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Tensões sobre o espaço público na cidade neoliberal: Feiras urbanas populares na área metropolitana de Mendoza (Argentina)
Popular urban fairs are strongly associated with public space and the development of cities. They represent a possibility of work and affordable consumption for an important sector of the population. However, they are not only spaces of commercial exchange, but also of knowledge, culture and sociability that shape the subjectivities of those who work in them. They are geographies that promote interaction between people, as they involve a series of activities that tend to transcend the trade of goods and services. In this article we analyze the tension between popular traders in the Metropolitan Area of Mendoza (Argentina) and the urban renovation plans of neoliberal city development proposed by municipal governments. We inscribe this tension in the capital-labour power relations, in which the valorisation of the urban territory is a key dimension in the dispute for work space. Along these lines, we ask ourselves: How does this speculative logic operate in the territorialisation-territorialisation of collective work experiences (popular fairs) in public space? What effects does it have on the practices of popular urban fairs? What effects does it have on the practices of popular urban fairs? Specifically, we seek to understand the behaviour of the fairground vendors and municipal governments involved in the socio-spatial tensions linked to two popular fairs located in urban areas of the mentioned metropolitan area–feria Americano in Mendoza City and feria popular de Guaymallén–. To do so, we used a qualitative methodological strategy based on case studies, in which we mainly resorted to direct observation techniques and in-depth interviews.Las ferias populares urbanas están fuertemente asociadas al espacio público y al desarrollo de las ciudades. Se trata de geografías que propician el encuentro entre personas, al involucrar una serie de actividades que acostumbran a trascender la comercialización de bienes y servicios. En este artículo analizamos la tensión entre los/as feriantes populares del Área Metropolitana de Mendoza (Argentina) y los planes de renovación urbana propios del desarrollo de la ciudad neoliberal propuestos por gobiernos municipales. Inscribimos dicha tensión en las relaciones de poder capital-trabajo, en la que la valorización del territorio urbano resulta una dimensión clave en la disputa por el espacio de trabajo. En esta línea nos preguntamos: ¿cómo opera esa lógica especulativa en la territorialización-desterritorialización de experiencias colectivas de trabajo (ferias populares) en el espacio público? ¿Qué efectos tiene en las prácticas de las ferias populares urbanas? Específicamente, buscamos comprender el comportamiento de los/as feriantes y los gobiernos municipales involucrados en las tensiones socioespaciales vinculadas a dos ferias populares emplazadas en ámbito urbanos de la mencionada área metropolitana: feria Americano en Ciudad de Mendoza y feria popular de Guaymallén. Para ello, recurrimos a una estrategia metodológica cualitativa basada en estudio de casos, en los que apelamos principalmente a técnicas de observación directa y entrevistas en profundidad.As feiras populares urbanas estão fortemente associadas ao espaço público e ao desenvolvimento das cidades. Representam uma possibilidade de trabalho e de consumo a baixo custo para um sector significativo da população. No entanto, não são apenas espaços de trocas comerciais, mas também de conhecimento, cultura e sociabilidade que moldam as subjectividades de quem nelas trabalha. São geografias que promovem encontros entre pessoas, pois envolvem uma série de actividades que tendem a transcender a comercialização de bens e serviços. Neste artigo, analisamos a tensão existente entre os espaços de feira popular da Área Metropolitana de Mendoza (Argentina) e os planos de renovação urbana de desenvolvimento neoliberal da cidade propostos pelos governos municipais. Inscrevemos esta tensão nas relações de poder capital-trabalho, em que a valorização do território urbano é uma dimensão chave na disputa pelo espaço de trabalho. Nesta linha, perguntamo-nos: como é que esta lógica especulativa opera na territorialização-territorialização das experiências de trabalho coletivo (feiras populares) no espaço público? Que efeitos tem nas práticas das feiras populares urbanas? Especificamente, procuramos compreender o comportamento dos diferentes actores envolvidos nas tensões sócios-espaciais ligadas a duas feiras populares localizadas em áreas urbanas da referida área metropolitana –Feria Americano na cidade de Mendoza e Feria Popular de Guaymallén–. Para isso, recorremos a uma estratégia metodológica qualitativa baseada em estudos de caso, nos quais utilizamos principalmente técnicas de observação direta e entrevistas em profundidade
