Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário
Not a member yet
846 research outputs found
Sort by
A formação em Direito e Saúde diante dos novos desafios do século XXI
The relationship between Law and Health is becoming increasingly complex, given the growing challenge of ensuring fundamental rights amid the various transformations that influence the global health landscape. In this context, Health Law emerges as an essential field of knowledge to address the legal aspects of health protection and the regulation of new practices and services, ensuring a balance between globalization, innovation, and the protection of human rights. The current issue of the Cadernos Ibero-Amricanos de Direito Sanitário presents a set of articles developed to engage with the central theme of the Congreso Internacional de Derecho Sanitário, a result of the collaboration between the University of Granada, Spain; the National University of Distance Education, Spain; and the Health Law Program of the Oswaldo Cruz Foundation, Brazil.
Submission: 11/05/24 | Approval: 11/05/24La relación entre Derecho y Salud se vuelve cada vez más compleja, ante el creciente desafío de garantizar los derechos fundamentales frente a las diversas transformaciones que influyen en el panorama global de la salud. En este contexto, el Derecho Sanitario se convierte en un campo de conocimiento esencial para abordar los aspectos jurídicos de la protección de la salud y la regulación de nuevas prácticas y servicios, garantizando el equilibrio entre la globalización, la innovación y la protección de los derechos humanos. Este número de los Cuadernos Iberoamericanos de Derecho Sanitario acoge un conjunto de artículos en los que se abordan diversos aspectos ligados al tema central del Congreso Internacional de Derecho Sanitario, fruto de la colaboración entre la Universidad de Granada, España; la Universidad Nacional de Educación a Distancia, España; y el Programa de Derecho Sanitario de la Fundación Oswaldo Cruz, Brasil.
Envío: 05/11/24 | Aprobación: 05/11/24A relação entre Direito e Saúde revela-se cada vez mais complexa dado o crescente desafio de garantir direitos fundamentais frente as transformações de diversas ordens que influenciam o cenário global da saúde. Nesse cenário, o Direito Sanitário torna-se um campo de conhecimento essencial para lidar com os aspectos jurídicos da proteção à saúde e a regulamentação de novas práticas e serviços, garantindo equilíbrio entre a globalização, a inovação e atuando na proteção de direito humanos. O número atual do Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário apresenta um conjunto de artigos desenvolvidos para dialogar como tema central do Congreso Internacional de Derecho Sanitário, fruto da colaboração entre a Universidad de Granada, Espanha; a Universidad Nacional de Educación a Distancia, Espanha e o Programa de Direito Sanitário da Fundação Oswaldo Cruz, Brasil.
Submissão: 05/11/24 | Aprovação: 05/11/24
Diagnóstico humanizado: O paciente no centro - comunicação que cura
Throughout this text, the importance of creating humanized diagnostic protocols is discussed. These should allow healthcare professionals to provide clear and truthful information about pathologies and/or disabilities in a humane and delicate manner, facilitating their understanding by the patient and their family. Humanized diagnosis is not just part of a "politeness" protocol in the doctor-patient relationship, but an integral and relevant part of the procedure for treating a disease or disability. This approach requires an interdisciplinary perspective, as there are elements that are linked to the strictly medical-scientific, legal-legislative-jurisprudential, and political aspects of this topic.
Submitted: 02/23/24| Revision: 04/24/24| Approved: 04/25/24Este texto plantea la importancia de confeccionar protocolos de diagnóstico humanizado que permitan a los profesionales de la salud brindar información sobre patologías y/o discapacidades de manera clara y veraz, humana y delicadamente, facilitando su recepción por parte del paciente y su familia. El diagnóstico humanizado no forma parte únicamente de un protocolo de “urbanidad” en el vínculo médico – paciente: es parte integrante y relevante del procedimiento o tratamiento. Este abordaje exige una mirada interdisciplinar. En esta temática hay elementos que se vinculan a lo médico – científico; lo jurídico – legislativo – jurisprudencial y lo político.
Envío: 23/02/24| Revisión: 24/04/24| Aprobación: 25/04/24Ao longo deste texto, discute-se a importância da elaboração de protocolos diagnósticos humanizados que permitam aos profissionais de saúde fornecerem informações sobre patologias e/ou incapacidades de forma clara e verdadeira, ao mesmo tempo em que humanizada e delicada, facilitando seu acolhimento pelo paciente e sua família. O diagnóstico humanizado não é apenas parte de um protocolo de "civilidade" na relação médico-paciente, mas parte integrante e relevante do procedimento para realizar o tratamento de uma doença ou deficiência. Essa abordagem requer uma abordagem interdisciplinar. Nessa disciplina há elementos que se vinculam ao médico-científico; as esferas jurídica, legislativa e política.
Submissão: 23/02/24| Revisão: 24/04/24| Aprovação: 25/04/2
Expediente
Volume 13, number 2, Apr./June 2024
ISSN 2358-1824
The Iberoamerican Journal of Health Law is a quarterly open access publication dedicated to the dissemination of scholarly research in health law in iberoamerican region. It has been published by the Program of Health Law/Oswaldo Cruz Foundation since 2012. It is intended for Law and Public Health professors, researchers, and students, as well as lawyers, health professionals, and managers of health systems and services.
