Revista Portuguesa de Cirurgia
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Pneumoperitoneum in peritoneal dialysis patients
Pneumoperitoneum (PP) in peritoneal dialysis (PD) patients is a rare complication; however it should be considered to avoid an unnecessary laparotomy and that will also compromise the dialytic options. A 70 year-old woman with end-stage renal disease had been on chronic PD with automated night therapy for 21 months, without complications or any signs of peritonitis. She was admitted with a sudden epigastric pain. Tympanic abdomen was present on physical examination. The Tenckhoff catheter exit site looked unremarkable. Laboratory testing showed a normal white cell count. An important PP was visible in chest and abdominal X-rays. Contrast-enhanced abdominal CT scan confirmed a generalised PP distributed in supramesocolic recesses. No extravasation of endoluminal contrast was seen. Dialysis catheter was placed at left lower quadrant. We performed the aspiration of PP using an aseptic technique in Trendelenburg position. Abdominal X-ray showed resolution of PP. In the following day she was asymptomatic but abdominal X-ray revealed a newly developed PP, thus we decided to remove the catheter with no recurrence of PP
Aplicação do Índice LRINEC (Laboratory Risk Indicator for Necrotizing Fasciitis) na distinção entre infecções complicadas da pele e tecidos moles e infecções necrotizantes
A infecção necrotizante é a forma mais grave de infecção da pele e dos tecidos moles, rapidamente progressiva e frequentemente letal se não for diagnosticada e tratada precocemente. No entanto, num estadio inicial, a clínica é semelhante às outras infecções da pele e tecidos moles graves, e o diagnóstico baseia-se essencialmente num elevado nível de suspeição. O índice de LRINEC (Laboratory Risk Indicator for Necrotizing Fasciitis) foi elaborado para avaliar o risco de um doente estar a desenvolver uma infecção necrotizante, e deste modo ser um instrumento útil nesta fase inicial. Os autores propuseram-se a realizar um estudo retrospectivo de todas as infecções da pele e tecidos moles complicadas admitidas em internamento entre Outubro de 2004 e Outubro de 2009. Neste período foram admitidos 327 doentes com infecções complicadas, dos quais 313 apresentavam infecções complicadas não necrotizantes e 14 infecções necrotizantes. O índice de LRINEC foi aplicado a 282 doentes mostrando, nesta série, que este seria um instrumento válido e com elevada sensibilidade (92,8%) para o diagnóstico das infecções necrotizantes
Volvo da Vesícula Biliar: A propósito de um caso clínico
Introdução: O volvo da vesícula é uma entidade rara, que consiste na torção mecânica da mesma ao longo do seu eixo longitudinal. O quadro clínico mimetiza habitualmente o da colecistite aguda pelo que o diagnóstico definitivo é muitas vezes intra-operatório. Caso Clínico: É apresentado o caso de uma doente de 89 anos, com dor no quadrante superior direito do abdómen e parâmetros analíticos de inflamação. A ecografia realizada foi sugestiva de colecistite aguda alitiásica. Foi submetida a colecistectomia laparotómica de urgência, durante a qual foi identificado volvo da vesícula. Conclusão: Dada a inespecificidade clínica, analítica e imagiológica desta entidade, o seu diagnóstico pré-operatório constitui um desafio, obrigando a um elevado grau de suspeição. A abordagem cirúrgica imediata confere, no entanto, um prognóstico excelente
Fístula Colovesical por diverticulite aguda complicada
Introdução: A diverticulose cólica é uma patologia com incidência crescente afetando 65% dos doentes acima dos 80 anos1 e aproximadamente 20% desses desenvolverão diverticulite aguda.5 25% apresentarão formas complicadas, com as fístulas a representar 2%. Entre estas, as fístulas colovesicais são as mais frequentes.Caso Clínico: Mulher, 68 anos de idade, dá entrada no Serviço de Urgência com dor na fossa ilíaca esquerda (FIE), fecalúria e pneumatúria e a tomografia axial computorizada abdomino-pélvica (TAC AP) revelou uma fístula colovesical secundária a diverticulite aguda complicada, gerida com terapêutica conservadora. Proposta para cirurgia eletiva, sendo submetida a sigmoidectomia aberta com exérese em bloco da parede do abcesso e debris, complicada por infeção do local cirúrgico. Alta aos 31 dias. Histologia da peça operatória confirmou o diagnóstico.Discussão/Conclusão: A caracterização diagnóstica e etiológica de uma fístula colovesical requer TAC AP, endoscopia digestiva baixa (EDB) e cistoscopia, necessários para definir uma abordagem cirúrgica precisa, sendo a sigmoidectomia com encerramento da parede vesical, o procedimento gold standard. Geralmente o resultado é bastante satisfatório com total resolução do quadro. Os autores retratam um caso de fístula colovesical por diverticulite aguda complicada, singular pela quantidade de debris encontrados