Resenha de Natalia Radetich (2022). Cappitalismo. La uberización del trabajo
México: Siglo XXI Editores, 304 p. ISBN: 978-607-03-1274-
A Unión de Trabajadores de la Economía Popular e a representação dos trabalhadores assalariados forçados
The Unión de Trabajadores de la Economía Popular is a trade union created by a group of social organisations with the aim of representing individual self-managed workers or members of cooperatives. It is the third generation of the unemployed workers' movements or piqueteros that emerged in the mid-1990s in Argentina. The general objective of the article is to analyse the conceptions of its main leaders about the history of the popular economy movements, their decision to build a single union composed exclusively of non-wage workers, the rationale and political consequences of having achieved the replacement of social plans with a wage, financed by the state, in order to supplement the income of its members. A main conclusion is that this union aimed at a forced salariisation of workers in the popular economy once it concluded that there is no possibility of mass entry into the formal employment market.The second conclusion is that if the state usually promises to replace social plans with genuine wage employment, this union proposes to eliminate these same social plans and transform them into supplementary wages to make the existing jobs in the popular economy genuine. They thus distinguished themselves from the first organisations of unemployed people whose expectation had been a return to the status of wage earners. And also from the autonomist piquetero movements that rejected a return to white-collar employment even if the market was able to reincorporate them in a period of growth.La Unión de Trabajadores de la Economía Popular es un sindicato creado por un conjunto de organizaciones sociales con el objetivo de representar a trabajadores autogestionarios individuales o integrantes de cooperativas. Se trata de la tercera generación de movimientos de trabajadores desocupados o piqueteros surgidos a mediados de a década de 1990 en Argentina. El objetivo general del artículo es analizar las concepciones que tienen sus dirigentes principales de la historia de los movimientos de la economía popular, su decisión de construir un sindicato único integrado exclusivamente por trabajadores informales, los fundamentos y las consecuencias políticas de haber logrado el reemplazo de los planes sociales por un salario, financiado por el Estado, a los fines de complementar los ingresos de sus representados. Una conclusión principal es que este sindicato se propuso una asalarización forzada de los trabajadores de la economía popular una vez que concluyó que no existen posibilidades de ingreso masivo al mercado de empleo formal. La segunda conclusión es que, si el Estado suele prometer reemplazar los planes sociales por empleo asalariado genuino, este sindicato propone eliminar esos mismos planes sociales para transformarlos en salarios complementarios que tornen genuinos a los trabajos ya existentes dentro de la economía popular. Se distinguen así de las primeras organizaciones de desocupados, cuya expectativa había sido el retorno a la condición de asalariados. Y también de los movimientos piqueteros autonomistas que rechazaban el retorno a un empleo en blanco aun si el mercado pudiera reincorporarlos en un período de crecimiento.A Unión de Trabajadores de la Economía Popular é um sindicato criado por um grupo de organizações sociais como objetivo de representar trabalhadores individuais autogerenciados ou membros de cooperativas. É a terceira geração dos movimentos de trabalhadores desempregados ou piqueteros que surgiram em meados da década de 1990 na Argentina. O objetivo geral do artigo é analisar as concepções de seus principais líderes sobre a história dos movimentos de economia popular, sua decisão de construir um único sindicato composto exclusivamente por trabalhadores não assalariados, as razões e as consequências políticas de ter conseguido substituir os planos sociais por um salário, financiado pelo Estado, a fim de complementar a renda daqueles que representam. Uma das principais conclusões é que esse sindicato se propôs a forçar os trabalhadores assalariados na economia popular, partindo do pressuposto de que não há possibilidade de entrar no mercado de trabalho formal. A segunda conclusão é que, se o Estado geralmente promete substituir os planos sociais por empregos assalariados genuínos, esse sindicato propõe eliminar esses mesmos planos sociais e transformá-los em salários suplementares para tornar genuínos os empregos existentes na economia popular. Dessa forma, eles se diferenciaram das primeiras organizações de desempregados cuja expectativa era o retorno ao status de assalariados. E também dos movimentos piqueteros autonomistas que rejeitavam o retorno ao emprego de colarinho branco, mesmo que o mercado pudesse reincorporá-los em um período de crescimento
