Revista Portuguesa de Cirurgia
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    711 research outputs found

    L’Oesophagectomie Selon Ivor Lewis

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    L\u27intervention se déroule en 3 étapes: 1) Une laparoscopie pour la confection de la plastie gastrique et de la lymphadénec- tomie abdominale. 2) Une thoracoscopie en position ventrale pour la lymphadénectomie médiastinale et la suture manuelle œsogastrique. 3) Une laparoscopie pour enlever la pièce par une incision suspubienne. Le film est disponible sur youtube et sur facebook à l\u27adresse ESLS.Mots clés: oesophagectomie, Esophagectomy, Ivor lewis, Esophageal cancer, cancer de l\u27œsophage, thoracoscopy, thoracoscopie, Vats.

    Evisceração vaginal com isquémia intestinal sem antecedentes de cirurgia pélvica: caso clínico e breve revisão da literatura

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    A evisceração vaginal é uma situação muito rara, encontrando-se pouco mais de 100 casos publicados, sendo a maioria associada a cirurgia pélvica prévia. Os autores apresentam um caso clínico de evisceração de intestino delgado pela vagina com estrangulamento e isquémia intestinal numa doente de 72 anos com prolapso pélvico crónico, sem antecedentes cirúrgicos. Combinou-se a abordagem vaginal e abdominal laparotómica, com ressecção do íleo terminal e cego necrosados, histeropexia e encerramento do fundo de saco de Douglas, com bons resultados. A evisceração vaginal de ansas intestinais constitui uma emergência cirúrgica potencialmente letal, recomendando-se a abordagem cirúrgica abdominal para avaliação da viabilidade dos segmentos afectados e correcção adequada do defeito vaginal e dos distúrbios pélvicos associados

    Página dos editores

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    Tratamento cirúrgico do hiperparatiroidismo primário não familiar

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    O hiperparatiroidismo primário é uma doença endócrina comum e a principal causa de hipercalcemia na comunidade. Nas últimas décadas, o número de casos tem aumentado devido à realização de rastreios bioquímicos de rotina com doseamento de cálcio. O diagnóstico é feito, maioritariamente na fase assintomática, através de doseamento de cálcio e PTH. O tratamento cirúrgico representa a única possibilidade de cura. A cirurgia está indicada na maioria dos doentes sintomáticos e em casos selecionados de assintomáticos. Uma vez que até 90% dos casos se devem a adenoma único, e graças aos avanços recentes das técnicas de localização pré-operatória e doseamento intra-operatório da PTH, o tratamento tradicional com exploração bilateral tem vindo a ser substituído pela paratiroidectomia seletiva com taxas de cura e de complicações semelhantes. Existe controvérsia sobre qual o melhor método de localização pré-operatória, monitorização intra-operatória da PTH e a melhor estratégia cirúrgica. A decisão final deve ser baseada no doente, na experiência do cirurgião e nos recursos da instituição

