Portal de Periódicos Eletrônicos da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp
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A virada linguística e os dados imediatos da consciência
Trata-se de pensar o estatuto dos dados imediatos da consciência após a virada linguística na Filosofia contemporânea. O problema aqui é se pode haver algum conhecimento direto do vivente quanto aos seus estados psicológicos ou se estes seriam desde sempre condicionados pela estrutura da linguagem. Minha hipótese é que, mesmo que se admita uma relação estreita entre o pensamento e a linguagem, disto não se segue necessariamente que haja ali uma correspondência nem que os estados psicológicos se reduzem à sua expressão linguística
Palavra do Editor
Os temas abordados, nos onze artigos aqui compilados, abrangem tanto a relação de Bergson com outros pensadores (Kant, Merleau-Ponty, Deleuze), quanto investigações de alguns tópicos de extrema relevância em sua obra: a complexa relação entre método intuitivo e metafísica; o confronto entre “paradigma intuitivo” e “paradigma linguístico”; o papel dos “planos de consciência” na atenção e no funcionamento da memória; a dicotomina “eu profundo” e “eu superficial”; a concepção de democracia e sua relação com a liberdade e a determinação; e, finalmente, a política e a concepção bergsoniana de guerra
PALAVRA DO EDITOR
Temos a satisfação de apresentar o terceiro fascículo do volume 40 da Revista TRANS/FORM/AÇÃO, correspondente aos meses de julho a setembro de 2017. Este número traz dez artigos sobre assuntos filosóficos diversos, muito embora haja uma visível concentração em temas e autores contemporâneos
«CONDUIRE À CELA QUI EST REFUSÉ AU MOT» WALTER BENJAMIN OU LA CRITIQUE DE L’IDÉOLOGIE DE LA COMMUNICATION
Walter Benjamin est de plus en plus présent dans les départements de communication aujourd’hui, et parfois même utilisé dans le discours des communicants eux-mêmes. Pourtant, quelque chose en lui résiste à cette instrumentalisation: c’est que, dans son œuvre, le langage (politique comme esthétique) ne sert pas à communiquer un sens prédéfini, mais à exprimer cela même qui est refusé au mot. Le philosophe allemand va jusqu’à liquider la posture révolutionnaire de l’artiste encore pris dans l’idéologie de la communication: il ne s’agit ni de remplacer le contenu, ni de rénover la forme, mais, objectif apparemment modeste mais radicalement plus ambitieux, de changer la technique
PROTEO Y LA DESAPROPIACIÓN DEL TIEMPO EN SIMONE WEIL
En este trabajo estudiamos la génesis de la concepción de la percepción de Simone Weil. Apoyándonos en algunos textos clave de juventud de la autora, hacemos el seguimiento al manejo que le da la filósofa a la figura mitológica de Proteo y a las nociones de tiempo y espacio. Así, nuestra intención es evidenciar la aparición de los principales fundamentos teóricos que estructurarán la fenomenología weiliana de los años de madurez. En este sentido, intentamos demostrar en particular que si bien el proceso perceptivo weiliano de los años de juventud está determinantemente influenciado por la fenomenología kantiana, aparece ya un aporte original en lo que atañe a la relación de la conciencia del sujeto y los datos espaciotemporales que se le revelan al aprehender el objeto
SOBRE TERMOS, PROPOSIÇÕES E ARGUMENTOS
O Pragmatismo, como proposto por Charles S. Peirce, deve ser considerado um método para a produção teórica de pensamento que visa à construção de conceitos, a qual assume a forma de uma máxima lógica orientadora da conduta científica. Se um conceito é uma relação sígnica e a sua compreensão, um processo sígnico, encontramos na semiótica peirceana uma estratégia para discriminar as etapas da compreensão conceitual e avaliar os significados de termos e conceitos abstratos. Assim, o objetivo deste trabalho é explicar os princípios lógicos que governam os tipos de Signos que mais diretamente estão relacionados à construção de conceitos, a saber: o Símbolo-Remático, o SímboloDicente e o Argumento. Tais signos correspondem à antiga divisão Termo, Proposição e Argumento, modificada de modo a ser aplicável aos signos em geral
LA INDICACIÓN FORMAL COMO PUNTO DE PARTIDA DE LA INVESTIGACIÓN FENOMENOLOGÍA
