Memorias disidentes. Revista de estudios críticos del patrimonio, archivos y memorias
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    Soberania epistêmica e ontológica na recuperação e retorno dos ancestrais aos seus territórios: Introdução ao dossiê

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    This essay is both a reflection based on our own experience and long-standing commitment to the processes of repatriation, restitution, and reburial, and a discussion of contemporary debates on the subject, including the works presented at the TAAS panel, some of which are included in this dossier and whose main approaches are captured in this introductory article. To this end, we address four thematically articulated axes, beginning with a subtitle that discusses colonial epistemology and the capture of ancestors, continuing with a reflection on the coloniality of time, reproduced through the patrimonialization and disciplining of Indigenous bodies. Subsequently, we present the historical context that gave rise to the processes of repatriation and restitution, as well as a conceptual discussion to assess their decolonizing effects. We conclude with a debate on the right of Indigenous Peoples to epistemic and ontological sovereignty in these types of processes.                        Este escrito es tanto una reflexión en base a nuestra propia trayectoria/experiencia y largo compromiso con los procesos de repatriación, restitución y re-entierro, como una discusión sobre los debates contemporáneos al respecto, incluyendo los trabajos presentados en la mesa del TAAS, algunos de los cuales forman parte de este dossier y cuyos principales planteamientos son recogidos en este artículo introductorio. Para ello abordamos cuatro ejes temáticamente articulados, comenzando con un subtítulo donde se discute la epistemología colonial y la captura de los ancestros/as, para continuar con una reflexión sobre la colonialidad del tiempo que se reproduce a través de la patrimonialización y disciplinamiento de los cuerpos/cuerpas indígenas. Posteriormente, presentamos el contexto histórico que dio lugar a los procesos de repatriación y restitución, así como una discusión conceptual para evaluar sus efectos descolonizadores. Terminamos debatiendo acerca del derecho de los Pueblos Indígenas a la soberanía epistémica y ontológica en este tipo de procesos.Este ensaio é tanto uma reflexão baseada em nossa própria experiência e compromisso de longa data com os processos de repatriação, restituição e enterro, quanto uma discussão de debates contemporâneos sobre o tema, incluindo os trabalhos apresentados no painel do TAAS, alguns dos quais estão incluídos neste dossiê e cujas principais abordagens são capturadas neste artigo introdutório. Para tanto, abordamos quatro eixos tematicamente articulados, começando com um subtítulo que discute a epistemologia colonial e a captura de ancestrais, continuando com uma reflexão sobre a colonialidade do tempo, reproduzida por meio da patrimonialização e disciplinamento dos corpos indígenas. Posteriormente, apresentamos o contexto histórico que deu origem aos processos de repatriação e restituição, bem como uma discussão conceitual para avaliar seus efeitos descolonizadores. Concluímos com um debate sobre o direito dos povos indígenas à soberania epistêmica e ontológica nesses tipos de processos.           &nbsp

    EDITORIAL

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    A patrimonialização da imagem de culto a partir da restauração estatal mexicana: Desconforto e profanação

