Revista Portuguesa de Cirurgia
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    Extracção de Balas

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    Extracção de Bala

    Transposição cervical de tubo gástrico na reconstrução digestiva após esofagectomia por cancro do esófago – detalhes técnicos

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    Introduction: Anastomotic complications are responsible for significant morbidity after oesophagectomy for cancer. Cervical oesophagogastrostomy is associated with high incidence of anastomotic leaks (0 – 18%) and stenosis (1- 43%). The aim of this study was to address the reliability of our method of preparation of the gastric tube, the pull-up of the gastric conduit and the esophagogastrostomy, based on a consecutive series of esophagetomies for cancer. Material and Methods: Retrospective analysis of the last 50 consecutive patients, with oesophageal carcinoma, 7 female and 43 males, median of age 63 [46-85] years. Oesophagocoloplasties were excluded from the group. A gastric tube was pulled-up to the thorax (n=3) or the neck (n=47). Gentle manipulation of the stomach in all the steps of its mobilization, preservation of the gastric vascularization of the tube (details for preserving the right and left gastric vascular  arcades and networks were focused), the technique to carry out the gastric pull-up and the hand-sewn end-to-lateral anastomosis to the posterior face of the tube were key technique details presented. Homeostatic monitoring was guaranteed. Clinical, endoscopic and radiologic control of the anastomosis was done. Endoscopic control of bleeding and stenosis was achieved on demanding cases.Results: 2 anastomotic leaks and 1 detected only on radiologic study. No gastric tube necrosis. 1 haemorrhage endoscopic controlled. 11 cases of post-operative stenosis required one ore more dilatation sessions through the first year. Hospital stays, median – 19 [9-64] days. Mortality: 8 weeks – 8%; in hospital – 14%. Survival median – 17 [3 – 75] months.Conclusions: A reliable preparation of the gastric tube for pulling up is founded on key technique points. Strict adherence to a meticulous preservation of the gastric tube vascularization is mandatory for minimizing complications. Control of the homeostasis during the operative procedure and in the post-operative period was a significant issue in our experience. Early diagnosis and fixing of complication is crucial for getting good results.Keywords: gastric tube, gastric tube pull-up, cervical oesophagogastrostomy Introdução: A anastomose esofagogástrica cervical está associada a taxa elevada de deiscências (0-18%) e estenoses ( até 43%). O objectivo deste trabalho é analisar uma série consecutiva de doentes submetidos a esofagectomia, em que o tubo gástrico foi sistematicamente elaborado para minimizar estas complicações. Material e Métodos: Estudo retrospectivo, incluindo os últimos 50 doentes consecutivos, com Carcinoma do esófago, 7 F e 43 M, idade média 63 [46-85] anos. Foram excluídos deste estudo os doentes sem cancro esofágico e as esofagocoloplastias. Na construção do tubo gástrico (n=50) e na sua mobilização para o tórax (n=3) ou para o pescoço (n=47) foi tido em atenção: manipulação mínima do estômago, preservação cuidada da vascularização, manobra de Kocher para que o piloro seja mobilizável até ao hiato, piloromiotomia, anastomose esofagogástrica término-lateral. A estabilidade hemodinâmica e ventilatória, intra e pós-operatórias, foram cuidadosamente asseguradas por monitorização contínua. Avaliação clínica e radiológica da continência e permeabilidade das anastomoses. Dilatação endoscópica das estenoses. Resultados: 2 fístulas cervicais (clínicas) e 1 radiológica. Não se verificou nenhuma necrose da plastia. Os 11 doentes com estenose foram submetidos a dilatações endoscópicas. O tubo gástrico com operação de drenagem pilórica comportou-se como um bom método de assegurar a alimentação dos doentes esofagectomizados sem ter sido necessário nenhuma substituição do conduto. Conclusão: Os detalhes técnicos da construção da plastia gástrica e a estabilidade peri-operatória são factores determinantes dos resultados conseguidos com esta técnica. Palavras-chave: Tubo gástrico, transposição cervical gástrica, anastomose esofagogástrica cervical.