Editor-in-chief
Sandra Mara Campos Alves, Health Law Program, Fiocruz Brasilia, Brazil
https://orcid.org/0000-0001-6171-4558
Assistant Editor
Jarbas Ricardo Almeida Cunha, Office of the Public Defender, Brazil
https://orcid.org/0000-0001-5332-2642
Associate Editors
Marcelo Lamy, University of Santa Cecília, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-8519-2280
Edith Ramos, Federal University of Maranhão/CEUMA University, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-6064-1879
Managing Editor
Gabriel Teles Viana, Health Law Program, Fiocruz Brasilia, Brazil
https://orcid.org/0000-0001-9511-6548
Editorial Assistant
Danilo Silva Santos Rocha, Health Law Program, Fiocruz Brasilia, Brazil
https://orcid.org/0000-0002-7487-2309
Text Review
Mirna Barcelos, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0003-2852-1644
Translation
David Elias Cardoso Câmara, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
EDITORIAL BOARD
André den Exter, Erasmus University Rotterdam, Erasmus School of Law, Holanda
https://orcid.org/0000-0002-0938-6603
André Dias Pereira, Universidade de Coimbra, Portugal
https://orcid.org/0000-0003-4793-3855
Angel Pelayo Gonzáles-Torre, Universidad Internacional Menéndez Pelayo, Espanha
https://orcid.org/0000-0002-6254-9651
Caristina Robaina Aguirre, Instituto Nacional de Salud de los Trabajadores, Cuba
https://orcid.org/0000-0001-7725-4242
Eli Iola Gurgel Andrade, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-0206-2462
Giancarlo Corsi, Università Degli Studi Di Modena e Reggio Emilia, Itália
https://orcid.org/0000-0003-3259-5734
Hernando Torres Corredor, Universidad Nacional de Colombia, Facultad de Derecho, Ciencias Políticas y Sociailes, Colômbia
Joaquín Cayon de las Cuevas, Universidad de Cantabria, Facultad de Derecho, Espanha
https://orcid.org/0000-0002-1027-9717
Jose Geraldo de Sousa Junior, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-8974-2283
Márcio Nunes Iorio Aranha Oliveira, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-9436-0987
Maria Célia Delduque, Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-5351-3534
Miriam Ventura da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-8520-8844
Paula Lobato de Faria, Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Portugal
https://orcid.org/0000-0002-3290-4480
Vera Lúcia Raposo, Universidade de Coimbra, Faculdade de Direito, Portugal
https://orcid.org/0000-0001-7895-2181
Volumen 13, número 2, abr./jun. 2024
ISSN 2358-1824
Cuadernos Iberoamericanos de Derecho Sanitario (CIADS) es una publicación trimestral, de acceso abierto, destinada a difundir la producción académica en el campo del Derecho Sanitario en la región iberoamericana. CIADS es publicado por el Programa de Derecho Sanitario de la Fundación Oswaldo Cruz Brasilia desde 2012. Es una publicación dirigida a maestros, investigadores y estudiantes de Derecho, Ciencias de la Salud y Ciencias Sociales; operadores de derecho; profesionales de la salud y gestores de servicios y sistemas de salud.
EQUIPO EDITORIAL
Editora-Jefe
Sandra Mara Campos Alves, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-6171-4558
Editor Asistente
Jarbas Ricardo Almeida Cunha, Núcleo de Saúde, Defensoria Pública da União, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-5332-2642
Editores Asociados
Marcelo Lamy, Universidade Santa Cecília, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-8519-2280
Edith Ramos, Universidade Federal do Maranhão/Universidade CEUMA, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-6064-1879
Editor-ejecutivo
Gabriel Teles Viana, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-9511-6548
Asistente Editorial
Danilo Silva Santos Rocha, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-7487-2309
Revisora de Texto
Mirna Barcelos, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0003-2852-1644
Traduccíon
David Elias Cardoso Câmara, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
CONSEJO EDITORIAL CIENTIFICO
André den Exter, Erasmus University Rotterdam, Erasmus School of Law, Holanda
https://orcid.org/0000-0002-0938-6603
André Dias Pereira, Universidade de Coimbra, Portugal
https://orcid.org/0000-0003-4793-3855
Angel Pelayo Gonzáles-Torre, Universidad Internacional Menéndez Pelayo, Espanha
https://orcid.org/0000-0002-6254-9651
Caristina Robaina Aguirre, Instituto Nacional de Salud de los Trabajadores, Cuba
https://orcid.org/0000-0001-7725-4242
Eli Iola Gurgel Andrade, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-0206-2462
Giancarlo Corsi, Università Degli Studi Di Modena e Reggio Emilia, Itália
https://orcid.org/0000-0003-3259-5734
Hernando Torres Corredor, Universidad Nacional de Colombia, Facultad de Derecho, Ciencias Políticas y Sociailes, Colômbia
Joaquín Cayon de las Cuevas, Universidad de Cantabria, Facultad de Derecho, Espanha
https://orcid.org/0000-0002-1027-9717
Jose Geraldo de Sousa Junior, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-8974-2283
Márcio Nunes Iorio Aranha Oliveira, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-9436-0987
Maria Célia Delduque, Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-5351-3534
Miriam Ventura da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-8520-8844
Paula Lobato de Faria, Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Portugal
https://orcid.org/0000-0002-3290-4480
Vera Lúcia Raposo, Universidade de Coimbra, Faculdade de Direito, Portugal
https://orcid.org/0000-0001-7895-2181Volume 13, número 2, abr./jun. 2024ISSN 2358-1824
Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário (CIADS) é um periódico trimestral, de acesso aberto, editado pelo Programa de Direito Sanitário da Fundação Oswaldo Cruz/Brasília desde 2012. É dirigido a professores, pesquisadores e estudantes de Direito, Ciências da Saúde e Ciências Sociais; operadores do Direito; profissionais de saúde e gestores de serviços e sistemas de saúde. Seu objetivo é difundir e estimular o desenvolvimento do Direito Sanitário na região ibero-americana, promovendo o debate dos grandes temas e principais desafios do Direito Sanitário contemporâneo.
