Revista Portuguesa de Cirurgia
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    O Capítulo de Cirurgia Vascular e a formação em Cirurgia Geral

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    Apendagite epiplóica - diagnóstico diferencial de apendicite aguda

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    Introdução: A apendagite epiplóica é uma entidade rara, autolimitada, que consiste na inflamação de um apêndice epiplóico por contiguidade ou por enfarte isquémico. A sua apresentação clínica mimetiza as manifestações de outras patologias como a apendicite e diverticulite agudas, devendo ser considerada no diagnóstico diferencial de dor abdominal localizada.Caso Clínico: Apresentamos o caso de um doente do sexo masculino, 34 anos, com dor abdominal localizada na fossa ilíaca direita (FID), sem defesa, esboçando sinal de Blumberg. Analiticamente sem elevação dos parâmetros de inflamação ou infecção. Foi submetido a laparoscopia exploradora, tendo-se verificado existência de dolicosigmóide e trombose de apêndice epiplóico sigmoideu aderente ao peritoneu parietal da FID, que foi excisado. O doente teve alta no primeiro dia pós-operatório, sem complicações.Conclusão: A apendagite epiplóica é uma patologia autolimitada, que deve ser considerada no diagnóstico diferencial de dor abdominal localizada

    Página da Sociedade Portuguesa de Cirurgia

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    A estratégia Watch and Wait constitui uma alternativa ao tratamento cirúrgico do cancro do recto?

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    A oncoproteína mutante p53 como factor de apoio à decisão terapêutica no carcinoma gástrico

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    Introdução – O carcinoma gástrico constitui a terceira causa oncológica de morte em Portugal. A metastização ganglionar, em particular a relação entre o número de gânglios ressecados e o número de gânglios metastizados, constitui o mais importante factor de prognóstico independente no carcinoma gástrico. A metastização das cadeias ganglionares distais assume um significado prognóstico pejorativo e condiciona as opções terapêuticas cirúrgicas e não cirúrgicas. Assim, na programação da terapêutica, torna-se importante encontrar marcadores da metastização ganglionar em geral e, em particular, da metastização das cadeias ganglionares distais. A proteína p53, produto do gene supressor tumoral TP53, funciona normalmente como um travão à replicação do ADN, como supressor da angiogénese e como factor desencadeante da apoptose. As mutações do gene TP53 constituem uma das alterações moleculares mais frequentes no carcinoma gástrico, levando à formação da proteína mutante p53. A sobre-expressão de p53 tem sido considerada factor de mau prognóstico e associada à metastização ganglionar. Objectivos – O presente estudo procura determinar a relação entre a expressão de p53 e a metastização das cadeias ganglionares distais. Material e Métodos – Foram estudados 50 doentes com carcinoma gástrico submetidos a cirurgia radical de intenção curativa, com linfadenectomia alargada. Foram estudados 1786 gânglios ressecados. Este número representa uma média de 35,7 gânglios ressecados por doente, uma das maiores a nível internacional. Correlacionou-se a expressão de p53 com a localização, dimensão, tipo histológico, invasão em profundidade, número de gânglios metastizados, metastização das cadeias ganglionares distais e estádio TNM. Resultados – Em todos os parâmetros estudados, a proteína mutante p53 relacionou-se com indicadores de mau prognóstico. Em particular, demonstrou relação com significado estatístico (p = 0.019) com a metastização das cadeias ganglionares distais, ou seja, cadeias da segunda estação ganglionar ou mais distais.Conclusão  – A proteína mutante p53 é um bom indicador de prognóstico no adenocarcinoma gástrico. Ao identificar os tumores em risco de metastização das cadeias ganglionares distais é um elemento de apoio à decisão terapêutica, em particular no que respeita à extensão da linfadenectomia e à terapêutica neo-adjuvante e adjuvante

    Doença de Crohn e cirurgia – Casuística do Serviço de Cirurgia Geral do CHAA

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    Introdução: A história natural da DC é a progressão, ao longo do tempo, para complicações estruturais do tubo digestivo (estenoses e fístulas) que se traduzem em hospitalizações e cirurgias. O objetivo deste estudo foi proceder a uma análise estatística dos doentes com diagnóstico de DC e necessidade de tratamento cirúrgico. Métodos: Foram analisados 74 pacientes com diagnóstico de DC, submetidos a tratamento cirúrgico, no que concerne a dados demográficos e da intervenção cirúrgica/reintervenção. Resultados: 59% dos pacientes são do sexo feminino (n = 44), com mediana da idade à data do diagnóstico de 30 anos. O padrão mais frequente foi o estenosante (46%, n = 34). A localização ileo-cólica da patologia foi a mais prevalente (47,3%, n = 35) Foram efetuadas 19 ileocolectomias direitas (45,2%), 10 enterectomias segmentares (23,8%), 6 drenagens de abcessos perianais (14,3%), 4 fistulotomias perianais (9,5%), 1 drenagem de abcesso perianal com operação tipo Hartmann (2,4%), 1 esfincterotomia lateral interna (2,4%) e 1 estenosoplastia (2,4%). O tempo médio de internamento foi de 15 dias [1;45]. O padrão mais agressivo é o penetrante, sendo que 68,8% dos pacientes foram operados 1 ou 2 vezes e 33,3% operados 3 ou mais vezes. Doentes com quadro de perfuração apresentaram maior número de reoperações. Conclusões: O tratamento cirúrgico na DC torna-se necessário se sintomas refratários à terapêutica clinica ou complicações agudas/crónicas. A opção de cirurgia mínima é o tratamento goldstandard. Na casuística apresentada, o padrão penetrante e o quadro de perfuração intestinal livre parecem ser fatores importantes na recidiva da doença de Crohn

    Técnica operatória na correção da hérnia inguinal utilizando o saco herniário como reforço da parede

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    Para evitar recidivas, sempre houve estudos de novas técnicas na operação da hérnia inguinal. Objetivo:  Demonstrar a técnica operatória utilizando o saco herniário no reforço da parede na hérnia inguinal.Casuística e método:  Foram realizadas 261 operações de hérnia inguinal em 251 pacientes no período de janeiro de 2006 a dez 2012.Resultados:  Com a técnica descrita usando o saco herniário, obteve-se três (1,19%) recidivas.Conclusão:  O saco herniário pode ser utilizado como reforço na operação da hérnia inguinal

    Anatomia e Cirurgia

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    Pâncreas ectópico: forma rara de apresentação

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    Pâncreas ectópico é uma malformação congénita definida pela presença de tecido pancreático em localização diferente da habitual. A localização a nível jejunal é rara, tal como a apresentação na forma de oclusão intestinal. A maioria são achados incidentalmente, sendo clinicamente evidentes quando complicados. O caso clínico reporta-se a uma paciente de setenta e quatro anos de idade que recorreu ao Serviço de Urgência com um quadro de oclusão intestinal condicionada por massa sólida na dependência do jejuno. Foi submetida a cirurgia com ressecção da neoformação. A histologia revelou pancreatite aguda em pâncreas ectópico em ansa de delgado. Sendo a histologia fundamental, o uso de exame extemporâneo intra-operatório poderá evitar cirurgias excessivamente radicais. Este caso é apresentado com o objectivo de manter presente esta entidade no diagnóstico diferencial de situações de oclusão intestinal

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