Portal de Trabalhos Acadêmicos
Not a member yet
    865 research outputs found

    A TRAJETÓRIA DA SAÚDE NO BRASIL: JUDICIALIZAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

    Get PDF
    Uma das características centrais da experiência brasileira pós-1988 tem sido o crescente papel institucional do Poder Judiciário no espaço público do país. Com isso, criou-se um cenário caracterizado pela intensa judicialização, de modo a verificar-se uma transferência de poderes decisórios das instâncias políticas para os Tribunais. O processo de redemocratização do país assegurou a cidadania, consagrando a constitucionalização do direito amplo à saúde. O disposto no artigo 196 da Constituição Federal e, com efeito, a Lei Orgânica da Saúde, Lei nº 8.080/1990, garantem o acesso a tratamentos, incluindo o fornecimento de medicamentos, notadamente a política de medicamentos experimentais. Em agosto do ano de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do RE 657.718, estabeleceu alguns critérios para o fornecimento de medicamentos experimentais, sendo estes: a obrigatoriedade de comprovação mediante laudo médico fundamentado e devidamente circunstanciado de que o medicamento prescrito é imprescindível; a demonstração da ineficácia dos fármacos fornecidos pelo SUS para efeito do tratamento pretendido; a demonstração da incapacidade financeira do demandante (paciente) de arcar com o custo do medicamento prescrito; e registro do medicamento perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Assim sendo, considerando a controvérsia em torno dos critérios estabelecidos pelo STF, o trabalho se propõe a responder a seguinte pergunta de pesquisa: os critérios estabelecidos pelo STF podem racionalizar a prestação jurisdicional no âmbito de medicamentos? A hipótese é a de que persistem dúvidas quanto aos parâmetros para apreciação das demandas relativas à concessão de medicamentos, pois, na decisão do RE, o STF ainda não enfrentou as questões relativas aos contornos gerais da Política Nacional de Medicamentos estabelecida no âmbito do SUS. O método utilizado na pesquisa é o hipotético-dedutivo com abordagem teórica conjugada com análise qualitativa de estudo de caso: o acórdão no RE 657.718

    A TRAJETÓRIA DO BEM DE FAMÍLIA NA JURISPRUDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO BRASIL: ENTRE A PROTEÇÃO DA DIGNIDADE E A MERCANTILIZAÇÃO DA MORADIA NA SÚMULA Nº 549/2015

    Get PDF
    O presente trabalho se volta aos pressupostos modernos da formação dos direitos humanos (com ênfase no direito social à moradia e à dignidade da pessoa humana) a fim de analisar, à luz do ordenamento jurídico nacional, a Súmula nº 549 do Superior Tribunal de Justiça brasileiro. A referida Súmula versa sobre a possibilidade de penhora do bem de família do fiador determinada no inciso VII, art. 3º, da Lei nº 8.009 de 1990. Apresenta como objetivo geral investigar se a referida jurisprudência se encontra de acordo com as diretrizes legais definidas no sistema civil-constitucional brasileiro a partir do advento da Constituição Federal de 1988. Como objetivo específico, busca verificar se o dispositivo evidencia um caráter mercantil de privilégio a determinado grupo econômico ao revisitar suas origens modernas em detrimento da definição do direito fundamental à moradia na atual conjuntura jurídica nacional. Trata-se de pesquisa exploratória, qualitativa e bibliográfica e tem como marcos históricos o Homestead Act (1839), a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e o constitucionalismo social do início do séc. XX

    A RESPONSABILIDADE PELA VIOLAÇÃO DO DIREITO AO ESQUECIMENTO: UMA ANÁLISE DA REPARAÇÃO CIVIL PELO ILÍCITO LUCRATIVO

    Get PDF
    Neste trabalho apresenta-se breve evolução histórica de casos sobre o direito ao esquecimento, sua conceituação doutrinária e filosófica sob o prisma de François Ost e Hannah Arendt. Foi trazida à discussão a decisão do Supremo sobre a Lei da Anistia no Brasil e seu reflexo no direito ao esquecimento. A decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos e os casos da Guerrilha do Araguaia e de Vladimir Herzog. Mostrou-se que há grande discussão sobre a liberdade de informação e expressão de um lado e do outro, o direito à privacidade. Apresentou-se a ideia da responsabilidade pelo ilícito lucrativo e sua possível aplicabilidade no direito ao esquecimento

