U.Porto - Revistas Cientificas
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    Desafios na formação de docentes em identidade, expressão e igualdade de género: um estudo de caso

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    O enquadramento da abordagem às questões de género nas escolas teve mudanças recentes, nomeadamente no que se refere: i) à legislação sobre o exercício do direito à autodeterminação da Identidade de Género e Expressão de Género e sobre o direito à proteção das características sexuais das pessoas; ii) ao currículo em Educação para a Cidadania. Este enquadramento coloca desafios aos/às docentes, no que se refere à abordagem da Igualdade de Género, no âmbito da Educação para a Sexualidade e para a Cidadania, o que exige a articulação do tema não só com a Saúde, mas também com os Direitos Humanos, a Interculturalidade e o Desenvolvimento Sustentável, visando o desenvolvimento de uma cidadania sexual saudável e inclusiva. Para além do trabalho sobre Igualdade de Género, a escola/docência deve ainda proporcionar um ambiente seguro e inclusivo no que se refere à Identidade de Género, expressão de género e características sexuais de crianças e jovens.Neste artigo, apresentam-se os processos e os resultados de um Estudo de Caso de Formação Contínua de Docentes, em que se evidenciaram: i) lacunas no conhecimento dos normativos legais e curriculares; ii) conceções alternativas e necessidades de formação em conteúdos e estratégias de Género, Sexualidade e Interculturalidade; iii) fortes e emocionais resistências aos valores e teorias da investigação sobre Género. A análise dos resultados permitiu relacionar as necessidades de formação nas várias áreas da Educação para a Cidadania Género, Sexualidade e Interculturalidade verificando-se a centralidade da interseccionalidade

    Das redes de socialibilidade às trajetórias: representações sobre a escola dos indivíduos pouco escolarizados que não retomaram a educação formal

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    A celeridade dos ritmos das transformações são marcos das sociedades contemporâneas. As sucessivas análises sobre a mudança/ metamorfose social anuíram no reconhecimento do papel do conhecimento, das qualificações e das competências enquanto recursos relevantes para a ação (Bell, 1999; Beck, 2016). Analisando a sua distribuição concluiu-se que se trata de recursos com impactos significativos na estrutura das sociedades atuais, cujos efeitos se repercutem na multiplicidade das suas dimensões: da vida social e política, às estruturas económicas (Ávila, 2008). Esta centralidade do conhecimento e da escolaridade nas sociedades atuais tem contribuído para a emergência de uma sociedade aprendente (Jarvis, 2004), na qual os sujeitos têm sido chamados a adaptarem-se permanentemente (Enguita, 2007). A investigação neste domínio tem permitido conhecer a(s) nova(s) relação(s) que estas sociedades, e os indivíduos, têm estabelecido com o conhecimento e com a aprendizagem ao longo da vida (ALV), chamando a atenção para as desigualdades sociais que nela emergem (Ávila, 2008; Costa, 2012). Os efeitos para os segmentos da população que ficam de fora das dinâmicas da ALV, em múltiplas vertentes, têm sido amplamente reportados em estudos nacionais e internacionais, sublinhando-se os riscos de exclusão social, desemprego, pobreza, vulnerabilidade na saúde, menor participação cívica, etc. Mas, como alerta Field (2006), pouco se sabe, do ponto de vista sociológico, sobre a população que tem sido deixada para trás, num quadro de generalização da ALV.Este artigo tem como objetivo apresentar os primeiros resultados de uma pesquisa de terreno, em que já se recolheram cerca de duas dezenas de relatos de vida. Incidindo sobre as trajetórias, as redes de sociabilidade e as representações sobre a escola, dos adultos pouco escolarizados que não retomaram a educação formal, espera-se conseguir avançar na identificação do(s) património(s) disposicional(s) destes adultos que têm ficado à margem da sociedade educativa em Portugal