    História do Tratamento Cirúrgico do Cancro da Mama* – Empirismo e Ciência

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    The history of the surgical treatment of breast cancer is very demonstrative of how the truth in medicine is circumstantial and that the way to go towards achieving it is hard. It also shows how over the centuries empiricism gives way to the scientific method, and how prospective, controlled, randomized studies determine the change of the concepts and the consequent modification of surgical techniques. These techniques range from the barbarian ,in the current concepts, methods from the ancient Greece extending bind to the discovery of anesthesia – that stand out names such as Henri de Mondeville, Guy de Chaulliac and Lanfranco, in the Middle Age, von Hilden and Ambroise Paré in the Renaissance, orH.F. Le Dran, J.L. Petit and Benjamin Bell, in the Enlightenment period – just to more and more meticulous and rational surgical techniques in Contemporary Age dues successively to James Paget, Charles Moore, William Stewart Halsted, William and Richard Handley, Geoffrey Keynes, Robert McWhirter, George Crile Jr., Cushman Haagensen, Dahl-Iversen, Jerome Urban, David Patey, Bernard Fisher and Umberto Veronesi, among others, who were able to create new paradigms in the History of surgical treatment of Breast Cancer, until achieving the current practice of conservative surgery (breast and axillary) with reconstruction.Keywords: Breast Cancer, Surgery, History. A História do tratamento cirúrgico do cancro da mama é bem demonstrativa de que a verdade em Medicina é circunstancial, e que o caminho a percorrer no sentido de a alcançar é árduo. Mostra, também, como ao longo dos séculos o empirismo vai dando lugar ao método científico, e como os estudos prospectivos, controlados e randomizados determinam a alteração dos conceitos e a consequente modificação das técnicas cirúrgicas. Estas vão desde os métodos bárbaros, à luz dos conceitos actuais, que, da Grécia antiga se estendem até à descoberta da anestesia – em que se destacam nomes como Henri de Mondeville, Guy de Chaulliac e Lanfranco na Idade Média, von Hilden e Ambroise Paré no Renascimento, ou H.F. Le Dran, J.L. Petit e Benjamim Bell, no tempo do Iluminismo – até às técnicas cada vez mais meticulosas e racionais, já na Idade Contemporânea, sucessivamente devidas a James Paget, Joseph Pancoast, Charles Moore, William Stewart Halsted, William e Richard Handley, Geoffrey Keynes, Robert McWhirter, George Crile Jr., Cushman Haagensen, Dahl-Iversen, Jerome Urban, David Patey, Bernard Fisher e Umberto Veronesi, entre outros que souberam criar novos paradigmas na História do Tratamento Cirúrgico do Cancro da Mama, para se chegar à prática actual de cirurgia conservadora (mamária e axilar) com reconstrução. Palavras-chave: Cancro da Mama, Cirurgia, História. * Este artigo, quase exclusivamente de divulgação, é adaptado de uma palestra proferida nas 2as Jornadas Internacionais de Cirurgia (Faculdade de Ciências Médicas da U.N. de Lisboa – 24 de Janeiro de 2044) a convite do Prof. Pereira Alves e do Dr. Jorge Penedo (Serviço 6 do Hospital de Sto António dos Capuchos).

    Carcinossarcoma da vesícula biliar: revisão da literatura a propósito de um caso clínico

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    O carcinossarcoma da vesicula biliar é uma doença rara que se carateriza por apresentar um componente epitelial e mesenquimatoso em simultâneo no mesmo tumor. Dada a sua inespecificidade sintomática e imagiológica, o seu diagnóstico é difícil e habitualmente tardio. O estadiamento TNM não aparenta ter valor prognóstico e a resseção cirúrgica continua a ser a única arma terapêutica disponível, apesar da elevada taxa de recorrência e a baixa sobrevida que lhe estão associadas. Apresentamos o caso clínico de uma mulher de 52 anos de idade com um carcinossarcoma da vesícula biliar submetida a colecistectomia com resseção hepática do leito vesicular e linfadenectomia do hilo hepático com recorrência precoce da doença, ilustrando o comportamento agressivo desta entidade clínica

    Imagiologia no Carcinoma da Mama

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    There are several breast imaging techniques. These techniques have known an important evolution, either by improvement of existing techni- ques such as mammography, ultrasound and MRI, or by the emergence of new techniques such as tomosynthesis. The authors discuss the breast imaging techniques, their indications and features, as well as some technological aspects that correspond to recent improvements. Keywords: Breast imaging, mammography, Breast Cancer, Breast MR, Intervention breast procedures. Existem vários métodos de Imagem que permitem avaliar a mama. Estes métodos têm conhecido uma evolução importante, quer por melhoria de técnicas como a mamografia, ecografia e Ressonância Magnética, quer pelo aparecimento de novas técnicas, como a tomossíntese. Os autores abordam as diferentes técnicas de Imagem da mama, as suas indicações e características, bem como alguns aspectos tecnológicos que correspondem a melhorias recentes. Palavras-chave: Imagiologia mamária, Mamografia, Carcinoma da Mama, RM da mama, Intervenção Mamária.