Etnografia de famílias maias rurais em face de megaprojetos turísticos no estado de Quintana Roo, no México (1974-2023): Uma análise de interseccionalidade
The article presents a brief ethnography that relates the perspective and experiences of peninsular rural families with a majority Mayan population facing the tourism megaprojects in the state of Quintana Roo in Mexico since the creation of the state in 1974. This ethnography arises as a reflection derived from a fieldwork immersion in different periods from 2016 to the present in rural Mayan communities of the Yucatecan peninsula that are located on the border between Quintana Roo and Yucatán. It is proposed to analyze this phenomenon from the theoretical methodological proposal of intersectionality, since this turns out to be a great tool in the study of social inequalities, an exercise that will allow us to understand how the social phenomenon of tourism is experienced from one of the most disadvantaged sectors in the contention: the peninsular Mayan families.El artículo plantea una breve etnografía que relata la perspectiva y las vivencias de las familias rurales peninsulares de población mayoritariamente maya frente a los megaproyectos turísticos del estado de Quintana Roo en México, desde la creación del estado en 1974. Esta etnografía surge como una reflexión del trabajo de campo que he realizado desde el año 2016 hasta la actualidad en comunidades mayas rurales de la península yucateca que se sitúan en la frontera entre Quintana Roo y Yucatán. Se propone analizar dicho fenómeno desde la propuesta teórica metodológica de la interseccionalidad, una gran herramienta teórico-metodológica en el estudio de las desigualdades sociales, ejercicio que permitirá entender cómo impacta socialmente el turismo en uno de los sectores más desfavorecidos en la contienda: las familias mayas peninsulares.O artigo apresenta uma breve etnografia que relata a perspectiva e as experiências de famílias rurais peninsulares com população majoritariamente maia frente aos megaprojetos turísticos do estado de Quintana Roo, no México, desde a criação do estado em 1974. Esta etnografia surge como uma reflexão derivada de uma imersão de trabalho de campo desde 2016 até o presente em comunidades maias rurais da península de Yucatán, localizadas na fronteira entre Quintana Roo e Yucatán. Propõe-se analisar este fenômeno a partir da proposta teórico-metodológica da interseccionalidade, uma vez que esta se revela uma grande ferramenta no estudo das desigualdades sociais, exercício que nos permitirá compreender como se vive o fenômeno social do turismo a partir de um dos os setores mais desfavorecidos na disputa: as famílias maias peninsulares
Soberania alimentar e empoderamento coletivo: o Movimento Nacional Camponês e Camponês Indígena (MNCI) na Argentina
In Latin America, the push for food sovereignty has gained significant traction within the broader "Pink Tide" movement, with Argentina standing out as a prominent example in the period 2003-2015. In this context, the present article focuses on the case of Argentina to explore how the mobilization for food sovereignty can foster "collective empowerment", based on a review of the literature on Argentina's neoliberal agrarian restructuring and its challenge by agrarian movements, with a special focus on the National Peasant and Indigenous Movement (MNCI), the country's largest food sovereignty movement. Certainly, the intensive commodification of land has catalyzed the growth of peasant movements beyond local mobilization. In the MNCI’s case, the assertion of indigenous and peasant identity becomes a strategic element, establishing an organizational language that fosters group conviction and keeps mass emotions alive through an anti-capitalist discourse directed at the neoliberal food regime. Furthermore, increased resources, dialogues with the state, and opportunities for mobilization have strengthened the movement's base. Finally, the MNCI implements a deliberative leadership rooted in the grassroots and organically connected with provincial and national levels, generating a certain level of cohesion and coordination. This leadership is reinforced by pedagogical initiatives that revitalize indigenous-peasant culture, promote horizontal politics, enhance collective self-esteem, and foster new alliances.En América Latina, el impulso por la soberanía alimentaria ha ganado tracción significativa dentro del movimiento más amplio de la denominada "marea rosa", con Argentina destacándose como un ejemplo prominente en el período 2003-2015. En ese contexto, el presente artículo se propone explorar cómo la movilización por la soberanía alimentaria puede fomentar el “empoderamiento colectivo”. Se basa en una revisión de la literatura sobre la reestructuración agraria neoliberal de Argentina y su impugnación por parte