Portal de Periódicos Eletrônicos da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp
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    DO GÉNIO AO JOGO. O PAPEL DA TÉCNICA NA TRANSFORMAÇÃO DOS VALORES ESTÉTICOS EM WALTER BENJAMIN

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    Analisando o papel desempenhado pela questão da técnica no pensamento de Walter Benjamin, o artigo debruça-se sobre a transformação dos valores estéticos, na modernidade. As técnicas de reprodução/registo inventadas nos séculos XIX e XX, como a fotografia e o cinema, obrigaram a uma revisão das articulações entre arte, técnica e história, articulações que Benjamin desenvolveu em diversos sentidos. Contudo, não encontramos, nos seus textos, uma filosofia da técnica de princípios claramente estabelecidos. Portanto, o presente artigo visa estabelecer uma constelação de temas, os quais, brotando dos seus textos, nos permitem clarificar como a técnica influencia a transformação e a criação de valores estéticos, sendo estes entendidos como eixos em torno dos quais se dão a produção e a crítica dos fenómenos estéticos. A fotografia, constituindo um momento de viragem incisivamente estudado pelo autor, é o fio condutor das diferentes leituras. Historicidade da percepção; dimensão política da arte; sua relação com a memória; elemento de jogo: são estes os quatro eixos em torno dos quais se procura clarificar e, sempre que possível, prolongar a proposta benjaminiana

    A LIBERDADE DE ESCOLHA EM BERGSON E SCHOPENHAUER

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    Eu mostro neste artigo que Schopenhauer e Bergson, mesmo abordando o problema da ação livre a partir de pontos de vista filosóficos opostos, concordam em caracterizar as ações humanas de um modo que não é nem determinista, nem compatível com a tese do liberum arbitrium. Schopenhauer, embora equivocadamente tente demonstrar a necessidade de tais ações, é obrigado a reconhecê-las como grundlos e imprevisíveis, enquanto Bergson, embora pretenda mostrá-las como sendo livres, ao final admite que elas não são objeto de uma escolha através da razão. Essa coincidência inesperada entre ambos os filósofos, a respeito do problema da liberdade da ação humana, será explorada neste texto

    INTUIÇÃO E CRIAÇÃO: A FILOSOFIA COMO ATO DE RESISTÊNCIA

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    O objetivo deste artigo é indagar de que maneira a filosofia pode ser compreendida como um ato de resistência. Deleuze introduz essa tese, ao aproximar a filosofia da arte, porquanto ambas são atos de criação. Nesse sentido, o método filosófico de Bergson – a intuição – já indica um tipo de atividade filosófica que se caracteriza, antes de tudo, pela criação de conceitos. Ora, como é que um conceito filosófico pode constituir um ato de resistência? Para responder a essa questão, retomamos uma análise sobre a relação entre o método de intuição e a criação artística, seguida da interpretação deleuziana acerca do que significa ter uma ideia. Contudo, a passagem da ideia ao ato de resistência exige uma transposição do plano teórico para o plano concreto. Com esse intuito, focalizamos um exemplo sugerido pela filosofia de Bergson: a ideia de um possível retorno à vida simples. Isso nos permitirá avaliar até que ponto uma ideia filosófica pode ser confrontada com a realidade no mundo atual e, nesse sentido, entendida como um ato de resistência

    La soberanía más allá de la instancia del poder y del dominio en torno a la bio-política de Jacques Derrida

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    En el presente artículo planteamos la existencia, en el Derrida de La diseminación, de cierto pensamiento sobre la bio-política. Incluyendo la figura animal, este pensamiento es también el pensamiento de una soberanía más allá de la instancia del poder y del dominio. El Seminario La bestia y el soberano publicado postumamente, parece ser su más acabada expresión. En primer lugar, seguimos las indicaciones realizadas por Derrida acerca de la pintura como zôgraphia en La diseminación (1972). La deconstrucción derridiana de lo que llamamos “la secuencia soberana”, nos permite analizar la relación entre el problema de “la animalidad de la escritura” y de la soberanía como corolario del pensamiento de una cierta bio-política o zoo-política tempranamente discernida. En segundo lugar, exploramos en algunos de los pliegues de la discusión de Derrida con Agamben y con Foucault sobre el concepto de vida, los términos de una cierta politicidad de la vida que incluye la animalidad y susceptible de ser situada más allá de la instancia del poder y del dominio

    Do impolitico ao das Politische: notas sobre um diálogo ausente entre Roberto Esposito e Carl Schmitt

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    Este artigo analisa a categoria de impolitico de Roberto Esposito. Tem por objetivo demonstrar a relação entre os conceitos de impolitico e de das Politische. Inicialmente, a pesquisa explora a categoria de impolítico e demonstra alguns pressupostos não assumidos em relação ao pensamento de Carl Schmitt. Em seguida, insere Schmitt na tradição impolítica reconstruída por Esposito e elabora algumas considerações sobre as características impolíticas do das Politische. Ao demonstrar, como resultado, um ponto cego na análise espositiana, qual seja, a ausência de um capítulo necessário sobre o jurista alemão, chega à conclusão de que (i) Esposito elabora uma refinada interpretação da obra de Schmitt, resolvendo alguns problemas de transição, na obra do autor, na década de 1920, porém, oblitera sua influência; (ii) propõe uma leitura que afasta Schmitt da teologia política, ao vinculá-lo à tradição impolítica e esboça a relação entre impolitico e das Politische