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    In Mexico historical cult images are considered monuments and, therefore, national heritage legally protected by the State through the National Institute of Anthropology and History (INAH). In their daily lives they are used in religious rituals for hundreds of years by the communities that have inherited them since colonial times. When the State, embodied in restorers, enters the community to restore a saint, a virgin, a Christ, these become objects of dispute regarding the decision-making about their materiality, the approach to them as representations and the ambiguity about their ownership. With this in mind, I analyze some patrimonialization mechanisms implemented by the INAH, in general, and restoration, specifically, and some of their consequences. I use theoretical and methodological tools from Cultural Studies and Postcolonial Criticism (such as the notion of State tutelage as an exercise of power) to propose that the patrimonialization carried out in the context of our intervention to restore polychrome sculptures/cult images is disruptive and violent for their communities and that part of this violence is crossed, unsuspectedly, by the profanation that we carry out with our patrimonialist discourses and pedagogy. I do not only seek to highlight the discomfort and strangeness that we introduce with our intervention, but also to make my colleagues uncomfortable by inviting them to think about the silencing, that which is hidden from view that is not critically analyzed by the profession.En México las imágenes de culto históricas son consideradas monumentos y, por lo tanto, patrimonio nacional protegido legalmente por el Estado a través del Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH). En su cotidianidad son usadas en rituales religiosos desde hace centenas de años por las comunidades que las han heredado desde la época colonial. Cuando el Estado, acuerpado en lxs restauradorxs, entra a la comunidad a restaurar un santo, una virgen, un cristo éstos se convierten en objetos de disputa en cuanto a la toma de decisiones sobre su materialidad, el acercamiento a ellos como representaciones y la ambigüedad sobre su pertenencia. Con esto en mente, aquí analizo algunos mecanismos de patrimonialización implementados desde el INAH, en general, y la restauración, en específico, y algunas de sus consecuencias. Uso herramientas teórico metodológicas de los Estudios Culturales y la Crítica Poscolonial (como la noción del tutelaje del Estado como ejercicio de poder) para proponer que la patrimonialización llevada a cabo en la coyuntura de nuestra intervención de restauración de esculturas policromadas/imágenes de culto es disruptiva y violenta para sus comunidades y que parte de esa violencia está atravesada, insospechadamente, por la profanación que llevamos a cabo con nuestros discursos y pedagogía patrimonialistas. No solamente busco evidenciar la incomodidad y extrañeza que introducimos con nuestra intervención, sino también incomodar a mis colegas invitándoles a pensar en los silenciamientos, lo oculto a la vista que desde la profesión no se analiza de manera crítica.No México as imagens de culto histórico são consideradas monumentos e, portanto, patrimônio nacional legalmente protegido pelo Estado por meio do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH). Em seu cotidiano elas são utilizadas em rituais religiosos há centenas de anos pelas comunidades que as herdaram desde os tempos coloniais. Quando o Estado, encarnado em restauradores, entra na comunidade para restaurar um santo, uma virgem, um Cristo, estes se tornam objetos de disputa quanto à tomada de decisão sobre sua materialidade, a abordagem a eles como representações e a ambiguidade sobre sua titularidade. Com isso em mente analiso alguns mecanismos de patrimonialização implementados pelo INAH, em geral, e de restauração, em específico, e algumas de suas consequências. Utilizo ferramentas teóricas e metodológicas dos Estudos Culturais e da Crítica Pós-colonial (como a noção de tutela do Estado como exercício de poder) para propor que a patrimonialização realizada no contexto da nossa intervenção de restauração de esculturas policromadas/imagens de culto é disruptiva e violenta para suas comunidades e que parte dessa violência é atravessada, insuspeitadamente, pela profanação que realizamos com nossos discursos e pedagogia patrimonialistas. Não busco apenas destacar o desconforto e a estranheza que introduzimos com nossa intervenção, mas também deixar meus colegas desconfortáveis, convidando-os a pensar sobre o silenciamento, aquilo que está oculto da vista e que não é analisado criticamente pela profissão

    Memórias e narrativas decoloniais no “retorno à terra” dos ancestrais rankülche do centro da Argentina

