Revista Nova Paideia
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    ATIVIDADE EXPERIMENTAL INVESTIGATIVA E MULTISSENSORIAL PARA DEFICIENTES VISUAIS NO ENSINO DE QUÍMICA

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    Na atualidade, observa-se a complexidade e a dificuldade da inclusão de estudantes com deficiência visual nas aulas de Química. Por ser uma Ciência experimental, a ausência de atividades práticas inclusivas pode gerar uma compreensão incompleta dessa Ciência. Como a educação é um direito de todos, é importante questionarmos: como proporcionar atividades experimentais para estudantes com restrições visuais? Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo analisar uma proposta experimental investigativa e multissensorial para estudantes na etapa do Ensino Médio, com ou sem restrições visuais, para aprendizagem do conceito de gases. O experimento proposto foi realizado com materiais simples, de baixo custo e inócuos, como balão, garrafa PET e água. A atividade consiste em mergulhar uma garrafa, com um balão em seu gargalo, em um recipiente com água quente (entre 50 e 60 ºC) e depois na água fria (com cubos de gelo, com temperatura entre 5 e 10 ºC), para destacar a variação de volume do balão. O experimento proposto foi testado e avaliado com estudantes sem restrições visuais vendados e não vendados, além de um aluno com baixa visão vendado. Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, utilizando questionário e entrevista para a coleta de dados. Os resultados obtidos constataram que a atividade proposta foi bem avaliada pelos estudantes, indicando que experimentos investigativos multissensoriais pode ser uma boa alternativa para estudantes cegos. Além disso, mostrou-se também ser uma ótima opção para discutir inclusão nas aulas de Química com estudantes sem restrições visuais

    SABER MATEMÁTICA NÃO É UM DOM: narrativas docentes

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    Existem muitos mitos e estereótipos relacionados à matemática e sua aprendizagem. A capacidade de realizar rapidamente cálculos mentais com números grandes, por exemplo, é geralmente associada ao sucesso na área de matemática. E as pessoas com tal habilidade são chamadas de geniais, tratadas como indivíduos de sorte por terem nascido com um cérebro especial. Crenças como essa, ligadas à ideia de que saber matemática é um dom, podem afastar da matemática as pessoas que acreditam não ter esse tipo de cérebro. Com base em reflexões da abordagem Mentalidades Matemáticas e utilizando o método de pesquisa qualitativa Análise da Narrativa, o artigo pretende identificar crenças sobre a matemática nos relatos dos professores entrevistados e destacar argumentos que podem contribuir para a desconstrução desses mitos

    ANÁLISE DA INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DO IFB CAMPUS BRASÍLIA

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    A inclusão de Pessoas com Deficiência na sociedade e a garantia de seus direitos são temas cada vez mais debatidos nas últimas décadas, inclusive em Instituições de Ensino Superior, como o Instituto Federal de Brasília (IFB). O objetivo deste estudo foi analisar a eficácia do direito à educação assegurado às Pessoas com Deficiência, discentes dos cursos de Especialização presenciais do IFB Campus Brasília, pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência utilizado pelo Instituto Federal de Brasília. A sociedade começou a se preocupar com os direitos das Pessoas com Deficiência a partir dos anos 1960. No entanto, essa pauta se consolidou de vez no mundo ocidental na década de 1980. No Brasil, os direitos das Pessoas com Deficiência surgiram na Constituição Federal de 1988 e se fortaleceram de vez em 2015, com a sanção da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. O IFB também tem tomado medidas voltadas para a inclusão de Pessoas com Deficiência no ambiente acadêmico da instituição, sendo a mais notória delas a criação de um núcleo voltado para o atendimento desse público. Para realizar a coleta de dados, foi aplicado um questionário com perguntas relacionadas à metodologia de inclusão de estudantes com deficiência no ambiente acadêmico da instituição, que foi respondido por 12 discentes com deficiência e analisado por meio de estatística descritiva e análise de conteúdo. Após a análise dos dados, foi obtida a partir da métrica criada pelo autor da pesquisa a pontuação média de 3,25 pontos, o que significa que a eficácia do direito à educação assegurado às pessoas com deficiência discentes dos cursos de Especialização presenciais do IFB Campus Brasília utilizada pelo Instituto Federal de Brasília é mediana

    FEMINICÍDIO: estudo de caso de projeto de ação afirmativa no IF Sudeste MG - Campus São João del-Rei

