Revista nuestrAmérica
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Silêncio, observação e uso do Mapuzundgun em sala de aula: um estudo de caso em escolas inseridas em comunidades mapuche do departamento de Huiliches, Neuquén
The study that originates this article was conducted in Mapuche communities in the Huiliches Department area of the Neuquén province, between 2012 and 2020. A recurring theme among teachers in schools with indigenous girls and boys is their silence in the classrooms. Often interpreted as misunderstanding, it can be considered part of their cultural tradition, an introspective way of being in the world but it is also a form of resistance to safeguard themselves from the devaluation and stigmatization that they have suffered, and suffer, in the processes of (neo) colonization. Silence is associated with the careful observation of the indigenous people in the classrooms, essential in their community learning. Also to the retraction in the use of the vernacular in the family and school environment, a consequence of the massive migration of indigenous people to the cities and the processes of Castilianization and prohibition in Latin America.El estudio que origina este artículo se realizó en comunidades mapuche de la zona del Departamento Huiliches de la provincia del Neuquén, entre 2012 y 2020. Un tema recurrente entre los docentes de escuelas con niñas y niños indígenas es su silencio en las aulas. Muchas veces interpretado como incomprensión, puede considerarse parte de su tradición cultural, manera introspectiva de estar en el mundo pero también es una forma de resistencia para salvaguardarse de la desvalorización y estigmatización que han sufrido, y sufren, en los procesos de (neo) colonización. El silencio se asocia a la atenta observación de los indígenas en las aulas, esencial en su aprendizaje comunitario. También a la retracción en el uso de la lengua vernácula en el ámbito familiar y escolar, consecuencia de la migración masiva de los indígenas hacia las ciudades y los procesos de castellanización y prohibición, que se produjeron en toda América Latina.O estudo que dá origem a este artigo foi realizado nas comunidades Mapuche da área do Departamento de Huiliches, na província de Neuquén, entre 2012 e 2020. Um tema recorrente entre os professores de escolas com meninos e meninas indígenas é o silêncio nas salas de aula. Muitas vezes interpretada como incompreensão, pode ser considerada parte de sua tradição cultural, uma forma introspectiva de estar no mundo, mas também é uma forma de resistência para se resguardar da desvalorização e estigmatização que sofreram e sofrem nos processos de (neo) colonização. O silêncio está associado à observação atenta dos indígenas nas salas de aula, fundamental para o seu aprendizado comunitário. Também à retração no uso do vernáculo no ambiente familiar e escolar, consequência da migração massiva de indígenas para as cidades e dos processos de castelhanização e proibição, ocorridos em toda a América Latina
O Extrativismo de mineração no México sob a quarta transformação 2018-2024
Despite various pronouncements in Andrés López Obrador's presidential campaign against neoliberalism and extractivism in the exploitation of Mexico's natural resources, since the beginning of his presidential term on December 1, 2018, his speech on mining has been to respect extractivism in force for more than 40 years with 20 million hectares concessioned to large Mexican and foreign mining corporations, proposing that said corporations should function as they do outside the country, take care of the environment and grant better wages. Faced with the existence of hundreds of social conflicts and environmental disasters due to mining activities in Mexico, it is to be expected that conflicts between hundreds of communities, mining corporations and the Mexican State will continue to strengthen the pattern of neoliberal accumulation, reproduction and domination with great political alliances with its beneficiaries.Pese a los diversos pronunciamientos en la campaña presidencial de Andrés López Obrador en contra del neoliberalismo y el extractivismo en la explotación de los recursos naturales de México, desde el inicio de su gestión presidencial el 1 de diciembre 2018, su discurso sobre la minería ha sido de respetar el extractivismo vigente por más de 40 años con 20 millones de hectáreas concesionadas a las grandes corporaciones mineras mexicanas y del exterior, planteando que dichas corporaciones deben funcionar como lo hacen fuera del país, cuidar el medio ambiente y otorgar mejores salarios. Frente a la existencia de cientos de conflictos sociales y desastres ambientales por las actividades mineras en México es de prever una mayor conflictividad entre cientos de comunidades, las corporaciones mineras y el Estado mexicano que sigue fortaleciendo el patrón de acumulación, reproducción y dominación neoliberal con grandes alianzas políticas con sus beneficiarios.Apesar dos vários pronunciamentos na campanha presidencial de Andrés López Obrador contra o neoliberalismo e o extrativismo na exploração dos recursos naturais do México, desde o início de seu mandato presidencial em 1º de dezembro de 2018, seu discurso sobre mineração foi respeitar o extrativismo em vigor há mais de 40 anos, com 20 milhões de hectares concedidos a grandes empresas de mineração mexicanas e estrangeiras, propondo que essas empresas funcionem como fora do país, cuidem do meio ambiente e concedam melhores salários. Diante da existência de centenas de conflitos sociais e desastres ambientais devido às atividades de mineração no México, espera-se que conflitos entre centenas de comunidades, empresas de mineração e o Estado mexicano continuem a fortalecer o padrão de acumulação, reprodução e dominação neoliberal com grande alianças políticas com seus beneficiários