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    In the "return to the land" ceremony or reburial of ancient rankülche ancestors from central Argentina memories, meanings, and narratives emerged in which the distinctions between past and present faded. In addition, meanings, assessments, and practices of the place were intensified within the framework of Indigenous worldviews and what we call "acting cosmographies." The reburial site, called Chapalcó Hill, was characterized as a sacred cemetery. Decisions about how to consider and name the bodies, the method of reburial, the narrative in their own language, and the characterization of the place were proposed by the rankülche. These experiences of self-management indicate that Indigenous agencies, through their positions and practices on the ground, activate epistemic, ontological, and political interpellations by challenging previous forms of state appropriation of restitution claims and academic ways of considering and addressing these processes. All of this constitutes concrete decolonial actions that question disciplinary forms of naming bodies, stage specific ways of being and existing in and with the territory, and challenge institutional ways of managing returns and reburials of ancestors. Furthermore, they signify the entire process in terms of the coordinates of the Indigenous language which, as the backbone of self-determination, is key to promoting specific areas for the decolonization of knowledge.En la ceremonia de “vuelta a la tierra” o re-entierro de ancestrxs rankülche milenarios del centro de Argentina surgieron memorias, significaciones y narrativas en las cuales se desvanecen las diferencias entre pasado y presente. Además, se densifican sentidos, valoraciones y prácticas del lugar enmarcadas en clave de la cosmovivencia indígena y de lo que denominamos “cosmografías actuantes”. El lugar del re-entierro, llamado Loma de Chapalcó, fue caracterizado como un cementerio sagrado. Las decisiones sobre cómo considerar y nominar los cuerpos, la modalidad del re-entierro, la narrativa en idioma propio y la caracterización del lugar fueron propuestas por lxs rankülche. Estas experiencias de autogestión señalan que las agencias indígenas, a través de sus posturas y prácticas en territorio, activan interpelaciones epistémicas, ontológicas y políticas al desafiar formas anteriores de apropiación estatal de reclamos de restitución y las maneras académicas de considerar y tratar estos procesos. Todo ello constituye acciones decoloniales concretas que cuestionan las formas disciplinarias de nominación de los cuerpos, ponen en escena modos propios de ser y estar en y con el territorio e interpelan las maneras institucionales de gestionar devoluciones y re-entierros de ancestros. Además, significan todo el proceso en función de coordenadas del idioma originario que, como eje vertebrador de la autodeterminación, es clave en la promoción de ámbitos concretos para la descolonización del conocimiento.Na cerimônia de "retorno à terra" ou reenterro dos ancestrais rankülche da Argentina Central emergiram memórias, significados e narrativas nas quais as distinções entre passado e presente se esvaíram. Além disso, significados, avaliações e práticas do lugar foram intensificados, enquadrados no contexto das visões de mundo indígenas e do que chamamos de "cosmografias ativas". O local do reenterro, chamado Cerro Chapalcó, foi caracterizado como um cemitério sagrado. Decisões sobre como considerar e nomear os corpos, o método de reenterro, a narrativa em sua própria língua e a caracterização do lugar foram propostas pelos rankülche. Essas experiências de autogestão indicam que as agências indígenas, por meio de suas posições e práticas no terreno, são as que ativam interpelações epistêmicas, ontológicas e políticas desafiando formas anteriores de apropriação estatal das reivindicações de restituição e as formas acadêmicas de considerar e abordar esses processos. Tudo isso constitui ações decoloniais concretas que questionam formas disciplinares de nomear corpos, encenam modos específicos de ser e existir no e com o território e desafiam formas institucionais de gerir retornos e enterros de ancestrais. Além disso, significam todo o processo em termos das coordenadas da língua indígena que, como espinha dorsal da autodeterminação, é fundamental para promover áreas específicas de descolonização do conhecimento

    Wiñoy rimu: “Rimu é a pausa para ler o kuymi do Wiñoy Tripantu, aqui fazemos traful”