    Educar é Amar, de José Ribeiro Dias

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    José Ribeiro Dias acaba de publicar Educar é Amar. Para o Pacto Educativo Global do Papa Francisco (Paulus Editora, 2021). Ciclicamente, Ribeiro Dias tem vindo a retomar o tema da Educação, mas esta publicação surpreende porque revisita o vínculo e a interdependência entre Educação e Humanidade, não só para reincidir na premência de mudança, quanto para resgatar questões atemporais, dizendo-as de modo renovado e tornando-as significativas para o leitor actual

    JOVENS CONSTRUTORES DA CIDADE - OLHARES DAS ASSOCIAÇÕES NO TERRITÓRIO SOBRE A PARTICIPAÇÃO JOVEM

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    A representação generalizada que os jovens são pouco participativos e não se identificam como sendo parte determinante das políticas que lhes dizem diretamente respeito (Crowley & Moxon, 2017) suscita o objetivo central deste trabalho: analisar ecompreender os processos através dos quais os jovens participam e influenciam os processos de decisão e desenvolvimento das suas comunidades. Apresentamos uma investigação de natureza mista enquadrada num estudo mais alargado que teve como objetivo construir um diagnóstico participativo da juventude do município do Funchal. A informação recolhida privilegiou o conhecimento dasrepresentações dos jovens, das associações, agentes de juventude e dos decisores políticos, sobre a forma como os jovens participam, se envolvem e são envolvidos na conceção de políticas de juventude. Para o efeito foram aplicados inquéritos por questionário aos jovens do Funchal, às Juntas de Freguesia, às instituições de Ensino Superior, Escolas Secundárias e Profissionais e realizadas entrevistas às associações juvenis e agentes de juventude do município do Funchal. A construção da resposta ao objetivo do presente trabalho decorre da análise dos resultados das 51 entrevistas realizadas ao movimento associativo municipal - as associações juvenis, estudantis e partidárias com ação no território - e à sociedade civil - as entidades municipais e regionais que desenvolvem trabalho de intervenção que influencia a vida dos jovens. Os resultados permitem destacar: (i) o reconhecimento, valorização e capacitação dosjovens enquanto agentes ativos no desenvolvimento das suas comunidades; e, (ii) as associações juvenis e entidades municipais enquanto agentes mobilizadores e de suporte às políticas locais de juventude

    Alfabetização e educação de adultos

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    Editorial

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    Editorial - Investigar em Educação (Vol. 1, N.º2

    Editorial

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    Editorial - Investigar em Educação (Vol. 1, N.º3

    Nota Apresentação

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    Nota Apresentação - Investigar em Educação (Vol. 1, N.º5

    “Estão sempre a pôr-me nas coisas da raça”: A racificação de académicos/as negros/as brit-ânicos no complexo industrial EDI

