U.Porto - Revistas Cientificas
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    World-class universities? a dimensão social na mobilidade internacional de estudantes

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    O objetivo deste texto é refletir sobre o conceito de world-class universities. Embora não exista na literatura acadêmica uma definição amplamente aceite do conceito de worldclass universities, ele é aqui adotado para designar as instituições no topo dos rankingsinternacionais em determinadas áreas do conhecimento (embora esse critério mereça, noutra oportunidade, ser criticamente discutido). Tudo indica que a intensificação dos processos de globalização que atingem as universidades em todo o mundo está amoldar muitas delas para um perfil altamente seletivo e competitivo, como sugere a designação classe mundial. Para a análise deste complexo cenário de mudanças na educação superior, convocamos o conceito de campo de Pierre Bourdieu e alguns pressupostos pós-coloniais/descoloniais para perceber como a hegemonia eurocêntrica está a se reconfigurar numa época de maior circulação de estudantes de diferentes culturas, ideias e visões de mundo. Os mecanismos que fomentam a competitividade institucional por estudantes internacionais implicam novos desafios para o avanço da dimensão social na educação superior, em diferentes regiões domundo, sejam mais centrais ou mais periféricas em relação às grandes economias do conhecimento. Dados estatísticos sobre os rankings mundiais dessas universidades corroboram a análise de autores internacionais de que as world-class universities sãotambém aquelas que possuem o inglês como língua materna, estão situadas no Norte Ocidental e se inserem em economias avançadas, perspetiva que compromete, em última análise, a dimensão social (e a igualdade de oportunidades) da mobilidadeinternacional a partir do Sul Global, como é o caso, aqui considerado, dos estudantes brasileiros

    Conjuntura histórica e sociopolítica da Educação em Direitos Humanos no ensino superior do Brasil

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    Os fundamentos sociopolíticos e as diretrizes metodológicas que estruturaram a Educação em Direitos Humanos no Brasil foram estabelecidos mediante o propósito de conscientização e construção de ações delineadas pelo respeito à dignidade da pessoa humana e o combate à intolerância diante das disparidades pertinentes aos estratos das sociedades contemporâneas. Nessa perspectiva, o presente trabalho expõe o histórico sociopolítico da construção dos instrumentos normativos e estratégicos que determinaram os fundamentos teórico-metodológicos dos valores e das práticas na Educação em Direitos Humanos no caso específico do Brasil. Evidenciam-se, no plano político-institucional, as diretrizes brasileiras que delinearam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos elaborado em 1993 e revisado em 2007, como também, os preceitos das Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos estruturadas em 2012, por meio do Conselho Nacional de Educação/MEC, homologadas pela Resolução CNE/CP/01/2012 emediante o Parecer CNE/CP/08/2012. Reforça-se que tais diretrizes orientaram as instituições educacionais públicas e privadas na construção e execução de políticas que expõem os conteúdos referentes aos Direitos Humanos nos currículos, programas deformação e de materiais didáticos e paradidáticos. Trata-se de uma investigação que revela, por meio de levantamento bibliográfico e reflexão crítica, os parâmetros didáticos que compõem a inserção dos conteúdos voltados para os Direitos Humanoscomo componentes curriculares, especialmente, do Ensino Superior tendo em vista reconhecer a condução das competências e habilidades que promovem os princípios democráticos e, concomitantemente, conduzem ações para o desenvolvimento social

    Plano Nacional de Cinema: uma ferramenta para promover a Literacia mediática e a inclusão digital?