de movimientos agrarios, con un énfasis especial en el Movimiento Nacional Campesino Indígena (MNCI) en tanto principal movimiento de soberanía alimentaria del país. Además, emplea información proveniente del trabajo de campo realizado en 2014 en diferentes áreas del país. Ciertamente, la mercantilización intensiva de la tierra ha catalizado el crecimiento de movimientos campesinos más allá de la movilización local. En el caso del MNCI, la afirmación de la identidad indígena y campesina se convierte en un elemento estratégico, estableciendo un lenguaje organizativo que fomenta la convicción grupal y mantiene vivas las emociones masivas a través de un discurso anticapitalista dirigido al régimen alimentario neoliberal. El incremento de recursos, los diálogos con el estado y las oportunidades de movilización han fortalecido la base del movimiento. Finalmente, el MNCI implementa un liderazgo deliberativo enraizado en las bases y orgánicamente conectado con niveles provinciales y nacionales, generando un cierto nivel de cohesión y coordinación. Este liderazgo se ve reforzado por iniciativas pedagógicas que revitalizan la cultura indígena-campesina, promueven la política horizontal, mejoran la autoestima colectiva y fomentan nuevas alianzas.Na América Latina, a pressão pela soberania alimentar ganhou força significativa dentro do movimento mais amplo da chamada "maré rosa", com a Argentina se destacando como um exemplo proeminente no período de 2003 a 2015. Nesse contexto, este artigo tem o objetivo de explorar como a mobilização pela soberania alimentar pode promover o "empoderamento coletivo". Ele se baseia em uma revisão da literatura sobre a reestruturação agrária neoliberal da Argentina e sua contestação pelos movimentos agrários, com foco especial no Movimento Nacional Camponês e Indígena (MNCI) como o principal movimento de soberania alimentar do país. Também utiliza informações do trabalho de campo realizado em 2014 em diferentes áreas do país.
De fato, a intensa mercantilização da terra catalisou o crescimento dos movimentos camponeses para além da mobilização local. No caso do MNCI, a afirmação da identidade indígena e camponesa se torna um elemento estratégico, estabelecendo uma linguagem organizacional que promove a convicção do grupo e mantém vivas as emoções das massas por meio de um discurso anticapitalista direcionado ao regime alimentar neoliberal. O aumento dos recursos, os diálogos com o Estado e as oportunidades de mobilização fortaleceram a base do movimento. Por fim, o MNCI implementa uma liderança deliberativa enraizada nas bases e organicamente conectada aos níveis provincial e nacional, gerando um certo nível de coesão e coordenação. Essa liderança é reforçada por iniciativas pedagógicas que revitalizam a cultura indígena-camponesa, promovem políticas horizontais, aumentam a autoestima coletiva e fomentam novas alianças
O papel dos mortos na religião andina: Análise das práticas funerárias no Departamento de Tilcara (Jujuy, Argentina)
Ritual practices around death are one of the most complex religious manifestations in Andean societies, reflecting not only collective beliefs and memories but also the socio-political and economic processes that condition them. Through interdisciplinary analysis, this paper characterizes past and present mortuary practices developed in the Tilcara Department, Quebrada de Humahuaca, Argentina. These societies maintain a close relationship between the living and their ancestors, care for or treat the deceased, and revive aspects of pre-Hispanic religious beliefs in each ritual act. Despite this survival, these practices are constantly and systematically exposed to increasingly accelerated transformation processes, particularly those prior to the European conquest, due to globalization and the homogeneity that it tries to provoke in Andean idiosyncrasies, as well as the new Christianization processes led by evangelical religions.La ritualidad en torno a la muerte constituye una de las manifestaciones religiosas más complejas de las sociedades andinas. No sólo expresa las creencias y memorias colectivas sino también los procesos socio-políticos y económicos que la condicionan. A través del análisis interdisciplinario, en este trabajo se caracterizan las prácticas mortuorias, pasadas y presentes, desarrolladas en el departamento Tilcara, Quebrada de Humahuaca, Argentina. Estas sociedades mantienen una estrecha relación entre los vivos y los antepasados, realizan un cuidadoso tratamiento de los difuntos y reviven en cada acto ritual aspectos de las creencias religiosas prehispánicas. A pesar de esta pervivencia, las prácticas se encuentran en una constante y sistemática exposición a procesos de transformación, cada vez más acelerados. A las transformaciones reconocidas debidas a la conquista europea y a las posteriores ocurridas con la consolidación de la colonia y la república, actualmente la globalización