Portal de Periódicos Eletrônicos da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp
Not a member yet
7747 research outputs found
Sort by
DISCURSOS DUPLOS (DISSOI LOGOI), TRADUÇÃO ANOTADA
Tradução anotada do tratado anônimo sofístico datado do começo do séc. IV a.C., Dissoi Logoi, ou “Discursos Duplos”. A apresentação do texto traz informações básicas sobre transmissão do texto, autoria, datação e uma pequena discussão sobre a caracterização das teses nele presentes. As notas da tradução analisam passagens e conceitos importantes, sugerem questões e inter-relações com outras obras, buscando traçar um panorama possível de interpretação do texto. O tratado, incompleto, compõe-se de nove pequenos capítulos que versam sobre temas importantes durante o período de atuação do movimento sofista e pode ser considerado um exemplar das técnicas retóricas ensinadas por esses pensadores
Democracia em as duas fontes da moral e da religião: Resistência e Aspiração
O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a concepção de democracia, apresentada por Bergson, em As duas fontes da moral e da religião, enquanto movimento humano e social de resistência e de aspiração, no contexto de uma teoria da vida concebida, ela própria, como um movimento que se dá em dois sentidos, o da determinação e o da criação
Afinidades entre marxismo e cristianismo da libertação: uma análise dialético-compreensiva
As apropriações de conceitos da teoria marxista por parte de teólogos da libertação da Igreja Católica parecem uma relação em princípio problemática. Entretanto, o conceito de afinidade eletiva de Weber, por meio das interpretações de Löwy, possibilita uma abordagem original desta relação. O conceito de afinidade eletiva na perspectiva de Löwy permite identificar o sentido no qual algumas categorias marxistas são apropriadas em forte confluência nos marcos cristianismo de libertação. Para isto, em uma análise bibliográfica referenciada na obra do sociólogo franco-brasileiro apresentamos o desenvolvimento do conceito de afinidade eletiva na tradição webero-marxista sob o olhar de Löwy, em seguida os principais conceitos de Marx em confluência com a teologia da libertação e apresentamos uma tentativa de aplicação do quadro formulado
ESTÉTICA Y MÍSTICA EN LA RECUPERACIÓN EXPERIENCIAL DEL SÍMBOLO
Este trabajo parte de la debilitación o pérdida del símbolo en nuestra sociedad contemporánea. Resume cómo la modernidad renunció a él asentada en discursos ilustrados. Establecidos estos fundamentos, analiza las bases para su recuperación, localizando, previamente, al símbolo respecto al signo y a la analogía. Finalmente, concluye con una propuesta restauradora del concepto por medio de la experiencia. Este último concepto se abrirá desde los mundos de la estética y mística
The projective theory of consciousness: from neuroscience to philosophical psychology
The development of the interdisciplinary areas of cognitive, affective and action neurosciences contributes to the identification of neurobiological bases of conscious experience. The structure of consciousness was philosophically conceived a century ago (HUSSERL, 1913) as consisting of a subjective pole, the bearer of experiences, and an objective pole composed of experienced contents. In more recent formulations, Nagel (1974) refers to a “point of view”, in which qualitative experiences are anchored, while Velmans (1990, 1993, 2009, 2017) understands that phenomenal content is composed of mental representations “projected” to the space external to the brains that construct them. In Freudian psychology, the conscious mind contains a tension between the Id and the Ego (FREUD, 1913). How to relate this bipolar structure with the results of neuroscience? I propose the notion of projection [also used by Williford et al. (2012)] as a bridge principle connecting the neurobiological systems of knowing, feeling and acting with the bipolar structure. The projective process is considered responsible for the generation of the sense of self and the sense of the world, composing an informational phenomenal field generated by the nervous system and experienced in the first-person perspective. After presenting the projective hypothesis, I discuss its philosophical status, relating it to the phenomenal (BLOCK, 1995, 2008, 2011) and high-order thought (ROSENTHAL, 2006; BROWN, 2014) approaches, and a mathematical model of projection (RUDRAUF et al., 2017). Eight ways of testing the status of the projective hypothesis are briefly mentioned