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    Os estudos sobre feminicídio são atuais e emergentes na nossa sociedade. O feminicídio é resultado da violência em suas diversas tipificações que causam inicialmente impactos na saúde física e psicológica de quem as vivencia ocasionando o desfecho final, a morte. O presente artigo é resultado de um projeto de Ações Afirmativas ofertado para a comunidade acadêmica feminina do IF Sudeste MG - Campus São João del-Rei, que objetivou permitir espaços para a discussão sobre a questão do feminicídio e auxiliar no processo de empoderamento feminino. A metodologia de trabalho foi desenvolvida por meio de oficinas quinzenais com temas relacionados ao feminicídio, apresentando dados referentes ao número de casos de violência doméstica nos últimos anos, e orientando sobre os direitos da mulher, os possíveis relacionamentos abusivos e o conhecimento pessoal de si mesmo. Estruturou-se com uma equipe de 12 mulheres, discentes e servidoras. Como resultado, foi possível ampliar os espaços de discussão sobre a questão e consequentemente, auxiliar no processo de empoderamento feminino das alunas do ensino médio integrado ao técnico, técnico concomitante e superior

    A NEURODIVERSIDADE NA ESCOLA E A IMPORTÂNCIA DAS PRÁTICAS ARTICULADAS

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    A inclusão de estudantes neurodivergentes no ambiente escolar é uma questão que transcende a prática pedagógica convencional e atinge um patamar ético e social. Compreender e acolher a neurodiversidade é reconhecer que as variações cognitivas, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a dislexia, fazem parte da diversidade humana natural. O objetivo deste estudo é discutir a importância da formação continuada de professores e o papel dos profissionais de apoio escolar na inclusão efetiva de alunos neurodivergentes. A revisão bibliográfica se baseia na análise de práticos e explora a articulação necessária entre os diversos atores envolvidos na mediação escolar, desde o professor até os alunos e equipe pedagógica, com base na literatura atual sobre inclusão e neurodiversidade. Em suma, a neurodiversidade na escola requer um esforço coletivo e comprometido, onde a formação, a mediação e a adaptação de práticas pedagógicas se alinham para criar um ambiente educacional verdadeiramente inclusivo

    CAMINHOS PARA A ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: criação de roteiros multissensoriais pelo Campus Samambaia

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    Este relato de experiência tem por objetivo apresentar o projeto “Caminhos para a acessibilidade e inclusão na educação profissional e tecnológica: criação de roteiros multissensoriais pelo Campus Samambaia”, aprovado pelo Edital 24/2021 – RI/IFBRASILIA, e desenvolvido ao longo do ano de 2022. O propósito do projeto se amparou na sensibilização da comunidade acadêmica do Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Samambaia, a respeito dos processos de inclusão e acessibilidade, por meio de oficinas práticas e teóricas. Para tanto, a metodologia se apoiou em uma pesquisa bibliográfica e documental para aprofundar os conhecimentos teóricos sobre o tema e, em seguida, baseou-se na pesquisa-ação voltada para a execução da proposta. Os resultados consistiram na oferta de oficinas teóricas e práticas aos docentes, estudantes e técnicos da instituição sobre a importância da acessibilidade e inclusão no ambiente escolar; introdução de possibilidades de ensino e aprendizagem por meio de abordagens multissensoriais e; a produção de roteiros de acessibilidade que contemplam Pessoas com Deficiência (PcD). Desse modo, a apresentação dos resultados vinculados ao projeto segue contribuindo para a formação e reflexão dos educandos, docentes e técnicos do IFB, disseminando políticas de inclusão, ao fomentar o debate sobre acessibilidade e as formas de proporcionar melhor qualidade no atendimento e aprendizagem aos estudantes da Educação Profissional e Tecnológica

    DA COLONIALIDADE À DECOLONIALIDADE: implicações na Educação de Jovens e Adultos

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    O presente estudo objetiva refletir sobre as perspectivas interculturais e decoloniais e suas interfaces com a Educação de Jovens e Adultos (EJA), tendo em vista as marcas das matrizes coloniais e neocoloniais na educação, sobretudo cristalizadas nas práticas pedagógicas, no currículo, na avaliação e entre outras dimensões. Além disso, o estudo aqui discutido tem o intento de responder: quais os desafios e possibilidades de adoção de um currículo intercultural e decolonial na educação de Jovens e Adultos?  Ante ao exposto, pretendemos apresentar as implicações e as possibilidades pedagógicas no chão da escola e seus (des)encontros de uma pedagogia decolonial possível. As discussões partem da revisão de literatura que versam sobre às questões interculturais (o outro, o diferente e os marcadores étnicos, raciais, de gênero e social) e como estas questões implicam na educação EJA. Para a análise dos dados, optou-se pela a Análise de Conteúdo desenvolvida por Bardin (2016), que será utilizada para operacionalizar a análise das informações, com base nos documentos, teorias e leis pertinentes ao fenômeno em estudo

