Revista Nova Paideia
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ENSINO REMOTO EMERGENCIAL NO PARANÁ: ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO E CONDIÇÕES DE TRABALHO DOCENTE
O presente artigo apresenta parte dos resultados da pesquisa desenvolvida durante o Mestrado Profissional em Sociologia - ProfSocio, defendida no ano de 2021, junto ao Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Paraná. A pesquisa foi realizada buscando apresentar as estratégias adotadas pelo governo do estado na implantação do Ensino Remoto Emergencial - ERE, assim como compreender a rotina laboral dos professores de sociologia da Rede Estadual de Ensino do Paraná. A investigação foi realizada por meio de análise documental, relatos da experiência dos professores, da participação enquanto docente em uma escola pública de ensino médio em Curitiba e de informações qualitativas coletadas via questionário
“ANA É UMA IDIOTA E FERNANDO ESTÁ CERTO”: CONSTRUINDO REFLEXÕES SOBRE O IMAGINÁRIO SOCIAL DE RESPONSÁVEIS ENVOLVENDO GÊNERO, CONSERVADORISMO E LAICIDADE.
Este artigo é resultado de uma pesquisa já concluída, que teve como objetivo entender como responsáveis por estudantes compreendem o conservadorismo e a laicidade na educação, por meio de suas percepções sobre questões de gênero. Utilizando uma “ferramenta de imaginário social”, na qual duas personagens emitiam opiniões antagônicas a respeito de um menino vestindo saia, pedimos que as responsáveis comentassem suas considerações. A partir das 22 respostas obtidas, concluímos que mais do que posições polarizadas sobre o assunto, nossas participantes nos ofereceram um espectro de posicionamentos que escapavam da esperada dualidade conservadorismo/progressismo. Mostrando que as pessoas são capazes de combinar, em suas elaborações e argumentações sobre gênero, noções muitas vezes dissonantes acerca do respeito às diferenças e à pluralidade inerentes à nossa sociedade, bem como a respeito do papel da religião na questão
ANALÍTICA DA APRENDIZAGEM EM UM CURSO TÉCNICO INTEGRADO: COMPREENDER PARA MELHORAR
Este trabalho tem como finalidade realizar a Analítica da Aprendizagem no contexto dos estudantes do curso Técnico em Informática integrado ao ensino médio no Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Brasília. A pesquisa considerou o cenário de Ensino Remoto Emergencial, decretado em virtude da pandemia da Covid-19 nas escolas públicas e privadas do Distrito Federal e a permanência dos cursos do IFB nesse modelo até o término do ano letivo de 2021. Foi adotada a metodologia exploratória e a obtenção dos dados se deu pela aplicação de um questionário online, elaborado com o recurso Enquete que é incorporado ao Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle. A abordagem foi realizada para o componente curricular Redes de Computadores, teve a participação de 42 estudantes matriculados no primeiro ano do curso e distribuídos em três turmas. A análise quantitativa e qualitativa dos dados forneceu indícios de dificuldades na compreensão de alguns conteúdos da disciplina, o que permite identificar gargalos e buscar melhorias para a próxima oferta na retomada do ensino presencial.