suma una homogeneidad de características externas a las idiosincrasias andinas, registrando nuevos procesos de cristianización liderados por las religiones evangélicas.A ritualidade que envolve a morte é uma das manifestações religiosas mais complexas das sociedades andinas. Ela expressa não apenas crenças e memórias coletivas, mas também os processos sociopolíticos e econômicos que a condicionam. Por meio de uma análise interdisciplinar, este artigo caracteriza as práticas mortuárias, passadas e presentes, desenvolvidas no departamento de Tilcara, Quebrada de Humahuaca, Argentina. Essas sociedades mantêm uma estreita relação entre os vivos e os ancestrais, tratam os mortos com cuidado e revivem aspectos das crenças religiosas pré-hispânicas em cada ato ritual. Apesar dessa sobrevivência, as práticas são constante e sistematicamente expostas a processos de transformação cada vez mais acelerados. Além das transformações reconhecidas devido à conquista europeia e as subsequentes que ocorreram com a consolidação da colônia e da república, a globalização está atualmente adicionando uma homogeneidade de características externas às idiossincrasias andinas, registrando novos processos de cristianização liderados por religiões evangélicas
De manteras a feriantes: Territorialidades no espaço público da cidade de La Plata (Argentina), 2019 -2023
In the face of the socioeconomic crises resulting from the deepening of neoliberal policies and the destructuring of the labor market, since the 1990s in Argentina, popular economies have emerged and strengthened as new areas of inscription from which to reconfigure ways of living and working. They have been a labor response for the popular sectors, and mainly for women as breadwinners.
The aim of the paper is to investigate the (re)productive strategies of the manteras and fair vendors in the urban public space of the city of La Plata, in the period 2019-2023, from a gender perspective. Based on questions about how the differentiated use of space is expressed according to gender and what working in public space implies, the territorialities generated by women workers to carry out their productive and reproductive tasks are analyzed. The methodological strategy involves a qualitative approach based on the analysis of interviews with qualified informants, participant observation in the territory and the use of different municipal ordinances. The results show the obstacles and challenges that the fair workers have had to overcome in order to carry out their work in the urban public space, involved in a process of feminization of struggles, contesting the public space as a workplace, and creating new representations around it. The construction of territorialities marks out situated experiences and reflects an affective identity with the places where they carry out their activity.Frente a las crisis socioeconómicas devenidas de la profundización de políticas neoliberales y la desestructuración del mercado laboral, desde los años 1990 en Argentina emergen y se refuerzan las economías populares como nuevas superficies de inscripción desde donde reconfigurar las formas de vivir y de trabajar. Han sido una respuesta laboral para los sectores populares, y principalmente para las mujeres como sostén de las unidades familiares.
El objetivo del trabajo es indagar sobre las estrategias (re)productivas de las manteras y feriantes en el espacio público urbano de la ciudad de La Plata, en el período 2019-2023, desde una perspectiva de género. A partir de las preguntas sobre cómo se expresa el uso diferenciado del espacio según género y qué implica trabajar en el espacio público, se analizan las territorialidades que generan las trabajadoras para llevar adelante sus labores productivas y reproductivas. La estrategia metodológica implica un abordaje cualitativo a partir del análisis de entrevistas a informantes calificados, la observación participante en territorio y el uso de distintas ordenanzas municipales.
Los resultados dan cuenta de los obstáculos y desafíos que han debido sortear las trabajadoras de la feria para poder realizar su labor en el espacio público urbano, implicadas en un proceso de feminización de las luchas, disputando el espacio público como lugar de trabajo, y creando nuevas representaciones sobre él. La construcción de territorialidades demarca las experiencias situadas y da cuenta de una identidad afectiva con las plazas donde realizan su actividad.Face às crises socioeconómicas resultantes do aprofundamento das políticas neoliberais e da desestruturação do mercado de trabalho, desde a década de 1990 na Argentina, as economias populares emergiram e foram reforçadas à medida que novos registos emergem a partir dos quais se reconfiguram as formas de viver e de trabalhar. Estas têm sido uma resposta laboral para os sectores populares e, principalmente, para as mulheres como chefes de família das unidades familiares.