EQUIPE EDITORIAL
Editora-chefe
Sandra Mara Campos Alves, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-6171-4558
Editor Assistente
Jarbas Ricardo Almeida Cunha, Núcleo de Saúde, Defensoria Pública da União, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-5332-2642
Editores Associados
Marcelo Lamy, Universidade Santa Cecília, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-8519-2280
Edith Ramos, Universidade Federal do Maranhão/Universidade CEUMA, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-6064-1879
Editor-executivo
Gabriel Teles Viana, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-9511-6548
Assistente Editorial
Danilo Silva Santos Rocha, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-7487-2309
Revisora de Texto
Mirna Barcelos, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
https://orcid.org/0000-0003-2852-1644
Tradução
David Elias Cardoso Câmara, Programa de Direito Sanitário, Fundação Oswaldo Cruz-Brasília, Brasil
CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO
André den Exter, Erasmus University Rotterdam, Erasmus School of Law, Holanda
https://orcid.org/0000-0002-0938-6603
André Dias Pereira, Universidade de Coimbra, Portugal
https://orcid.org/0000-0003-4793-3855
Angel Pelayo Gonzáles-Torre, Universidad Internacional Menéndez Pelayo, Espanha
https://orcid.org/0000-0002-6254-9651
Caristina Robaina Aguirre, Instituto Nacional de Salud de los Trabajadores, Cuba
https://orcid.org/0000-0001-7725-4242
Eli Iola Gurgel Andrade, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-0206-2462
Giancarlo Corsi, Università Degli Studi Di Modena e Reggio Emilia, Itália
https://orcid.org/0000-0003-3259-5734
Hernando Torres Corredor, Universidad Nacional de Colombia, Facultad de Derecho, Ciencias Políticas y Sociailes, Colômbia
Joaquín Cayon de las Cuevas, Universidad de Cantabria, Facultad de Derecho, Espanha
https://orcid.org/0000-0002-1027-9717
Jose Geraldo de Sousa Junior, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-8974-2283
Márcio Nunes Iorio Aranha Oliveira, Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-9436-0987
Maria Célia Delduque, Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Brasil
https://orcid.org/0000-0002-5351-3534
Miriam Ventura da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Brasil
https://orcid.org/0000-0001-8520-8844
Paula Lobato de Faria, Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública, Portugal
https://orcid.org/0000-0002-3290-4480
Vera Lúcia Raposo, Universidade de Coimbra, Faculdade de Direito, Portugal
https://orcid.org/0000-0001-7895-218
Desjudicialização da saúde e diálogos interinstitucionais em Minas Gerais: a análise do Acordo de Cooperação Técnica para a gestão dos medicamentos Ranibizumabe e Aflibercept
Objective: to understand the judicialization of health in Brazil and analyze, from the perspective of health de-judicialization, the Technical Cooperation Agreement signed on December 2, 2021, between the State Health Departmentof Minas Gerais , the State Attorney General\u27s Office of Minas Gerais, and the State Public Defender\u27s Office of Minas Gerais for the management of the medications Ranibizumab and Aflibercept. Method: a narrative review of the literature on the judicialization of health and an exploratory study based on documentary analysis of the antecedents of the Technical Cooperation Agreement were carried out. Results and discussions: Self-composition and consensual resolution of conflicts by the Public Administration has broad legal support and, in the current legal and administrative scenario, is the most effective and efficient means of realizing the underlying public interest, notably the right to health, promoting its dejudicialization. This scenario points to the potential for new solutions, including the implementation of interinstitutional dialogues, such as the Technical Cooperation Agreement studied, which is expected to serve as the embryo for a permanent trend in the management of the judicialization of health within the scope of State Health Departmentof Minas Gerais. Final considerations: ahe cooperation agreement studied has great potential for the dejudicialization of actions with requests for ophthalmological medicines, in addition to others whose incorporations are proposed within it. It also promotes synergistic and convergent action by actors involved in judicialization. The perspective is that, from this milestone, these legal actions will decrease and patients will begin to be served through the United Health System administrative supply route.