    A BANALIDADE DA CORRUPÇÃO E O CONTROLE DAS CONTAS PÚBLICAS: UMA VISÃO CRÍTICA DO MODELO DE CONTROLE BRASILEIRO

    Get PDF
    Este estudo pretende investigar, sob perspectiva ético-política, a corrupção à luz da teoria arendtiana da banalidade do mal, visando a identificar medidas que tornem mais efetivo o controle das contas públicas no Brasil. Especificamente, a garantir o cumprimento dos preceitos constitucionais que ampliaram as atribuições dos Tribunais de Contas. A partir de paralelismo entre o nazista Eichmann e o agente público investigado por atos de corrupção no Brasil, evidencia-se a banalidade da corrupção, mal banal diferenciado apenas em aparência e forma. A constatação desafia mudança no modo de se perceber a corrupção e na luta por esta desafiada. Porque há visível tensão entre a efetividade dos comandos normativos que dispõem sobre a competência dos Tribunais de Contas e o princípio da tutela judicial, a demandar sopesamento. Repetição e sobreposição procedimentais apenas favorecem os infratores, denunciando a inefetividade do sistema. Denota-se que o entendimento predominante nos tribunais – segundo o qual o ato-final destas Cortes é ato administrativo como outro qualquer e, como tal, submete-se inteiramente a revisão judicial –, é bem menos lógico, sistemático e teleológico que literal. Infere-se premente mudança no plano hermenêutico, reconhecendo-se o elemento judiciário desses Órgãos constitucionais sui generis, mormente quando do julgamento de contas. Verificam-se similaridades e dissonâncias entre o Tribunal de Contas da União e o Tribunal de Contas de Portugal, destas se realçando a distinta natureza jurídica: este, tribunal judicial; aquele, tribunal administrativo, com decisões passíveis de revisão judicial, tornando o Judiciário indevido instrumento de procrastinação. Ante a banalidade da corrupção, conclui-se que a inserção das Cortes de Contas no Judiciário é um caminho que não pode deixar de ser considerado

    A HISTORICIDADE DO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA E SUA APLICABILIDADE NOS CONTRATOS DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA

    Get PDF
    O presente trabalho tem por escopo elucidar como se deu a evolução histórica do princípio da boa-fé objetiva, desde sua origem no direito romano até sua inserção no ordenamento jurídico brasileiro e sua real aplicação após o advento da Constituição Federal de 1988 e mais especificadamente após o advento da lei 13.043/2014. A varredura histórica sobre o princípio é algo que não pode deixar de ser estudado, pois, só assim conseguimos alcançar o principal objetivo do referido artigo, entender o porquê da inserção do princípio da boa-fé objetiva no nosso ordenamento jurídico e seus principais desdobramentos. A partir da análise mais aprofundada das raízes históricas do princípio, podemos obter as tão esperadas respostas. De mais a mais, nos debruçaremos acerca da historicidade do princípio da boa-fé objetiva e compreenderemos sua atual relevância em nosso ordenamento jurídico pátrio. Veremos as facetas de cada entendimento jurisprudencial, tentando elucidar como se deu a construção de cada tese e dos desdobramentos de seus argumentos

