Revista Nova Paideia
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ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA: UM EXEMPLO DE SUCESSO
A presente reflexão visa à compreensão de como realizar um trabalho pedagógico com vistas à formação integral do jovem camponês nas escolas de modelo EFA – Escola Família Agrícola. Objetiva-se realizar uma breve caracterização da EFA e sua proposta metodológica, analisar alguns dos elementos que auxiliam na formação integral do jovem camponês: a contextualização de saberes, a parceria da EFA com as famílias e a importância dos eventos culturais na formação integral do estudante de origem camponesa. Destacam-se: a parceria saudável entre escola e família, com uma comunicação sem barreiras; a integração entre os saberes, por meio da contextualização; o protagonismo juvenil; os eventos culturais; o Terreiro Cultural, projeto modelo da EFA de Natalândia; o uso adequado do Plano de Estudos como exemplos significativos que contribuem para a formação de jovens criativos, críticos e reflexivos. Logo, ao avaliar a experiência da EFA de Natalândia, consideramos este modelo de escola, com o referido trabalho pedagógico, primordial para a formação humana e integral dos jovens camponeses de todo o Brasil. Em tempos de retrocessos nos programas nacionais voltados para a educação profissional, é importante apresentar para a sociedade, sobretudo a acadêmica, o sucesso de uma Escola Familia Agrícola como projeto inovador de formação de jovens trabalhadores do campo
Apresentação
A realização e publicação de estudos que tenham o materialismo histórico-dialético como fundamento teórico-metodológico representa um esforço para se fortalecer o debate acerca do papel da educação nas sociedades de classe. Além disso, estudos que se orientam por esta perspectiva têm em comum a percepção de que a educação não é uma instância humana isolada do todo social, mas, ao contrário, representa um terreno em que diferentes visões de sociedade concorrem entre si. Nesse sentido, além de perceber e denunciar o papel da educação na legitimação dos interesses das classes dominantes, o materialismo histórico-dialético, por considerar a natureza política da ação humana, isto é, uma ação que leva em conta sua intencionalidade no mundo, busca a transformação, consciente, da realidade social
PROCESSOS AFETIVOS E DESENVOLVIMENTO HUMANO: CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA PSICOGENÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
O artigo tem como objetivo discutir de forma interdisciplinar as contribuições da Teoria Psicogenética para o desenvolvimento infantil, ressaltando a importância do complexo afetivo em todo o processo de desenvolvimento humano. Assim, pois, estabelecemos como itinerário metodológico (método) uma revisão narrativa literatura das abordagens de Jean William Fritz Piaget (1896-1980), Lev Semyonovitch Vygotsky (1896-1934) e do francês Henri Paul Hyacinthe Wallon (1879-1962) a partir da relação e interação entre sujeito e objeto num processo de construção e reconstrução das estruturas cognitivas e afetivas. Trata-se, portanto, de uma pesquisa qualitativa que discorre sobre o universo de significados que constitui a tessitura conceitual dos complexos afetivos e cognitivos na Teoria Psicogenética do Desenvolvimento Humano. Os resultados da pesquisa indicam uma compreensão de ser humano que conjuga em uma mesma pessoa natureza e cultura, valorizando a relação dos indivíduos com o seu meio social
PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE ZOOLOGIA: PADRÕES DE INTERAÇÃO, LUDICIDADE E INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
O estudo aqui apresentado objetivou avaliar o processo de ensino-aprendizagem de Zoologia de Invertebrados no curso de Biologia, tendo como foco as interações, ludicidade e inteligências múltiplas. A pesquisa possui caráter qualitativo e os dados foram coletados utilizando as técnicas de observação sistemática e questionário misto. Constatou-se que quando há utilização de alguma atividade lúdica, as interações dentro da sala de aula aumentam. Ademais, percebeu-se que, quando se utiliza o lúdico no Ensino Superior, há interesse dos alunos por constituir uma forma diferente e divertida de aprender. Além disso, quando os alunos aprendem de forma significativa, as inteligências múltiplas podem ser exploradas e trabalhadas
ADAPTAÇÃO DO ESTUDANTE DE MEDICINA NO PRIMEIRO ANO DA GRADUAÇÃO: FATORES PROTETORES E ESTRESSORES E RISCO DA SÍNDROME DE BURNOUT
O presente artigo, originou-se de um estudo que buscou compreender o processo de adaptação de universitários de medicina em um curso que adota metodologias ativas de ensino para aprendizagem. Os objetivos do estudo foram verificar a presença de estresse psíquico em acadêmicos concludentes do primeiro ano de graduação, bem como compreender o processo de adaptação ao novo método e os fatores protetores e estressores presentes em suas vivências. Para tal, foi realizada uma abordagem metodológica mista, em que a primeira etapa referiu-se como um estudo transversal e, subsequente análise quantitativa; enquanto a segunda etapa delineada na abordagem qualitativa. Na fase inicial, 71 alunos de uma faculdade privada do interior do estado de São Paulo, responderam formulários online a respeito do perfil sociodemográfico e sobre a escala MBI-SS que avalia a presença da Síndrome de Burnout em estudantes, enquanto na segunda fase foi executada uma entrevista junto à um grupo de 12 alunos escolhidos por meio de um sorteio. Os resultados evidenciaram que a maioria dos participantes são do sexo feminino e com relação aos índices de Burnout não apontaram a presença da síndrome e por fim na entrevista identificou-se os possíveis motivos associados ao estresse do estudante tais como auto cobrança, timidez, carga horária de estudos extensa, entre outros. Essa experiência forneceu subsídios para o implemento de estratégias preventivas a fim de assegurar uma melhor experiência na educação médica destes e de outros discentes, além da prevenção do estresse psíquico e patologias associadas, tais quais a Síndrome de Burnout
SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS: EFICIÊNCIA NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM
A sala de recursos multifuncional do tipo I, na Educação Básica oferta atendimento educacional especializado, de natureza pedagógica que complementa a escolarização de alunos que apresentam deficiência Intelectual e física, neuromotora, transtornos globais do desenvolvimento e transtornos funcionais específicos. Buscou- se analisar como a sala de recursos multifuncional tipo I consegue trazer benefícios para o processo de ensino aprendizagem de alunos com deficiência intelectual que frequentam o Ensino Fundamental II. Para tanto, pesquisou-se o caminho histórico e legal da Educação Especial, no Brasil, paralelamente, a legislação brasileira e paranaense sobre o funcionamento dessa sala. Descreveu-se sobre a deficiência intelectual, e a forma de atendimento desse alunado, os procedimentos adotados para encaminhar os alunos que apresentam baixo rendimento escolar. A Teoria Histórico- cultural e seu impacto na educação especial, foi item de estudo, destacando-se o pensamento de Vygotsky sobre o desenvolvimento humano e à apropriação da cultura, conceitos que dão validade ao trabalho pedagógico. Foram entrevistados por meio de um roteiro de entrevista, profissionais que atuam junto a alunos com deficiência intelectual. Esse estudo além de subsidiar a formação da pesquisadora, viabilizou-se momentos de reflexão sobre a prática profissional, de tal forma, que, enquanto acadêmica, propiciou as participantes da pesquisa, imersão em sua prática diária. Por fim, as entrevistadas demonstram a necessidade de parceria estreita entre os professores do ensino especializado e os professores do ensino comum para que as intervenções sejam eficientes na aprendizagem desses alunos, como também, uma formação continuada que dê conta das dificuldades que se apresentem no processo
PAPÉIS SOCIAIS E DESIGUALDADE DE GÊNERO NO ESPAÇO ESCOLAR: UMA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
Historicamente, as relações de gênero são atravessadas por paradigmas sobre os papéis sociais atribuídos aos homens e às mulheres, que reverberam em preconceitos, discriminações e desigualdades, bem como em expressões de violência contra a mulher, nos diversos contextos sociais. Essas concepções presentes na sociedade são também percebidas no espaço escolar, nos discursos, práticas pedagógicas e conteúdos didáticos que naturalizam a hierarquia nas relações entre homens e mulheres, e legitimam a desigualdade de gênero. Trata-se de uma revisão bibliográfica, realizada por meio de buscas nas bases de dados SciELO e Periódicos CAPES. Foram selecionados artigos publicados de janeiro de 2010 a agosto de 2020, objetivando investigar como a escola tem dialogado sobre os papéis sociais de gênero, baseados no modelo de masculinidade hegemônica, e como tais estereótipos contribuem para a reprodução e naturalização da desigualdade de gênero nas relações sociais entre homens e mulheres no espaço escolar. Para vislumbrarmos mudança no atual cenário, é essencial reconhecer a escola como lócus de transformação social, que se dá por meio de reflexão e consciência crítica. Cabe à escola utilizar estratégias que visem a problematizar as questões de gênero e ressignificar os paradigmas sociais que geram a desigualdade de gênero. Ademais, salientamos a importância da participação do poder público na promoção de formação docente sobre a temática gênero e diversidade, e proposição de políticas públicas que favoreçam a participação efetiva das mulheres, a fim de garantir uma educação para a equidade de gênero, com vistas ao desenvolvimento de uma sociedade mais justa e digna
ABORDAGEM DO GÉNERO TEXTUAL PUBLICIDADE COMERCIAL NA SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA BASEADA NO CONTEXTO MOÇAMBICANO
Este artigo comporta duas componentes: teórica e prática. Na primeira, com base na consulta bibliográfica, discutimos o conceito de géneros textuais e sua importância no ensino de língua portuguesa em Moçambique. Foi constatado que o currículo do Ensino Secundário Geral não prevê a abordagem dos géneros provérbio e adivinha, textos característicos dos povos bantu. Por outro lado, nos livros da 11ª e 12ª classe, há maior predominância de géneros textuais de base escrita em relação aos de tradição oral, o que atenta contra a cultura, compromete a expressão oral dos aprendentes e sua inserção na sociedade. Portanto, há necessidade de reflexões profundas e favoráveis ao aluno, tal como na 9ª classe, estrategicamente, o texto verbal e não verbal não são conceituados conforme o verbal e extraverbal de Bakhtin. A segunda componente está corporizada por uma proposta de sequência didáctica sobre publicidade comercial, à luz da realidade moçambicana
FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE PROFESSORAS NÃO LICENCIADAS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) apresenta expressivonúmero de professores bacharéis e tecnólogos também denominados nãolicenciados, em virtude da ausência de formação específica para a docência.O presente estudo buscou conhecer as influências de um curso de formaçãopedagógica institucional sobre professoras não licenciadas observandocomo mobilizam o processo de autoformação na sua constituição comodocentes. Trata-se de uma pesquisa qualitativa (TRIVIÑOS, 1987), que tevepor instrumento de coleta de dados entrevistas semiestruturadas com setecolaboradoras, professoras não licenciadas atuantes em um InstitutoFederal de Educação, Ciência e Tecnologia que optaram por realizarformação pedagógica ofertada pela Instituição em que atuam. Com base nasnarrativas de formação foi realizada leitura e interpretação dos dados à luzda Teoria da Análise de Conteúdo (BARDIN, 1977). Portanto, ao abordamosos movimentos de autoformação das professoras não licenciadasconcluímos que o protagonismo docente ocorre principalmente emaprender pela experiência. Nesse caso, constatou-se a relevância das trocasentre pares, a partir da formação de grupos ou redes