U.Porto - Revistas Cientificas
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    Co-construção de um museu virtual. Literacia, sustentabilidade e emancipação na disseminação do património cultural das comunidades de pescadores

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    No contexto do Observatório de Literacia Oceânica, o estudo da co-construção de um museu virtual online investiga a aprendizagem dos alunos pertencentes às comunidades piscatórias, contribuindo para a literacia histórica. O envolvimento em tarefas concretas associadas à aprendizagem é considerado um fator de motivação. No presente estudo trabalhou-se as artes da pesca artesanal, enquadradas por conteúdos da disciplina de História. Utilizando ambientes tecnologicamente enriquecidos, pretendeu-se compreender as interações entre o conhecimento formal e informal destes alunos, desenvolvendo-se o estudo de forma que os conhecimentos sejam significativos e usáveis, promovendo a intervenção na sociedade, enquanto agentes de mudança. A metodologia assentou num estudo empírico qualitativo, com base na etnografia crítica, combinado com design-based research, para a construção do protótipo do museu virtual online. As estratégias de ação, técnicas de recolha e análise de dados desenvolveram-se num contexto de observação participativa, notas de campo e aplicação de vários instrumentos, bem como na co-construção do protótipo por aproximações sucessivas estruturantes da plataforma digital selecionada. Constatou-se a ausência de interação entre os saberes formais e informais dos alunos, um desconhecimento da história das suas comunidades, mas também a valorização das histórias de família. Os alunos foram observadores críticos das suas práticas reconhecendo a desvalorização dos seus saberes informais e a sua falta de relação com os conteúdos da disciplina de História. Neste processo identificou-se a necessidade de trabalhar temáticas relacionadas com a Literacia Histórica, História das Comunidades Capariquenses e Sustentabilidade, para a disseminação do seu património cultural

    A era digital e o desenvolvimento linguístico das crianças - perspetiva do educador de infância

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    Com a evolução tecnológica e a facilidade de acesso às tecnologias como televisões, computadores, consolas de jogos e dispositivos móveis como tablets ou smartphones, as crianças ficam expostas aos ecrãs, cada vez mais cedo no seu desenvolvimento e por mais tempo. Os investigadores têm-se debruçado sobre o impacto que a exposição às novas tecnologias podeŕ ter nas diversas áreas de desenvolvimento das crianças, contudo, os resultados mostram-se pouco conclusivos. Nesse sentido, foi desenvolvido um projeto de investigação que visa analisar o impacto da exposição de crianças dos 3 aos 6 anos às novas tecnologias e os seus efeitos no desenvolvimento da linguagem expressiva nas componentes da semântica e da morfossintaxe. Este projeto inclui um estudo de natureza qualitativa, que procura conhecer e compreender a perspetiva de educadores de infância relativamente às alterações nos hábitos de brincar e na linguagem das crianças e a sua possível ligação com a exposição às novas tecnologias. Para a recolha de dados, foi utilizada a entrevista semiestruturada, tendo sido realizadas cinco entrevistas a educadoras de infância, numa fase inicial do estudo. Os resultados preliminares da análise de conteúdo das entrevistas revelam que as educadoras, para além dos hábitos de brincar, observam alterações no comportamento e no desenvolvimento linguístico das crianças, que atribuem, em grande parte, à influência que as crianças sofrem pela exposição às novas tecnologias

    A regulação judicial-financeira dos contratos de autonomia: a auditoria do tribunal de contas

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    Nas sociedades atuais assiste-se a uma maior ação e visibilidade do poder judicial, traduzida no desempenho dos diversos tribunais que, no seu papel de gestão das relações sociais, intervêm na regulação dos problemas sociais e políticos. Esta comunicação inserida num projeto mais alargado em curso tem como objeto a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas (TdC), aos contratos de autonomia das escolas, inseridos na política apelidada de «reforço da autonomia das escolas». Tendo como enquadramento teórico a sociologia da ação pública e a teoria da regulação social, assente na pesquisa documental dos planos estratégicos do TdC, dos manuais de auditoria, dos relatórios anuais e de auditoria de resultados, aborda-se a inscrição das «racionalidades» judicial e financeira na regulação das políticas educativas, no sentido da introdução de processos de accountability da ação pública, de «governo pelos números», integrados num âmbito mais alargado de recomposição do Estado

