Revista Linguagem em Foco
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    Re-inscrever: movimentos de sentidos traduzindo mundo

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    Traduzir é re-inscrever, ou seja, provocar e movimentar sentidos. Nesse estudo, vai-se trabalhar com descentramentos de duas naturezas: o movimento de derivação e o de sobreposição. O movimento de derivação estaria para uma expansão do sentido porque rouba atributos de outro sentido, provocando um alargamento do mesmo. O movimento de sobreposição mostra apagamento de sentido, cujos atributos são escamoteados para atender a políticas de representação. Sejam quais forem os movimentos de sentido, o ato linguageiro circula por entre-lugares, em busca de um lugar que atenda ao utilitarismo do momento

    Tradução técnica e seus limites: reflexões sobre localização de software e ética

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    Normalmente menos discutido no âmbito dos estudos pós-estruturalistas, o conceito de "tradução técnica" mostra-se tão frutífero e múltiplo quanto o de outras modalidades. Numa perspectiva funcionalista da Skopostheorie, o original e seu autor perdem importância e questões pragmáticas como a finalidade do texto e seu público alvo assumem o centro das reflexões. Abre-se, então, um vasto campo para a discussão dos limites da tradução técnica, a formação e as condições de trabalho dos tradutores e sua relação com clientes, especialistas e o público-alvo. Neste trabalho, discuto determinados aspectos éticos de tais relações, mais especificamente no mercado de localização de software

    LETRAMENTO E TRABALHO: ESBOÇANDO UM PAINEL SOBRE AS PRÁTICAS DE PESQUISA NO DOMÍNIO LABORAL

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    O artigo discute a noção de letramento como prática social e sua relação com as atividades desenvolvidas pelos interactantes em situações de trabalho. Mais particularmente, focaliza as práticas letradas desencadeadas em domínios de vertente institucional, que concebem a leitura e a escrita como ações constitutivas ao fazer profissional dos pares engajados, a exemplo do que ocorre na enfermagem hospitalar, no âmbito das atividades jurídicas, nas diversas instâncias públicas do Governo, dentre outras esferas. Por conseguinte, apresenta um painel, à maneira de um estado da arte, das pesquisas acadêmicas já concluídas e em fase de desenvolvimento aventadas sob o escopo da Linguística Aplicada e na perspectiva dos Estudos de Letramento em contextos extraescolares. As investigações aqui apresentadas estão todas vinculadas à Base de Pesquisa Letramento e Etnografia, do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPgEL/UFRN/Brasil), que centram foco nas práticas de letramento laboral (PAZ, 2008) e no estudo sobre gêneros em ambientes profissionais (BAWARSHI; REIFF, 2013)

    LÍNGUA, IDENTIDADE E ESTEREÓTIPOS EM UM AMBIENTE ESCOLAR:: PROCESSO IDENTITÁRIO E FIXAÇÃO DE ESTEREÓTIPOS EM TURMAS DE ENSINO TÉCNICO INTEGRADO

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    Os gêneros discursivos orais, quando expressos no espaço da sala de aula, inquietam a todos aqueles envolvidos no processo ensino-aprendizagem e geram controvérsias quanto a sua legitimidade. Aliada a essa constatação, a oralidade ainda é relegada nos currículos escolares. A língua evidencia, na concretude do discurso, aspectos socioideológicos e pluriculturais pujantes, a partir dos quais é possível assinalar os perfis identitários ou revelar padrões de estereótipos com os quais determinados grupos de falantes são representados. Entre esses grupos circulam não somente os discentes,mas também os docentes, que por não se encaixarem em protótipos linguísticos de prestígio são, visivelmente, estereotipados, ligados a “meios sociais e culturais inferiores” e são afetados em sua condição de comunicabilidade

    DOURADO METÁFORA DE UM GRUPO: UM ESTUDO SOBRE O CÔMICO E O AMBÍGUO NA FALA DE UMA COMUNIDADE MINEIRA

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    Apresentamos uma pesquisa sobre um grupo de falantes do município mineiro de Patrocínio e egressos dessa região. O aspecto cômico provocado pela ambigüidade nas construções desse grupo é determinado pela relação metafórica e metonímica e pelos efeitos da projeção de imagens, localizando a metáfora no modo de conceptualizar um domínio mental em termos de outro. Constitui-se em uma investigação de variação lingüística com abordagem da Teoria dos Espaços Mentais, de Fauconnier (1998) e os mapeamentos metafóricos de Lakoff e Johnson (2002)