A defesa da educação pública nas manifestações juvenis da Bahia Blanca. ‘Os amigos da ocuppy são para sempre’
stract: In this paper I will address some common points between theoretical aspects related to youth and their political participation in the public space with the experience of school occupation the Middle Schools of the National University of the South, (onwards EMUNS), which led to held in the city of Bahía Blanca, Argentina in August 2018, whose promoters were the group of students from secondary schools, universities and tertiary bahienses. To address this experience, I will take as empirical data some publications spilled in some media related to “the taking” and the manifestations (data, memories, anecdotes, perceptions, assessments) issued, in a collective interview, by a group of Secondary students and an EMUNS teacher who actively participated in the event.En este escrito abordaré algunos puntos en común entre aspectos teóricos referidos a las juventudes y su participación política en el espacio público con la experiencia de la toma de las Escuelas Medias de la Universidad Nacional del Sur, (en adelante EMUNS), que se llevó a cabo en la ciudad de Bahía Blanca, Argentina en agosto 2018, cuyos impulsores fueron el colectivo de estudiantes de escuelas secundarias, universitarios y terciarios bahienses. Para abordar esta experiencia, tomaré como datos empíricos algunas publicaciones vertidas en algún medio de comunicación referidas a “la toma” y las manifestaciones (datos, recuerdos, anécdotas, percepciones, valoraciones) emitidas, en una entrevista colectiva, por parte de un grupo de estudiantes secundarios, y una docente de las EMUNS, que participaron activamente en el hecho.Neste artigo, abordarei alguns pontos em comum entre aspectos teóricos relacionados à juventude e sua participação política no espaço público, com a experiência de ocuppy escolar as escolas de ensino médio da Universidade Nacional do Sul (em diante EMUNS), o que levou a realizada na cidade de Bahía Blanca, Argentina, em agosto de 2018, cujos promotores eram o grupo de estudantes de escolas secundárias, universidades e bahienses terciários. Para abordar essa experiência, tomarei como dados empíricos algumas publicações derramadas em alguns meios relacionados à “tomada” e às manifestações (dados, memórias, anedotas, percepções, avaliações) emitidas, em entrevista coletiva, por um grupo de Alunos do ensino médio e um professor da EMUNS que participaram ativamente do evento
Cuerpos específicos en tránsito por México. Sobre migraciones, espacio, tiempo, cuerpos sexuados y roles de género
Punitivismo judicial e sentenciamento de juízes juvenis na Argentina
In Argentina, decree law 22.278 / 80 governs juvenile criminal regulation. This decree is a remnant of the last dictatorship that was not modified despite numerous legislative initiatives that propose sanctioning systems or juvenile criminal regimes with standards of rights appropriate to the International Convention on the Rights of the Child (CIDN). The lack of adaptation places the country in flagrante infraction and this was manifested in successive reports of the Committee on the Rights of the child. Argentina was also observed by the Inter-American Commission on Human Rights (IACHR) for the issuance of sentences of life imprisonment for those who committed crimes while minors, a situation of particular seriousness, since most of the countries of the region adapted their laws and they set ceilings to deprivation of liberty. To the legislative failure, it follows a judicial punitivism in fact. The objective of the article is to describe the keys of punitivism through the follow-up of five paradigmatic failures dictated in recent years.En Argentina rige el decreto ley 22.278/80 en materia de regulación penal juvenil. Dicho decreto es un resabio de la última dictadura que no fue modificado pese a numerosas iniciativas legislativas que proponen sancionar sistemas o regímenes penales juveniles con estándares de derechos adecuados a la Convención Internacional de los Derechos del Niño (CIDN). La no adecuación coloca al país en flagrante infracción y así fue manifestado en sucesivos informes del Comité de los Derechos del niño. Argentina también fue observada por la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) por el dictado de sentencias condenatorias a prisión perpetua para quienes cometieron delitos siendo menores de edad, situación de particular gravedad, ya que la mayoría de los países de la región adecuaron sus legislaciones y fijaron topes a penas privativas de la libertad. Al fracaso legislativo, le sigue un punitivismo judicial de hecho. El objetivo del artículo es describir las claves del punitivismo a través del seguimiento de cinco fallos paradigmáticos dictados en los últimos años.Na Argentina, o Decreto-lei 22.278 / 80 regra a regulação criminal juvenil. Este decreto é um remanescente da última ditadura não foi alterada apesar das numerosas iniciativas legislativas da juventude proposto criminais sistemas de regimes de sanções ou padrões apropriados para a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança (CDC) direitos. A falta de adaptação coloca o país em flagrante e isso se manifestou em relatórios sucessivos do Comitê dos Direitos da Criança. Argentina também foi observado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) mediante a emissão de sentenças à prisão perpétua por aqueles que cometeram crimes como os menores, uma situação particularmente grave, uma vez que a maioria dos países da região adaptaram a sua legislação e eles estabelecem tetos para a privação de liberdade. Ao fracasso legislativo, segue-se um punitivismo judicial de fato. O objetivo do artigo é descrever as chaves do punitivismo através do acompanhamento de cinco fracassos paradigmáticos ditados nos últimos anos