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    This text shares some Mapuche reflections on the prayer service that takes place in March in the Mapuche community of "Monguel Mamuell," located in the province of Río Negro, Argentina. This Nguillatun (prayer service), which bears the Mapuche name Wiñoy Rimu, translates as "autumn cycle" and invites us to take a "break" from reading and interpreting the signs generated by what we know as the weather during this season. In anthropological fieldwork, this prayer service invites us to unravel the meanings and concepts that acquire different connotations through other, "unhurried" dialogues between the worlds above and the one we tread upon, the world below, signs from ancestors, omens, gods, ngen, and nature. "Here we do traful" means "to each other," "next to." During the reading we can see how this concept captivates us with its teachings about reconnecting complementary links between human beings, human ancestors and non-humans, linking them, for example, through the change of color of the day in relation to even deeper meanings of lof, lofche, tuwun, pewutuwun, rehue, kuymi, trafquintun.En este texto se comparten algunas reflexiones mapuche sobre la rogativa que se realiza en el mes de marzo en la Comunidad Mapuche “Monguel Mamuell”, ubicada en la Provincia de Río Negro, Argentina. Este Nguillatun (rogativa) que lleva el nombre en lengua mapuche Wiñoy Rimu se traduce como “ciclo de otoño” e invita a realizar un “descanso” en la lectura e interpretaciones de las señales que se generan en lo que conocemos como clima en esta estación del año. En el hacer del trabajo de campo antropológico esta rogativa nos invita a desentrañar los sentidos y conceptos que van adquiriendo diferentes connotaciones a partir de otros diálogos, “sin apuros”, entre los mundos de arriba y el que pisamos, el de abajo, señales de los ancestros, augurios, dioses, ngen y naturalezas. “Aquí hacemos traful” quiere decir “el uno al otro”, “al lado de”. Durante la lectura podemos visualizar como este concepto nos atrapa con sus enseñanzas acerca de re-conectar vínculos de complementariedad entre los humanos personas, humanos ancestros y no humanos, vinculándolos a partir, por ejemplo, del cambio de color del día en relación a significados aún más profundos de lof, lofche, tuwun, pewutuwun, rehue, kuymi, trafquintun.Este texto compartilha algumas reflexões mapuches sobre o culto de oração que acontece em março na comunidade mapuche de "Monguel Mamuell", localizada na província de Río Negro, Argentina. Este Nguillatun (culto de oração), que leva o nome mapuche Wiñoy Rimu, pode ser traduzido como "ciclo de outono" e nos convida a uma "pausa" na leitura e interpretação dos sinais gerados pelo que conhecemos como o clima durante esta estação. No trabalho de campo antropológico, este culto de oração nos convida a desvendar os significados e conceitos que adquirem diferentes conotações por meio de outros diálogos "sem pressa" entre os mundos de cima e aquele que pisamos, o mundo de baixo, sinais dos ancestrais, presságios, deuses, ngen e natureza. "Aqui fazemos traful" significa "um para o outro", "ao lado de". Durante a leitura, podemos ver como esse conceito nos cativa com seus ensinamentos sobre reconectar laços complementares entre seres humanos, ancestrais humanos e não humanos, ligando-os, por exemplo, por meio da mudança de cor do dia em relação a significados ainda mais profundos de lof, lofche, tuwun, pewutuwun, rehue, kuymi, trafquintun

    Esquecimento e descarte: Reflexões etnográficas sobre as práticas arqueológicas de salvaguarda de tepalcates nas coleções do INAH

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    In this article I present some reflections on the conditions that enable mandates of forgetting and estrangement in the processes of safeguarding fragmentary archaeological pieces or tepalcates in Mexico based on the case of the Department of Comparative Archaeological Collections of the National Institute of Anthropology and History. Through an ethnography of this department and the narratives of the archaeologists who are members of the team I delve into the condition of impossibility and illegibility of certain pieces as well as the difficulties in the administration of official collections of archaeological projects in Mexico derived from the cumulative method of evidence, as a strategically incomplete “archaeological puzzle”. Thus, I propose some reflections on the forms of constitution of relations of forgetting and discarding on fragmentary archaeological materialities concentrated in this type of collections.En este artículo presento algunas reflexiones en torno a las condiciones que posibilitan mandatos de olvido y extrañamiento en los procesos de resguardo de piezas arqueológicas fragmentarias o tepalcates en México a partir del caso del Departamento de Colecciones Arqueológicas Comparadas del Instituto Nacional de Antropología e Historia. A través de una etnografía de este departamento y de las narraciones de las arqueólogas integrantes del equipo ahondo sobre la condición de imposibilidad e ilegibilidad de ciertas piezas así como de las dificultades para la administración de las colecciones oficiales de los proyectos arqueológicos en México derivadas del método acumulativo de evidencias, como un “rompecabezas arqueológico” estratégicamente incompleto. Así, propongo algunas reflexiones en torno a las formas de constitución de relaciones de olvido y desecho sobre materialidades arqueológicas fragmentarias concentradas en este tipo de acervos.N In this article I present some reflections on the conditions that enable mandates of forgetting and estrangement in the processes of safeguarding fragmentary archaeological pieces or tepalcates in Mexico based on the case of the Department of Comparative Archaeological Collections of the National Institute of Anthropology and History. Through an ethnography of this department and the narratives of the archaeologists who are members of the team I delve into the condition of impossibility and illegibility of certain pieces as well as the difficulties in the administration of official collections of archaeological projects in Mexico derived from the cumulative method of evidence, as a strategically incomplete “archaeological puzzle”. Thus, I propose some reflections on the forms of constitution of relations of forgetting and discarding on fragmentary archaeological materialities concentrated in this type of collections. &nbsp