    A CULTURA POPULAR EM ÂMBITO ESCOLAR : concepções históricas e seus desdobramentos na contemporaneidade

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    Este artigo tem a finalidade de refletir sobre o conceito e as concepções históricas da cultura popular, bem como apontar alguns desafios e possibilidades de seu uso em âmbito escolar na contemporaneidade. Realizou-se uma revisão bibliográfica e consulta à legislação brasileira (1996, 2017), por meio de levantamento de artigos, documentos e livros de renomados autores, como Bakhtin (2010), Burke (2010), Santaella (2003), Canclini (2019), Pessoa (2018), Brasil (2017), Brasil (1996), entre outros. A pesquisa configurou-se de forma qualitativa e o conteúdo dos artigos, livros e documentos foram analisados de maneira crítica e interpretativa, alinhada à experiência docente dos autores. Os resultados revelaram que a prática da valorização da cultura popular em âmbito escolar é permeada por desafios, como por exemplo um currículo elitista que em muitas vezes acaba dificultado tal prática, pois acaba valorizando uma perspectiva monocultural, além disso quando trabalhado ocorre quase que somente em datas comemorativas e prioriza o conteúdo descontextualizado que contemple as avaliações em larga escala; dentre outros. Por outro lado, as novas tecnologias digitais se bem utilizadas poderão auxiliar as camadas subalternas a darem voz às suas experiências e os documentos oficiais como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei nº 9.394/96 e a Base Nacional Comum Curricular que sinalizam uma autonomia às escolas, mesmo que limitada a trabalhar conteúdos das manifestações artísticas e culturais, no sentido de despertar nos estudantes o respeito à diversidade de saberes, identidade e culturas

    A INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR NA EJA – EPT NO IFPR/CAMPO LARGO

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    Este artigo descreve e contextualiza a integralização curricular realizada, no período de 2019 a 2023, no Curso Técnico em Administração, modalidade Educação de Jovens e Adultos no Instituto Federal do Paraná, Campus Campo Largo. Em paralelo, também relata a experiência da construção do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) com vistas ao atendimento do dever legal e compromisso institucional de ofertar escolarização para Jovens e Adultos maiores de 18 anos. Frente aos desafios pedagógicos enfrentados para a integração dos componentes curriculares, a solução encontrada foi a inserção no currículo de uma disciplina denominada Pratica Profissional Articulada (PPA). Com isso, semestralmente, mediante temas estabelecidos no PPC, há o planejamento coletivo e a articulação de conteúdos, a conexão de saberes, de diferentes áreas do conhecimento, com o apoio da Equipe Pedagógica do Campus. Os resultados iniciais apontam avanços na aprendizagem contextualizada dos estudantes, bem como no aprimoramento da prática pedagógica interdisciplinar

    O PAPEL DA COLABORAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA NA INCLUSÃO ESCOLAR DE UM ADOLESCENTE COM AUTISMO

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    O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é caracterizado por uma série de comportamentos que podem impactar na vida social e escolar da pessoa. Entre eles, estão as dificuldades na interação social e comunicação, além de comportamentos repetitivos e estereotipados. Esse estudo de caso, realizado na região oeste da Bahia, tem como objetivo identificar as principais dificuldades enfrentadas por escolas e famílias ao incluir adolescentes com autismo na educação profissional. O estudo é parte de um trabalho de conclusão de curso em Psicologia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, com base em um estudo de caso qualitativo. O foco foi analisar, as características, motivações e experiências de um adolescente de 17 anos, diagnosticado com TEA, com a participação da responsável legal por esse estudante na escola e a coordenadora do setor de inclusão escolar, para tal foram realizadas entrevistas semiestruturadas. É importante ressaltar que a inclusão de alunos com TEA não se limita à adaptação curricular ou à formação docente. A inclusão efetiva só ocorre quando há um esforço coordenado entre todos os agentes envolvidos – escola, família e sociedade – para eliminar as barreiras que impedem a plena participação do estudante em todas as dimensões da vida escolar

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