Submission: 03/19/24| Review: 08/16/24| Approval: 09/01/24Objetivo: comprender la judicialización de la salud en Brasil y analizar, desde la perspectiva de la desjudicialización de la salud, el Acuerdo de Cooperación Técnica firmado el 2 de diciembre de 2021 entre la Secretaría de Estado de Saludde Minas Gerais, la Procuraduría General del Estado de Minas Gerais (AGE-MG) y la Defensoría Pública Estatal de Minas Gerais para la gestión de los medicamentos Ranibizumab y Aflibercept. Método: Se realizó una revisión narrativa de la literatura sobre la judicialización de la salud y un estudio exploratorio basado en un análisis documental de los antecedentes del Acuerdo de Cooperación Técnica. Resultados y discusiones: La autocomposición y resolución consensuada de conflictos por parte de la Administración Pública tiene un amplio respaldo legal y, en el actual escenario jurídico y administrativo, es el medio más eficaz y eficiente para realizar el interés público subyacente, en particular el derecho a la salud. promoviendo su desjudicialización. Este escenario apunta al potencial de nuevas soluciones, incluida la implementación de diálogos interinstitucionales, como el Acuerdo de Cooperación Técnica estudiado, que se espera sirva como embrión de una tendencia permanente en la gestión de la judicialización de la salud en el ámbito de la Secretaría de Estado de Salud de Minas Gerais. Consideraciones finales: el convenio de cooperación estudiado tiene un gran potencial para la desjudicialización de acciones con solicitudes de medicamentos oftalmológicos, además de otras cuyas incorporaciones se proponen dentro del mismo. También promueve acciones sinérgicas y convergentes por parte de los actores involucrados en la judicialización. La perspectiva es que, a partir de este hito, esas acciones legales disminuyan y los pacientes comiencen a ser atendidos a través de la vía administrativa de abastecimiento del Sistema de Salud Unido.
Envío: 19/03/24| Revisión: 16/08/24| Aprobación: 01/09/24Objetivo: compreender a judicialização da saúde no Brasil e analisar, na perspectiva da desjudicialização da saúde, o Acordo de Cooperação Técnica, firmado em 02 de dezembro de 2021, entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, a Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais e a Defensoria Pública Estadual de Minas Gerais para a gestão dos medicamentos Ranibizumabe e Aflibercept. Método: realizou-se revisão narrativa da literatura sobre a judicialização da saúde e um estudo exploratório baseado em análise documental dos antecedentes do Acordo de Cooperação Técnica. Resultados e discussões: a autocomposição e solução consensual de conflitos por parte da Administração Pública possui amplo respaldo legal e, no atual cenário jurídico e administrativo, é o meio mais eficaz e eficiente para concretizar o interesse público subjacente, notadamente o direito à saúde, promovendo sua desjudicialização. Esse cenário aponta para o potencial de novas soluções, entre elas a implementação de diálogos interinstitucionais, como é exemplo o Acordo de Cooperação Técnica estudado, o qual projeta-se poder servir de embrião para uma tendência permanente na gestão da judicialização da saúde no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. Considerações finais: o acordo de cooperação estudado tem grande potencial para a desjudicialização das ações com pedidos dos medicamentos oftalmológicos, além de outros cujas incorporações forem propostas em seu bojo. Ele também promove a atuação sinérgica e convergente dos atores que atuam na judicialização. A perspectiva é que, a partir desse marco, estas ações judiciais diminuam e os pacientes passem a ser atendidos pela via de fornecimento administrativo do Sistema Único de Saúde.
Submissão: 19/03/24| Revisão: 16/08/24| Aprovação: 01/09/2
Planejamento familiar e maternidade tardia no Brasil: gestação de alto risco a partir dos 35 anos
Objective: to study the right to family planning of women over 35 years old when they exercise their reproductive rights. This can lead to high risks for women from this age segment and the fetus. Methods: study is based on a narrative and descriptive literature review and subsequent analysis of articles from journals, books, and collections in the field of health sciences and health law. The descriptors late motherhood, risks of late motherhood, late motherhood, and labor market were analyzed in an additional digital search of the following databases: Google Scholar, EBSCO, and Brazilian CAPES journals. Results: the female body is less prepared for pregnancy from the age of 35 years than that of women aged between 20 and 29 years, an age segment considered ideal for reproduction. Late motherhood, for whatever reason, puts women at higher risk for health problems during pregnancy and poses a higher risk to the child, both the unborn and the child after birth. Conclusion: a woman who chooses late motherhood must be properly informed by specialized physicians that such a pregnancy, whether artificial or natural, may pose serious problems for both her and her child.