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    Neste texto, propomos refletir sobre a literacia mediática e a inclusão digital no contexto do Plano Nacional de Cinema. O nosso objetivo é compreender se esta iniciativa pode ser uma ferramenta para o desenvolvimento de tais desígnios, entre outras competências, digitais e sociais, que atualmente integram a ideia de cidadania plena. Os referenciais utilizados no presente estudo indicam que, cada vez mais, as tecnologias e a globalização do mundo proporcionam novos estilos de vida, com os media a afastarem-se dos tradicionais meios físicos e a convergirem para meios online, além de serem mediados por dispositivos eletrónicos, que se tornam quase como prolongamentos do corpo humano. Torna-se imprescindível uma preparação adequada do cidadão contemporâneo para (sobre)viver numa sociedade altamente mediatizada, que capacite todos para o acesso a novos meios de comunicação, para a compreensão e a avaliação crítica da informação, e para a criação de conteúdos. A Escola é responsável pelo acompanhamento desta evolução e pela preparação do indivíduo para novos desafios sociais e profissionais, logo, torna-se fundamental interligar a literacia mediática, o currículo e as atividades escolares. Verificamos que o Plano Nacional de Cinema permite concretizar um trabalho importante em prol da literacia mediática e da inclusão digital, apoiando escolas e professores na realização de atividades transdisciplinares, em que o Cinema surge como recurso mediático. É possível, pois, concluir que esta iniciativa governamental constitui uma ferramenta promotora da literacia mediática e da inclusão digital, contribuindo para o fortalecimento da cidadania digital e de uma sociedade da informação mais inclusiva

    Aplicação do transmedia no ensino das geociências

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    Esta investigação pretende ilustrar como se poderá utilizar o transmedia storytelling para o estudo, no 3.º ciclo do ensino básico, da utilização que o ser humano faz das rochas no quotidiano segundo uma perspetiva Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS). O estudo apresentado neste artigo é de natureza predominantemente qualitativa e assenta no educational design research, visto que envolve a conceção, implementação e avaliação de atividades articuladas com os objetivos de aprendizagem. As atividades foram divididas em três fases: antes da saída de campo, saída de campo e depois da saída de campo. Foi criada uma narrativa que acompanhou os alunos na realização de um conjunto de tarefas para, à semelhança do personagem principal, completarem um puzzle online na plataforma Campus. A fase antes da saída de campo teve um carácter preparatório das fases seguintes. Na saída de campo, os alunos demonstraram ter dificuldades na interpretação da informação distribuída em cada estação, mas conseguiram na globalidade identificar as rochas aí existentes. Relativamente à participação na última fase desta investigação esta não se verificou, apesar da maior parte dos alunos referir que possui bons conhecimentos de tecnologias digitais e que as usa numa base diária. Esta investigação poderá contribuir para diversificar os recursos educativos para o ensino das ciências naturais e torná-los mais atrativos, uma vez que os estudos realizados com alunos do ensino básico evidenciam que estes utilizam regularmente as tecnologias digitais no quotidiano

    Tornar-se Professor: estudos portugueses recentes

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    Percursos de consolidação da didática de línguas em Portugal

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    Análise dos estudos realizados no âmbito das unidades de investigação, subsidiadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, na área das Ciências da Educaçã

    O "método" como constrangimento: educação de elites numa (semi)periferia

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    Neste texto, parte-se de uma pesquisa desenvolvida com jovens do 10º e 11º ano de uma escola privada da (semi)periferia europeia, em que se centra o estudo, entendidos como grupo heterogéneo, que mantém traços comuns entre si. Explora-se a questão do "método", termo em que se englobam as estratégias do "fazer" e também os fundamentos e pressupostos que o legitimam. Situa-se o "método" num quadro político, social e cultural que parece inerente ao modus vivendi da instituição, que lhe dá sentido e funciona como cadilho do seu desenvolvimento. Analisam-se os contributos deste modo organizacional para a construção do "trabalho do aluno" e a consequente possibilidade de "forma(ta)ção" de quadros de cidadania específicos. Explicitam-se, numa perspectiva desconstrucionista , alguns dos limites estabelecidos à escolha de mundos vivenciais, de acordo com um padrão de, iminente, manutenção, reprodução e reforço social e cultural, localizado em termos sócio-económicos e inserido num contexto global. Assim, questiona-se a intencionalidade dos processos de escolarização e o currículo ocultos das metodologias, fazendo a desmontagem do carácter paradoxal dos seus supostos. Interrogam-se, ainda as concepções de juventude e as ordens de justificação vigentes na instituição, que dão vez ao "método" como constrangimento

    A experiência social e escolar dos jovens do Ensino Secundário: contributos de um estudo sociológico

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    Formação de Actores/Actrizes: articulação entre o campo da produção do saber e a construção identitária do sujeito

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    Editorial

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    Editorial - Investigar em Educação (Vol. 1, N.º5

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