    Uma fotografia de família, um arquivo inexistente: Reflexões sobre a memória e a história

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    Starting from a family photograph I reflect on memory. In this case it is not a memory objectified in archives, libraries, museums or monuments but rather one that is embodied since it happens to a living body, which is singular, because it does not completely dissolve into the collective. The reflection arises from a first question: how to build an archive with a single photograph when, supposedly, the idea of ​​uniqueness denies the possibility of historical recording? Then I work from a conceptual plot that links the image with the archive, memory and history: the image that freezes the gaze, the archive that shows the impossibility of recording, the memory that forces the image to give way to time and, finally, the history that deals with the representation of a past that cannot be traced back. In addition to asking a question about identity and its relationship with memory this text is also an exercise that seeks the way to cross the gap that separates individual memory and collective memory in an attempt to imagine other ways of relating to the past and the dead.A partir de una fotografía familiar reflexiono alrededor de la memoria. En este caso no se trata de una memoria objetivada en archivos, bibliotecas, museos o monumentos, sino de otra que es encarnada ya que le sucede a un cuerpo viviente, que es singular, porque no se diluye por completo en lo colectivo. La reflexión surge de una primera pregunta: ¿cómo construir un archivo con una única fotografía cuando, se supone, la idea de unicidad niega la posibilidad del registro histórico? Después trabajo a partir de una trama conceptual que liga la imagen con el archivo, la memoria y la historia: la imagen que congela la mirada, el archivo que muestra la imposibilidad del registro, la memoria que obliga a la imagen a dar paso al tiempo y, finalmente, la historia que lidia con la representación de un pasado que no puede ser rastreado hacia atrás. Además de formular una pregunta por la identidad y su relación con la memoria este texto también es un ejercicio que busca el modo de atravesar la brecha que separa la memoria individual y la memoria colectiva en un intento por imaginar otras formas de relacionarnos con el pasado y con los muertos.Partindo de uma fotografia de família reflito sobre a memória. Neste caso não se trata de uma memória objetivada em arquivos, bibliotecas, museus ou monumentos, mas sim de uma que se corporifica, pois acontece a um corpo vivo, que é singular, porque não se dissolve completamente no coletivo. A reflexão surge de uma primeira pergunta: como construir um arquivo com uma única fotografia quando, supostamente, a ideia de unicidade nega a possibilidade de registro histórico? Depois trabalho a partir de uma trama conceitual que vincula a imagem ao arquivo, memória e história: a imagem que congela o olhar, o arquivo que mostra a impossibilidade de registro, a memória que força a imagem a dar lugar ao tempo e, finalmente, a história que trata da representação de um passado que não pode ser rastreado. Além de fazer uma pergunta sobre a identidade e sua relação com a memória, este texto é também um exercício que busca o caminho para atravessar o abismo que separa a memória individual e a memória coletiva na tentativa de imaginar outras formas de se relacionar com o passado e os mortos