Received: 11/08/22 | Accepted: 07/02/23Objetivo: investigar el derecho de la mujer arriba de los 35 años al planeamiento familiar, una vez que a partir de esa edad el ejercicio del derecho reproductivo por ella, pone no solo a ella en una situación de alto riesgo, sino al bebé. Metodología: tratase de una investigación basada en revisión bibliográfica narrativa y descriptiva, empleándose artículos publicados en periódicos cualificados en ciencias de la salud, en derecho a la salud, libros y colecciones. Para los artículos fueron usados los descriptores que siguen, en especial en las plataformas Google Académico, EBSCO y Periódicos CAPES: maternidad tardía; riesgos de la maternidad tardía; maternidad tardía y el mercado de trabajo. Resultados: fue observado que el cuerpo de la mujer a partir de los 35 años ya no está más tan apto a la maternidad como el de la mujer entre los 20 y los 29 años, que es considerada la edad la ideal para que la mujer tenga hijos. Al adiar la maternidad por los más diversos motivos, la mujer se pone delante a un embarazo de riesgo, a causa de los graves problemas de salud que podrán ocurrir durante la gestación. Con eso el embarazo es considerado de alto riesgo para ella y para el bebé. Conclusión: la mujer que opta por adiar la maternidad debe ser informada por el profesional especialista em reproducción humana artificial o no, sobre los graves problemas que el embarazo tardío puede no solo causarle, sino aún a el bebé.
Recepción: 11/08/22 | Aceptación: 07/02/23Objetivo: investigar o direito da mulher acima dos 35 anos ao planejamento familiar, uma vez que a partir dessa faixa etária o exercício do direito reprodutivo poderá trazer riscos à sua saúde e à do feto. Metodologia: tratou-se de uma pesquisa baseada em revisão bibliográfica narrativa e descritiva, utilizando-se de artigos publicados em periódicos especializados em ciências da saúde e em direito à saúde, livros e coletâneas. Para os artigos, foram utilizados os seguintes descritores, em especial, nas plataformas Google Acadêmico, EBSCO e Periódicos CAPES: maternidade tardia; riscos da maternidade tardia; maternidade tardia e mercado de trabalho. Resultados: observou-se que o corpo da mulher a partir dos 35 anos de idade já não está mais tão apto à maternidade como o da mulher entre os 20 e 29 anos, idade considerada ideal para a procriação. Ao adiar a maternidade, pelos mais variados motivos, a mulher coloca-se frente a frente a uma gravidez de risco, em razão dos graves problemas de saúde que poderão ocorrer durante a gestação, fazendo com que essa gravidez seja considerada de alto-risco tanto para ela quanto para o bebê. Conclusão: a mulher que opta por adiar a maternidade deve ser devidamente informada pelo profissional da saúde especializado em reprodução humana, artificial ou não, sobre os graves problemas que a gravidez tardia pode causar a ela e ao bebê.
Submissão: 11/08/22 | Aprovação: 07/02/2
Iniquidades em saúde e determinantes políticos: olhar crítico acerca das relações, déficits e assimetrias
Objectives: to identify the extent to which health inequities have always been integrated by unfair distributions of power, what would be the main facets of this asymmetry and in which practical realities they are most manifested. Methods: critical review of documents produced at international conferences and projects related to health governance, combined with a narrative review of scientific texts that touch on neo-institutionalist theme. Results: since the initial perception about the social determinants of health, reference has been made to political determinants (in particular, the unjust distribution of power). The Global Governance for Health project has shown that political determinants should be treated separately, as they are, to some extent, the determinants of social determinants. The main political deficits that affect health decision-making and prevent health inequities from being overcome are five: a) representativeness; b) transparency; c) adaptability; d) intersectorality; e) regulation. The situations in which these deficits are most evident are seven: i) in the face of the historical need for financial austerity measures; ii) in the context of protectionist policies of industrial and intellectual property holders; iii) in the area of investment agreements; iv) in the context of the food market; v) in the face of the option to leave certain corporate activities unregulated; vi) in the face of the option to exclude migrants from decision-making; vii) in the face of armed violence. Conclusion: failure to address the political dysfunctions of health governance means that health inequities are maintained and even creates or exacerbates new inequities.
Received: 23/08/23 | Accepted: 04/09/23Objetivos: identificar en qué medida las inequidades en salud siempre han estado integradas por distribuciones injustas de poder, cuáles serían las principales facetas de esa asimetría y en qué realidades prácticas se manifiestan más. Metodología: revisión crítica de documentos producidos en congresos y proyectos internacionales relacionados con la gobernanza sanitaria, combinada con una revisión narrativa de textos científicos que tocan temas neoinstitucionalistas. Resultados: desde la percepción inicial de los determinantes sociales de la salud, se ha hecho referencia a los determinantes políticos (en particular, a la injusta distribución del poder). El proyecto Global Governance for Health ha demostrado que los determinantes políticos deben tratarse por separado, ya que, en cierta medida, son los determinantes de los determinantes sociales. Los principales déficits políticos que afectan a la toma de decisiones sanitarias y impiden superar las desigualdades en salud son cinco: a) representatividad; b) transparencia; c) adaptabilidad; d) intersectorialidad; e) regulación. Las situaciones en las que estos déficits son más evidentes son siete: i) ante la necesidad histórica de medidas de austeridad financiera; ii) en el contexto de las políticas proteccionistas de los titulares de la propiedad industrial e intelectual; iii) en el ámbito de los acuerdos de inversión; iv) en el contexto del mercado alimentario; v) ante la opción de dejar sin regulación determinadas actividades empresariales; vi) ante la opción de excluir a los migrantes de la toma de decisiones; vii) ante la violencia armada. Conclusión: no abordar las disfunciones políticas de la gobernanza sanitaria significa que las desigualdades en salud se mantienen e incluso crean o exacerban nuevas desigualdades.