 
ENTRELAÇAMENTOS TEÓRICO-PRÁTICOS NA FORMAÇÃO CONTINUADA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
Este texto de abordagem qualitativa aplicada, objetiva compreender na voz de dois professores em formação continuada em um curso lato sensu sobre Educação Profissional e Tecnológica (EPT), as contribuições em sua prática no que tange à inovação em tempos de pandemia. Os procedimentos metodológicos baseiam-se na elaboração de planos de aula, projeto de intervenção e extensão, dentre outros materiais produzidos durante o curso. Os resultados, analisados a partir de uma perspectiva enunciativa-discursiva (Bakhtin, 2011[1979]), apontaram que os professores em formação se constituíram por práticas pedagógicas inclusivas e mobilizaram conhecimentos teórico-práticos voltados para o saber fazer na EPT envolvendo aspectos dialógicos/dialéticos na/pela interação social com o outro (professor – aprendiz). Considera-se que tais entrelaçamentos teórico-práticos vislumbraram a formação humana a partir da mediação empreendida nos/pelos percursos formativos de aprendizagem nas/pelas relações com o outro como um processo de inacabamento do sujeito, do aprendiz e do próprio professor mediador
FRAGILIZADOS OU FORTALECIDOS?: REPENSANDO A DOCÊNCIA EM TEMPOS DE ENSINO REMOTO
Este texto apresenta um relato de experiência expondo vivências de uma professora, no contexto educacional de uma escola pública da rede estadual, em um município de Goiás. Tem como foco de discussão e reflexão, a realidade vivenciada na docência durante a conjuntura da pandemia do Covid-19. Objetiva apresentar realidades e situações vividas pelos docentes no ensino remoto, ressaltando que podemos aprender algo no enfrentamento de qualquer acontecimento, por mais terrível que seja, ressignificando assim, a docência. O trabalho, mesmo sendo um relato de experiência, se pauta em uma pesquisa bibliográfica e exploratória, de abordagem qualitativa, utilizando-se de registros escritos durante todo processo experienciado. É baseado na experiência docente, dialogando com referenciais de Freire (1996), Santos (2020), Silva (2016), dentre outros que embasaram as discussões e reflexões. Acreditamos que as análises e reflexões fomentaram novos pensamentos, ideias e mudanças com relação à profissão docente e suas nuances nos dias que ainda estão por vir, como também destacou a importância da formação contínua no contexto escolar tendo como foco as práticas vividas pelos professores e professoras
O “NOVO” ENSINO MÉDIO NO CENÁRIO EDUCACIONAL PANDÊMICO
Este estudo objetiva analisar os movimentos políticos educacionais empreendidos na/para a reformulação e na/para a implementação do “Novo” Ensino Médio em 2020 nas redes pública e privada de Santa Catarina. O aporte teórico-metodológico assenta-se em uma abordagem qualitativa-descritiva a partir da discussão engendrada por cinco professores que atuam na Educação Básica em redes distintas: pública estadual, federal e na rede privada, no Estado de Santa Catarina sobre os documentos oficiais nacionais e estaduais direcionados para o “Novo” Ensino Médio. As análises baseadas na perspectiva enunciativa-discursiva, apontam que esta reforma curricular e com implicações na prática pedagógica, visam formar sujeitos-aprendizes engajados, ativos nos processos de ensino e aprendizagem. O professor neste contexto, assume o papel de mediador dos conhecimentos que constituem os/as estudantes em diferentes esferas sociais, até seu ingresso na esfera escolar. Além disso, acaba reverberando nas instituições escolares (pública e privada), a necessidade de reelaboração de seus Projetos Políticos Pedagógicos (PPP), conforme as orientações advindas dos documentos oficiais do “Novo” Ensino Médio. Considera-se, assim, que é preciso durante este processo de implementação do “Novo” Ensino Médio, ancorar-se em uma perspectiva que compreende o sujeito como um ser social, inacabado, em processo de aprendizagem e, que haja um acompanhamento pedagógico efetivo para estudantes, professores e gestores
SIGA O ORÇAMENTO: A (NÃO) IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639 EM DOIS MUNICÍPIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO