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    This paper draws on the Equality, Diversity, and Inclusion (EDI) industrial complex, as well as anti-racist and decolonial discourses taking place in Higher Education (HE) in England. It introduces raceification as a process in which Black academics are produced and reproduced as perpetual race experts within HE. This framing occurs through a colonial gaze and hegemonic whiteness, shaping how Black academics and their knowledges are seen. Coloniality in academia is explored through the lived experience of Black Brit-ish academics working in HE in England. Central to this discussion is ‘Brit-ish’ identities, a hyphenated term, reflecting the complex, tenuous belonging of Black people living within the metropole and working in colonial institutions like universities. I drew on an Ubuntu-inspired methodology and used storytelling to document and analyse the experiences of 19 Black Brit-ish academics. Also drawing on my own experiences as a Black (Zimbabwean Brit-ish) academic using an autoethnographic reflective research journal, making me the 20th contributor within the study. The storytelling sessions took place during November 2022 and April 2023 (mainly online) with Black academics located in England as part of doctoral research at the University of Sussex. This paper will illuminate the key findings from the research; raceification as a colonial reproduction and raceification as a duty and burden affecting Black Brit-ish academics working in the liberal colonial university in England.Este artigo centra-se no complexo industrial da Igualdade, Diversidade e Inclusão (EDI), bem como nos discursos antirracistas e decoloniais que têm lugar no Ensino Superior (ES) em Inglaterra. Introduz a racificação como um processo em que os/as académicos/as negros/as são, em permanência, produzidos/as e reproduzidos/as como peritos/as raciais no ensino superior. Este enquadramento ocorre através de um olhar colonial e de branquitude hegemónica, moldando a forma como os/as académicos/as negros/as e os seus conhecimentos são vistos. A colonialidade no meio académico é explorada através da experiência vivida por académicos/as negros/as brit-ânicos/as que trabalham no ensino superior em Inglaterra. No centro desta discussão estão as identidades “brit-ânicas”, um termo hifenizado que reflete a pertença complexa e ténue das pessoas negras que vivem na metrópole e trabalham em instituições coloniais como as universidades. Baseei-me numa metodologia inspirada no Ubuntu e utilizei a narração de histórias para documentar e analisar as experiências de 19 académicos/as negros/as brit-ânicos. Também me baseei nas minhas próprias experiências como académica negra (zimbabuana brit-ânica), utilizando um diário de investigação reflexiva autoetnográfica, o que me tornou na 20.ª colaboradora do estudo. As sessões de narração de histórias tiveram lugar durante novembro de 2022 e abril de 2023 (principalmente online) com académicos/as negros/as localizados/as em Inglaterra como parte da investigação de doutoramento na Universidade de Sussex. Este artigo refletirá as principais conclusões da pesquisa: a racificação como reprodução colonial e a racificação como um dever e fardo que afeta os/as académicos/as negros/as brit-ânicos/as que trabalham na universidade colonial liberal em Inglaterra

    Experiences of Brazilian students — women and men — in Portuguese higher education: Dimensions of a decolonial awakening

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    Este artigo resulta de recorte a uma investigação mais extensa, de doutoramento em Ciências da Educação, e tem o objetivo de perceber o quanto as experiências de estudar em Portugal contribuem para um despertar crítico descolonial em relação ao racismo, eurocentrismo e capitalismo. Desde a crítica descolonial latino-americana, essas três dimensões compõem o padrão de poder mundial da modernidade/colonialidade que teve início com o colonialismo ibérico na América no século XVI. As análises estatísticas apresentadas e discutidas tiveram por base as respostas de 394 estudantes a três questões-chave da investigação. Pôde-se concluir que as experiências dos/as estudantes brasileiros/as no ensino superior português permitiram um despertar descolonial no âmbito dessas três formas de colonialidade. Para além disso, os resultados analíticos por interseccionalidade de gênero, raça e classe apontaram que a crítica descolonial tem correlação com os três eixos de fragmentação social, inclusive em relação ao racismo que as estudantes negras mais vivenciaram em Portugal. Vale notar que o lugar de origem adquiriu centralidade no despertar descolonial ao ser percebido como prologamento da colonialidade racista.This article is the result of a broader doctoral-level investigation in Education Sciences. It aims to understand how the experiences of studying in Portugal contribute to a critical decolonial awakening regarding racism, Eurocentrism, and capitalism. According to Latin American decolonial critique, these three dimensions form the global power structure of modernity/coloniality, which began with Iberian colonialism in America in the 16th century. The statistical analyses presented and discussed were based on the responses of 394 students to three key research questions. The study concluded that the experiences of Brazilian students in Portuguese higher education enabled a decolonial awakening concerning these three forms of coloniality. Moreover, the analytical results based on the intersectionality of gender, race and class confirmed the relevance of the decolonial critique concerning the three axes of social fragmentation, particularly the racism more frequently experienced by black female students in Portugal. It is worth noting that the place of origin became central to the decolonial awakening, as it was perceived as an extension of racist coloniality.

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