    Diverticulitis Duodenal Perforada

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    El duodeno constituye el segundo lugar del tracto gastrointestinal donde con más frecuencia aparecen divertículos, pero es extraño que produzcan síntomas. La inflamación, hemorragia o perforación son complicaciones infrecuentes del divertículo duodenal; su clínica inespecífica puede retrasar un correcto diagnóstico, provocando graves consecuencias en estos pacientes. Los hallazgos radiológicos y principalmente la situación clínica determinarán el manejo terapéutico. Tradicionalmente el tratamiento ha sido quirúrgico, describiéndose gran variedad de técnicas, pero un manejo conservador es posible en algunas circunstancias. Presentamos los casos de dos pacientes con diverticulitis duodenal perforada que requirieron tratamiento quirúrgico urgente

    Acção anti-cancerígena da Quercetina no Carcinoma Hepatocelular: o papel do GLUT-1

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    Hepatocellular Carcinoma (HCC) is one of the most fatal cancers, with rising incidence. Without specific treatment, the prognosis is very poor and diminished survival. The most effective therapy is liver transplantation and complete surgical resection, however, since only 15% of patients are candidates for such therapies, a wide range of patients are subjected to treatment with conventional therapies, and the rate success is greatly diminished. It is thought that the expression of glucose transporter 1 (GLUT-1) may be altered in HCC. A recent study showed that suppression of GLUT-1 expression, using siRNA (small interfering RNA) could significantly reduce tumorigenesis in HCC cell lines, suggesting that GLUT-1 may be a therapeutic target for this highly aggressive tumor. Thus, this project aims to evaluate the anticancer effect of quercetin, a possible inhibitor of GLUT-1, in a human HCC cell line HepG2, as well as check the effect of theis compound on 18F-FDG (a glucose radiolabelled analogue) uptake in this cell line. These results shown that quercetin have anti-proliferative effect on HCC cell line studied. This compound also have shown ability to decrease the 18F-FDG uptake. However, using flow cytometry it was found that HepG2 cells remain viable after treatment with quercetin, and this compound doesn’t inhibit the GLUT-1 protein expression. These results indicate that quercetin inhibits the GLUT-1 function, but doesn’t inhibit the expression of this transporter.Keywords: Quercetin, Hepatocellular Carcinoma, GLUT-1 O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é um dos cancros mais letais, com uma crescente incidência em diversas regiões por todo o mundo. Sem tratamento específico, o prognóstico é muito pobre e a sobrevida diminuta. A terapia mais eficaz consiste no transplante hepático e na ressecção cirúrgica, no entanto, e uma vez que apenas 15% dos doentes são candidatos a tratamento cirúrgico, torna-se urgente a procura de novas opções terapêuticas para este tipo de tumor. Alguns estudos demonstraram que a expressão do transportador de glucose-1 (GLUT-1) pode estar alterada neste tipo de tumor. Um estudo recente demonstrou que a supressão da expressão de GLUT-1, recorrendo a siRNA (small interfering RNA) conseguiu reduzir significativamente a tumorigénese em culturas celulares de CHC, sugerindo que o GLUT-1 pode ser um alvo terapêutico para este tipo de tumor altamente agressivo. Assim, o objectivo deste trabalho experimental foi avaliar o efeito anti-cancerígeno da quercetina, um possível inibidor do GLUT-1, numa linha celular humana de CHC (HepG2, ATCC), assim como avaliar o seu efeito na captação de 18F-FDG, um análogo da glucose radiomarcado com Flúor-18. Com os resultados obtidos verificou-se que a quercetina possui a capacidade de inibir a proliferação da linha celular em estudo e, para além disso, parece ter influência na captação de 18F-FDG já que conseguiu diminuir a percentagem de captação do radiofármaco nesta linha celular. No entanto, através da técnica de citometria de fluxo verificou-se que as células permanecem viáveis, e que este composto não inibe a expressão proteica do GLUT-1. Estes resultados indicam que a quercetina inibe este transportador de glucose quanto à função, mas não quanto à expressão. Palavras-chave: Quercetina, Carcinoma Hepatocelular, GLUT-1

    Prevenção da Sépsis Pós-esplenectomia: criação de um protocolo de vacinação e educação do doente esplenectomizado.