    A MULTIMODALIDADE: A IMAGEM COMO COMPOSIÇÃO EM INTERCHANGE INTRO

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    O presente artigo objetiva analisar como a imagem e sua representação multimodal se materializam na produção de sentidos através da conjunção dos vários recursos semióticos: texto visual e texto verbal, tipografia e layout presentes no livro didático Interchange Intro. Analisa-se também, como o elemento visual representa o mundo através da linguagem e como ela constrói as relações de sentido na organização e constituição do texto.A multimodalidade será estudada tomandose como aporte teórico a gramática visual proposta por Kress e van Leeuwen (2006), baseada na Linguística Sistêmico-Funcional de Halliday (2004). O foco das análises é a metafunção composicional da Gramática do Design Visual identificada em uma unidade do livro Interchange. Os resultados preliminares apontam para a inserção multimodal na composição dos textos/ atividades presentes nesse livro didático

    O PAPEL DA IMAGEM NA ATRIBUIÇÃO DOS SENTIDOS

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    Em nosso estudo, assumimos os pressupostos fundamentais da Gramática do Design Visual – GDV (KRESS & VAN LEEUWEN, 2006). Para verificar o entrelaçamento entre as semioses verbal e visual, elegemos o sociocognitivismo, a partir do qual propomos um redimensionamento das análises efetivadas em Linguística Textual (LT). Verticalizamos alguns estudos sobre a multissemiose e articulamos a teoria da multimodalidade com a da compreensão leitora. Analisamos um curtametragem, Vida Maria, de Márcio Ramos, produzido em computação gráfica. Os resultados nos levam a crer que qualquer prática pedagógica que envolva a compreensão leitora será efetiva se sustentada por uma concepção sociocognitivista da linguagem. Com a realização desta pesquisa, consideramos importante que os professores de linguagem, responsáveis por formar cidadãos e, consequentemente, leitores críticos, abordem também uma análise multimodal dos textos, principalmente os dinâmicos como os vídeos, já que esse gênero está tão presente no nosso cotidiano e no contexto escolar

    ELA DISSE, ELE DISSE: VOZES E REPRESENTAÇÕES DE MASCULINO E FEMININO NO AMBIENTE VIRTUAL

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    O presente artigo tem o objetivo de apresentar reflexões acerca da interação entre jovens brasileiros no ambiente virtual de comunicação e analisar as representações de masculino e de feminino presentes em tais interações. O estudo toma como base de análise as falas redigidas pelos participantes do jogo de interpretação virtual Big Brother Cosplay Brasil, desenvolvido através do fórum do site CosplayBr1. Para tanto, foram selecionadas frases relevantes que apareceram durante a quarta edição do jogo, ocorrida em 2008. Estas reflexões tomam como referencial teórico básico os estudos de gênero e conceitos advindos dos postulados de Mikahil Bakhtin e seu Círculo

    A RELAÇÃO LINGUAGEM E RACISMO NAS CARTOGRAFIAS DO CURRÍCULO DE UMA ESCOLA PÚBLICA

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    Este artigo discute o currículo escolar e a relação entre linguagem e racismo, a partir de uma pesquisa etnocartográfica realizada numa escola pública de Beberibe, estado do Ceará. Tomamos como referencial teórico os estudos decolonialistas e os estudos críticos da linguagem que tecem críticas ao processo de colonialidade e ao eurocentrismo, por estabelecerem desigualdades inerentes às relações sociais, à dominação e à hierarquização do conhecimento. O caminho metodológico pretendeu, por meio da escuta dos diversos participantes da pesquisa cartográfica, acompanhar processos e afetos, tendo a observação participante como técnica primeira. Como resultado, percebemos o currículo, para além da colonialidade do saber, como espaço de disputa de poder, em que significados e identidades se constroem em relações de conflito. Na diversidade da escola, a princípio tida como obstáculo, várias possibilidades de construir alternativas ao modelo eurocêntrico de conhecimento se desenham para nos permitir pensar em uma educação que supere a crueldade das práticas racistas e desiguais, engendradas por meio da violência linguística

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