    Crime republicano e restauração cidadã na guerra de canudos

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    This article reviews the archive of the Canudos war to make visible the textual operations through which subjects erased from history disputed interpretations of the war that took place in the interior of Bahia (Brazil) between 1896 and 1897. In particular, I will address the notion of “crime” developed by two Bahian texts on the war: the Histórico e Relatorio do Comitê Patriótico da Bahia (1901) edited by Lelis Piedade and the Descripção de uma viagem a Canudos (1899) by Alvim Martins Horcades. These texts combine descriptive and argumentative elements that point out the impact of the written word in the restoration of social order after the end of the war in the arraial. In both documents one can see an ambiguous oscillation between the civic claim of the jagunço and the universalist condemnation of the atrocities of the war in the name of Charity and the Fatherland. The texts analyzed are clear examples of how the writing of history becomes a performative work on the event and these dissidences disturb the Manichean logic between victors (republicans) and vanquished (sertanejos) typical of the official textuality of the Canudos war.Este artículo revisa el archivo de la guerra de Canudos para visibilizar las operaciones textuales por medio de las cuales sujetos borrados de la historia disputaron interpretaciones del conflicto bélico acontecido en el interior de Bahía (Brasil) entre 1896 y 1897. En particular abordaré la noción de “crimen” desarrollada por dos textualidades bahianas sobre la guerra: el Histórico e Relatorio do Comitê Patriótico da Bahia (1901) editado por Lelis Piedade y la Descripção de uma viagem a Canudos (1899) de Alvim Martins Horcades. Estos textos combinan elementos descriptivos y argumentativos que señalan la incidencia de la letra escrita en la restitución del orden social tras la finalización del conflicto bélico en el arraial. En ambos documentos se puede apreciar una oscilación ambigua entre la reivindicación ciudadana del jagunço y la condena universalista sobre las atrocidades de la guerra en nombre de la Caridad y de la Patria. Los textos analizados son claros ejemplos de cómo la escritura de la historia se vuelve una labor performática sobre el acontecimiento y esas disidencias perturban la lógica maniquea entre vencedores (republicanos) y vencidos (sertanejos) propia de las textualidades oficiales de la guerra de Canudos.Este artigo revisa o arquivo da guerra de Canudos para tornar visíveis as operações textuais por meio das quais sujeitos apagados da história disputaram interpretações sobre a guerra ocorrida no interior da Bahia (Brasil) entre 1896 e 1897. Em especial, abordarei a noção de “crime” desenvolvida por dois textos baianos sobre a guerra: o Histórico e Relatorio do Comitê Patriótico da Bahia (1901) editado por Lelis Piedade e a Descripção de uma viagem a Canudos (1899) de Alvim Martins Horcades. Esses textos combinam elementos descritivos e argumentativos que apontam o impacto da palavra escrita na restauração da ordem social após o fim da guerra no arraial. Em ambos os documentos, percebe-se uma oscilação ambígua entre a reivindicação cívica do jagunço e a condenação universalista das atrocidades da guerra em nome da Caridade e da Pátria. Os textos analisados ​​são exemplos claros de como a escrita da história se torna um trabalho performático sobre o acontecimento e essas dissidências perturbam a lógica maniqueísta entre vencedores (republicanos) e vencidos (sertanejos) típica da textualidade oficial da guerra de Canudos

    La Panamericana: Narrações de violência contra a população travestita durante a transição democrática argentina

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    This work is part of a postdoctoral research project focused on the memories of dissident sex-activism about the last civil-military dictatorship and the democratic transition in Argentina. It investigates the specific violence perpetrated against this collective that transgressed the moral norms of gender under state terrorism, as well as the possibilities of escape of the agents. Through archival work with journal sources that narrated the horror and testimonies of the protagonists (as a staging of history) it reflects on violence, representations of transvestism, constructions of truth and the affective, political and aesthetic power of the personal archives of the transvestite collective during the dictatorship.Este trabajo integra un proyecto de investigación posdoctoral centrado en las memorias del activismo sexo-disidente sobre la última dictadura cívico-militar y la transición democrática en Argentina. Indaga en las violencias específicas perpetradas contra ese colectivo que transgredía las normas morales de género bajo el terrorismo de Estado, así como en las posibilidades de fuga de las agentes. A través del trabajo de archivo con fuentes periodísticas que narraron el horror y testimonios de las protagonistas (como una puesta en escena de la historia) se reflexiona en torno a violencia, las representaciones sobre el travestismo, las construcciones de verdad y la potencia afectiva, política y estética de los archivos personales del colectivo travesti en dictadura.Este trabalho faz parte de umprojeto de pesquisa de pós-doutoradofocadonasmemórias do ativismo sexual dissidente sobre a última ditadura civil-militar e a transição democrática na Argentina. Investiga a violência específica perpetrada contra essecoletivo que transgrediu as normas morais de gênerosob o terrorismo de Estado, bem como as possibilidades de fuga dos agentes. Por meio do trabalho de arquivocomfontes de periódicos que narraram o horror e os testemunhos dos protagonistas (como encenação da história) reflete sobre a violência, as representações do travestismo, as construções da verdade e o poder afetivo, político e estético dos arquivospessoais do coletivo travesti durante a ditadura