Recepción: 23/08/23 | Aceptación: 04/09/23Objetivos: identificar em que medida as iniquidades em saúde sempre foram integradas por injustas distribuições de poder, quais seriam as facetas principais dessa assimetria e em que realidades práticas elas mais se manifestam. Metodologia: revisão crítica de documentos produzidos em conferências e projetos internacionais relacionados à governança em saúde, aliada à revisão narrativa de textos científicos que tangenciam as temáticas neoinstitucionalistas. Resultados: desde a percepção inicial sobre os determinantes sociais da saúde, fez-se referência a determinantes políticos (em especial, a injusta distribuição de poder). O projeto Global Governance for Health evidenciou convir que os determinantes políticos sejam tratados em separado, pois, em certa medida, são os determinantes dos determinantes sociais. Os principais déficits políticos que afetam a tomada de decisão na área da saúde e impedem que sejam superadas as iniquidades em saúde são cinco: a) representatividade; b) transparência; c) adaptabilidade; d) intersetorialidade; e) regulação. As situações em que esses déficits se mostram mais evidentes são sete: i) diante da necessidade histórica de medidas de austeridade financeira; ii) no âmbito das políticas protecionistas dos detentores de propriedade industrial e intelectual; iii) na seara dos acordos de investimentos; iv) no âmbito do mercado de alimentos; v) diante da opção de deixar certas atividades corporativas desreguladas, vi) frente a opção de excluir os migrantes das tomadas de decisão; vii) diante da violência armada. Conclusão: o não enfrentamento das disfunções políticas de governança da saúde faz com que sejam mantidas as iniquidades de saúde e até mesmo cria ou agrava novas iniquidades.
Submissão: 23/08/23 | Aprovação: 04/09/2
A tutela do direito à saúde na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos
Objective: to discuss the effects of the autonomy of the right to health resulting from the development of article 26 of the American Convention in the jurisprudence of the Inter-American Court of Human Rights. Methods: we used the jurisprudential basis of decisions of the Court that present the indirect recognition of health as a fully justiciable right and those that recognize the direct justiciability of such right. Results: the first part of the investigation analyzed the nearly 20 years of historical evolution of the indirect justiciability of economic, social, cultural, and environmental rights in Inter-American Court case-law, whether through connection with the right to life or to personal integrity. The second part of the paper focuses on the decisions delivered by the Court from 2018 to 2022, beginning with the paradigmatic case Poblete Vilches y otros vs. Chile (2018), in which the right to health was established as a fully justiciable right before the Inter-American Court. Conclusion: a careful review of the jurisprudence leads to the conclusion that direct protection of the right to health is not inconsistent with any legitimate expectations of States because State obligations have been developed progressively by means of the connection principle. Furthermore, this research indicates two significant innovations resulting from the autonomy of the right to health: the persistence of intersectional vulnerabilities in such human rights violations, as well as State obligations concerning acts committed by private healthcare providers. This level of sophistication is required to outline the systematic reading of Inter-American Court case-law and for implementing the human right to health on the American continent.
Received: 02/08/23 | Accepted: 06/09/23Objetivo: discutir los efectos de la autonomía del derecho a la salud resultantes del desarrollo del artículo 26 de la Convención Americana en la jurisprudencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos. Metodología: se utilizó la base jurisprudencial de las decisiones de la Corte que presentan el reconocimiento indirecto de la salud como un derecho plenamente justiciable y aquellas que reconocen la justiciabilidad directa de tal derecho. Resultados: la primera parte de la investigación analizó casi 20 años de evolución histórica de la justiciabilidad indirecta de los derechos económicos, sociales, culturales y ambientales en la jurisprudencia interamericana, ya sea por conexión con el derecho a la vida o con el derecho a la integridad personal. A continuación, la segunda parte del artículo presenta las decisiones de los años 2018 a 2022, desde el paradigmático caso Poblete Vilches y otros vs. Chile (2018), en el que se reconoció el derecho a la salud como plenamente justiciable ante la Corte Interamericana. Conclusión: el análisis en profundidad del marco jurisprudencial interamericano permite concluir que la tutela directa del derecho a la salud no frustra ninguna expectativa legítima de los Estados, pues las obligaciones estatales se han desarollado progresivamente por vía de conexidad. Además, los principales resultados de esta investigación señalan las dos principales innovaciones derivadas de la autonomía del derecho a la salud: la presencia recurrente de vulnerabilidades interseccionales en las violaciones de los derechos humanos de esta naturaleza y las obligaciones del Estado en relación con los actos cometidos por los agentes privados en servicios de salud. Tales investigaciones en mayor profundidad son esenciales para hacer una lectura sistemática de la jurisprudencia interamericana y para lograr la efectividad del derecho humano a la salud en el continente americano.