Presentación al dossier “Adolescencia y justicia. Una mirada a los sistemas de justicia juvenil latinoamericanos”
Comentarios al libro Guatemala en la memoria (2018), coordinado por Silvia Soriano Hernández
Manifesto do Canto Fundamento: documento histórico como gênero discursivo
To carry out this work we have used the manifesto as a historiographic source read in terms of discursive genre, as part of a broader historical process. It is a source originally written for propaedeutic purposes. However, it ended up becoming the base Manifesto of an artistic movement as heterogeneous as the troubadours in Patagonia. From its analysis, we dimension it as an artistic manifesto that includes in it the doubly controversial dimension: the artistic and the political. This includes the self-ascription of a collective of identification based on the discursive construction of an adversary with whom they argue. In this way, it is possible to account for some of the discussions whose validity is constantly updated and which is part of a broader debate that is that of the autonomy and neutrality or not of art. But in no way is the Manifesto to be construed as a programmatically adhered to prescription. Rather, it is about the intersection of debates, which had been originating from the end of the Dictatorship and which was reactivated from the discourse of the "end of ideologies", during the nineties.Para la realización de este trabajo nos hemos valido del manifiesto como fuente historiográfica leída en clave de género discursivo, como parte de un proceso histórico más amplio. Se trata de una fuente escrita inicialmente con fines propedéuticos. Sin embargo, acabó por transformarse en el Manifiesto base de un movimiento artístico tan heterogéneo como lo son los/las trovadores en Patagonia. A partir de su análisis lo dimensionamos como un manifiesto artístico que incluye en él la dimensión doblemente polémica: la artística y la política. Ello incluye la autoadscripción de un colectivo de identificación a partir de la construcción discursiva de un adversario con el que se polemiza. De esta forma se hace posible dar cuenta de algunas de las discusiones cuya vigencia se reactualiza de manera constante y que se inscribe dentro de un debate más amplio que es el de la autonomía y la neutralidad o no del arte. Pero, de ningún modo el Manifiesto ha de interpretarse como una prescripción acatada programáticamente. Se trata más bien de la intersección de debates, que se venía originando a partir de fines de la Dictadura y que se reactivó a partir del discurso del "fin de las ideologías", durante los noventas.Para a realização deste trabalho, utilizamos o manifesto como fonte historiográfica lida em termos de gênero discursivo, como parte de um processo histórico mais amplo. É uma fonte originalmente escrita com propósitos propedêuticos. No entanto, acabou se tornando o Manifesto base de um movimento artístico tão heterogêneo quanto os trovadores da Patagônia. A partir da sua análise, dimensionamo-lo como um manifesto artístico que inclui a dimensão duplamente polémica: a artística e a política. Isso inclui a autoatribuição de um coletivo de identificação a partir da construção discursiva de um adversário com quem discutem. Desse modo, é possível dar conta de algumas discussões cuja validade se atualiza constantemente e que se insere em um debate mais amplo que é o da autonomia e da neutralidade ou não da arte. Mas de forma alguma o Manifesto deve ser interpretado como uma prescrição programaticamente aderida. Pelo contrário, trata-se do cruzamento de debates, que se originaram do final da Ditadura e foram reativados a partir do discurso do "fim das ideologias", durante os anos noventa
Justiça hídrica e desenvolvimento: além dos discursos de economia verde, direitos humanos neoliberais e bens comuns lucrativos
Water is considered a strategic resource for the processes of economic development or neoliberal progress, which have channeled it through an infrastructure that revolves around its accumulation, concentration and centralization. Based on a theoretical framework anchored in political ecology, this article critically reviews current debates on this complex relationship between water and development, identifying three ways in which the logics of capital have co-opted certain emancipatory scopes. First, the discourse of the green economy or “sustainable development” is identified, which understands water as a merchandise or service for the human being. Secondly, there is the human rights discourse that places private companies as the main suppliers of water as a right within the logic of the market. And, the third, the discourse of the common good that understands water as a profitable object. Finally, the scope of water justice in the