    A LEGÍTIMA DEFESA: TRAJETÓRIA DOGMÁTICA DO INSTITUTO E ANÁLISE DA HISTÓRIA DOS SEUS ELEMENTOS

    Get PDF
    Considerando que o nosso Ordenamento Jurídico admite a legítima defesa como causa de excludente de ilicitude à luz da teoria analítica do crime, à proposta do estudo será uma análise discursiva sobre o surgimento, ascensão e o que se compreende por moderação sob uma análise paralela do desenvolvimento das sociedades, bem como, os limites legais da vítima que visando defender-se de injusta agressão atual ou iminente própria ou de outrem, excede dolosa ou culposamente tais limites impostos pela excludente. O fato do indivíduo que age em legítima defesa não estar contrário ao Direito, todavia, sempre deu margem a discussões acerca dos limites e causas que justifiquem o fato, tendo em vista a intenção do agente em beneficiar-se pela prática de crimes que não estão amparados por tal instituto

    COMPORTAMENTO TÍPICO E IMPUTAÇÃO OBJETIVA DO RESULTADO: A CONDUTA DA VÍTIMA COMO EXCLUDENTE DA RESPONSABILIDADE PENAL

    Get PDF
    Nesta dissertação de mestrado é adotado o método hipotético-dedutivo de Karl Popper. Neste trabalho serão abordadas duas teorias para fundamentar a exclusão da responsabilidade penal do agente em casos em que a vítima contribui para o resultado: a teoria do comportamento típico e da imputação objetiva do resultado. No primeiro capítulo será abordada a teoria da equivalência das condições e demonstradas falhas na sua utilização, que levam à injustiça na decisão de casos. Em seguida serão esboçadas as precursoras da teoria da imputação objetiva, dentre elas: a teoria da causalidade adequada, da relevância, da adequação social, social da ação, finalista da ação e do crime culposo. No terceiro capítulo serão esboçadas as origens da teoria da imputação objetiva, bem como as suas bases-mestras, conforme o modelo do professor Claus Roxin. No último capítulo serão analisados e resolvidos os casos trazidos da justiça brasileira, conforme o modelo de imputação do professor Wolfgang Frisch

    A CONSTRUÇÃO EPISTEMOLÓGICA DA CULPABILIDADE CRIMINAL E A INDISSOLÚVEL CELEUMA DO LIVRE-ARBÍTRIO COMO ELEMENTO CONSTITUTIVO: A QUESTÃO DO (IN)DETERMINISMO NO AGIR HUMANO COMO FRUTO DA DISCUSSÃO DAS ESCOLAS PENAIS

    Get PDF
    Observada a grande importância que a culpabilidade tem para o desenvolvimento do Direito Penal, pode-se afirmar que os avanços deste se deu sobretudo em razão das construtivas discussões realizadas em torno da culpabilidade. A culpabilidade é a responsável pelo processo de fortalecimento das ciências criminais. Desta forma, o presente trabalho busca não apenas observar a construção histórica e epistemológica do instituto da culpabilidade, mas também, após a realização de uma pesquisa bibliográfica, que possibilitou a coleta de livros e artigos que tratem sobre o tema, realizar uma análise de como cada período histórico, sobretudo aqueles responsáveis pelo surgimento das Escola Clássica e da Escola Positiva, contribuíram para o surgimento e autonomização da culpabilidade como instituto, em especial no que diz respeito acerca da análise do agir humano em uma perspectiva (in)determinista. Busca-se observar, por meio da análise do pensamento jurídico de cada época, como cada período compreendia a existência do livre-arbítrio e como essa questão contribuiu para uma verdadeira teorização acerca do instituto da culpabilidade

    A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E OS LIMITES AO DISCURSO DO ÓDIO NO BRASIL - TRAJETÓRIA DO ILÍCITO CIVIL À SUA POSSIBILIDADE DE CRIMINALIZAÇÃO