O objetivo do trabalho é investigar as estratégias (re)produtivas das manteras e fairmen, no espaço público urbano da cidade de La Plata, nos anos 2019-2023, desde uma perspectiva de gênero. A partir das questões que norteiam o desenvolvimento de como se expressa o uso diferenciado do espaço segundo o gênero e o que significa trabalhar no espaço público, são analisadas as territorialidades geradas pelos trabalhadores para o desempenho de suas tarefas produtivas e reprodutivas. A estratégia metodológica envolve uma abordagem qualitativa baseada na análise de entrevistas com informantes qualificados, na observação participante do território e na utilização de diferentes portarias municipais.
Os resultados mostram os obstáculos e desafios que os trabalhadores justos tiveram que superar para realizarem o seu trabalho no espaço público urbano, envolvidos num processo de feminização das lutas, contestando o espaço público como local de trabalho e criando novas representações em torno isto. A construção de territorialidades demarca experiências situadas e reflete uma identidade afetiva com os locais onde exercem a sua atividade
Resenha de Patricia Imbarak y Cristóbal Madero (2020) Educación Católica en Latinoamérica: un proyecto en marcha: Santiago de Chile: Ediciones Universidad Católica de Chile
Religião não paga imposto: Legislação tributária e a regulação do religioso no Brasil
This article analyzes a bill (Proposed Amendment to the Constitution - PEC 5/2023) presented to the Brazilian National Congress that aims to expand tax immunity that benefits religious institutions. Methodologically, the analysis considers: the bill and its justifications; its progress in the National Congress; media reports that address this progress; the legal frameworks related to tax immunity applied to religions and part of its case law. The article seeks to demonstrate that laws on tax immunity involve a definition of the religious producing its regulation. First, the status of the religious in terms of its importance to a society is under discussion. Second, the political conditions for the existence and expansion of a style of religion, named as business-religion, are at stake. The possible approval of laws such as PEC 5/2023, which involves religious agents in its creation, has effects on the configurations of the religious field in Brazil, as it reinforces segments that occupy or aspire to hegemonic positions.Este texto analiza un proyecto de ley (Propuesta de Enmienda a la Constitución 5/2023) presentado en el Congreso Nacional brasileño que pretende ampliar la inmunidad tributaria que beneficia a las instituciones religiosas. Metodológicamente, el análisis considera: el proyecto de ley y sus justificaciones; su avance en el Congreso Nacional; los reportajes periodísticos que abordan este proceso; los marcos legales relativos a la inmunidad tributaria aplicada a las religiones y parte de su jurisprudencia. El objetivo es demostrar que las leyes sobre inmunidad fiscal implican una definición de religión para poder regularla. En primer lugar, se discute el estatus de lo religioso en términos de su importancia para una sociedad. En segundo lugar, están en juego las condiciones políticas para la existencia y expansión de un estilo de religión, conocido como religión-negocio. La posible aprobación de leyes como la PEC 5/2023, que involucra a agentes religiosos en su creación, tiene efectos en las configuraciones del campo religioso en Brasil, pues refuerza segmentos que ocupan o aspiran a posiciones hegemónicas.Este texto realiza a análise de um projeto de lei (Proposta de Emenda à Constituição 5/2023) apresentado no Congresso Nacional brasileiro que visa ampliar a imunidade fiscal que beneficia instituições religiosas. Metodologicamente, a análise considera: o projeto de lei e suas justificativas; seu trâmite no Congresso Nacional; reportagens jornalísticas que abordam esse trâmite; os marcos legais relativos à imunidade fiscal aplicada às religiões e parte de sua jurisprudência. Busca-se demonstrar que leis sobre imunidade fiscal envolvem uma definição do religioso visando sua regulação. Primeiro, está em discussão o estatuto do religioso quanto à sua importância para uma sociedade. Segundo, estão em jogo as condições políticas para a existência e expansão de um estilo de religião, nomeada como religião-empreendimento. A possível aprovação de leis como a PEC 5/2023, que envolve em sua criação agentes religiosos, tem efeitos sobre as configurações do campo religioso no Brasil, pois reforça segmentos que ocupam ou almejam posições hegemônicas
Discurso agrário e discurso ambiental: seus impactos na vida dos camponeses no sudeste do México
The biodiversity conservation discourse emerging from the international sphere proposes a distinction between nature and society. Meanwhile, the agrarian discourse is a nationalist discourse that vindicated peasant agrarian struggles and shaped the land tenure regime. The convergence between both discourses has had considerable impacts on indigenous and mestizo peasant communities. Thus, the objective of this paper is to analyze the implications of the agrarian and environmental discourses in three communities in the micro-region of the Sierra de Villaflores, Chiapas, Mexico.