Projecting the trees but ignoring the forest: brief critique of Alfredo Pereira Jr.’s target paper
Pereira’s “The projective theory of consciousness” is an experimental statement, drawing on many diverse sources, exploring how consciousness might be produced by a projective mechanism that results both in private selves and an experienced world. Unfortunately, pulling together so many unrelated sources and methods means none gets full attention. Furthermore, it seems to me that the uncomfortable breadth of this paper unnecessarily complicates his project; in fact it may hide what it seeks to reveal. If this conglomeration of diverse sources and methods were compared to trees, the reader may feel like the explorer who cannot see the forest for the trees. Then again, it may be the author who is so preoccupied with foreground figures that the everpresent background is ultimately obscured
Quantum physics and consciousness: a (strong) defense of panpsychism
Probably the crux of quantum science is the relationship between consciousness and reality. The name for that relation is varied, and points out to a most fundamental problem, namely the possibility to overcome dualism. In science and philosophy at large, determinism and reductionism have already been tackled, if not superseded. The trouble though remains with dualism. This paper argues in favor of a radical relationship between reality and consciousness based on quantum theory. Such a relation is panpsychism, which can be translated and grasped in various other forms. The arguments are provided and some conclusions are drawn
La speculation travestie
L'affaiblissement et la suppression de l'individu est "le dernier écho du christianisme" dans la morale, lisons-nous dans l'aphorisme n.º 132 6!Aurore. Bien que l'abdication de l'ego, remarque Nietzsche, ne figure pas dans la doctrine du christianisme primitif, elle devint ensuite une des caractéristiques de la religion chrétienne. Et, de nos jours, positivisme, utilitarisme, socialisme, etc. vivent de cet héritage, et même renchérissent sur la passion chrétienne du nivellement. Dieu est mort, mais les hommes sont restés égaux et semblables, comme ils l'étaient sous son regard. Partis et sectes sont unanimes à "exiger que l'ego se nie lui-même" au bénéfice d'une communauté harmonieuse, "jusqu'à ce qu'il soit devenu quelque chose d'entièrement différent et nouveau".L'affaiblissement et la suppression de l'individu est "le dernier écho du christianisme" dans la morale, lisons-nous dans l'aphorisme n.O 132 d'Aurore. Bien que l'abdication de l'ego, remarque Nietzsche, ne figure pas dans la doctrine du christianisme primitif, elle devint ensuite une des caracté ristiques de la religion chrétienne. Et, de nos jours, positi visme, utilitarisme, socialisme, etc. vivent de cet héritage, et même renchérissent sur la passion chrétienne du nivelle ment. Dieu est mort, mais les hommes sont restés égaux et semblables, comme ils l'étaient sous son regard. Partis et sectes sont unanimes à "exiger que l'ego se nie lui-même" au bénéfice d'une communauté harmonieuse, "jusqu'à ce qu'il soit devenu quelque chose d'entierement différent et nouveau"
Interpretação e poder
A crítica literária tem no século XX uma importância que antes desconhecera. Até então, fora considerada um ornato, necessária apenas enquanto adorno, que tinha a função de ressaltar o desenho da arte. Ajustava-se ao papel de mediadora entre a obra e o leitor, espécie de correia de transmissão entre a fonte e o usuário. Seu papel era comparável ao que hoje concedemos à música no cinema, que deve existir para se disfarçar, estar presente para ressaltar a presença do que não é ela: a trama desenvolvida pelos personagens
A Revolução burguesa, Florestan Fernandes
Os comentários surgidos até agora sobre este último livro de Florestan Fernandes, independentemente de seu teor crítico (e, portanto, político) têm concordado com a dificuldade da leitura do texto. Por que A Revolução Burguesa no Brasil é um texto difícil? Esta dificuldade provém principalmente dos níveis em que trabalha o Autor: o da história e o da estrutura. Confundi-los não só acarreta dificuldades de leitura, mas, o que é pior, interpretações errôneas. Com efeito, a arquitetura profunda deste trabalho está fundada na distinção que o Autor faz entre história e estrutura. Elas são como que os pilares que sustentam e que fundam todo o discurso. Esta importância requer que se medite um pouco sobre essa distinção