    O tratado sobre a luz de Roberto Grosseteste

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    Roberto Grosseteste (1168 - 1253) é tido em geral como uma das principais figuras da Universidade de Oxford no século XII. Sua importância é tanto mais significativa para o movimento cultural que se desenvolveu em torno desta universidade quanto se pode incontestavelmente atribuir a ele um certo número de características que balizaram tal movimento por vários séculos: recurso às fontes neo-platônicas, importância da matemática como chave do estudo da natureza, relevância da ótica como modelo de conhecimento matematizado do mundo material. O texto que aqui apresentamos é de capital importância para a compreensão de Grosseteste e do movimento filosófico-científico por ele inspirado. Nele são lançadas as bases que sustentarão as especulações de Grosseteste, Rogério Bacon, João Pecham e muitos outros

    Estrutura profunda e padrões de representação semântica

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    Os últimos doze anos têm-se mostrado fecundos quanto a publicações relacionadas com a "semântica gerativa". Se por meados da década de 60 tais publicações se caracterizaram pelo aspecto polêmico, já em fins dessa década esboçam uma fase de maior reflexão e elaboração, caminhando hoje para uma boa formalização e síntese, graças, sobretudo, à progressiva integração da lógica aos estudos semânticos. O interesse pelo sentido - tão desprezado no quadro da lingüística norte-americana anterior ao gerativismo - advém de uma comprovação bastante simples: a do quanto é óbvio, para o falante de uma língua, que o significado é um elemento central e decisivo em sua atividade lingüística. Mas, a partir do momento em que os gerativistas se dão conta deste fato, os problemas se levantam: Como considerar um nível tão fluido como o semântico? Em que parte da gramática se deve localizá-la e qual será seu papel? Qual será sua (possível) relação com o componente transformacional? Enfim, será a semântica gerativa propriamente uma "teoria do sentido"

    Entrevista: Mário Schenberg

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    Formou-se em 1936 em Física e Matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, onde foi professor de 1940 a 1969, quando foi afastado. Foi Diretor do Dept.º de Física da Universidade de São Paulo de 1953 a 1961. É desde 1979 Presidente da Sociedade Brasileira de Física. Lecionou e fez pesquisas em diversas Instituições estrangeiras, como o Instituto de Física de Roma, a Universidade George Washington, o Institute for Advanced Studies e a Universidade de Bruxelas

    Foucault: uma introdução

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    O texto nasceu de uma comunicação apresentada e discutida junto a um público de psicólogos (em agosto de 1977) e cujo objetivo era preparar (ou despertar) os ouvintes para a eventual leitura direta dos escritos de Michel Foucault, particularmente aqueles escritos que interessassem mais de perto a estudiosos da área de psicologia. Para tanto, escolheu-se pois, elaborar uma "introdução" à leitura do livro Histoire de la folie à l'âge classique, introdução esta que é, feita através de duas vias de abordagem : a primeira, mais específica, detém-se no exame de um momento preciso do livro, a saber, a "Introdução" da 2.a Parte; a segunda, mais genérica, busca "localizar" o livro no itinerário dos escritos de M. Foucault (até a época de L'Archéologie du savoir), fornece uma visão ampla de seu conteúdo interno e se conclui com uma remissão ao Prefácio de Les Mots et les Choses onde se coloca a questão da diferenciação entre o "outro" e o "mesmo".O texto nasceu de uma comunicação apresentada e discutida junto a um público de psicólogos (em agosto de 1977) e cujo objetivo era preparar (ou despertar) os ouvintes para a eventual leitura direta dos escritos de Michel Foucault, particularmente aqueles escritos que interessassem mais de perto a estudiosos da área de psicologia. Para tanto, escolheu-se pois, elaborar uma "introdução" à leitura do livro Histoire de la folie à l'âge classique, introdução esta que é, feita através de duas vias de abordagem : a primeira, mais específica, detém-se no exame de um momento preciso do livro, a saber, a "Introdução" da 2.a Parte; a segunda, mais genérica, busca "localizar" o livro no itinerário dos escritos de M. Foucault (até a época de L'Archéologie du savoir), fornece uma visão ampla de seu conteúdo interno e se conclui com uma remissão ao Prefácio de Les Mots et les Choses onde se coloca a questão da diferenciação entre o "outro" e o "mesmo"

    CHAUI, Marilena. O que é ideologia. São Paulo, Brasiliense, 1981.;LEBRUN, Gerard. O que é poder. São Paulo, Brasiliense, 1981.

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    As duas obras aqui comentadas pertencem a extensa coleção recentemente lançada pela Editora Brasiliense. Em princípio, devem elas efetivar o que indica o título da coleção a que pertencem: "Primeiros Passos". E, sem descer a banalidades, certamente o fariam, engajando no projeto a indiscutível competência de seus autores. As razões do condicional serão indicadas ao final da presente resenha. Antes disso, importa acenar para o que, em cada uma delas, constitui os passos a serem dados na impostação e encaminhamento das questões postas e da questão erigida em tema

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