    HUMUS: Vídeo-Dança

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    In 2020, in the province of Córdoba, more than 340 thousand hectares were burned, including native forest. These fires have been happening systematically for more than twenty years and were accepted until they became “normal”. They are intentional fires that correspond to an extractivist policy of plundering our territory and everything that inhabits it. HUMUS is the record of the Borde group's research process on the dance that emerges in relation to the inhabited space in conditions where the destruction of the vital environment is a factor that questions the body as a territory. The interest of the project lies in the relationship with the environment in that particularity: the “moment after” a fire framed in its social and political context. Sustained in an annual cycle, it develops artistic, poetic and political discourses that propose new configurations of meanings that relate bodies to the affected territory. HUMUS provides a decentralized view that allows the expression of the subjects in the situation, based on the subjectivization and awareness of experiencing corporally the destruction of their vital environments. The Borde Danza group spent a year in the same mountain space to record the changes that were taking place in the territory and in their bodies in relation to it. The music in the video that accompanies this work is an original composition by Toni Volpen and Tuto Petruzi, musicians from the same Cordoba town.En el año 2020, en la provincia de Córdoba, se quemaron más de 340 mil hectáreas incluyendo monte nativo. Estos incendios vienen sucediendo hace más de veinte años de manera sistemática y fueron aceptados hasta volverlos “normalidad”. Son incendios intencionales que corresponden a una política extractivista de saqueo a nuestro territorio y todo lo que habita en él. HUMUS es el registro del proceso de investigación del grupo Borde sobre la danza que emerge en relación con el espacio habitado en condiciones donde la destrucción del entorno vital es un factor que interpela al cuerpo como territorio. El interés del proyecto radica en la relación con el entorno en esa particularidad: el “momento después” de un incendio enmarcado en su contexto social y político. Sostenido en un ciclo anual, desarrolla discursos artísticos, poéticos y políticos que proponen nuevas configuraciones de sentidos que relacionan los cuerpos con el territorio afectado. HUMUS aporta una mirada descentralizada que permite la expresión de los sujetos en situación, a partir de la subjetivación y sensibilización de experimentar corporalmente la destrucción de sus entornos vitales. El grupo Borde Danza asistió durante un año al mismo espacio serrano para registrar los cambios que acontecían en el territorio y en sus cuerpos en relación. La música del video que acompaña este trabajo es una composición original realizada por Toni Volpen y Tuto Petruzi, musicxs de la misma localidad cordobesa.Em 2020, na província de Córdoba, mais de 340 mil hectares foram queimados, incluindo florestas nativas. Esses incêndios vêm ocorrendo sistematicamente há mais de vinte anos e foram aceitos até se tornarem “normais”. São incêndios intencionais que correspondem a uma política extrativista de pilhagem do nosso território e de tudo o que nele vive. HUMUS é o registro do processo de pesquisa do grupo Borde sobre dança que surge em relação ao espaço habitado em condições onde a destruição do ambiente vivo é um fator que questiona o corpo como território. O interesse do projeto reside na relação com o meio ambiente naquela particularidade: o “momento posterior” de um incêndio enquadrado no seu contexto social e político. Sustentada em um ciclo anual, desenvolve discursos artísticos, poéticos e políticos que propõem novas configurações de significados que relacionam os corpos ao território afetado. HUMUS proporciona uma perspectiva descentralizada que permite a expressão dos sujeitos na situação, a partir da subjetivação e da consciência de vivenciar fisicamente a destruição de seus ambientes de vida. O grupo Borde Danza passou um ano no mesmo espaço montanhoso para registrar as mudanças que ocorreram no território e em seus corpos em relação a ele. A música do vídeo que acompanha esta obra é uma composição original de Toni Volpen e Tuto Petruzi, músicos da mesma cidade de Córdoba

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