Recepción: 02/08/23 | Aceptación: 06/09/23Objetivo: discutir os efeitos da autonomia do direito à saúde decorrentes do desenvolvimento do art. 26 da Convenção Americana na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Metodologia: utilizou-se a base jurisprudencial das decisões da Corte que apresentam o reconhecimento indireto da saúde como um direito plenamente justiciável e aquelas que reconhecem a justiciabilidade direta de tal direito. Resultados: a primeira parte da investigação analisou os quase 20 anos de evolução histórica da justiciabilidade indireta dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais na jurisprudência interamericana, seja via conexão com o direito à vida ou com o direito à integridade pessoal. Na sequência, a segunda parte do artigo lança luz sobre as decisões dos anos de 2018 a 2022, inauguradas pelo caso paradigmático Poblete Vilches y otros vs. Chile (2018), nos quais houve a consagração do direito à saúde como direito plenamente justiciável perante a Corte. Conclusão: a análise detida do arcabouço jurisprudencial interamericano permite concluir que a tutela direta do direito à saúde não frustra quaisquer expectativas legítimas dos Estados em razão de as obrigações estatais terem sido desenvolvidas progressivamente por via de conexidade. Além disso, os principais resultados dessa pesquisa apontam para as duas principais inovações decorrentes da autonomia do direito à saúde: a presença recorrente das vulnerabilidades interseccionais nas violações de direitos humanos dessa natureza e as obrigações estatais referentes a atos cometidos por prestadores privados de serviços de saúde. Tais aprofundamentos são essenciais para delinear a leitura sistemática da jurisprudência interamericana e efetivar o direito humano à saúde no continente americano.
Submissão: 02/08/23 | Aprovação: 06/09/2
O direito transindividual à saúde e as falsas aporias da liberdade individual
This text aims to answer the question: is the mandatory vaccination imposed by the State in conflict with individual freedom? Given the recent scenario of health chaos resulting from the COVID-19 pandemic, the public, transindividual dimension of health was questioned by discourses based on the idea that people would have the right not to be vaccinated. Although the Brazilian legislation and the jurisprudence of the Supreme Court have settled the issue in favor of the mandatory vaccine, we seek to present the problem from an epistemological or hermeneutic perspective. In this sense, it is shown that, unless the legal community reviews its discourse about constitutional principles and fundamental rights, in other words, its understanding and methodology of application, such dichotomies that arise in the public debate and in the courts will persist as obstacles to the full realization of the democratic State of law and, particularly, the right to health.
Received: 26/07/23 | Accepted: 04/09/23El presente texto pretende responder a la pregunta: ¿la obligación de vacunación impuesta por el Estado es contraria a la libertad individual? Frente al reciente escenario de caos sanitario resultante de la pandemia de COVID-19, la dimensión pública, transindividual, de la salud fue puesta en duda por discursos basados en la idea de que las personas tendrían el derecho a no ser vacunadas. Aunque la legislación brasileña y la jurisprudencia del Supremo Tribunal Federal hayan pacificado el tema en favor de la obligatoriedad de la vacuna, se busca presentar el problema desde una perspectiva epistemológica o hermenéutica. En este sentido, se muestra que, a menos que la comunidad jurídica revise su discurso sobre los principios constitucionales y derechos fundamentales, es decir, su comprensión y metodología de aplicación, tales dicotomías que surgen en el debate público y en los tribunales persistirán como obstáculos a la plena realización del Estado democrático de derecho y, particularmente, del derecho a la salud.
Recepción: 26/07/23 | Aceptación: 04/09/23O presente texto pretende responder à pergunta: a obrigatoriedade de vacinação imposta pelo Estado é conflitante com a liberdade individual? Diante do recente cenário de caos sanitário resultante da pandemia de COVID-19, a dimensão pública, transindividual, da saúde foi posta em dúvida por discursos pautados na ideia de que as pessoas teriam o direito a não serem vacinadas. Em que pesem a legislação brasileira e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal terem pacificado o tema em favor da obrigatoriedade da vacina, busca-se apresentar o problema a partir de sua perspectiva epistemológica ou hermenêutica. Nesse sentido, mostra-se que, a menos que a comunidade jurídica reveja seu discurso acerca dos princípios constitucionais e direitos fundamentais, ou seja, a sua compreensão e metodologia de aplicação, tais dicotomias que surgem no debate público e nos tribunais persistirão como obstáculos à plena efetivação do Estado democrático de direito e, particularmente, do direito à saúde.
Submissão: 26/07/23 | Aprovação: 04/09/2
Arranjos político-jurídico-sanitários na Espanha e no Brasil sobre requisição de leitos de UTI na pandemia: um estudo comparado
Objective: to carry out a comparative study between Spain and Brazil on the political-legal-sanitary arrangements for the requisition of ICU beds by the Spanish and Brazilian health systems during the COVID-19 pandemic. Methodology: a descriptive-comparative study was carried out based on pre-selected variants and analyzed using the functionalist method. Results: although the countries have many similarities in the organizational profile of the health system, there are legal possibilities in Spain that are not found in the Brazilian regulatory framework that allow centralizing decisions in health. Conclusion: in the event of a health emergency, under the declaration of a state of alarm, the Spanish constitutional framework enables the health authorities of the subnational entities (Autonomous Communities) to remain under the direct orders of the Minister of Health, which is not the case in the Brazilian federative system.
