação de negros e negras no Brasil, acesso e permanência na educação superior, ações afir-mativas na educação, cotas para negros e negras na graduação e pós-graduação. A dificuldade maior refere-se a produção sobre cotas na pós-graduação, pois é uma ação afirmativa que as instituições públicas de educação começaram a executar a partir de 2016 especificamente,por-tanto, carecemos de produções com divulgação de resultados dessasações
A EDUCAÇÃO DECOLONIAL E PAULO FREIRE NA PERSPECTIVA DA AVALIAÇÃO ESCOLAR
O artigo analisa aspectos centrais do processo avaliativo nas escolas brasileiras e aponta a ausência da perspectiva da decolonidade na prática docente. Todas as tensões sociais presentes em nossa sociedade tem reflexo no ambiente escolar, assim, percebe-se que na prática avaliativa se encontram elementos racistas que atuam fortemente na complexa relação professor/estudante. A cultura da violência, marca da nossa atual sociedade, e o descaso do poder público com a educação aumentam o cenário de estresse no espaço escolar. Diante das relações subjetivas da avaliação, indicamos que a prática meritocrática esconde grandes desigualdades no Brasil, encobre o racismo e não contribui para a redução das injustiças sociais na educação. Falta pedagogia continuada para professores e a discussão sobre avaliação não faz parte do cotidiano docente. Paulo Freire é lembrado e trazido nos teóricos da educação decolonial. A relevância deste trabalho está em trazer um tema crucial da educação brasileira. 
NARRATIVAS MINHAS, DELES, DELAS, DELS, ENFIM, NOSSAS: ESCREVIVÊNCIAS1DA HETEROIDENTIFICAÇÃO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Este artigo propõe narrar(-me/-se/-nos) as escrevivências do processo de implementação da Comissão de Heteroidentificação e das bancas de validação de autodeclaração étnico-racial de candidatos/as/es negros/as/es (pretos/as/es e pardos/as/es) inscritos/as/es no Sistema de Seleção Unificada (SiSU/MEC) para vagas dos cursos de graduação, em processos seletivos de cursos e programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, e em concursos públicos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), sob a coordenação do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) em colaboraçãocom a Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD) e a Comissão Permanente do Vestibular (COPEVE), com o acompanhamento fundamental do Prof. Dr. Adilson Pereira dos Santos, Pró-reitor Adjunto de Graduação da Universidade Federal de Ouro Preto-MG (UFOP), considerando o urgente combate ao racismo estrutural e institucional e da observância dos princípios da administração das políticas públicas, a saber, a focalização de reparação, da intersetorialidade e do controle social. Para tanto, um grupo composto por mais de 60 pessoas comprometidas com a educação antirracista conferiu, aos sujeitos de direito da política, as vagas que lhe são reservadas, fato que torna ainda mais efetivo o Programa de Políticas de Ação Afirmativa (PAAF) existente na UFAL, desde 2003, e que vemsendo ampliado nos últimos anos
O LEGADO DA CULTURA NEGRA: SAMBA E FUNK
Este presente trabalho tem por mote analisar o legado da cultura negra, como o samba e funk, atualmente, reconhecidos como Patrimônio Imaterial. Negros africanos escravizados, que chegaram ao Brasil, trouxeram consigo costumes e tradições, que sofreram com as tentativas de anulação, em função da imposição da cultura europeia. No entanto, por meio de táticas de resistência, a bagagem cultural dos negros, muitas vezes, ressignificada, contribuiu para que diversas manifestações culturais fizessem parte da formação do povo brasileiro, sendo duas delas nosso objeto de estudo: o samba, símbolo de brasilidade, após ferrenha perseguição; e o funk, “som de preto/ de favelado”, ainda vitimado pelo preconceito ediscriminação
REFLEXÕES SOBRE A TRAJETÓRIA DA EDUCAÇÃO POPULAR NO BRASIL
Refletir sobre a educação popular esua contribuição no cenário educacional brasileiro torna-se urgente em momentospolíticos como odo Brasilatualmente. A educação pública brasileira tem sido alvo de um desmonte,comcortes drásticosde investimentos por parte do governo, precarização dos professores,atrasos de salários e cortes de bolsas de pesquisa. Diante desse cenário,esse artigo surgecomo fruto das discussões realizadas na disciplina “Educação e Demandas Populares”, do curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-graduaçãoem Educação,Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (PPGEduc) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Este artigo temcomo principal objetivo abordara construçãohistóricada educação popular no Brasil ea sua importância para a construção de uma educação crítico-reflexiva. Para tal,nos direcionamos aos estudos de Paulo Freire e aos autores considerados referência nessa área de estudo. Como metodologia,utilizamos a revisão bibliográfica de literatura
A CONSTRUÇÃO DO ESTIGMA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL ASSOCIADA À ESCRAVIDÃO NO BRASIL – UM OLHAR ENTRE A COLÔNIA E O IMPÉRIO
Desde a antiguidade, quem detém os meios de produção ocupa os níveis mais altos dahierarquia social. A estes, como bênção divina, era concedido o direito à educação e ao ócio, a viver do trabalho realizado pelos níveis mais inferiores da pirâmide social que, dependendo do momento histórico, eram ocupados por escravizados, servis ou operariados. No Brasil, a história da formação profissional foi marcada por um estigma, uma marca social que associou por séculos a formação para o exercício de trabalhos manuais aos escravizados, à pobreza e ao assistencialismo. Uma herança da colonização portuguesa e de estruturas de formação associada aos interesses de grupos sociais que, em muitas ocasiões, utilizaram o preconceito e o estigma social para legitimar interesses econômicos. O presente artigo, produto de uma pesquisa bibliográfica, busca traçar a origem desse estigma sobre a formação para o trabalho manual e a forma como foi introduzido, e consolidado, na nossa sociedade
CINCO IDEIAS EQUIVOCADAS SOBRE O ÍNDIO
Gostaria de iniciar a minha fala informando vocês sobre o lugar de onde estou falando. Sou ex-professor da Universidade do Amazonas, onde trabalhei de 1977 a 1986, inicialmente no curso de Comunicação Social e depois no curso de História, onde lecionei as disciplinas Etnohistória e História do Amazonas. Fui fundador e primeiro editor do Porantim, jornal do CIMI –Conselho Indigenista Missionário, dedicado à causa indígena. Atualmente, sou professor da UERJ –Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde coordeno desde 1992 o Programa de Estudos dos Povos Indígenas. Na palestra de hoje, vou falarum pouquinho sobre o meu trabalho e, depois, penso refletir com vocês sobre cinco idéias equivocadas que muita gente no Brasil ainda tem quando se refere aos índios
A EXPERIÊNCIA DA UFRRJ COM A IMPLEMENTAÇÃO DO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: EM FAVOR DE UM PROTAGONISMO AFRO-BRASILEIRO NA EDUCAÇÃO BÁSICA
A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro insere-se no contexto maior do programa Uniafro, uma iniciativa da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secadi/MEC), ao oferecer o Curso de Aperfeiçoamento em Educação das Relações Étnico-Raciais. Por meio da Resolução CD/FNDE nº 14, de 28 de abril de 2008, em que o Ministério da Educação estabelecia critérios para assistência financeira às instituições de educação superior no âmbito do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra, firmava-se mais uma parceria