    Get PDF
    Os direitos fundamentais existentes hoje são fruto de muita luta, ao longo da história, para que fossem adquiridos. A liberdade de expressão, tida como direito fundamental, deve ser respeitada e assegurada ao máximo. No entanto, a liberdade de expressão utilizada de forma exagerada pode levar ao discurso do ódio, gerando indignação nas minorias atingidas por ele. O presente trabalho abordará quais os limites que devem existir à liberdade de expressão e qual o posicionamento dos tribunais brasileiros em relação a casos concretos trazidos no trabalho. A pesquisa justifica-se pela atualidade do tema no cenário mundial e, de forma perceptível, no brasileiro, agravado em razão dos recentes acontecimentos, como por exemplo, o ódio aos nordestinos propagado nas redes sociais. Justifica-se, ainda, pela contribuição que seria dada ao âmbito jurídico, já que o próprio judiciário reconhece a razoabilidade da limitação da liberdade de expressão em casos de discurso de ódio. O trabalho confronta as hipóteses que opõem a posição da liberdade de expressão como um direito fundamental ilimitado, à posição de que devem existir limites na hipótese de violação a outros direitos fundamentais e a direitos humanos protegidos internacionalmente. Para tanto, mostra que a liberdade de expressão não pode ser considerada como um direito em apartado. Ao interpretar a Constituição Federal deve-se observar a norma como um todo, conforme preceitua o princípio hermenêutico da unidade da Constituição e ainda deve aplicar o direito em situações concretas, como a que trazemos à baila no tema proposto sobre o discurso do ódio com o princípio da ponderação que encontra respaldo no também princípio hermenêutico da concordância prática ou harmonização. O estudo será realizado a partir do pensamento de Brugger para quem o direito não proíbe nem permite o discurso do ódio de forma direta, e em cada país há uma delimitação de sua tolerância. O estudo será construído em torno do objetivo de investigar a relação entre a liberdade de expressão e sua exacerbação no que tange ao discurso do ódio. A pesquisa bibliográfica será realizada a partir de publicações doutrinárias como livros, revistas e artigos sobre o tema com o objetivo de verificar o conteúdo jurídico da liberdade de expressão e do discurso do ódio. A pesquisa documental utilizará decisões judiciais brasileiras e estrangeiras, bem como a legislação pertinente. Conclui-se, portanto, que os direitos fundamentais como foi visto no transcorrer da presente pesquisa, não podem ser absolutos. Para tanto, deve existir um limite na relativização dos direitos fundamentais pertinentes à liberdade de expressão, nos casos de discurso do ódio, limites estes traçados por normas que imputem punibilidade a seus agressores

    A EVOLUÇÃO DO RECONHECIMENTO DA UTILIZAÇÃO MULTIFUNCIONAL DA RESIDÊNCIA NO BRASIL: MINHA CASA OU SEU HOTEL?

    Get PDF
    A presente dissertação objetiva estudar a evolução do reconhecimento da utilização multifuncional da residência no Brasil. Inicia-se com a definição clássica de propriedade, do seu caráter absoluto e sua evolução no sentido de reconhecer a função social da propriedade. A era Vargas fornece suporte histórico com a análise da legislação sobre locação da época. Estuda-se a locação urbana, os novos modelos de negócios advindos da tecnologia disruptiva e o comportamento das gerações. Aborda-se a aplicação do princípio da liberdade econômica no uso da propriedade urbana residencial e a viabilidade do excesso de regras como fator de segurança ou crise no compartilhamento do imóvel urbano brasileiro. No contexto do trabalho, estuda-se tecnologia, economia compartilhada e novos modelos de negócios e suas repercussões sociais. No corpo do texto ilustra-se a teoria com exemplos de longas metragens e música da época Vargas, pois acredita-se que a arte pode ser utilizada na compreensão do Direito. O Direito Constitucional é prestigiado, realizando uma passagem pelas Constituições brasileiras e seus princípios, assim como pela doutrina clássica e atual. Para a compreensão das demandas da geração conectada na utilização da propriedade privada urbana, foi necessário recorrer a Urbanismo, Sociologia e outras ciências afins, pois o Direito autorreferente não conseguiria alcançar a nova ordem advinda das constantes inovações

    557

    full texts

    865

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Portal de Trabalhos Acadêmicos
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