Received: 14/08/23 | Accepted: 21/08/23Objetivo: realizar un estudio comparativo entre España y Brasil sobre los acuerdos político-jurídico-sanitarios para la requisición de camas de UCI por parte de los sistemas sanitarios español y brasileño durante la pandemia de COVID-19. Metodología: se realizó un estudio descriptivo-comparado basado en variantes preseleccionadas y analizadas mediante el método funcionalista. Resultados: aunque los países tienen muchas similitudes en el perfil organizativo del sistema de salud, existen posibilidades legales en España que no se encuentran en el marco normativo brasileño, y que permiten decisiones centralizadas en salud. Conclusión: ante una emergencia sanitaria, bajo la declaración de un estado de alarma, el marco constitucional español permite que las autoridades sanitarias de las entidades subnacionales (Comunidades Autónomas) queden bajo las órdenes directas del Ministro de Salud, lo que no ocurre en el sistema federativo brasileño.
Recepción: 14/08/23 | Aceptación: 21/08/23Objetivo: fazer um estudo comparado entre a Espanha e o Brasil sobre os arranjos político-jurídico-sanitários para a requisição de leitos de UTI pelos sistemas de saúde espanhol e brasileiro durante a pandemia de COVID-19. Metodologia: foi realizado estudo descritivo-comparativo com base em variantes pré-selecionadas e analisadas mediante o método funcionalista. Resultados: embora os países tenham muitas semelhanças no perfil organizativo dos sistemas de saúde, há possibilidades legais na Espanha que não se verificam no arco normativo brasileiro que permitam decisões centralizadoras em saúde. Conclusão: diante de uma emergência de saúde, sob a declaração de estado de alarme, o quadro constitucional espanhol permite que as autoridades de saúde dos entes subnacionais (Comunidades Autônomas) permaneçam sob as ordens diretas do Ministro da Saúde, o que não ocorre no sistema federativo brasileiro.
Submissão: 14/08/23 | Aprovação: 21/08/2
Tema 793 do Supremo Tribunal Federal: uma análise sobre lacunas e contradições
Objective: to demonstrate that Theme 793 of the Brazilian Supreme Court did not pacify public health jurisprudence, but even created new contradictory interpretations due to gaps and contradictions in its text. Methods: this work used the inductive method to explain what caused the sentences of the same Public Health Court, handed down by different judges, but using the Brazilian Supreme Court’s Theme 793 as rationale, to provide different solutions to the same problem. Results: the article highlights the main topics that are subject of jurisprudential divergences in the application of Theme 793 of the Brazilian Supreme Court and connects them to the gaps and contradictions of the Theme. Conclusion: the Brazilian Supreme Court’s Theme 793 gives rise to jurisprudential inconsistencies that cause legal uncertainty and harm the judiciary and public funds.
Received: 20/10/22 | Accepted: 03/04/23Objetivo: demostrar que el Tema 793 de la Corte Suprema de Brasil no pacificó la jurisprudencia en el campo de la salud pública, y también creó nuevas interpretaciones que son inconsistentes con vacíos y contradicciones en su redacción. Metodología: el trabajo utilizó el método inductivo para comprender lo que condujo a las sentencias de un mismo Tribunal de Salud Pública, dictadas por diferentes magistrados, pero utilizando como base el Tema 793 de la Corte Suprema de Brasil, para dar diferentes soluciones a un mismo problema. Resultados: el artículo destaca los principales temas que son objeto de divergencias jurisprudenciales en la aplicación del Tema 793 de la Corte Suprema de Brasil, correlacionándolos con las lagunas y contradicciones del Tema. Conclusión: el Tema 793 de la Corte Suprema de Brasil da lugar a diferencias jurisprudenciales, provocando inseguridad jurídica y perjuicio a la jurisdicción ya las arcas públicas.
Recepción: 20/10/22 | Aceptación: 03/04/23Objetivo: demonstrar que o Tema 793 do Supremo Tribunal Federal (STF) não pacificou a jurisprudência em matéria de saúde pública e ainda criou interpretações destoantes por possuir lacunas e contradições em sua redação. Metodologia: a pesquisa utilizou o método indutivo para compreender o que levou sentenças de uma mesma Vara de Saúde Pública, proferidas por magistrados diferentes, mas utilizando como fundamento o Tema 793 do STF, a dar soluções diferentes a problemas semelhantes. Resultados: o princípio da solidariedade; as regras de repartição de competência; o problema da composição do polo passivo em ações de saúde; a condenação em honorários advocatícios de sucumbência; a composição do polo passivo em demandas sobre tecnologia não incorporada ao SUS; e o conflito de competência entre Justiça Federal e Estadual são tópicos alvos de divergências jurisprudenciais na aplicação do Tema 793 do STF e que estão relacionados às lacunas e contradições do Tema. Conclusão: o Tema 793 do STF dá azo a divergências jurisprudenciais, causando insegurança jurídica e prejuízo ao jurisdicionado e aos cofres públicos.
Submissão: 20/10/22 | Aprovação: 03/04/2