    Editorial

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    Total Gastrectomy for locally advanced Cancer: The total Laparoscopic Approach

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    Total gastrectomy is the treatment of choice for adenocarcinoma of the upper and middle third of the stomach resected with curative intent. The laparoscopic approach allows satisfactory exploration of the peritoneal cavity and optimizes staging in borderline T3 or T4 tumours in patients affected by locally advanced tumours or intraperitoneal carcinomatosis. Laparoscopy can eliminate unnecessary laparotomies in 10 % of patients affected by these conditions with formal contraindications for resection [1] . Complete resection of the stomach associated with D2 lymph node dissection is also performed using a currently well-established technique [2, 3] . The specificity of laparoscopic gastric resection for cancer is that the stomach and the greatomentum are withdrawn separately.Reconstruction of the digestive tract is more complex, and requires a variety of techniques (supra-umbilical mini-laparotomy, Orvil® technique, enlarging a port-site for passage of a circular stapler, mechanical side to side anastomosis, etc), but none ofthese has become the gold standard [4-7] . This explains the difficulties encountered in promoting the widespread use of minimally invasive resection in western countries. Scientific societies insist on the need for prospective studies to establish the place of laparoscopy for gastric cancer (prophylactic gastrectomy for CDH-1 related gastric cancer, < T3 Tumours, palliative gastrectomy) [4] . Here, we present our technique for total resection of the stomach and D2 lymph node dissection, which allows the manualcreation of a feasible, safe, tension-free and effective esojejunal anastomosis. It can be performed by any surgeon familiar with laparoscopic surgery and the principles of oncologic resection. The cost is also relatively low because neither a circular staplernor other special equipment is required. Finally, the incision for extraction of the specimen can be placed in any area of the abdomen (usually through a supra-pubic incision in our practice).Keywords: Gastric cancer, laparoscopy, total gastrectomy, lymphadenectomy, Intracorporeal anastomosis.Total gastrectomy is the treatment of choice for adenocarcinoma of the upper and middle third of the stomach resected with curative intent. The laparoscopic approach allows satisfactory exploration of the peritoneal cavity and optimizes staging in borderline T3 or T4 tumours in patients affected by locally advanced tumours or intraperitoneal carcinomatosis. Laparoscopy can eliminate unnecessary laparotomies in 10 % of patients affected by these conditions with formal contraindications for resection [1] . Complete resection of the stomach associated with D2 lymph node dissection is also performed using a currently well-established technique [2, 3] . The specificity of laparoscopic gastric resection for cancer is that the stomach and the great omentum are withdrawn separately.Reconstruction of the digestive tract is more complex, and requires a variety of techniques (supra-umbilical mini-laparotomy, Orvil® technique, enlarging a port-site for passage of a circular stapler, mechanical side to side anastomosis, etc), but none of these has become the gold standard [4-7] . This explains the difficulties encountered in promoting the widespread use of minimally invasive resection in western countries. Scientific societies insist on the need for prospective studies to establish the place of laparoscopy for gastric cancer (prophylactic gastrectomy for CDH-1 related gastric cancer, < T3 Tumours, palliative gastrectomy) [4] . Here, we present our technique for total resection of the stomach and D2 lymph node dissection, which allows the manual creation of a feasible, safe, tension-free and effective esojejunal anastomosis. It can be performed by any surgeon familiar with laparoscopic surgery and the principles of oncologic resection. The cost is also relatively low because neither a circular stapler nor other special equipment is required. Finally, the incision for extraction of the specimen can be placed in any area of the abdomen (usually through a supra-pubic incision in our practice).Keywords: Gastric cancer, laparoscopy, total gastrectomy, lymphadenectomy, Intracorporeal anastomosis

    A PTHi pode prever as variações do Cálcio após Tiroidectomia Total?