Esta comunicação científica apresenta resultados parciais de investigação sobre a alocação orçamentária de duas secretarias municipais de educação para a implementação de ações no campo da Educação das Relações Étnico-Raciais - ERER. Assume-se que o Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a ERER definiu um conjunto de atribuições sob a responsabilidade das secretarias municipais de educação que convocam uma atenção específica ao investimento de recursos financeiros, de modo a garantir as condições necessárias ao enfrentamento das desigualdades educacionais estruturadas a partir do contrato de dominação racial prevalente na sociedade brasileira. Metodologicamente, o estudo parte do levantamento de dados de investimento das secretarias de educação em um conjunto de sete ações e da análise da evolução deste investimento no quadriênio 2017-2020. Os resultados apontam para um investimento insuficiente tanto em termos absolutos quanto quando confrontamos com o tamanho das redes analisadas. Também apontam uma concentração do investimento em atividades internas da própria secretaria e uma ênfase restrita em ações diretamente realizadas com as escolas e os profissionais da rede de ensino
EDUCAÇÃO INTEGRAL: PROTAGONISMO NAS REFORMAS DO NOVO ENSINO MÉDIO
O trabalho busca contextualizar o ensino integral nas políticas educacionais desde a perspectiva das reformas implementadas pela Medida Provisória n° 746 de 2016. Nesse documento, destaca-se a expansão da jornada escolar como uma das principais medidas a serem promovidas nas escolas brasileiras. A metodologia adotada foi o levantamento bibliográfico de caráter qualitativo. Teve como fonte, artigos selecionados no repositório da plataforma Capes e Google Acadêmico, utilizando os descritores “educação integral” e “política educacional”, publicados entre 2016 e 2022. A investigação tem como objetivo, analisar como as pesquisas publicadas nos últimos 6 anos abordam o conceito de educação integral frente às mudanças no cenário educacional. Como resultado, foram encontrados 188 artigos, dos quais foram selecionados 14 textos. As análises permitiram relacionar as perspectivas de diferentes abordagens e concluir sobre a necessidade de contextualização das políticas de educação integral na literatura, bem como o afastamento de sua função social nas políticas de cunho reformista
APONTAMENTOS SOBRE A DESIGUALDADE NA EDUCAÇÃO A PARTIR DA SOCIOLOGIA DE JESSÉ SOUZA
O presente artigo apresenta uma abordagem a respeito da desigualdade na educação a partir da perspectiva teórica do sociólogo brasileiro Jessé Souza. Essa discussão faz parte de uma pesquisa de doutorado (PPGSP-UENF) sobre o conceito de conservadorismo no pensamento social brasileiro e, assim, abrange, em parte, a análise da produção e reprodução das desigualdades de classe no Brasil em importantes ícones da sociologia brasileira. A metodologia empregada é de cunho qualitativo e bibliográfico, onde apresentarei, através das principais obras do autor, o tema da desigualdade na educação e sua reprodução a partir de uma análise que contribui com um robusto aparato teórico, sem com isso, deixar de se associar investigações empíricas que, por sinal, são de cunho bastante enriquecedor. Os resultados apontam para a constatação de que, as desigualdades na educação, mais do que o acesso à educação formal de qualidade excelente ou regular, estão intimamente associadas a uma precária socialização primária e a ausência de uma disciplina corporal para o desenvolvimento de um “habitus” competitivo. Assim, para a população concernente à “ralé”, o cotidiano de disputas por bens escassos reservou, nada mais, do que um aparato moral de acomodação à exclusão das melhores oportunidades que, como evidenciam as pesquisas, acabam marcando a vida de milhões de pessoas que, assim, não respondem as necessidades da gramática política da modernidade
CONSTELAÇÕES DE APRENDIZAGENS NAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS
Esta pesquisa teve como proposta verificar quais análises tem-se no campo da pesquisa em relação às Constelações de Aprendizagem dos Quilombos, pensando o que se desenvolve como memória e resistência de manutenção de cultura e saberes tradicionais dessas comunidades. Para isso, pensou-se um esquema de constelações de aprendizagem idealizado pelos pesquisadores, a fim de entender se dentro dessas categorias existem pesquisas específicas, além de, buscar em referencial bibliográfico se existem pesquisas mais aprofundadas e com mais mecanismos de análises nesta temática. Após levantamento bibliográfico percebeu-se que nenhuma pesquisa tem esse aspecto específico com a temática quilombola e que tais pesquisas podem ser relevantes nessa compreensão, bem como, possibilitam a implementação de políticas públicas educacionais mais acolhedoras para quilombolas que possam trilhar suas trajetórias escolares formais e acadêmicas fora dos quilombos. A valorização desses saberes, aprendizagens e sistemas de organização comunitários se inserem relevantes tanto para a educação informal quanto para a educação formal, que precisa repensar seu sistema estrutural para se tornar cada vez mais eficiente para a diversidade além do discurso institucional