Eighty in-depth interviews were conducted with both internal (farming families) and external (government representatives) stakeholders, and a field diary was also used to recover information from the informal discussions held with institutional representatives. With the information obtained, an analysis of the environmental and agrarian discourse was carried out based on the principles of rarefaction proposed by Foucault (1970).
We concluded that in the community of Los Laureles, where they assume themselves as peons and in order to legitimize themselves in the eyes of neighboring ejidos and government authorities, they adhere to the ejido structure. In El Triunfo they see themselves as ranchers, and therefore tend to the small property model, and in Monte Sinai, they call themselves environmentalists, thus adopting the communal type organizational structure. In general terms, the agrarian discourse legitimizes the possession of portions of forests and jungles, while the environmental discourse categorizes peasant populations as "irregular" populations.El discurso de la conservación de la biodiversidad surgido desde la esfera internacional plantea una distinción entre naturaleza y sociedad, en tanto que el discurso agrario es un discurso nacionalista que reivindica las luchas agrarias campesinas y moldea el régimen de tenencia de la tierra. La convergencia entre ambos ha tenido considerables impactos en las comunidades campesinas indígenas y mestizas en México. El objetivo de este artículo es analizar las implicaciones del discurso agrario y del discurso ambiental en comunidades de la microrregión de la Sierra de Villaflores, en el estado de Chiapas, México.
Se realizaron 80 entrevistas en profundidad a integrantes de familias campesinas y representantes gubernamentales; también se empleó el diario de campo para recuperar información de los intercambios informales sostenidos con distintos representantes institucionales. Con la información obtenida, se realizó el análisis del discurso ambiental y agrario a partir de los “principios de rarefacción” propuestos por Foucault (1970).
Se concluye que en la comunidad Los Laureles, donde se asumen como peones, y a los efectos de legitimarse frente a ejidos vecinos y autoridades gubernamentales, los pobladores se apegaron a la estructura del ejido. En El Triunfo se ven como rancheros y, por ende, tendieron al modelo de la pequeña propiedad. Por último, en Monte Sinaí se autodenominaron ambientalistas, por lo que adoptaron la estructura organizativa de tipo comunal. En términos generales, el discurso agrario legitima la posesión de porciones de bosques y selvas, al tiempo que el discurso ambiental categoriza a las poblaciones campesinas como poblaciones “irregulares”.O discurso de conservação da biodiversidade que surgiu na esfera internacional faz uma distinção entre natureza e sociedade, enquanto o discurso agrário é um discurso nacionalista que reivindica as lutas agrárias dos camponeses e molda o regime de posse da terra. A convergência entre os dois teve impactos consideráveis nas comunidades camponesas indígenas e mestiças do México. O objetivo deste artigo é analisar as implicações do discurso agrário e do discurso ambiental nas comunidades da microrregião de Sierra de Villaflores, no estado de Chiapas, México.Foram realizadas 80 entrevistas em profundidade com membros de famílias de camponeses e representantes do governo; um diário de campo também foi usado para recuperar informações de trocas informais com diferentes representantes institucionais. Com as informações obtidas, foi realizada uma análise do discurso ambiental e agrário com base nos "princípios de rarefação" propostos por Foucault (1970).
Conclui-se que na comunidade de Los Laureles, onde eles se veem como peões, e para se legitimarem perante os ejidos vizinhos e as autoridades governamentais, os colonos aderiram à estrutura do ejido. Em El Triunfo, eles se veem como fazendeiros e, portanto, tendem ao modelo de pequena propriedade. Por fim, em Monte Sinai, eles se autodenominaram ambientalistas e, portanto, adotaram a estrutura organizacional do tipo comunal. Em termos gerais, o discurso agrário legitima a posse de porções de florestas e selvas, enquanto o discurso ambiental classifica as populações camponesas como populações "irregulares"