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    Introdução: A hipocalcemia pós-operatória é a complicação mais frequente nos pacientes submetidos a tiroidectomia total. Actualmente, devido a preocupações económicas está favorecida a realização de intervenções cirúrgicas em regime de ambulatório e a tiroidectomia total não é excepção. A hipocalcemia é um dos principais obstáculos à alta do doente até às 24h após a cirurgia. Nos últimos anos, vários parâmetros bioquímicos foram avaliados como preditores do desenvolvimento de hipocalcemia pós-operatória. A paratormona intacta (PTHi) tem sido extensamente avaliada na literatura com resultados muito promissores. A Unidade Funcional de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital de Braga adaptou o seu protocolo de reposição de cálcio e calcitriol após tiroidectomia total, com o objectivo tentar melhorar os resultados obtidos anteriormente e permitir a identificação dos doentes que podiam ser submetidos a tiroidectomia total em regime de ambulatório, de forma segura.Materiais e Métodos: Estudo prospectivo de 100 tiroidectomias totais sucessivas realizadas entre Novembro de 2008 e Novembro de 2009. Todas as cirurgias foram realizadas pelos dois elementos da Unidade Funcional de Cirurgia de Cabeça e Pescoço ou por internos de formação específica sob supervisão, utilizando uma técnica cirúrgica padronizada. Foi adaptado o protocolo de reposição de cálcio e calcitriol após tiroidectomia total, para além das determinações do cálcio total já realizadas, foram acrescentadas as determinações da PTHi e do cálcio ionizado no pré-operatório, às 12 e 24h após cirurgia. Os dados recolhidos foram analisados através do SPSS® versão 17.0. Foi realizada uma comparação entre o cálcio total e o cálcio ionizado como parâmetros para o diagnóstico de hipocalcemia através do teste t de Student. Foram determinados factores de risco de hipocalcemia através de uma regressão logística binominal. Por último, foi determinada a acuidade de uma PTHi < 15pg/ml e da sua taxa de declínio para preverem uma hipocalcemia no pós-operatório com recurso a curvas ROC.Resultados: Na nossa série não existia uma diferença estatisticamente significativa entre o cálcio total e o cálcio ionizado para a definição de hipocalcemia pós-operatória (p>0,05). Dos factores de risco para hipocalcemia pós-operatória considerados, apenas um valor de PTHi < 15pg/ml às 12h após cirurgia acarretou uma aumento do risco de desenvolvimento de hipocalcemia estatisticamente significativo. Foi constatado que uma PTHi < 15pg/ml às 12h e 24h após cirurgia apresentava uma acuidade baixa a intermédia para prever a ocorrência dehipocalcemia. No entanto, nas determinações às 24h esta acuidade aumenta na previsão de hipocalcemias severas. A taxa de declínioda PTHi no pós-operatório apresentava uma acuidade baixa na previsão do aparecimento de hipocalcemia.Conclusão: É lícito utilizar os valores do cálcio total sérico nos protocolos de reposição de cálcio após tiroidectomia total. Uma tiroidectomia total realizada por uma equipa dedicada e com formação especializada diminui a influência de alguns factores intra-operatórios no desenvolvimentode hipocalcemia pós-operatória. A PTHi tem um papel promissor na previsão precoce do desenvolvimento de hipocalcemias após tiroidectomia total. No nosso estudo a PTHi não nos permitiu identificar de uma forma inequívoca os doentes que poderiam ter beneficiado, sem riscos acrescidos, da realização de uma tiroidectomia total em regime de ambulatório. Para além disso, a sua utilização isolada não iria melhorar os resultados já obtidos com as determinações do cálcio total e a sua determinação implica custos que não são negligenciáveis. São necessários outros estudos de avaliação da PTHi, com um desenho diferente e que permitam a sua utilização de uma forma mais eficaz e mais custo-efectiva

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