El presente artículo se centra en algunos de los aspectos centrales de la concepción heideggeriana de la indicación formal. Como es sabido, el filósofo toma como punto de partida en una de las más tempranas exposiciones de este metaconcepto, una explicación delimitativa frente a otras operaciones conceptuales (generalización y formalización). Se revisará críticamente la explicación que Heidegger hace de la generalización a diferencia de la formalización, destacando especialmente que no se trata aquí de una mera distinción entre generalización y formalización, sino de una estructura de fundamentación. En segundo lugar se argumenta que la crítica de Heidegger no se dirige directamente contra la formalización, sino contra el contexto metódico al cual sirve. Por último, a modo de conclusión, se intenta mostrar que para Heidegger concebir la indicación formal como principio (metódico) de la investigación fenomenológica, supone que ella es, por vía negativa, una radicalización de la tendencia a lo formal
Vilém Flusser, um filósofo da linguagem brasileiro
O objetivo deste artigo é contribuir com o conhecimento e reconhecimento da filosofia brasileira, apresentando alguns aspectos da teoria de um de nossos autores mais originais, Vilém Flusser. Embora seja um pensador judeu de origem tcheca, Flusser foi naturalizado brasileiro e viveu mais de trinta anos em São Paulo. Nesse período, escreveu uma importante e pouco discutida parte de sua obra. Por esse motivo, pretendemos expor alguns aspectos da ontologia inicial de Flusser, que marcam sua permanência em solo intelectual brasileiro. O artigo concentra-se em sua tese inaugural de que a língua e a realidade são o mesmo, ou melhor, de que as diversas línguas se identificam com as diversas realidades – tese defendida em seu primeiro livro publicado, em 1963, Língua e realidade
Palavra do Editor
Neste quarto fascículo regular de 2018 da revista Trans/Form/Ação, contamos com dez contribuições inéditas focadas nos pensamentos moderno e contemporâneo, na lógica e na filosofia da ciência. No primeiro texto, Fernando Silva aborda o tema da ilusão poética em Kant e o vínculo que esta estabelece entre os sentidos e entendimento. Em uma contribuição original aos estudos machadianos, Fernando B. de Oliveira apresenta uma interpretação do soneto “Spinoza” de Machado de Assis que o exalta como trabalhador e pensador.Como assuntos também presentes neste fascículo, podemos citar: os Discursos à nação alemã, de Fichte, e a Crítica da razão tupiniquim, de Roberto Gomes, são comparados por Luis F. Garcia, mostrando que ambos os pensadores são impelidos a criar condições para que o espírito local não seja colonizado ou que se liberte de uma colonização já posta; a compreensão da história, por Lukács, em sua relação com o conceito hegeliano de espírito é tratada por Antonio V. Silva Filho; a possibilidade de superação das críticas de Robert Nozick e Michael Sandel à teoria da justiça de John Rawls é defendida por Lara B. R. Floriani e Marcia C. P. Ribeiro.Sobre a temática relacionada ao cristianismo ou à religião, Flávio M. Sofiati, Allan S. Coelho e Rodrigo A. L. Camilo discutem a presença de elementos advindos das ciências sociais na formulação teórica da teologia da libertação; Marciano A. Spica avalia duas teorias pluralistas, de John Hick e Victoria Harrison, como possibilidades de explicação da diversidade religiosa e de fomentar o diálogo inter-religioso; e John Bolender propõe discutir o problema da linguagem religiosa dentro da lógica e da medição envolvendo cálculos de caso-limites.Este fascículo abrange ainda dois estudos: Alessio Gava analisa as vertentes do empirismo construtivo em autores como Alan Musgrave, Bas Van Fraassen e F. A. Muller; e Naím Garnica versa sobre a apropriação realizada por Judith Butler de alguns conceitos da estética da diferença de Derrida
Sobre o trabalho teórico - José Arthur Giannotti: Entrevista
José Arthur Giannotti - ex-professor livre docente do Departamento de Filosofia da Facul dade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Autor de John Stuart Mill, o psicobogismo e a fundamentação da Lógica (1961) e Origens da Dialética do Trabalho (1966) este último tradu zido para o espanhol e francês. Escreveu vários artigos e ensaios; entre eles destacam-se "O ardil do trabalho" e "O que é fazer", ambos publicados pela revista Estudos, Cebrap, n.os 4 e 9. Atual mente faz parte de um grupo de pesquisadores reunidos em torno do Centro Brasileiro de Plane jamento (Cebrap)