current context is discussed.El agua es considerada un recurso estratégico para los procesos de desarrollo económico o progreso neoliberal, los cuales la han canalizado a través de una infraestructura que gira en torno a su acumulación, concentración y centralización. Partiendo de un marco teórico anclado en la ecología política, este artículo revisa críticamente los debates actuales sobre esta compleja relación agua – desarrollo, identificando tres maneras en las que las lógicas del capital han cooptado ciertos alcances emancipatorios. En primer lugar, se identifica el discurso de la economía verde o “desarrollo sostenible”, la cual entiende al agua como una mercancía o servicio para el ser humano. En segundo lugar, se encuentra el discurso del derecho humano que sitúa a las empresas privadas como principales proveedoras del agua como derecho dentro de la lógica del mercado. Y, el tercero, el discurso del bien común que entiende al agua como un objeto rentable. Finalmente se discute el alcance de la justicia hídrica en el contexto actual.A água é considerada um recurso estratégico para os processos de desenvolvimento econômico ou progresso neoliberal, que a canalizaram por meio de uma infraestrutura que gira em torno de sua acumulação, concentração e centralização. Partindo de um referencial teórico ancorado na ecologia política, este artigo revisa criticamente os debates atuais sobre essa complexa relação água-desenvolvimento, identificando três maneiras pelas quais a lógica do capital tem cooptado certos alcances emancipatórios. Em primeiro lugar, identifica-se o discurso da economia verde ou “desenvolvimento sustentável”, que entende a água como uma mercadoria ou serviço para o ser humano. Em segundo lugar, existe o discurso dos direitos humanos que coloca as empresas privadas como as principais provedoras de água como um direito dentro da lógica do mercado. E, a terceira, o discurso do bem comum que entende a água como objeto lucrativo. Finalmente, o escopo da justiça hídrica no contexto atual é discutido
Conciliações na Justiça penal juvenil: tramas sócio institucionais e sensibilidades legais
This work presents a set of empirically informed reflections on the local management of conciliation agreements, an "alternative" way of resolving the juvenile criminal dispute, as practiced in a medium-scale judicial department Buenos Aires province. The analysis focuses on the characterization and problematization of legal sensitivities and socio-institutional plots produced and deployed within the framework of interactions between actors - judicial operators, victims, victims and family members -, who from different positions dispute and negotiate values and senses around this arrangement, conceived by judicial operators from a "restorative justice" approach. The article follows from an ongoing ethnographic process within the framework of my doctoral research project in Anthropology. The information is produced by combining qualitative techniques such as participating observation, interviews and conversations with actors in privileged procedural spaces such as subpoenas, hearings and meetings within the framework of the judicial process, and in their everyday life contexts.Este trabajo presenta un conjunto de reflexiones empíricamente informadas acerca de la gestión local de los acuerdos conciliatorios, modalidad “alternativa” de resolución del conflicto penal juvenil, tal como es practicada en un departamento judicial de escala media de la provincia de Buenos Aires. El análisis focaliza en la caracterización y problematización de las sensibilidades legales y las tramas socio-institucionales producidas y desplegadas en el marco de las interacciones entre los actores -operadores judiciales, victimarios, víctimas y familiares-, quienes desde distintas posiciones disputan y negocian valores y sentidos en torno a este arreglo, concebido por los operadores judiciales desde un enfoque de “justicia restaurativa”. El artículo se desprende de un proceso etnográfico en curso en el marco de mi proyecto de investigación doctoral en Antropología. La información es producida mediante la combinación de técnicas cualitativas como observación participante, entrevistas y conversaciones con los actores en espacios privilegiados de los procedimientos tales como citaciones, audiencias y reuniones en el marco del proceso judicial, y en sus contextos cotidianos de vida.Este trabalho apresenta um conjunto de reflexões empiricamente informadas sobre a gestão local dos acordos conciliativos, modalidade “alternativa” de resolução do conflito penal juvenil, tal como é praticada num departamento judicial de escala média da província de Buenos Aires. A análise focaliza na caracterização e problematização das sensibilidades legais e as tramas sócio institucionais produzidas e estendidas no âmbito das interações entre os atores – operadores judiciários, vitimizadores, vítimas e familiares- que desde diferentes posições disputam e negociam valores e sentidos ao redor deste arranjo, concebido por operadores judiciários desde um enfoque de “justiça restaurativa”. O artigo desprende-se de um processo etnográfico em curso no âmbito do meu projeto de pesquisa de doutorado em Antropologia. A informação é produzida mediante a combinação de observação participante, entrevistas e conversas com os atores em espaços privilegiados dos procedimentos tais como intimações, audiências e reuniões no âmbito do processo judicial, e em seus contextos cotidianos de vida