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    A sépsis pós-esplenectomia é uma entidade rara, mas está associada a uma elevada mortalidade, justificando a existência de várias medidas para a sua prevenção, nomeadamente o esquema de vacinação e as estratégias de educação dos doentes. A profilaxia antibiótica permanece não consensual. Para além de serem alvo de discussão e de existirem diferentes guidelines  com recomendações diferentes, ainda se acrescenta o grave problema do seu incumprimento ou desconhecimento pela maioria dos médicos, havendo doentes sem qualquer medida preventiva. No panorama nacional, não existem quaisquer protocolos ou normas de orientação clínica sobre esta entidade, excepto uma referência breve no plano nacional de vacinação. Vimos propor um protocolo de vacinação e de educação para estes doentes

    Sobre o início da cirurgia no mundo e em Portugal

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    Palestra realizada o XXXIV Congresso Nacional de Cirurgia, Praia da Falésia, Albufeira, 6-8 de Março de 201

    Diverticulite aguda cólica: qual o valor da ecografia abdominal?

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    Introdução: A diverticulite aguda afecta entre 10 a 25% dos portadores de diverticulose cólica. A Tomografia Computorizada é o exame gold standard para o diagnóstico e caracterização desta patologia ainda que a Ecografia Abdominal seja referida como alternativa igualmente válida (baixo custo, fácil acessibilidade e ausência de radiações).Objectivo: Avaliar o valor da Ecografia Abdominal no diagnóstico da diverticulite aguda. Material e métodos: Estudaram-se retrospectivamente 146 doentes (84 do sexo masculino, 62 do sexo feminino, com uma média de 58,7 anos de idade) internados por suspeita de diverticulite aguda entre Janeiro 2007 e Dezembro 2010. O diagnóstico baseou-se em dados clínicos, analíticos e imagiológicos. A confirmação diagnóstica obteve-se por Tomografia Computorizada e Colonoscopia.Resultados: Confirmou-se diverticulite aguda em 123 doentes, dos quais 26 foram diverticulites agudas complicadas. A Ecografia Abdominal apresentou alterações sugestivas de diverticulite aguda em 100 doentes, contudo apenas detectou alterações em 88 dos 123 doentes com diverticulite aguda confirmada (sensibilidade 71,5%). Dos 23 doentes em que não se confirmou o diagnóstico, a Ecografia mostrou alterações sugestivas em 12 (especificidade 47,8%). Apresentou valor preditivo positivo de 88,0% e valor preditivo negativo de 23,9%. Relativamente à diverticulite aguda complicada, a Ecografia apresentou uma sensibilidade de 34,6% e uma especificidade de 100% (sem falsos positivos).Discussão/Conclusões: Na presença de alterações ecográficassugestivas de diverticulite aguda, a probabilidade de doença é moderada (sensibilidade 71,5%), o que faz deste exame uma escolha a considerar na abordagem imagiológica inicial da dor abdominal aguda suspeita de diverticulite aguda. No entanto, a sua fraca especificidade e valor preditivo negativo limitam a sua aplicação no diagnóstico e caracterização da diverticulite aguda, especialmente na sua forma complicada

    Gastrite Fleimonosa Necrotizante – caso clínico

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    A gastrite fleimonosa necrotizante é uma entidade clínica rara e fatal que causa gangrena gástrica. Os autores apresentam um caso clínico de uma mulher de 79 anos, trazida ao SU, por um quadro súbito de prostração. Realizou TC abdominal que revelou aeroportia hepática e sinais de isquémia gástrica. A endoscopia digestiva alta visualizou extensa necrose da mucosa desde a transição corpo antro até ao fundo gástrico. Foi submetida a laparotomia de urgência tendo sido efetuada gastrectomia total com reconstrução em Y de Roux com boa evolução clínica no pós-operatório. Os autores pretendem rever a literatura sobre esta condição e alertar para a raridade da entidade em questão, em que o diagnóstico célere e o tratamento agressivo tornam-se mandatórios

    Como e Porquê um Ensaio Clínico

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    Ensaios Clínicos Académicos

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