    Cultivar o sentido crítico

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    A questão da função primordial da educação é fundamentalmente política e merece, por isso, reflexão filosófica. Recorrendo a discussões variadas sobre este tema, de Alasdair MacIntyre a Martha Nussbaum e Pierre Hadot, tenta-se contrariar aqui a ideia, presente nos documentos legais portugueses, de que a escola serve para formar cidadãos. Argumenta-se que a função alternativa da escola é a de formar pensadores críticos, enquadrando a questão numa visão da ética de virtudes, que parte de uma análise da natureza humana. Adicionalmente, poder-se-á afirmar que a melhor forma de alcançar uma sociedade livre terá de passar por deixar de encarar a escola como uma máquina de produzir cidadãos. Serão propostos três meios para alcançar esta visão de escola e de sociedade: a recuperação das artes liberais, o uso do método socrático e o estudo da retórica

    Liberdade, Equidade e Participação? Reflexos das políticas neoliberais nos discursos e práticas em Educação de Infância

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    Assistimos, no contexto internacional e nacional, a um debate em torno do papel e função da Educação de Infância (EI), derivado da enorme pressão que as exigências da sociedade neoliberal colocam aos/às seus/as profissionais, às famílias e às crianças. Os discursos neoliberais, assentes na apologia da performatividade, da flexibilidade, daescolha individual, da prestação de contas [accountability], das classificações [rankings] e da meritocracia têm vindo a refundar a EI enfatizando a precoce promoção do desenvolvimento de competências escolares e estreitamento curricular, e isso reflete-se nas práticas pedagógicas. A quase ausência de pesquisas sobre a EI e, ainda mais, centradas nos modos como as crianças vivenciam estas exigências e os princípios da Liberdade, Equidade e Participação possibilitados pelo direito a brincar, geram tensões no quotidiano do Jardim de Infância (JI). Na continuidade de um posicionamento crítico sobre o qual temos vindo a investigar e a refletir - com maior incidência desde 2016 - e em que pomos em diálogo as Sociologias da Infância e da Educação e as Ciências da Educação, este artigo foca-se na análise daquelas tensões, visando apreender como crianças e educadoras de infância lidam com elas. Observações e entrevistas realizadas em JI públicos e privados, localizados em Lisboa, Porto e Braga, entre 2017 e 2019, permitem evidenciar processos de escolificação e a desvalorização do brincar como direito e um modo particular de participação infantil – traços que reconfiguram a criança em aluno, os/as educadoras/as em professores/as e a educação de infância em educação pré-primária

    Investigação sobre investigações matemáticas em Portugal

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    As novas tendências da sociologia do estudante universitário, em França

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    O presente artigo apresenta e analisa as novas tendências da sociologia do estudante universitário, em França, com enfoque particular nas temáticas que se relacionam com as condições de estudo e a vida universitária. No total retiveram-se cinco temas: a inserção no ambiente universitário, o papel do estabelecimento de ensino, as práticas de estudo, a relação com os estudos e o sucesso universitário dos estudantes. O quadro limitado deste texto não permite mencionar todas as pesquisas e trabalhos realizados neste período. Tentámos privilegiar a originalidade da abordagem e a significação dos resultados obtidos nas investigações

    Práticas de planificação e de gestão participada no currículo nos cursos EFA: das potencialidades aos riscos de escolarização

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    Numa altura em que, no âmbito da iniciativa "Novas Oportunidades", os Cursos EFA (Educação e Formação de Adultos) entraram nas escolas, o presente artigo analisa as características desta proposta educativa e formativa. è salientando o entendimento transdisciplinar e a gestão partilhada do currículo que caracteriza este modelo de ensino e de aprendizagem para públicos adultos. São ainda apresentados os resultados de um estudo realizado no âmbito de uma tese de doutoramento, em que foi investigada a capacidade decisional e a participação dos diferentes intervenientes - formadores e formandos - nos processos de construção e de desenvolvimento curricular que se desenvolvem nos Cursos EFA. Constatou-se que, em contexto de educação e formação de adultos, quando são dadas oportunidades aos intervenientes, estes revelam-se capazes de construir e de desenvolver currículos adequados e que respondem a reais necessidades de educação e formação. Conclui-se que para que se transforme em mais uma resposta "escolarizada", é fundamental que sejam criados dispositivos de gestão curricular que garantam uma efectiva participação dos actores (formadores e formandos) em todos os níveis de decisão curricular

    Dos saberes programados aos saberes aprendidos: a Geografia no 3º Ciclo do Ensino Básico

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    Nota Apresentação

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    Nota Apresentação - Investigar em Educação (Vol. 1, N.º6/7

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